Daughter Of The Sea
1 De casa para o acampamento dos problemáticos
Notas iniciais
Besos, lindos. E se você está lendo isso, já te amo muuuuito ♥
– Ariel, vamos logo! — e novamente minha mãe está gritando comigo.
– Já vou! — retruco.
Por que minha mãe queria tanto que eu me apressasse? Por que ela me inscreveu em um acampamento de férias de verão para problemáticos. Eu gritei muito com ela quando esta me contou que eu iria e ponto final. Gritei, fiz manha e chorei, mas nada a amoleceu. Ela estava determinada para que eu fosse e pronto.
– Ariel! — ela grita. Sério, queria muito poder gritar com ela e mandar ela se calar, mas como ela é minha mãe, e eu a conheço melhor do que ninguém, é melhor eu ficar quieta mesmo.
– Eu já vou, mãe! — respondo.
Estou em meu quarto, pegando as últimas coisas que preciso. Eu pretendia enrola-la, mas ela já havia feito as minha mala e a colocado no bando de trás do by Text-Enhance\\\">carro. Eu realmente não sabia do por que ela tinha tanta pressa para que eu fosse. Eu tenho o verão todo pela frente! Eu poderia ir em uma semana, não logo no primeiro dia de férias.
Coloco meu IPod clandestinamente dentro de minha bolsa e desço as escadas pisando duro. Neste acampamento nenhum tipo de eletrônico era permitido, então minha mãe já havia feito eu dar tudo que eu pudesse levar de eletrônico para ela. Mas para a minha salvação, ela esqueceu o IPod.
– Finalmente! — minha mãe sorri ao me ver. Já eu, faço uma cara de quem comeu e não gostou ao vê-la. – Filha, não fique assim! Você vai adorar este lugar! Tem pessoas legais, e você se sentirá normal entre eles.
Normal. Uma coisa que eu nunca seria nem que eu quisesse. Eu tenho TDAH, então minhas notas são uma bosta. Eu e o meu melhor amigo temos isso. Skandar, o garoto que me fez sentir mais normal, já que ele tem o mesmo problema que eu. Acabamos nos conhecendo quando uma mulher feia, com presas e que tinha uma perna mais peluda que um São Bernardo, e a outra de bronze, me atacava. Então Skandar apareceu do nada e me salvou. Não sei o que ele fez com ela, mesmo que eu tente me lembrar. Como ele é dois anos mais by Text-Enhance\\\">velho do que eu, parece meu irmão.
– Um acampamento para pessoas problemáticas e você acha que eu vou me sentir bem entre eles? — falo grosseiramente.
Ela desfaz o sorriso e olha-me com preocupação.
– O que foi, mãe?
– Nada, só estou... Nervosa. — mentira. Ela não estava nervosa. Ela estava com algo em mente que a perturbava.
– Mamãe, eu já tenho 16 anos. Relaxa! Não precisa se preocupar, mesmo que eu esteja sendo obrigada a ir, não precisa se preocupar. — eu odeio vê-la preocupada. É doloroso. Pelo menos para mim.
– Bem, vamos embora, então. — minha mãe corre para a porta, já entrando no carro que está parado na calçada. Não posso deixar de notar a pressa que ela tem. Já até havia tirado o carro da garagem. Entro no carro sem falar uma palavra a ela. A mala já estava no banco de trás. Minha mãe deu a volta e entrando no carro, deu a partida, saindo cantando pneus.
– Quanta pressa. — murmuro. Sinto-me chateada com ela. Apesar de eu já ter tido problemas na escola, não achei que ela pensava que eu fosse problemática, e isso me perturba um pouco.
Eu queria poder falar com Skandar e dizer a ele que minhas férias de verão tinham ido para o buraco.
– Mãe, fale para o Skandar que não vou poder sair com ele essas férias.
– Ele não iria sair com você, Ariel.
Eu a olho, arqueando uma sobrancelha. Ele é o meu melhor amigo, claro que eu o veria.
– E por que eu não o veria?
– Por que ele está neste acampamento também. Aliás, ele que pediu para que você fosse. Skandar me ligou faz pucos dias e me lembrou de algumas coisas que eu já sabia, e decidi que você deveria ir para este acampamento. — ela tinha um sorriso mínimo nos lábios. Ela achava que eu e Skandar tínhamos alguma coisa, já que andávamos grudados, mas ele é apenas meu amigo, agora convence-la disso já é outra história.
– Ele está neste acampamento? — pergunto meio boba.
– Sim, ele estará te esperando bem na entrada, mas... Por que não me conta sobre a mulher que te perseguia? — Tá, como ela sabe disso? Skandar. Até isso ele falou para a minha mãe? E desde quando eles conversam?
– Mãe, não acha que está muito amiga do Skandar? — sorriu torto.
– Credo, Ariel. Como pode pensar uma coisa dessas? — ela continua olhando para a estrada, mas está com um sorriso mínimo no rosto.
– Ok então. — eu seguro o riso.
Volto os olhos para a janela. Conheço o lugar onde estamos. Long Island. Mas o que fazíamos ali?
– Chegamos. — ela disse quando para o carro no acostamento. Ela o desliga e abre a porta, saindo. Saio do carro e dou a volta, pegando minha bolsa e minha mala, seguindo-a. Ela travessou a estrada, e pegou as malas da minha mão, jogando-as do outro lado de uma cerca baixa que separava a estrada do bosque.
– Mãe! O que você está fazendo?! — ela me abraça rapidamente e me beija a testa.
– Boa sorte, amor. — ela corre para o carro e o liga. – Pule a cerca e suba até o topo do morro! — e assim ela foi embora.
Que mãe legal! Pelo amor! Que bom que ela me levou até lá, seria um problema se ela não tivesse feito isso.
Escalo a cerca e a pulo para o outro lado. Pego minha bolsa e minha mala e as meio carrego, meio arrasto até o topo. Não era uma distância, longa. No máximo 100 metros, mas era ingrime demais, e eu estava me cansando.
Chego ao topo e encontro um arco de pedra com uma frase em grego entalhada: Acampamento Meio-Sangue. Peraí! Desde quando eu ser ler grego? E onde raios está o Skandar?
– Procurando por mim? — uma voz fala atrás de mim. Reconheço ela de imediato.
– Skandar! — eu o abraço forte, percebendo o quanto senti falta dele. – Por que não me falou que viria para cá?
Ele deu de ombros com um sorriso torto no rosto.
– Surpresa! — ele me abraça novamente. – Então, vamos conhecer este acampamento?
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