Das Leben Kurz Schwarz
8 Capítulo 8 – Uma história e uma pergunta
A última noite foi muito boa para dormir, o dia anterior foi incrível. Acordei naquele quarto lindo, ba luz do dia o lugar era incrível, percebi que ele era maior do que eu imaginava, dava para treinar dentro dele.
Após um tempo admirando o quarto, abriram a porta do quarto. Era duas empregadas com bandejas.
Arrumaram uma espécie de mesa na cama, e disseram:
— Príncipe Kurz, quer que lhe demos comida na boca?
— Não, muito obrigado, já sou bem grande para me alimentar sozinho.
— Certo então, é que nosso antigo príncipe pedia que lhe dessemos o café na boca... Se quiser mais comida é só pedir, qualquer hora que quiser e o que quiser.
— Ok... — Olhei para aquele café da manhã, e vi que só aquilo era o suficiente para eu me alimentar por uma semana ou mais. — Mas acho que aqui tem muita comida... O suficiente para umas duas semanas.
— Muita comida? Mas senhor, o rei pediu para que colocássemos menos comida, e mesmo assim o senhor acha muito?
— Eu acho. Bom, amanhã tragam pouca coisa, por exemplo, dois pães, umas quatro fatias de queijo, suco de uva ou vinho, e só.
— Está bem, majestade.
— Não precisa me chamar de majestade, pode me chamar de Kurz, eu prefiro assim.
— Como desejar majestade. Ops, Kurz.
Comi o que consegui, nunca tinha recebido um café na cama, era uma coisa que eu pretendia fazer quando me casasse com Elisè. Mas pensando bem, ela já devia ter café na cama desde quando nasceu.
Após comer o máximo que consegui, me vesti com roupas de príncipe, eram lindas e do meu tamanho. Quando eu estava me preparando para sair do quarto, encontrei Elisè entrando por uma passagem, o que para mim já não era estranho.
Ela disse:
— Kurz, como foi a noite? Gostou do novo quarto?
— Foi ótima amor. Claro que gostei, só não gosto de saber quem foi seu antigo dono.
— Só passei aqui para te dar um oi e avisar que de noite vou te contar uma história.
— Tudo bem amor, mas que história seria essa?
— Surpresa. Bom, vou indo, tenho minhas tarefas, outro dia te explico o que são ela.
Ela já estava quase saindo pela passagem, mas parou e voltou até mim e me beijou. Depois disse:
— Desculpe, tinha me esquecido disso. Agora vou indo.
Dessa vez ela não voltou.
Desci até a sala do trono, claro que me perdi no caminho até lá. Chegando lá, o rei me disse:
— Meu novo filho, hoje tens o dia livre, escolha o que quiser. Meus conselheiros disseram que você é muito bom com espada, falaram que tem o dom com ela.
— Como eles sabem?
— Ah, eu mandei eles vigiarem sua aula ontem. Está vendo como sou inteligente?
— Eu vejo. Bom, então posso treinar hoje sozinho?
— Claro, quantos prisioneiros quer para treinar e matar?
— Nenhum, obrigado. Só preciso de um local vazio.
— Que assim seja, treine onde achar melhor. Se quiser ir no pátio do castelo, aqui. É tudo seu. Ah e seus antigos pais estão aproveitando uma viagem para o litoral.
— Quando sairam?
Eu sabia que ir até o litoral era o sonho deles.
— Esta madrugada, retornam dentro de alguns meses.
— Que bom, era o sonho deles.
Não acreditei que haviam me abandonado, pelo visto confiavam mesmo nessa gente.
Saí da sala do trono e fui para a área onde eu havia treinado ontem. Era maravilhoso treinar sem um professor chato.
Treinei durante algumas horas. Assim que parei, aquela empregada veio novamente com muita comida. Falei:
— Eu não disse para trazer menos comida?
— O senhor disse para eu trazer menos comida amanhã.
— Ai meu Deus, de agora em diante, traga pouca comida para mim todas as vezes, entendeu? Isso é um disperdicio de alimento.
— Entendido Kurz.
Percebi que os empregados seguiam tudo ao pé da letra.
O resto do dia me dediquei a explorar o castelo. Estava procurando Eli, mas não a encontrei. Ao invés de achar ela, encontrei a biblioteca do castela. Nunca havia entrado em uma biblioteca.
Passei o resto da tarde lendo uma história de cavaleiros que encontrei. Era bem interessante, mas bem infantil também. Quando começou a anoitecer, fui direto ao meu quarto, algo me dizia que os banquetes eram apenas em dias especiais.
Chegando no meu quarto, novamente entrou a empregada. Finalmente ela trouxe pouca comida, e disse:
— Espero ter acertado dessa fez Kurz.
— Está perfeito, que continue assim.
Comi tudo desta vez. Ela limpou, arrumou, trocou tudo e foi embora.
Decidi apreciar a vista da janela. A visão era boa, quando olhei para baixo, lembrei do dia que pulamos daquela janela, não sei se daria certo novamente.
Então o tempo foi passando e percebi que Elisè não chegava, decidi ir dormir.
No meio da madrugada fui acordado por Elisè. A reconheci facilmente, pois seus lindos cabelos cacheados estavam tocando minha face. Então ela disse:
— Desculpa a demora, mas tive uns problemas com meu pai, ele me manteve até tarde em casa, ajudando ele a pegar suas coisas e planejar estratégias. Sabe como é, ser filha do general não é tarefa fácil.
— Tudo bem amor. E então, qual a história que você vai me contar?
— Ah, é uma história muito importante.
— Por que?
— Bom, é uma história passada de geração em geração, antes mesmo dos nossos tataravós ela era contada, e essa história possui uma pergunta que deve ser respondida depois.
— Como assim uma pergunta?
— O homem deveria contar a história para a mulher e no final tem uma pergunta no fim, e a resposta da mulher decide o futuro dos dois. Bom... no nosso caso será meio que ao contrário, mas vai dar certo.
— Acho que entendi.
— Tanto faz, no final é só você me responder.
— Certo.
— Me deixe narrar a história.
Então comecei a escutá-la.
— No passado haviam dois estudantes, ambos se conheceram no primeiro ano, em uma importante escola do reino. O nome dos dois ninguém sabe, mas sabem a história deles. A garota era um pouco menor que o garoto, tinha um cabelo lindo, usava óculos e era bonita. O garoto inicialmente se mostrou uma pessoa com muito ódio das pessoas, e não demonstrou interesse por ela. O primeiro ano de ambos na escola foi difícil, ambos se apaixonaram por pessoas diferentes. O garoto teve diversas frustrações, e em um determinado dia, o garoto chegou a falar besteiras para varios de seus colegas, inclusive a menina. Dessa forma, ficaram até a metade do outro ano sem falar oi um para o outro. Na metade do segundo ano, o garoto começou a sentir algo por aquela estudante, mas logo percebeu que era tarde, pois aparentemente ela tinha um relacionamento com um de seus amigos.
— E o que ele fez?
— Calma Kurz, você é sempre apressado, escute a história até o fim e depois me responda, apenas.
— Certo.
— Continuando. O garoto decidiu ficar quieto, mas ele percebeu uma coisa, ele começou a ter sonhos com ela direto. Ele achando isso errado, pois ela estava em um relacionamento com seu amigo, ele decidiu procurar outra dama, mas nunca chegou a entrar em um relacionamento,apenas frustrações. No inicio do terceiro e último ano deles na escola, o garoto decidiu mudar, e também percebeu que a garota havia terminado o relacionamento com seu amigo. O garoto conheceu outra garota, essa garota mudou sua forma de pensar e mostrou para ele o lado positivo da vida, mas ela ainda não era seu par. Então, após uma mudança nos pensamentos, o garoto tomou coragem e começou a conversar com a estudante, após dois anos. Ele começou a enviar cartas, jogar com ela e cumprimentá-la nas manhãs. Ele percebeu que realmente gostava dela. As aulas acabaram, mas ele continuou a conversar com ela por cartas. Um dia ambos foram em uma festa, e ele não teve mais dúvidas, ela era linda. A partir daquele momento, ele investiu nela, começou a ver o que ela gostava e percebeu que ela gostava de fazer coisas legais, e logo, ambos poderiam dar um bom casal na mente dele.
— Hm. Interessante, mas... Ah, continua.
— O garoto gostaria muito de ter um relacionamento com ela, mas ela tinha um problema, os pais dela não deixavam ela fazer uma série de coisas. Ele não poderia nem levar ela para se conheceram melhor, e ele tinha diversos planos para sair com ela. E tinha outra coisa também, o garoto tinha medo dela não gostar dele, ou só querer ele como um bom amigo e por causa de um pedido, acabar a amizade . Ele também não se achava um cara muito legal, e tinha medo que ela gostasse de outro. Mas mesmo assim, ele largou todas essas dúvidas e medos para trás, e decidiu mandar uma história para ela, contando um pouco da história deles no ponto de vista dele, de uma forma indireta, mas que ao mesmo tempo era direta. E no final da história havia uma pergunta.
— Qual era?
— Você que está lendo esta história, você é uma pessoa que eu tenho gostado há um certo tempo, eu sei que essa não é a melhor forma de fazer esse pedido, eu queria fazer ele pessoalmente, para mostrar que sou uma pessoa normal, mas pela impossibilidade, terá de ser por aqui. Você é linda, é muito legal, uma pessoa muito boa, sempre me responde, sabe de bastante coisas legais, gosto de como você é, não importa o que os outros digam de você, se eu gosto de você, não vejo defeitos em você. Venho fazer uma pergunta. Ela é simples de se responder, mas deve ser pensada. Você aceitaria ficar comigo? Você sabe que faço essa pergunta para você, sim você mesma que está lendo, apenas me responda após ler e pensar, quando eu falar o próximo oi, me diga a resposta.
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