Das Leben Kurz Schwarz
9 Capítulo 9 – A morte e o sequestro
Após dar uma analisa, respondi:
— Se eu fosse responder seria não. Não acho que seria dessa forma, sei lá. Eles nem conversavam tanto, e de uma hora para outra essa mudança.
Eli me olhou com uma cara meio de desapontada, e disse:
— Bom, o minha ideia era você responder sim. Mas que seja, como sua resposta foi não, vamos dar um tempo.
— Sério isso? Me desculpa Elisè.
— Não vou te desculpar. Quando eu quiser posso pensar, até lá Kurz.
E ela se foi...
Eu não estava acreditando no que havia acontecido, de um minuto para outro perdi o que eu mais gostava.
Aquela noite foi muito difícil de dormir, eu estava muito triste, não sabia no que pensar.
Acordei cedo, muito triste ainda. Não tomei o café da manhã e nem desci para treinar. Eu fiquei a manhã e a tarde no quarto, na expectativa dela voltar e me desculpar, mas nada aconteceu.
No fim da tarde bateram na porta, era um guarda. Ele me disse:
— Príncipe Kurz Weiß, o rei me pediu para avisar. Nesta noite haverá um banquete para um convidado especial, o visconde de Grüschler.
— Certo, estarei lá.
Um banquete? Claro que Elisè estaria lá. Perguntei:
— Poderia me informar quem estará nesse banquete?
— O rei, o general e sua família, o visconde, e você.
— Perfeito.
Corri para me arrumar, queria estar bem bonito para Elisè, pensei que no banquete eu poderia fazer algo para mudar.
De noite, peguei a minha espada e desci para a sala do banquete, já estavam todos lá. O tal do visconde de Grüschler era um pouco mais gordo que o rei, tinha cabelos loiros, olhos verdes, nas suas costas carregava apenas um escudo, sem nenhuma espada à vista. Passei por trás dele e percebi que o escuto era vermelho, e percebi que no centro, parecia que um pequeno ponto brilhava.
Me sentei e então o rei disse:
— Como estamos todos aqui, podemos começar o banquete. — Ele olhou para mim e sorriu falando — Olha como sou um bom rei Kurz, eu esperei você para começar. Sou melhor que seu pais, não acha?
— Bom, meus pais não esperariam, eles iriam me buscar a força.
— Está vendo, sou um rei bom, e inteligente é claro.
Olhei para Elisè e percebi que ela estava segurando uma gargalhada. Eu também estava, aquele rei além de burro se achava muito, não acredito que ele era rei.
Durante o banquete, o Visconde não tirava os olhos do general e de Elisè. O general começou a contar a história de nossos antepassados, e os olhos do visconde brilhavam. Após o general terminar a história, o visconde começou a fazer mais perguntas sobre a espada Schwarz, e depois perguntou porque um pirralho como eu carregava a espada Weiß.
No final do banquete, o visconde se levantou e começou a falar:
— Majestade, se me permite, quero falar sobre a noite de hoje.
— Claro que pode falar, sua presença nos agrada.
— Esta noite, eu fui muito bem recebido. Mas não gosto de mentir, não sou o visconde de Grüschler. Não sou de Grüschler, sou apenas um soldado enviado para roubar as espadas Schwarz e Weiß. E para finalizar, vou mostra para vocês minha verdadeira forma, pois não gosto de mentiras.
Assim que acabou de falar, ficou o escudo das costas e colocou ele nos seus braços. Na mesma hora, houve um clarão que me cegou por alguns segundos, e logo me deparei com um demônio de quarto asas.
Fiquei paralisado. O general e Elisè sacaram suas armas e foram lutar contra o demônio. A mãe de Elisè e o rei se esconderam debaixo da mesa. O pai de Elisè lutavam contra o demônio, que se defendia e atacava com suas garras.
Enquanto eles lutavam eu não conseguia me mover, estava muito assustado.
Teve uma hora que o demônio começou a rir e disse:
— Cansei de brincar. Agora vou terminar logo isso, já está ficando chato.
Então o demônio simplesmente empurrou Elisè e seu pai, e desarmou ambos. Ele pegou Elisè e a espada Schwarz e disse:
— Agora mocinha, você irá morrer na lamina de sua própria espada.
Ele enfiou a espada no coração de Elisè, e após isso jogou ela no chão. Então disse:
— Agora é sua vez garoto.
E começou a correr em minha direção. Nessa hora, ao ver que ele havia matado Elisè, saquei minha espada e corri na direção dele. Saquei minha espada e quando eu fui atacar ele, minha espada emanou uma luz branca, que fez ele recuar.
O demônio começou a se afastar. Mas do nada, a luz parou. Então ele pegou o pai de Elisè e a espada Schwarz e saiu voando por uma janela.
Corri para ver Elisè.
Ela ainda estava viva, mas respirava com dificuldade. Chegando perto dela, ela começou a falar:
— É Kurz... Acho que acabou pra mim, dentro de alguns minutos eu vou morrer.
— Não, não pode ser assim, aquele maldito.
— Infelizmente tem que ser assim... Kurz, bom, me desculpe por ontem. Mas saiba, eu te perdoou por tudo.
— Eu também. — Não consegui conter as lágrimas.
— Mas talvez... Leia... sobre demônios.
— Lerei...
— Saiba que eu te amo...
E após isso ela deu seu último suspiro em meus braços.
Elisè morreu.
Peguei minha espada e saí andando sem rumo. Naquela noite, dormi no meio da floresta Schwarz.
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