Darkness Feed

6 O gênio da lâmpada concede desejos.


Suspiro e abro a porta do quarto.

Fora do quarto está frio. Olho para trás e vejo uma luz vermelha ligada vinda de uma superfície branca. Um aquecedor.

Desço as escadas e vejo Nathan com um controle remoto na mão e olhos fixos na televisão. Uma garrafa de cerveja em sua mão.

- Já tomou posse? — pergunto me sentando ao seu lado no sofá confortável de couro preto.

- Não posso mais assistir televisão? — diz ele dando mais uma golada na garrafa e prestando atenção em um jogo de futebol americano gravado.

- Não é sua casa. — digo.

Ele dá outra golada na garrafa, até que começo a me irritar e arranco a garrafa de sua mão.

- Quer parar de beber um segundo sequer? É nojento.

- Não fui eu quem decidiu ficar. — diz ele bravo. — Só estamos aqui porque você está caidinha pelo Sr. Chuveiro quente. Se fosse por mim, já estaríamos bem longe.

- Está com ciúmes? — pergunto.

Ele começa a rir desesperadamente.

- Claro. — diz ele sarcasticamente. — Porque você é a melhor garota que eu já vi na vida!

Escuto passos vindos da escada e vejo Carte desce-las esfregando o cabelo loiro em uma toalha branca.

- Ah, vocês já estão ai. — diz Carter sorrindo. — Já está bebendo?

- Quer um pouco? — pergunta Nathan estendendo a garrafa para Carter que dá de ombros e leva a garrafa á boca. Nathan olha para mim e ri. — Não é nojento?

Reviro os olhos e arranco a garrafa de sua mão, empurrando o líquido para o fundo de minha garganta.

Nathan revira os olhos e fica de lado no sofá, me encarando e sorrindo a cada careta que faço com o gosto amargo da bebida.

- Está aguentando mais do que eu pensei. — diz ele rindo. — Quer um copo de água? Só porque você fez isso, posso ir buscar para você.

Dou do ombros, mas logo concordo com a cabeça.

Nathan ri e anda até a cozinha. Carter se senta ao meu lado e ri.

- Não precisa fazer isso para impressionar ninguém. — diz ele em um tom gentil.

- Não quero impressionar o Nathan. — digo encarando seus olhos.

- Porque o Nathan é o Nathan. — diz ele olhando para a televisão. Ele tira uma mecha da frente de minha testa e sorri. — Você é realmente bonita.

- E você é realmente um idiota. — Nathan coloca um copo de vidro com água gelada na frente de meu rosto e abre mais uma garrafa de cerveja e depois outra, alcançando-a para Carter. — O que tem eu?

- Você tem uma personalidade tão diferente que criou um novo adjetivo. Nathan. — digo fazendo aspas com as mãos ao pronunciar seu nome.

- Le-gal. — diz ele com olhar assustado. Georgia desce correndo as escadas e ri ao esbarrar com Nathan. — Você bebeu algumas não foi?

- Papai não está mais aqui para me controlar. Maria e Gilbert estão no depósito fazendo alguma — Ela solta um soluço. — Coisa. Se é que me entende.

Carter solta uma risada.

- Cara, eu preciso gravar isso. — diz Carter se levantando do sofá.

- Não adianta. — diz Georgia com o dedo torto levantado. — Eu escondi tudo o que pode gravar antes de que tomar as garrafas de vinho e licor.

- Você é um saco. — diz Carter de braços cruzados.

- Tá, eu vou te levar de volta. — diz Nathan colocando o braço dela em seu pescoço e segurando sua cintura. — Já volto.

- Que seja. — digo aumentando o volume da televisão.

Nathan ri e sobe as escadas com Georgia.

- Quer comer alguma coisa? — pergunta Carter.

Dou de ombros e ele me leva até a cozinha.

Todos os eletrodomésticos são prateados e parecem ser novos.

As cadeiras de madeira estofadas com couro não parecem ser muito confortáveis, mas pouco me importa.

- Gosta de chocolate quente? — pergunta ele tirando uma caixa de leite vermelha na geladeira. Quase começo a rir, imaginando Nathan virando tudo na boca como um animal.

Concordo com a cabeça e me sento na cadeira.

Observando-o preparar o chocolate quente. Cada movimento dos dedos, cada gosta de leite derramado, cada mordida no lábio inferior.

Ele coloca uma xícara branca perto de minha mão e se senta em minha frente na outra cadeira.

Ele suspira e segura a xícara entre as duas mãos.

- Mas então, me fala sobre você. Aliás, me explica esta história de você viver com o Nathan e pelo jeito não aturar ele.

Ele dá uma golada no líquido quente e encara meus olhos.

- Meu irmão e eu vivíamos sozinhos em uma casa. Em uma noite, ouvimos batidas na porta e me irmão quase o matou, mas ele começou a viver com a gente.

- Seu irmão...

- É, morreu. Á um ano. Ou seja, á um ano que eu vivo com ele.

- Não deve ter sido agradável. — Ele bebe um gole da xícara. — Nathan é o tipo de cara que vive com alguma pessoa. Ele quer viver sozinho.

- Ele acha que a espécie tem que ficar junta. — digo levando a xícara até a boca e arqueando as sobrancelhas.

- Então porque ele se importa de ficar aqui? — Ele levanta as sobrancelhas e me encara.

- Eu não sei. — digo sorrindo. — Mas eu não me importo de ficar aqui.

- Talvez você possa ficar e Nathan seguir em frente.

- Só acho que sua irmã não vai gostar desta ideia. — digo movendo a xícara.

- Minha irmã gosta de você. — diz ele abrindo a mão em cima da mesa.

- E do Nathan. — digo sorrindo.

Notas finais
Uhull!! consegui postar. veleu povão.!!