Darkness
2 Uma "pequena" explosão
Notas iniciais
No segundo dia de aula os alunos ainda estavam animados com o fim das férias e o retorno ao colégio. A primeira aula do dia avia sido de álgebra, seguida por uma péssima aula de inglês e depois química, onde varias coisas aconteceram.
Quando a professora, Martina Carie, entrou na sala gritou em auto e bom som, para que todos da turma pudessem parar de conversar e prestar atenção em uma professora baixinha e atarracada.
– Bom dia turma! – Mas antes que o mais rápido aluno respondesse continuou a falar – Hoje iremos organizar as duplas permanentes ate o final do ano, se vocês se derem bem com o par vou trocá-los e se derem mal vão permanecer ate o ultimo dia do ano letivo com a mesma pessoa. Vamos começar. Senhorita Petrovith e senhor Martin – Diz ela com um sorriso no rosto ao falar o nome do garoto, alto, pele clara, cabelos pretos e organizadamente penteados para trás e olhos azuis atrás de um grande óculos de grau.
– Senhorita D’Nilee e... Hum... Senhor Foster – diz ela com a voz derretida e um grande sorriso, mas muitas garotas bufavam de frustração, por que não foram escolhidas como par do novo e bonito aluno. Jennifer tentou falar, mas a professora não dava tempo nem para respirar, terminou de juntar as duplas e logo continuou – Hoje, como é nossa primeira aula espero que seja diferente e divertida, e para a alegria de muitos, não muito complica. Quero que vocês provoquem uma pequena explosão utilizando as substancias que se encontram sobre as mesas, já com seus pares. Sarah tenho certeza que Ryan poderá te ajudar. Podem começar...
Logo, antes mesmo da permissão da professora todos já analisavam as cores dos frasquinhos de vidro que se encontravam sobre cada mesa.
– O que você pensa que esta fazendo? – Pergunta Jennifer a Jason que observava e misturava algumas substancias.
– Será que estou tentando causar uma explosão, como a professora pediu? – responde Jason em um tom bastante irônico.
– Mas tenho certeza que isso não vai dar certo. Temos que misturar esse com esse. – Ela aponta dois frascos possuindo substancias de cores vibrantes. — Não o que você está misturando.
–Jennifer você não deve saber muito de química, não é mesmo? – Pergunta o garoto mirando-a com as sobrancelhas erguidas.
–O que?! – Pergunta a ruiva espantada
–Acontece... Que o que você quer misturar não vai dar certo.
–O que você quer misturar não vai dar certo! — Retruca a garota indignada
–É mesmo? – Ele fala com um tom de ironia
–É mesmo, sim
–Então observe e aprenda.
Jason acrescenta uma nova substancia às diversas outras já misturadas e o que Jennifer menos esperava, acontece. Logo depois de despejar a tal substancia uma pequena explosão ocorre e todos da sala voltam os olhos para ele.
–Muito bem senhor Foster! – Diz a professora Clarie, que antes vigiava Sarah e depois acrescenta — E senhorita D'Nilee
– Obrigada, professora – Ele diz, com um sorriso no canto da boca, vitorioso. Olha para Jennifer e faz uma cara que logo ela entende com um “eu disse”
Ela bufa de frustração virando o rosto para o lado, arrancando outro sorriso de Jason
Do outro lado da sala, Sarah (Sendo observada de vez em quando pela professora) e Ryan estavam "discutindo" o que deveriam fazer.
–Sarah, nós não podemos por isso — Disse Ryan.
–Claro que podemos! Quer ver? — Ela diz tentando derramar o líquido, mas Ryan afasta a mão da garota.
–Você pelo menos sabe o que isso faz?
–E precisa?
–Claro! Por que você quer por isso?
–Porque a cor é bonita!
Ela mostra o frasco com o líquido laranja vivo com mais clareza para Ryan, fazendo o garoto revirar os olhos.
–Sarah... Não vai funcionar...
–Tá! — Ela se irrita colocando o frasco onde estava quando ela o achou — Então faz você sozinho!
Ele não diz nada, apenas assente com a cabeça. Ele já estava acostumado a fazer o trabalho todo sozinho, já que as pessoas sempre pediam isso. Porém, pela primeira vez alguém queria ajuda-lo e lá estava ele recusando, mas claro... Era Sarah. Ryan foi à prateleira no fundo da sala pegar mais substâncias e Sarah pois seu plano em pratica.
Ela queria demonstrar que poderia fazer algo de útil, pegou o frasco laranja vivo e derramou dentro do frasco maior que Ryan estava misturando as outras substâncias, nem sequer a cor azul escuro mudou. Colou o frasco onde estava antes de pega-lo e cruzou os braços. Ryan voltou com mais dois frascos, um vermelho e outro verde.
Colou o um pouco do vermelho no frasco maior e o estrago foi feito. O líquido mudou para vermelho começou a borbulhar sem parar e explodiu. A sala ficou cheia de fumaça, fazendo o alarme de incêndio disparar. Depois, tudo ficou em caos. Alunos corriam para a saída em desespero, garotas reclamavam de seus cabelos e alguns meninos falavam que aquilo havia sido extremamente foda.
–Sarah, o que você fez? — Perguntou Ryan chegando ao lado da garota tossindo, quando saíram da sala
– Eu? Eu coloquei o que eu queria para mostrar que daria certo! Então você colocou aquele líquido e PUFF! Explodiu!
–Mas eu falei para você não colocar!
–Mas pelo menos funcionou! Explodiu e era para fazer isso, não era?
–Era para causar uma pequena explosão, não explodir o laboratório — Apesar de tudo, Ryan não aparentava estar tão irritado, já estava acostumado (por estudar anos com Sarah) com as atrapalhadas da garota.
Ela revira os olhos.
–O que aconteceu? — Grita a professora
–Uma explosão, oras... — Diz Andrew Gilbert, o galinha da escola.
Todos riem menos, é claro, a professora e Ryan.
–Muito engraçadinho senhor Gilbert, mas eu quero saber quem foi!
Todos olharam de relance para Ryan e Sarah
–Acho que já sei quem foi... Vou tirar dois pontos da média dos dois — Diz a professora apontando para Sarah e Ryan — Não acredito que fez isso senhor Martin
–Na verdade professora... — Começou Sarah — A culpa foi minha. Eu que coloquei uma substancia que Ryan disse para eu não por. Não tire pontos dele, por favor.
–Ok, dois pontos a menos na média da senhorita Petrovich. Agora saiam para eu poder dar um jeito nisso
–Obriga... — Ryan começa a dizer para Sarah, mas é interrompido.
–Não me agradeça — Ela o corta e puxa Jennifer para o refeitório
***
Depois da aula de química, o sinal para o recreio tocou e todos desceram para um enorme pátio no prédio principal do colégio, divido em blocos com três andares, onde em cada sala era ensinada uma matéria diferente. Todos pegaram seus almoços, se sentaram e Jason vai em direção à Jennifer e Sarah.
“Em todo esse pátio, todas essas mesas e todas essas pessoas ele tinha que escolher logo onde eu estou sentada?” pensa Jennifer quando o loiro senta na sua mesa e de Sarah.
–Oi garotas, posso me sentar aqui? – Pergunta Jason debruçando-se na mesa
–Não – Responde Jennifer curta e grosseiramente.
–Jennifer! Pode sim Jason – Fala Sarah encarando Jennifer
–Tudo bem para você Jennifer? Eu me sentar aqui? — Ele pergunta com um sorriso galanteador
–Já ta sentando mesmo, não é? – Fala a ruiva olhando para o prato – Mas... por que aqui? Tem outras mesas sabia?
–Gostei desse lugar, acho que fico melhor ao lado de pessoas não populares como eu e... Jennifer nós somos parceiros da aula de química, qual é?
–Mas Jason, você é popular, quer dizer... esta ficando. – Diz Sarah
–É verdade e a gente é até popular tá? Temos várias amigas, não é mesmo Sarah? — Comenta Jennifer
–Mentira, somos só nos duas
Sarah e Jason riram e conseguiram provocar um sorrisinho de canto de boca em Jennifer que falou:
–Acontece que as pessoas não gostam de outras pessoas realmente legais. Gostam de pessoas bonitas e...
–Então você não estava mentindo, tem mesmo muitos amigos. – Disse Jason interrompendo-a, que ficou vermelha, de raiva ou de vergonha
–As pessoas bonitas, ricas e que tem historias chatas e entediantes são consideradas interessantes e gente que lê livros, tem cultura e são realmente legais são consideradas sem graça. E... Jason nunca me interrompa.
–Tudo bem Jennifer. Vocês são sem graça, acho que eu também – Fala Jason rindo.
–Eu não sou sem graça, mas também não leio livros, não sei se tenho cultura e sou bastante burra – Retruca Sarah
–Você, minha cara Sarah, não conta — Diz Jennifer
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