Notas iniciais
Esperamos que gostem... Comentem por favor!Temos muitas ideias para essa história, com mais e mais mistérios a cada capítulo.Já temos alguns capítulos prontos, mas vamos postar de pouco em pouco.

Little Win é um pequeno povoado na Grã-Betania, com aproximadamente 653 habitantes. Afinal, poucas pessoas são corajosas o suficiente para morar em uma cidade cuja a qual várias lendas rondam. Muitas pessoas confirmam boatos de uma floresta assombrada.... A Floresta dos Vom. E mais poucas pessoas ainda têm coragem de entrar e explorar a floresta.

Jennifer D'Nilee é uma dessas, 16 anos, pele clara, ruiva natural, cabelos ondulados até um pouco abaixo dos ombros e tem olhos verdes e mais bonita do que acha que é. Vive com a avó materna, já que sua mãe morreu quando ela tinha apenas quatro anos e nunca soube o que ocorreu com seu pai depois que abandonou a mãe e Jennifer quando ela nasceu. Tem uma melhor e única amiga, Sarah, esta também é uma que tem coragem para entrar na floresta. Sarah vive com seu pai que é um historiador. Sarah também tem 16 anos, morena, com cabelos lisos, compridos e castanhos e olhos cor de mel.

Viraram melhores amigas e se conheceram cedo, estudam juntas em Little Win High School desde que elas eram pequenas.

No inicio de setembro, as aulas iam começar. Jennifer e Sarah não estavam muito ansiosas para a maioria das aulas, mas havia uma em especial que elas sentiram muitas saudades até mesmo durante as férias. As aulas da professora Nicole Whisher, que dava aula de História Local, que era uma matéria que falava de todas as lendas e histórias de Little Win, as que a maioria dos alunos mais gostava eram as histórias sobre a sombria Floresta dos Vom. Por mais que sombrias fossem, todos gostavam. Mas como já dito, poucas tinham coragem de ir para lá.

***

A primeira aula do segundo ano era matemática, o que não foi nem um pouco animador, seguida por uma de história, inglês e finalmente, História Local. Todos entraram correndo na sala de História Local, uma sala toda decorada com vasos de árvores média, que lembrava um pouco a floresta e desenhos de seres mágicos. Era bem escura, mas parcialmente clara, para dar um clima mais sombrio nas aulas. Quando todos estavam sentados e conversando não muito baixo a professora chegou.

– Olá turma! — Ela disse com um sorriso contagiante no rosto — Bom dia!

Nicole Whisher, ou simplesmente Nicole, como os alunos a chamavam fora da sala de aula, sempre viveu na cidade, uma mulher jovem com cerca de 37 anos, cabelos ruivos e lisos e olhos castanhos e sofridos. O que é estranho já que ela conhece tanto a Floresta dos Vom's, já que quase ninguém sabe muito sobre o assunto. Ninguém sabe muito bem sobre a adolescência da professora, já de sua infância ela adora falar, sempre fala de como gostava de ir a floresta desde pequena acompanhar seu pai nas caças ao alimento, já que ela nunca fora rica, sempre lutando para conseguir todo o que tem hoje, depois que seu pai morreu, por um motivo desconhecido pelos alunos, ela aprendeu a viver sozinha

–Bom dia, professora!- Disseram os alunos em coro.

–Vamos....- Ela começou, mas foi interrompida por um aluno que chegou atrasado.

–Desculpe, posso?- Ele pergunta, muitas garotas suspiraram. Ele era lindo, não dava para negar, com cabelos loiros e um pouco despenteados, um tanto pálido, seus olhos eram azul claro e usava uma jaqueta uma jaqueta de couro preta.

– Claro, deve ser novato certo?- A professora pergunta e ele faz que sim com a cabeça — Seu nome?

– Jason Foster

–Sente-se — Ela aponta para a cadeira vazia atrás de Sarah que estava na quarta fileira do lado esquerdo de Jennifer, ele vai até lá e se senta

–Vamos começar com.... Uma lenda? Quem sabe uma? — Muitas pessoas levantam a mão, inclusive o novo aluno -Sr. Foster?- Ela diz apontando para Jason.

– Obrigado professora — Ele sorri fazendo muitas garotas suspirarem e Jennifer revirar os olhos. Ele limpa a garganta e começa:

– Em uma noite, uma mulher muito bonita, pura e virgem, adentrou a Floresta dos Vom à procura de algo que pudesse a deixar feliz, já que o mundo e as pessoas não a aceitavam. — Sua voz era um tanto sombria — Acreditava que o mundo estava contra ela, talvez estivesse certa, o por quê disso? O mundo é injusto com todos, isso ninguém pode negar. Não percebera tão cedo que do sul vinha um animal tão branco quanto a neve, com um chifre em espiral, um unicórnio. Logo que percebeu a presença do animal assustou-se, pois não acreditava que tal criatura existisse. A criatura se aproximou hesitante, a mulher a deixou se aproximar. Estava prestes a tocar no animal, quando uma sombra negra atravessa o animal, fazendo que ele caia imóvel no chão. A mulher quase gritaria em desespero, se o mesmo que foi feito com o animal não fosse repetido com a mesma.

Sarah saiu correndo da sala chorando, mas não chamou atenção de muitos já que estavam prestando atenção a lenda. Jennifer ficou assustada, pois sabia bem o motivo das lágrimas da amiga.

–Parabéns! Eu nunca tinha ouvido essa, mas é muito interessante! — Disse a professora não muito animada

Todos ficaram abismados com o fato da pessoa que mais conhecia as lendas, histórias e mitos da floresta não conhecer uma lenda de uma floresta da cidade onde ela morava desde criança. A aula continuou com a professora contando uma lenda grande sobre a cidade, porém essa não era sobre a floresta

Assim que a aula acabou todos saíram da sala de aula se despedindo da professora. Jennifer não teve tempo pra isso. Logo ao sair da porta da sala de aula para ir atrás de Sarah, Jennifer deparou-se com a diretora Lívia Quinn.

–Jennifer D'Nilee, pode me acompanhar? — Ela pediu

Jennifer que não queria acompanhar a diretora, justo no primeiro dia de aula quando ela estava correndo atrás de sua melhor amiga que encontrava aos prantos na frente de seu armário, mas disse mesmo assim:

–Sim, Diretora Quinn.

Elas andaram pelos corredores até chegar à sala da diretora Jennifer olhando para trás vendo sua amiga cada vez mais longe, no segundo andar. Era uma sala grande com belos quadros, da floresta, de algumas pessoas e uma foto dela com um rapaz, quando ainda era jovem. Ela era bonita, tinha um cabelo comprido e preto, não grisalho como é atualmente. Ela foi sentando em sua cadeira e disse:

– Senhorita D'Nilee, alguém te telefonou, disse que é urgente.

Jennifer estava com um pouco de medo achando que levaria alguma bronca, sem motivo já que ela e Sarah não eram tão bagunceiras, mas o medo não passou quando a diretora disse que se tratava de um telefonema, ficou com medo de que tivesse acontecido algo de ruim com a sua avó, Nancy. Com muito medo de saber do que se tratava, ela pegou o telefone e disse:

– Alo.

–Oi, filha? Te procurei por tanto tempo!- Disse a voz de um homem.

–Pai?- Perguntou Jennifer- Como você me encontrou?

–Telefonei para a escola e pedi para te chamarem. Finalmente estou falando com você!

–Finalmente? Você me procura há tanto tempo assim?

–Somente agora você esta crescida o bastante para saber por que te deixei com sua mãe. — Disse o homem e se despedindo disse- Manterei contato.

Assim acabou a conversa de Jennifer e seu pai. Jennifer saiu correndo da sala com algumas lágrimas querendo sair

Jennifer foi para o seu armário, do lado do de Sarah que não estava mais lá, então Jennifer guardou os materiais e correu para a saída da escola. Ao passar da porta de saída viu Sarah que não estava mais chorando e perguntou por que Jennifer estava assim, que disse:

– Meu pai me ligou, ele disse que ligou agora por que já sou grande o suficiente para saber por que ele foi embora.

– Mas você não é meio baixa? — Perguntou Sarah

– Eu não estou falando de altura, mas sim de idade. — Falou Jennifer rindo.

Jennifer já estava acostumada a explicar as coisas de forma mais detalhada para Sarah, mas sabia se começasse aquilo iria longe demais, então deixou a amiga falando sozinha e foi correndo para casa contar o que havia acontecido para a avó.

***

Correu muito, já que sua casa é um tanto quanto longe de sua escola.

Ao chegar em casa, chorando, sua avó perguntou:

– Minha filha, por que está chorando? O que aconteceu?

–Vó meu pai, meu pai me ligou- Jennifer respondeu chorando e ofegante

– Eu... eu já sabia que isso ia acontecer, na verdade ele ligou aqui te procurando, perguntando onde você estava, mas eu não falei. Então o que ele disse?

–Ele disse que eu sou grande o suficiente para saber porque ele foi embora e que manteria contato- Respondeu Jennifer

– Eu já imaginava- disse Nancy

– Eu não sei nem o que sentir, fico feliz pelo fato de meu pai ter aparecido e minha família não vai mais se resumir a você, ou se fico triste porque o monstro que me abandonou e abandonou a minha mãe e deixou ela morrer apareceu. O que eu faço?

Nancy não sabia o que responder já que tudo era verdade, bem, quase tudo.

–Minha filha eu não sei o que fazer ou falar para você.

Jennifer correu para seu quarto, um lugar cheio de fotos, pôsters e imagens diversas, escuro com pisca-piscas brancos com uma cama de casal cheia de almofadas, por mais que gostasse de seu quarto naquele momento ele não era o lugar que a deixaria a vontade. Então pegou o telefone e telefonou para Sarah:

– Alo?

–Sarah? Aqui é a Jennifer será que você pode ir para a floresta?

– Ah, claro te encontro lá!

Jennifer se vestiu e foi para a floresta, onde sempre encontrava a amiga. A estrada para chegar á floresta era estreita, pois poucas pessoas vão até lá, era uma floresta muito bonita, mas também muito escura e assustadora, as árvores eram bem unidas e a luz do sol quase não penetrava a floresta a deixando a ainda mais escura. Ao chegar lá Jennifer e Sarah se abraçaram fortemente e Sarah exclama:

–Vai ficar tudo bem!

–Eu sei por que você fala isso, por que é a única coisa que pode ser dita, mas você sabe que não vai ficar tudo bem.

– Para Jennifer, para. Não vamos falar disso, pelo menos por hoje. Você sabe por que eu sai da sala hoje, não é?- falou Sarah

–Sei, sei bem.

Quando Sarah tinha apenas sete anos e visitou a floresta pela 1° vez com Jennifer ela se sentou no chão apoiada em uma árvore um animal majestoso, um unicórnio se aproximou dela e se acomodou ao seu lado, Sarah ficou um pouco assustada no começo, mas depois ela se apegou ao animal e ela ia à floresta todos os dias visitá-lo

– Você não ficou chateada por aquele garoto ter contado aquela historia? — Pergunta Jennifer

–Não, porque apesar de tudo eu sei que unicórnios são criaturas fantásticas e ele não é culpado por conhecer uma lenda sobre o animal mais lindo que existe.

Jennifer olha para amiga da um sorriso de meia boca e percebe Sarah olhando pro nada, ela sabia que Sarah lembrava de cada segundo que passou com seu lindo animal. Jennifer não falou nada, obedeceu ao silencio da amiga.

Depois de dois anos, quando Sarah já estava com nove anos de idade, foi visitá-lo se acomodou em um tronco de arvore seu lindo unicórnio não se aproximou, então ela foi procurá-lo e o encontrou deitado no chão com a boca entreaberta, morto, quem teria tido tamanha coragem para matar o mais lindo e puro dos animais?

Sarah nunca descobriu, nem tentou, apenas nunca mais deixou isso acontecer de novo com ela, nunca mais se aproximou de nenhum animal, mágico ou não, era o único jeito de não sofrer novamente pelo mesmo motivo.

Todas as vezes que elas visitavam a floresta elas se encontravam na entrada da mesma, em uma estradinha com quase ninguém, melhor dizendo: ninguém.

Adentram a floreta não muito longe e ficam lá andando, conversando, pensando e ouvindo o canto dos pássaros.

–É estranho não acha? — Diz Sarah de repente depois de um grande silêncio

–O que é estranho?

– A gente vir para cá, sozinhas ficar andando e fazendo nada.

–O pior é que a gente gosta, você gosta não é?

–Claro que sim!

–Eu gosto de ficar aqui, é o único lugar onde somos as mais normais sendo as mais estranhas, diferentes daqui.

– O garoto novo é bonitinho, não é?- Sarah mudou de assunto do nada

– Eu acho que ele é ate bonitinho, só um pouco, mas chegou atrasado no primeiro dia de aula, perdeu meu respeito.

Sarah da um sorriso e fala:

– Mas ele é bonito e parece ser muito inteligente.

–Bonito pode ate ser, mas parece ser chato, metido, mas é sim bonito. — Falou Jennifer rapidamente

–Bonito e inteligente — Completa Sarah

– Pode ate pode ser...- tenta falar Jennifer que é interrompida por Sarah

– Só não é mais inteligente que eu, não é ?

–Não, ninguém nunca vai conseguir isso

Elas riem.

Notas finais
Desculpe-nos por qualquer erro ortográfico, nós reviramos bastante, mas as vezes acaba ficando um ou outro....