Dark World
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Não acerta nenhum de nós. Vemos muito sangue no chão, percebendo que era alguém que estava atrás da gente. Alguém desconhecido, mas que parecia que estava prestes a nos matar de alguma forma.
Me pergunto por quê o homem nos ajudou. Ele se apresenta com o nome de Steve. Seu cabelo era liso, preto e seus olhos eram azuis. Sua pele branca e sua aparência, poderia encantar as pessoas com facilidade. Sei disso, pois minha aparência é a mesma. Percebo que ele não era exatamente um "homem", era um adolescente, provavelmente com a mesma idade do que eu e tinha uma altura média para sua idade, parecia. Sua foice continuava a me assuntar, como se ele estivesse mentindo de não nos atacar em algum momento.
–Pessoal! -Steve diz. -Ajudei vocês porque precisarei da ajuda de vocês.
–Estava sendo bom de mais para acreditar que alguém nos ajudaria, sem querer algo em troca. -Disse Brianna.
–Desculpe, senhorita, mas realmente eu ajudei vocês por estarem em perigo e pensei que talvez, pelo modo como vocês estavam, seriam capazes de me ajudarem.
–Entendo! O que precisa? -Disse Aghata, ainda tentando tirar as folhas de grama nela.
–Preciso que encontrem um amigo meu, seu nome é Sho. -Ele começa a dizer. -O nome é japonês por causa do pai, mesmo que ele não tenha nascido e nem com aparência japonês. Podem me ajudar? -Perguntando com um olhar de cachorro.
–Podemos sim. -Digo, dando resposta para todos, mesmo não sabendo se aceitariam ou não.
–Mas nem conhecemos ele direito, Daniel. -Sussurra Stefane para mim.
–E não podemos ajudar uma pessoa, só porque não conhecemos? -Digo. -Seria o mesmo do que não ajudar um mendigo, por não conhecer ele e no fim, ele tiver quase morrendo.
–Desculpe! -Ela abaixa a cabeça.
–Sem problemas, Stefane. O que precisamos fazer, Steve? -Pergunto, me virando para ele ao lembrar seu nome.
–Vamos precisar nos separar. Ele tem a mesma aparência que eu, só que ele tem uma altura baixa para sua idade.
–E tem a mesma idade? -Pergunto.
–Não, mas descobriram que é ele, quando o encontrarem. Será a primeira pessoa que dirá o nome de Aryeh, que encontraram.
–Bem, mas desta vez, melhor que o Daniel e Aghata não irem sozinhos. Vai que eles tropeçam de novo e ficam sujos de novo? -Disse Thiago, irônico.
–... Entendi. -Disse Steve, deve ter maliciado. -Bem, então vamos cada um para um lado, sem alguém acompanhando?
–Sim, pode ser. -Disse Diego. -Podemos começar?
–Podemos! -Disse todos, como um coro.
–Mas depois terei que contar sobre o que aconteceu, quando eu estava capturado. -Disse André. -Como não estou em perigo no momento, posso deixar para contar depois.
–Quero também saber de tudo que se passar por cada um, nessa procura. -Digo, ficando curioso antes mesmo de começar.
–Certo! Também terá que dizer da sua. -Fala Aghata, fazendo um sorriso como se o meu fosse se tornar o mais interessante.
Eu concordo e começamos a nos separar. Continuo andando pela floresta, desta vez não terá a Aghata para fazer perder o foco. Vejo algo mais a frente, um barulho de espada. Tem alguém lutando, talvez não seja exatamente lutando, mas apenas treinando. Não parece que estão a sério, por isso acredito que seja treinamento. Aproximo deles com a minha espada em mão. Não faço ideia de como a espada voltou para minha mão, pelo momento que estava com a Aghata, não estar mais segurando, mas deixo para lá.
Aproximando deles, eles ouvem meu passo e as duas pessoas presente, volta sua espada a mim e eu aceito elas, fazendo caírem no chão e eles levantam o braço, como se eu fosse matá-los.
Me apresento, eles digam que se chamam Carlos e Pedro. Digo sobre o Sho, mesmo ainda achando o nome muito estranho. Eles entendem e falam que viram uma pessoa com a aparência e altura que eu lhe digo. Eles dizem que foi para o norte e por mais que eu não saiba exatamente onde seria o norte, eu continuei pelo mesmo caminho e eles afirmaram que era por lá mesmo, enquanto estava andando.
Me pergunto em quais lugares cada um foi e o que pode acontecer com eles, já que passamos por muitas coisas nesse tempo e Sho está no norte. Em falar em tempo, será quantas horas? Não estou com relógio. Me canso de andar, sento um pouco para descansar. Fico pensando se vou gostar do Sho, se vamos nos tornar amigos ou não. Acabo me esquecendo que tem o Steve, que também não sei se vou tornar amigo dele ou não.
Quando eu me descanso, levanto e tento andar mais um pouco. Fico andando, quando sinto um cheiro estranho. Continuo a andar e aproximando do cheiro, parece de alguma comida, humana, pelo menos.
Me aproximando, estava escrito uma placa dizendo que a comida era grátis e por mais que eu acho suspeito, entrei, pois a fome estava mais forte que a minha mente para pensar sobre o assunto.
Entrando, sinto o cheiro mais forte e analiso o que era. Era frango com quiabo, arroz e feijão, mas também tinha lasanha, farofa. Peguei tudo e como bebida, estava coca-cola. Achei estranho que lá estava coisas humanas, mas não perguntei como, apenas comi normalmente.
Me enchendo, vou para fora, a procura de Sho. Fico andando, continuando pelo norte, nada ainda aconteceu comigo sobre a comida, então evito pensar que algum problema aconteça. De repente, algo acontece. Um homem na minha frente fica parado e por um segundo, sua cabeça explode e o sangue é lançado de lá, me atingindo e me paralisando, novamente.
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