Dark World
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Fico tonto e acabo me apagando. Alguém me acorda pouco momento depois e meu corpo está dolorido. Me lembro que está prestes a escurecer logo e começo a andar a procura de um lugar para ficar. A pessoa que me acordou estava do meu lado, mas não faria nada além de me observar e eu não evito de ficar encarrando ele.
–Aryeh! Você conhece Aryeh? -Ele disse e eu começo a lembrar que a primeira pessoa a falar Aryeh seria o Sho e por mais estranho que seja, acreditei que ele fosse.
–Você é Sho? -Pergunto, tendo esperança que ele responda que sim.
–C-Como me conhece? -Ele fica assustado. Ele realmente é como foi dito, mas baixo. Me pergunto se são irmãos, mas acredito que não.
–Estava a sua procura. -Respondo.
–Então você conhece o Steve?
–Sim, conheço. Ele mesmo pediu ajuda para te procurar.
–Entendo! -Ele me olha de um jeito como se estivesse liberdade como amigo meu agora.
–Por que me olha assim? -Pergunto.
–Nada. Só queria dizer que você é bonito. -Ele diz e eu acho estranho.
–Obrigado! Você sabe que a nossa aparência é praticamente idêntica, certo? -Pergunto.
–Sim, claro!
–Então você acha eu bonito, considerando você bonito? -Pergunto, tentando me aliviar.
–Não! Te acho bonito, porque você é bonito e atraente.
–Entendo! Não posso negar também que você é bonito. -O que eu disse? Realmente ele é, mas não precisava que eu dissesse.
–Obrigado! -Ele agradece, abaixando a cabeça.
Pergunto ele sobre a pessoa que tinha perdido a cabeça e ele explica que foi ele que fez isso. Acho estranho, pois ele é uma criança ainda. Ele explica que sempre teve que lutar por algo ou alguém, aprendendo a se defender. Também disse que sabia usar algumas armas e que poderia me salvar sempre. Acho bonito da parte dele, mas também acho estranho.
Depois disso, ficamos em um longo silêncio. Por um momento, pergunto para ele se tem algum lugar que pudéssemos passar a noite e algum lugar para comer, já que passou tempo e minha fome já voltara.
Ele me leva para uma casa. Percebo que na casa estava algumas fotos dele, mas de Steve, não. Penso se por acaso seja de algum conhecido dele ou parente, mas ele já me avisa antes de eu perguntar.
Na casa, sinto um cheiro bom e ele me traz bandejas cheio de bolo, salgados, brigadeiros e como bebida estava copos com vinho para nós dois, com a garrafa na mesa a frente.
O comes e bebes já finalizara. Fui para o quarto que ele me mostrara e percebo que era o quarto dele e que iriamos ter que dormir juntos.
Ele me olha de um jeito estranho, como se eu tivesse que saber o que ele planejava. Ele começava a tirar a camisa preta dele. Começo a estranhar, mas ele não se importava. Iria para perto de mim e me jogava na cama. Penso o que ele está querendo fazer, até o momento que ele começa a se sentar em cima de mim. Sinto sua parte intima em cima de mim e por mais estranho que seja, não consegui lutar.
Ele começou a me beijar. Não consegui resistir e acabei respondendo o beijo, por mais que não deveria e não queria. Me pergunto se estou gostando dele, mas acredito que não estava.
Se aproveitando que estava respondendo, ele continuou me beijando. Ele tira minha camiseta de gola preta e começa a beijar meu corpo, até que ele começa a tirar o resto de sua roupa e a minha. Não conseguindo resistir, não sabendo o porquê, ele continua no mesmo ritmo até o ponto que continua com outras coisas.
POV Stefane
Estou com medo, todo mundo está muito afastado de mim. Onde será que está esse Sho? –Me pergunto a cada passo que dou. Olho para todas as coisas do lugar, pois já estava correndo perigo o bastante desde o momento que todos chegamos.
Estava em uma floresta. Fico enfraquecida, pois não comi até agora. Continuo a andar, pois não conheço nenhum lugar para comer e tenho medo de procurar algum lugar para comer, sozinho, sendo um risco para mim que não sabia usar a minha espada direito e apenas conseguia correr, pelo meu tamanho seria mais fácil.
Sinto que vou cair a qualquer momento, mas preciso tentar fazer algo sozinha. Um cheiro de comida me percorre. Por que quando estamos com fome, sentimos cheiro mais ampliado? –Me pergunto.
Percebo que não estou mais na floresta, devo ter acabado indo para fora por causa da fome e falta de atenção. Era algumas pessoas levando comida para mendigos. Acho interessante e por mais que eu esteja com fome, eu evito de querer pegar essa comida, pois sei que eles passaram dias sem comer e eu fiquei um dia.
–Gostaria de um pouco de comida, senhorita? –Disse uma das mulheres que estava entregando comida para os mendigos. -Por mais que não é mendiga, dá para reparar, você está prestes a desmaiar de fome, que também percebo.
–Não é necessário! Eles precisam mais do que eu. –Digo. Me pergunto sobre essa coisa de mendigo e entrega de comida para eles, estamos em Dark World e tem muita semelhança a nosso mundo, a Terra. Eles têm sentimentos humanos. Me lembro que nem todos são nasceram em Dark World e que são filhos de Adão e filhas de Eva.
–Não se preocupe, temos o bastante para alimentar todos que estão em Dark World e sabemos magia de multiplicação, por isso é bem fácil de todos se alimentarem.
–Filhos de Adão e filhas de Eva com magia? –Pergunto, confusa.
–Sim! Todos nós podemos aprender qualquer tipo de magia existente em Dark World, mas na Terra, onde eu nasci e acredito que você veio de lá, não tem como usar as magias aprendida aqui.
–Ah! Entendi.
Ela me serviu um pouco da comida. Era arroz, feijão, lasanha, maionese, farofa. Como bebida ela me serviu vinho.
Quando acabo, agradeço a ela. Ela acena com a cabeça e se afasta. Fico a pensar que talvez nem todos farão com que eu morra nesse lugar. Começo a acreditar que não encontrarei o Sho mais, mas continuo a andar.
Ao caminhar, encontro um casal brigando. Me aproximo, mas tento não chegar a separar a briga. O homem fala que iria se afastar e que não queria vê-la mais e ela começa a chorar, enquanto ele se afasta.
–O que será da minha vida agora? –Ela diz.
–Você deve seguir em frente. –Digo, me aproximando dela. –Uma vez eu li em algum lugar que, quando as pessoas realmente gostam de você, elas voltam. Mas a verdade é que quando gostam, nunca se vão, elas sempre ficam.
–Não sei quem é você, mas até que tem razão.
POV Thiago
Finalmente me separo daquelas pessoas. Já estava cansado de ficar perto delas e por mais que não gostaria de ajudar a procurar Sho, eu vou. Estou no lado oposto de Stefane. Ela foi para leste e eu para oeste.
Sinto um ódio por ter que fazer as coisas para as pessoas, estou com sono, por que não posso dormir? –Me pergunto. Estou querendo bater em alguém, descontando a raiva, mas não posso. Todos estamos em um caminho diferente da pessoa, mas não acho que todos estejam muito afastados, um do outro.
Continuo o meu rumo, não sei por quanto tempo continuarei. Eu poderia muito bem fingir que estou à procura de Sho e me sentar por aqui mesmo. Só que estou afim de machucar alguém e eu realmente, achando Sho primeiro, matarei ele sem hesitar. Caso alguém achar ruim, que me mate, mas não evitarei de matar ele.
Penso por um momento como eu estou. Nunca fui de ser desse jeito, pensamento pessimista e psicopata. Será que vindo para esse mundo, que até pelo nome, faz sentido com o que eu estou tendo? –Pergunto para mim mesmo.
Começo a ver um lago, quando estou quase saindo da floresta. Tiro a blusa vermelha que eu estava usando, minha bermuda jeans também e entro no lago. Sinto um alivio de estar na água. Começo a fechar o olho e aproveitar o meu tempo por lá, seria de bom uso, mesmo sabendo que tinha que evitar de dormir, que ainda por cima eu estava com sono.
Ouço barulho de passos. Saio do lago e começo a correr. Sim, eu estava correndo pelado por aí. As vezes as pessoas precisam correr pelado, é uma coisa boa. Penso em fazer uma campanha, onde todos têm que sair pelado, sinto-me muito bem assim.
–Quem será que está me seguindo? –Pergunto baixo para mim mesmo.
De repente, tropeço. Caindo no chão, coloco a mão, evitando de me machucar de certa forma.
Uma pessoa aparece na minha frente. Ela se apresenta com o nome de Robert. Robert disse sobre sua vida e me pediu para eu falar algo da minha vida, então eu disse uma frase de um livro que eu li:
–Passei a maior parte da minha vida tentando não chorar na frente das pessoas que me amavam. Você trinca os dentes. Você olha para cima. Você diz a si mesmo que se eles o virem chorando, aquilo vai magoá-los, e você não vai ser nada mais que uma tristeza na vida deles.
Ele se surpreende, pela sua expressão dá para entender. Me pergunto qual motivo me fez falar sobre isso.
Começa a escurecer e ele me leva para uma casa, acompanho ele e durmo em uma cama bem quentinha, não ligando se pode ou não ocorrer algo de perigoso.
Fale com o autor