Lembro-me que uma bolha de sangue, que todos saímos de lá. Senti isso e minha roupa coopera para me fazer pensar sobre isso.

Não faço ideia de onde estávamos e acredito que nenhum deles também saberia. Eles estavam desesperados, dramáticos, como se estivessem prestes a morrer a qualquer momento.

Resolvemos, então, que iriamos andar por ai, para encontrar alguém que pudesse nos ajudar, uma cidade para estar já que estávamos em uma floresta. Caminhando, percebemos que tem algum animal por perto, tentamos verificar para saber qual seria, mas estava em uma velocidade que não dava para identificar.

O que faltava acontece, uma neblina. Pelo menos, pensamos ser uma. Tudo bem escuro, o sol não dava para ver, o céu em si, estava muito escuro.

Não demorou muito tempo, logo a luz do sol aparecera novamente, mas um animal aparece na nossa frente. Percebemos que era o animal de antes, sendo ele um esquilo.

–F-Filhos de Adão... e... filhas... de... Eva? -O esquilo falava, dando pausas, como se estivesse muito surpresos

Ninguém respondeu, pois não sabia sobre o que ele estava falando.

–Vossas senhorias, como vieram para cá? Deve ser obra de Aryeh.

–Não sabemos como viemos. -Responde Stefane. -Só aparecemos aqui de repente.

–Quem é Aryeh? -Pergunta Aghata.

Quando ouvimos " Aryeh ", senti algo diferente. Parece que não fui o único, pois todos estavam de uma forma esquisita.

–Não sabem de nada daqui? -Pergunta o esquilo, olhando para a gente, como se fossemos retardados de perguntar sobre Aryeh.

–Não... -Responde Diego.

–Só chegamos aqui, sem aviso. -Interfere Thiago.

–Deve ser obra de Aryeh, mesmo. -Disse o esquilo e todos sentiram a mesma sensação estranha, pela suas expressões e por eu ter sentido, percebo.

–Bom... -Voltou a falar o esquilo, depois de um breve silêncio. — Dark World é um mundo feito por Aryeh, ele é o criador e rei de todos, ele nos deu a fala. Todos falam então? Devo imaginar que estão perguntando isso, a resposta seria não. Nem todos conseguem falar, aqueles que não fazem parte da natureza de Dark World nas regras de Aryeh, perde sua fala. Filhos de Adão e filhas de Eva, como eu tinha dito anteriormente, são vocês, os... como que chamam mesmo? Hum... humanos, acho. Vocês não são os únicos filhos de Adão e filhas de Eva aqui em Dark World.

–Se não somos os únicos, porque ficou desse jeito com a gente? -Pergunta Brianna.

–Por causa da profecia. -Responde o esquilo.

–Profecia? Nossa profecia? Qual é o nosso futuro? -Perguntava Stefane.

–Minha querida, às vezes, é bom não saber do nosso futuro. -Disse o esquilo, se aproximando da Stefane.

Fez um silêncio profundo. Qual será a nossa profecia? Fico curioso, mas não perguntarei, talvez ele tenha razão sobre " às vezes, é bom não saber do nosso futuro ", só fico interessado pelo assunto.

–Bem... vamos andando? Vocês conheceram um filho de Adão. -Disse o esquilo, depois de um longo silêncio.

Antes que alguém começasse a falar, ele já estava nos levando para fora da floresta. Encontramos uma casa velha. A casa era de coloração azulada, mas a casa estava quase destruída, parecia que alguém fazia isso de propósito, mas não dava para saber se era alguém da casa ou fora.

Entramos na casa. Um homem de óculos nos atende. Ele estava vestido de cinza e estava usando uma boina da mesma cor. Não dava para identificar as cores dos olhos facilmente, mas quando ele olha para mim, percebo que era normalmente castanho escuro. O que percebo no instante, é que eu sou o único dos homens que tem olhos azuis, que conheço.

–Ora ora, trouxe companhias. -Disse o homem.

–Bem... Pessoal, esse é André. André, esses são as pessoas da profecia, que não preciso falar quem é quem. -Disse o esquilo.

–Então quer dizer que tem mais gente que sabe da profecia. -Falo sem querer, como dizem "pensando alto ".

–Sim. -Disse André. -Bem... Bem-Vindos!

–Obrigado! -Fazem um coro os homens.

–Obrigada! -Fazem um coro as mulheres.

Começo a ouvir barulhos de passos e não era de nenhuma pessoa na casa, pois estávamos parados. Fico preocupado, mas presto atenção em André, que interrompe meu pensamento.

–Como podem ouvir, são passos de algumas pessoas que vem visitar a gente. Eles vem todos os dias, mas cada dia uma pessoa diferente. Eles fazem... bem... o que eles quiserem. -Fala André, abaixando a cabeça, triste.

Percebo que André não era muito superior a minha idade, só era alto. Talvez ele mora com alguém, além que algo tenha acontecido com a família dele, mas evito pensar nisso.

De repente, tudo fica escuro de novo. Quando volta, estamos com facas perto do nosso pescoço. Tentamos acertar as pessoas que estão com as facas na gente, com cotoveladas, socos, chutes, entre outros. Eles começam a gritar, mas colocavam algo entre nossos narizes e bocas, fazendo nos apagar.