- Acorde. – Sam levou um susto quando acordou de repente e viu o loiro bem perto de si, o observando firmemente, e reparou no quanto ele era branco, quase como sal. – Vocês não vão sair daqui sozinhos.

- Você já disse.

- Não durariam cinco minutos lá. – O rapaz continuou. – Vocês não conhecem esse lugar como eu. O Mestre dilaceraria você e as crianças bem rápido.

- E você já disse que não iria ajudar. – Sam lembrou-o, estranhando quando o outro arrulhou baixinho, sentando em seu colo.

- Eu poderia fazer isso... Por um preço.

- O que você quer em troca?

- O que você tem pra me oferecer? – O loiro sorriu maliciosamente, fazendo um corte fino na bochecha do maior para lamber o sangue em seguida. – Além desse sangue delicioso?

- Eu não tenho nada aqui. – Sam fechou os olhos por um momento, estremecendo levemente quando as mãos geladas do outro fizeram caminho por seu peito exposto.

- Tem sim. Quero você em troca. Não quero que fique preso. Apenas... Me satisfaça.

“Sexo? O que diabos esse cara está pensando?”

- Está bem. Mas eu não posso me mexer.

- Não se mexa então.

- E como espera que eu faça alguma coisa? – Sammy arqueou as duas sobrancelhas, confuso e o "cãozinho" rolou os olhos vagarosamente.

- Você não vai fazer nada. Agora cale a boca antes que eu mude de idéia.

- O que você vai... – Sam arregalou os olhos quando o loiro enfiou a mão em sua calça sem aviso, apertando com força seu membro. – Ai! Não é assim!

- Você quer sair daqui, não é? Então vai fazer do meu jeito. – O loiro retrucou, se ajeitando entre as pernas do rapaz e abaixando um pouco a calça e a boxer do Winchester, que engoliu em seco.

- Tá... – O moreno engoliu em seco quando o rapaz passou a língua por seu membro devagar, enclausurando-o na boca aos poucos. – Hm...

Sam fechou os olhos, mordendo o lábio inferior para não acabar gemendo alto e chamando a atenção de alguma coisa enquanto o loiro chupava e lambia seu pau com certa força, às vezes chegando a machucar. Logo gemeu de insatisfação quando o rapaz se ergueu quando estava quase gozando, mas se surpreendeu quando ele se sentou em seu colo.

- Você é gostoso... – O loiro sussurrou em seu ouvido.

O moreno tentou puxar o garoto, mas lembrou-se de que estava preso, e soltou um suspiro insatisfeito, gemendo quando o rapaz se afundou em seu membro, rosnando baixinho, e logo ele começou a se movimentar rápido e com força, fazendo ambos gemerem tão alto quanto podiam, e Sam fechou os olhos novamente, não acreditando no quanto aquilo era extremamente bom.

Não demorou para o loiro ir ainda mais fundo contra seu membro, e o Winchester não sabia exatamente se ele estava se machucando ou não, mas o rapaz parecia não se importar, indo tão rápido quanto podia, e logo Sam sentiu o corpo retesar, relaxando em seguida, gozando dentro do corpo do loiro, que gemeu baixinho, fazendo mais alguns movimentos antes de ronronar e relaxar, se levantando e lambendo os dedos distraidamente.

- Você é bom mesmo. – Ele comentou com um sussurro rouco, se abaixando para fechar as calças de Sam e sorrir maliciosamente.

- Que bom que passei na sua prova... – Sam comentou, respirando rápido, tentando acalmar-se da rodada inesperada de sexo quase selvagem.

- É. Mas pode ser melhor.

- O-o que? – O moreno arregalou os olhos levemente, não entendendo no primeiro momento e, quando entendeu, engasgou com o próprio ar. – Você disse que ia me ajudar!

- Eu disse. – O loiro sorriu e arranhou de leve o rosto pálido do maior. – Mas não disse quando eu iria.

- Seu bastardo desgraçado. – Sam rosnou, irritado.

- Não se preocupe. – O outro deu uma mordida leve no lóbulo da orelha do moreno, que refreou um gemido com esforço. – Eu vou ajudar.

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- Ei Bobby, sou eu. – John Winchester cumprimentou, batucando os dedos com nervosismo na mesa da lanchonete, preocupado. – Você falou com o Sam?

- Não falo há uns três dias, por quê?

- Ele não atende o celular. Você sabe pra onde ele estava indo?

- Ele me disse que ia até... Bedford, Pensilvânia.

- B-Bedford? – John engasgou com o próprio ar ao lembrar-se da pequena cidade. – Você tem certeza?

- Tenho. Oh merda. Foi onde o...

- Foi. – O Winchester engoliu em seco e se levantou, deixando algumas notas em cima da mesa, sem se preocupar. – Eu vou pra lá. Não vou perder outro filho naquela maldita cidade.

- Eu vou com você.

- Tá legal. Vejo você de manhã. Valeu Bobby.

Ele desligou e guardou o celular no bolso, fechando os olhos por um momento quando seus dedos tocaram um papel conhecido, e automaticamente puxou a foto antiga, suspirando ao observá-la por alguns instantes antes de enfiá-la no bolso novamente. Não conseguia acreditar naquilo. Decidiu sair dali e dirigir com toda a velocidade possível até a casa de Bobby, desejando que Sam não atendesse o celular por ter perdido o aparelho.

Chegaram em Bedford na madrugada seguinte, e o único hotel da pequena cidade parecia calmo demais. John tinha certeza de que não conseguiria dormir naquela noite, de tão agitado que estava. Sam não poderia ir para aquela cidade. Com dificuldade, conseguiu se deitar para tentar dormir um pouco, e logo finalmente adormeceu, ainda que estivesse extremamente preocupado com tudo.

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Bonnie olhou ao redor, notando que estava totalmente perdida no meio das pessoas que passavam rapidamente, mal reparando em sua presença ali. Engoliu em seco e, quase no mesmo instante, sentiu as lágrimas em seus olhos e estava pronta para começar a chorar quando, de repente, viu um rapaz muito bonito, de longos cabelos loiros presos num rabo-de-cavalo, com um tipo de roupa que via nos moços do circo, e que acenava para ela. Apertou o coelho de pelúcia nos braços magrinhos e se aproximou, meio receosa.

- Olá. – Ele sorriu gentilmente. – Você está perdida?

- T-tô.

- Hun, isso é um problema. – O rapaz fingiu pensar e, rapidamente, tirou a cartola, fazendo alguns movimentos com a mão livre e puxando um coelhinho muito branco e peludo. Bonnie riu, sentindo-se muito mais animada, e abraçou o novo bichinho, que não se importou, deixando-o perto do coelhinho de pelúcia. – Gosta de circo, querida?

- Muito! – A menina sorriu.

- Gostaria de ir até um? – Ele ofereceu, com um sorriso que, se Bonnie fosse mais velha, não confiaria nada, mas como tinha só sete anos, achou-o muito amável.

- Mas não tem nenhum hoje...

- Ah, tem sim. Um muito especial. – O rapaz colocou a cartola novamente.

- Mamãe disse que eu não posso falar com estranhos... – Bonnie disse meio tímida.

- Own, querida. Não sou um estranho, não mais. – O rapaz se abaixou na frente dela.

- Mas qual seu nome?

- Por que não me dá um? – Ele sorriu.

- Tá bom... Eu vou chamar você de... Hum... Michael.

- Parece legal. – O loiro sorriu levemente. – Bem, agora não sou mais um estranho, sou?

- Não. Meu nome é Bonnie.

- Bonnie. – Ele repetiu. – É um nome lindo.

- Obrigada.

- Então, senhorita Bonnie – O loiro sorriu mais, se levantando e estendendo o braço para que ela o segurasse. – Está pronta para ir?

- Er... Eu, sim. – A menina não pegou o braço do loiro por um triz, pois alguém segurara seu ombro.

- Confie em mim, querida. Esse cara não vai ser bonzinho com você. – Comentou um homem barbudo de boné. – Seus pais estão bem ali. – Apontou para um casal ao longe.

- Ahn... – Bonnie reconheceu os pais e lançou um olhar tímido ao loiro. – Desculpe, não posso ir agora.

- Tudo bem. E cuide bem do seu coelho, sim? – O loiro esboçou um sorriso e observou a menina assentiu e se afastar rapidamente, lançando um olhar quase raivoso para o homem, mas logo sua expressão suavizou. – Posso ajudá-lo, senhor?

- Claro que pode garoto. – Bobby sorriu levemente, tirando uma foto do bolso. – Por acaso você viu esse rapaz?

O loiro franziu as sobrancelhas, reconhecendo o garoto da jaula sorrindo ao lado de um homem moreno que aparentemente era o pai dele.

- Não, não vi. – Mentiu com naturalidade.

- Tem certeza? Essa é uma cidade pequena.

- Perdão, mas eu sou um artista. Vejo centenas de rostos todos os dias, eu não seria capaz de guardar todos. – O loiro esboçou um sorriso. – Por que não pergunta no hotel? Lá eles devem saber. Com licença.

- Claro. – Bobby comentou, não se espantando quando o garoto sumiu sem que ele soubesse como. – Vou descobrir que circo é esse.

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- Velho maldito. – O loiro resmungou, andando em círculos com certo nervosismo. – Não posso voltar sem a menininha... Droga... Oh. – Ele sorriu ao notar que estava perto de um colégio infantil. – Eu acho que o Mestre não vai se importar, não mesmo...

Ele se esgueirou silenciosamente até a entrada do colégio, passando os olhos pelas crianças que saiam, conversando entre si, animadas com mais um dia de aula, acenando rápido quando uma menina pareceu notar sua presença. Ela sorriu e se aproximou, parecendo curiosa.

- Olá. – Ele cumprimentou.

- Oi. Você é do circo, não é?

- Sim. Você gosta de circos?

- Eu adoro. Mas mamãe não me deixa ir... – Ela pareceu triste por um momento e ele tirou uma pequena flor da manga do casaco, entregando-a para a menina, que sorriu.

- Gostaria de ir ao circo hoje? Um muito especial? – Ele convidou, sorrindo levemente. – E será minha convidada, não precisará pagar nada.

- Hun. Acho que está bem. É muito longe?

- Não. – O loiro sorriu mais e ofereceu o braço para a moreninha. – Vamos?

- Sim. Mas tenho que ir pra casa logo.

- Não se preocupe meu bem, você estará em casa na hora certa.

- Então está bem. – Ela sorriu e segurou o braço do rapaz mais velho, o acompanhando, sem medo do estranho. – Você é bonito.

- Obrigado. Qual seu nome querida?

- Leyla.

- É um lindo nome, como você. – O loiro sorriu cativamente.

- Obrigada. E qual é o seu nome? – Leyla perguntou com curiosidade, mal notando por onde o loiro a levava.

- Você poderia me dar um nome.

- E por que você não tem nome? – A garotinha quis saber, fazendo o loiro rir.

- Porque eu vivo mudando. Não seria legal mudar e ficar com o mesmo nome sempre. – Ele sorriu levemente e Leyla franziu delicadamente o cenho, pensando.

- Hum... Posso chamar você de Daniel?

- Claro. Por aqui querida.

- Está bem.

Seguiu com a menina de mãos dadas para longe das pessoas. Pelo menos dessa vez ninguém o atrapalhara, e o Mestre não ficaria desapontado com ele. Logo já estavam perto da entrada do bosque e a loirinha engoliu em seco.

- Hun... – Leyla hesitou. – Eu queria... Avisar a mamãe que estou aqui, ela pode ficar preocupada comigo.

- Não precisa se preocupar. Não vai demorar nada.

- Eu... Tenho medo do escuro. – Ela murmurou, envergonhada.

- Oh, querida. Você não precisa ter medo. – Ele sorriu.

- Você vai ficar comigo lá? – Leyla perguntou.

- Claro que vou.

- Então tudo bem. – Ela sorriu mais relaxada. – Podemos ir.

- Que bom.

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- Outra garotinha sumiu. – John avisou ao entrar no quarto e suspirou, jogando-se na primeira poltrona que viu. – Mas que merda de cidade...

- Nem me fale. Quando foi?

- Agora pouco. Ela não voltou da escola e ninguém viu pra onde ou com quem ela foi.

- Desgraçado... – Bobby suspirou, jogando uma latinha de cerveja para o Winchester. – Essas meninas não têm conexão alguma. E eu acho que o nosso garoto do circo as escolhe de forma aleatória.

- Faz sentido. – John meneou rapidamente a cabeça, abrindo a latinha. – O que você encontrou sobre isso?

- Muito pouco. Só alguns jornais antigos, de 1930. Um circo que estava na cidade acabou sendo incendiado. Todo mundo do elenco morreu e, umas semanas depois, começaram os desaparecimentos.

- E que tipo de circo era esse?

- Tente adivinhar.

- Um... Circo de Horrores? – O Winchester arqueou as sobrancelhas, quase incrédulo. – Você só pode estar brincando comigo.

- Infelizmente não. – Bobby suspirou, dando um gole longo na cerveja.

- E o que você acha que... Acontece com essas crianças?

- Eu não quero imaginar.

John pensou em Sam por um momento, fraquejando. – Temos que achar esse circo. Estou com um mau pressentimento.

- Não é o único. – Bobby coçou a nuca rapidamente. – Mas não vai ser fácil.

- O jornal não diz onde o circo foi incendiado?

- Não. Só diz que alguns moradores se revoltaram quando descobriram o que faziam com as crianças do elenco e colocaram fogo. – O mais velho comentou. – A polícia não se preocupou em fazer nada. Eram os anos 30, ninguém se preocupava com artistas de circo.

- Eu imagino que não.

- Mas... – Bobby esboçou um sorriso. – Eu encontrei uma pessoa.

- Ainda vivo? O que, tem uns cem anos?

- 80. Ela tinha oito anos na época. E estava lá. Eu encontrei o endereço. Quer ir lá?

- Claro, mas você acha que ela falaria com a gente sobre isso?

- Não custa tentar. – O caçador mais velho balançou os ombros. – Ou você está com medo da velhinha?

- Não enche.

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John bateu na porta algumas vezes, ajeitando a gravata incômoda no pescoço, antes de uma mulher de no máximo 30 anos abrir a porta, desconfiada. Ela era bonita, mas tinha uma expressão mal-humorada.

- Quem é você?

- Agente Jendis, FBI. – O Winchester mostrou a carteira falsa e a mulher estreitou os olhos, entre preocupada e desconfiada. – A senhora Grace Morgan está?

- O que você quer com a minha avó?

- Conversar com ela.

- Sobre?

- Apenas perguntas de rotina, senhorita Morgan. – John sorriu levemente. – Eu prometo que não incomodarei muito a sua avó.

A mulher revirou os olhos, deixando que John entrasse. – Posso perguntar que tipo de perguntas de rotina são essas?

- É algo um pouco confidencial. – O caçador retrucou sério. – Só mesmo sua avó.

- Hun. – A mulher suspirou pesadamente. – Ela está na sala. Só não a incomode muito, ela já não é tão jovem.

- Claro.

John seguiu a mulher até a sala, esperando-a se afastar para a cozinha, e se aproximou, observando a senhora sentada numa cadeira de balanço, olhando para a televisão ligada em um programa qualquer.

- Er... Senhora Morgan? Sou o agente Jendis, FBI. Será que eu posso lhe fazer algumas perguntas?

- Pergunte. – Disse a senhora Morgan com uma voz seca.

- Bem... Eu soube que a senhora esteve num tal circo nos anos trinta, é verdade?

- O que o senhor quer saber? – Ela retrucou.

- O que aconteceu lá?

- Muita coisa aconteceu lá. – A velha se ajeitou na cadeira, parecendo incomodada.

- O que acontecia às crianças?

- Por que quer saber disso agora? Isso foi há 70 anos.

- Eu sei. Mas crianças estão desaparecendo, senhora Morgan. – John insistiu, se agachando até ficar na altura dos olhos da senhora. – E achamos que tem alguma coisa a ver com esse circo. Tudo o que a senhora disser pode nos ajudar.

- Você não acreditaria. Ninguém nunca acreditou.

- Eu vou acreditar senhora Morgan. – John assegurou. – Eu não sou como os outros.

- Está bem... Sente-se, por favor. – Ela pediu, acenando fracamente para a poltrona vazia perto da cadeira onde estava sentada, esperando o moreno se sentar para se ajeitar melhor e pousar as mãos entrelaçadas sobre o colo. – Eu tinha oito anos e um circo tinha acabado de chegar na cidade. Do lado de fora, eles eram bonitos. Muito encantadores. – John assentiu rapidamente, apenas ouvindo. – E claro, eu me encantei por cada um deles. – A senhora sorriu levemente triste. – O mais bonito deles era o mágico. Sempre gentil e era o mais encantador de todos. Era ele quem nos convidava para o circo.

- E quem ele convidava?

- Todos. Mas as crianças eram as favoritas, com todos os truques que ele fazia. Era um circo estranho, sabe? – Ela soltou um suspiro. – Era lindo, mas raramente alguém pagava. Às vezes um aristocrata mais rico ou um daqueles voluntários que gostava de ajudar as pessoas, mas só. Ninguém sabia como eles sobreviviam, nem quando e como iam embora, mas toda semana eles estavam de volta.

- E você chegou a entrar nesse circo? – John quis saber.

- Sim. Apenas uma vez. – A senhora Morgan apertou as mãos com nervosismo. – Geralmente eles se apresentavam na praça, longe do picadeiro deles, e apenas algumas pessoas iam até lá. Não deixavam nenhuma criança entrar também, por isso entrei escondida, pelos fundos. Eu acho que saí onde os camarins ficavam, ou deveriam ficar...

- O que você viu?

- Jaulas. Muitas. – Ela engoliu em seco, as mãos começando a tremer. – Era escuro e frio, e mesmo sendo noite de show, nem todos estavam lá no picadeiro. Então eu me aproximei de uma das jaulas e o vi. O mágico, mas ele não era aquele rapaz lindo de antes. Ele... Parecia só um cadáver, mas que ainda respirava. Naturalmente eu saí correndo de lá na mesma hora, e acabei saindo perto do picadeiro. Era... Como um pesadelo muito ruim. O pior era ver as pessoas se divertindo com aquilo, todo o sangue e a tortura...

John sentiu-se horrível quando a senhora começou a chorar e automaticamente segurou uma das mãos trêmulas dela, tentando acalmá-la, mas era realmente difícil. Depois de alguns minutos, ela parou de soluçar e enxugou as lágrimas, mais calma.

- Desculpe fazê-la passar por isso. – Ele pediu.

- Tudo bem. Eu acho que nunca contei isso pra ninguém, não com tantos detalhes. Você realmente acredita em mim, não é?

- Sim. Por favor, continue.

- Bem, depois eu consegui encontrar a saída e nunca mais voltei praquele lugar. – Ela suspirou baixinho. – Alguns dias depois, um grupo muito conservador chegou na cidade e não gostou do que faziam no circo. Então colocaram fogo no meio da noite e no dia seguinte eu soube que todos tinham morrido. Quando o grupo foi embora, começaram os desaparecimentos. A polícia dizia que era um psicopata maluco que estava na cidade, mas eu sabia que não era. Eu sempre via o mágico, muitas vezes, depois daquilo, mas ele apenas acenava e sumia, depois eu ficava sabendo que uma criança havia desaparecido.

- E eram crianças... Normais? Nada de incomum?

- Não, eu acho que não. Só... Dizem que elas se perdiam dos pais, ou eram abandonadas na praça antes de sumirem sem ninguém saber como. Acho que é só isso.

- Certo. Obrigado pela sua atenção, senhora Morgan. E desculpe de novo por tudo.

John voltou para o hotel com mais rapidez do que pensara que poderia conseguir. As palavras da senhora Morgan latejavam em sua cabeça e ele tinha que contar isso para alguém, no caso, para Bobby. Infelizmente ele havia saído, provavelmente para checar alguma coisa na delegacia local, e o Winchester ocupou-se em dar voltas pelo quarto, intrigado e preocupado. Não conseguia entender porque Sam havia sumido, mas logo seus pensamentos voltavam para o outro filho, o mais velho que havia perdido há tanto tempo. Passou a mão pelos cabelos, tentando afastar a culpa de imaginar que Dean não havia se perdido.

- Deus... Não me deixe perder toda a minha família, por favor. Não posso perder mais ninguém, por favor...

Continua...

Notas finais
Obrigada pelos reviews, meninas, isso me deixou muito animada *-*
Logo logo eu posto o próximo capítulo viu? Só um pouco de paciência :)
Beijos e reviews me deixam mais animada, sim? Hehehe.