Dark Dawn

2 Capítulo 2: Feliz Aniversário


Notas iniciais
Segundo capítulo de Dark Dawn! Boa leitura!

Dark Dawn

Capítulo 2:

Feliz Aniversário

○♦○

SASUKE OBSERVOU-OS DE LONGE enquanto treinavam o trabalho de equipe. Como o sol estava quente, abrigou-se à sombra frondejante de um bordo imenso, na orla do campo de treinamento. E, meio escondido, assistiu-os combinar suas habilidades para tentar superar seu sensei. Eles movimentavam-se bem juntos, coordenando seus passos para não serem pegos num ataque-surpresa.

Mitsuki era rápido. Usava bastante a capacidade elástica dos seus membros para construir uma aura de imprevisibilidade e adaptação que tornava quase impossível antecipá-lo. Sasuke conhecia o suficiente do seu passado com Orochimaru, ainda assim quis dar ao garoto o benefício da dúvida. Ele vinha se mostrando um bom companheiro de time para Sarada e para Boruto.

Por falar em Boruto, ele baseava muito do seu estilo de luta no do próprio pai, embora houvesse algo único nele. Percebeu isso quando o treinou há mais de meio ano e tentou ajudá-lo a se encontrar como Shinobi da melhor forma possível. Ele tinha vencido o ressentimento do pai e ainda evoluiu muito desde então; não tinha se desviado do caminho que encontrou e isso era bom.

Por último, havia Sarada. Ela tinha aprendido a utilizar seu Sharingan com maestria nos últimos meses. Tudo o que pôde ensinar a ela sobre o doujutsu dos Uchiha, ele ensinou, embora, no fundo, quisesse que ela construísse o próprio legado e que a história de dor e de sangue que estava vinculada ao Sharingan fosse esquecida. O clã Uchiha renasceria através dela, era um processo que já havia se iniciado. Soube disso no momento em que a pegou no colo pela primeira vez: tão pura que por muito pouco desacreditou que pudesse ter contribuído para criá-la e dar-lhe vida. Mas Sarada não tinha apenas características suas, havia muito de Sakura nela: seu espírito de batalha, sua determinação e a força sobre-humana que ela levava nos punhos capaz de pôr montanhas inteiras abaixo.

Era tanto interessante assisti-los trabalhar em equipe quanto nostálgico, quase como reviver o tempo que ele viveu ao lado do Time 7. Sasuke ansiava para que aqueles três não tivessem de passar pelas provações que ele, Naruto e Sakura passaram. A dor podia tê-los definido um dia, mas foi o amor e a esperança que os tornaram o que eram hoje.

À distância, assistiu a um ataque coordenado entre Sarada e Mitsuki: sua filha saltou por cima e realizou os selos de mão, soprando uma grande bola de fogo na direção de seu sensei. Mitsuki tentou surpreendê-lo com um ataque pela retaguarda. Foi quando Boruto surgiu acompanhado de dois clones das sombras, cercando pela frente e pelos flancos.

A vitória estava quase garantida, não fosse pelo fato de o próprio Konohamaru surpreendê-los com um clone das sombras também, que desapareceu ao receber o ataque combinado dos três, frustrando-os.

Ele reapareceu a vários metros dali, sorrindo em aprovação e declarando o treinamento encerrado. Sasuke escolheu esse momento para se aproximar, pisando a grama e caminhando até onde os quatro se reuniram.

— Tio Sasuke! — Boruto foi o primeiro a notá-lo e a cumprimentá-lo.

— Sasuke-san, já faz algum tempo! — Konohamaru ofereceu sua saudação respeitosa acompanhada de um sorriso cortês. — Eu ouvi dizer que tinha atravessado os portões da vila no dia anterior...

— Aa. Mas partirei novamente amanhã pela manhã — justificou-se, pensando no próximo passo arriscado da sua missão num país hostil.

Boruto acercou-se dele com uma expressão esperançosa, os grandes olhos azuis praticamente luziam.

— Ei, tio Sasuke, posso te mostrar a minha técnica nova mais tarde?!

— Claro — concordou.

— Isso, dattebasa! — ele comemorou ao cerrar os punhos e erguê-los acima da cabeça.

Mitsuki o encarou com seu olhar âmbar e profundo, e acenou com a cabeça para cumprimentá-lo também. Escapavam-lhe os detalhes do acordo de Orochimaru com a vila para que o garoto vivesse ali, mas acreditava que tivesse sido a melhor decisão no fim das contas.

Sarada se aproximou, as mãos apoiadas nos quadris para perguntar ao pai por que ele estava ali. Foi sincero e disse que tinha vindo para vê-los treinar. Konohamaru o abordou assim que os três se afastaram um pouco para discutir assuntos do time:

— Ei, Sasuke-san. Você está investigando o Chikage, não é? Ouvi alguns rumores — ele se explicou quando notou seu olhar enviesado. — É mesmo verdade tudo o que estão dizendo sobre ele?

Sasuke crispou o olhar, não o retirando de Sarada, Boruto e Mitsuki. Não escondeu a verdade dele ao respondê-lo num tom sombrio:

— É tudo verdade.

Konohamaru suspirou e alisou o topo da própria cabeça, coberta por uma juba de cabelo castanho.

— Suspeito que teremos problemas em breve então — ele concluiu pesaroso, abaixando o olhar para a grama aos pés deles. — Problemas bem grandes.

— Não se eu puder evitar — corrigiu-o.

Konohamaru ergueu o rosto para fitá-lo outra vez, sua expressão, embora cautelosa devido ao cenho franzido e o olhar carregado, sugeria aprovação. Por fim, ele concordou com um aceno da cabeça.

— Faça o necessário, Sasuke-san. Eu também farei a minha parte.

Em seguida, Sarada voltou a se aproximar dos dois para lembrar o pai de que tinham que ir para casa: era quase meio-dia. Assentiu, fingindo desconhecer a razão de sua pressa, e, juntos, partiram em direção a casa deles. Sasuke perguntou se a filha queria que passassem em algum lugar no caminho, mas ela negou.

Era bom caminhar ao lado dela, mesmo que estivessem em silêncio. A atenção de Sarada se dispersava para pontos diferentes, atraída pelos sons e pelas cores nas ruas da vila. Os deveres de Sasuke como Shinobi o forçaram a se afastar e a perder alguns dos melhores anos da vida da filha, e ele ainda tentava encontrar uma maneira de recompensá-la pela sua ausência.

— Vi o seu Katon lá no campo de treinamento — comentou e ela ergueu o rosto para fitá-lo com uma expressão expectante.

Sarada abaixou a cabeça depressa, ajeitando os óculos para esconder seus olhos do pai.

— Mesmo? E o que achou? — perguntou-o num fio de voz.

— Você já o domina muito bem — afirmou, para o seu alívio. — Quem sabe depois eu possa te mostrar algumas variações...

— Sim! — Sarada aprovou, interrompendo-o antes mesmo que ele terminasse a frase, com um sorriso amplo e animado; seu coração se tornou mais leve no peito com a alegria óbvia da filha.

Chegaram em casa e Sarada o chamou para que ele a ajudasse a começar os preparativos para o almoço, até que Sakura também chegasse. Juntos, cortaram as algas e os cogumelos para o udon, e ainda deram início ao preparo do tempura. Sakura os surpreendeu não muito tempo depois e se juntou a eles para que terminassem de preparar o almoço.

Quando tudo ficou pronto, sentaram-se à mesa para comer, conversando esporadicamente. Ao término, Sasuke notou os olhares enviesados — e não tão sutis assim — de Sakura dizendo-o para sair do cômodo e deixar as duas sozinhas. Olhou para Sarada, que mal continha a empolgação e suspirou.

Deixou a cozinha com o pretexto de que tiraria um cochilo, o que de fato aconteceu uma vez que deitou na sua cama. Não tinha dormido muito na noite passada. Despertou no meio da tarde com Sarada batendo à porta do quarto e chamando-o para descer.

Vestiu roupas limpas e que não estavam amarrotadas, e abriu a porta; Sarada o esperava no corredor. Sem lhe dizer uma única palavra ela o pegou pela mão e o conduziu até a cozinha. Sakura também estava lá com um bolo em cima da mesa. Sarada instou o pai a sentar numa das cadeiras e, juntas, elas desejaram feliz aniversário para ele.

Não se lembrava da última vez em que o seu aniversário fora comemorado dessa forma. Seu pai estava sempre atarefado com assuntos do clã, mas talvez ele tivesse lembranças vagas de Itachi e de sua mãe preparando algo similar, e da forma que ele preferia: íntimo e simples.

Sakura cortou fatias do bolo e as colocou em pratos, servindo a todos. Quando o prato foi colocado diante de Sasuke, Sarada notou o olhar desconfiado do pai e explicou-o, aos risos:

— É um cheesecake salgado com tomate, papai! Não é doce!

Provou um pedaço, um pouco desconfiado, e a sua surpresa ao fazê-lo divertiu a ambas. De fato, não era doce. Depois, Sarada retirou do seu esconderijo uma pequena caixa retangular e a estendeu para ele, encabulada e mal o olhando nos olhos:

— A mamãe me ajudou a comprar. É o seu presente!

Pegou-a das mãos dela, desfazendo o embrulho e o laço da fita, retirando a tampa e encontrando lá dentro um pequeno aparelho eletrônico retangular. Tinha visto outros o usando, mas não fazia ideia de que ganharia um de presente. Ante o seu aturdimento, Sarada explicou:

— É um celular, papai. Francamente, já estava na hora de ter um, shannaro!

— Um celular? — ecoou, analisando o pequeno e frágil aparelho entre os seus dedos.

Sarada bufou e cruzou os braços.

— Sim, para nos comunicarmos. Pode nos ligar e nos mandar mensagens de texto onde tiver torres de sinal. O senhor não pretendia usar os seus falcões para sempre, não é?!

Sasuke franziu a testa, confuso.

— O que há de errado com os meus falcões?

Sentiu uma necessidade premente de defendê-los. Eles eram ótimos meios para que ele se comunicasse com a vila e não entendia por que Sarada não pensava o mesmo.

— Eles estão ultrapassados, papai, é isso o que há de errado! Todo mundo usa celular hoje em dia! Pode usar os seus falcões quando não estiver perto da civilização, mas não há desculpa para usá-los se estiver numa cidade grande, por exemplo — Sarada insistiu, inclinando-se para ligar o aparelho na mão de Sasuke, mostrando como mexer nele. — A mamãe e eu já temos um, então sempre que quiser falar com a gente ficará mais fácil!

Sakura cobriu a boca para abafar o riso. Sasuke lançou um olhar profundo para a esposa, prometendo castigá-la de alguma forma por isso. De preferência faria isso mais tarde, na cama deles.

— Acho que o seu pai não se dá muito bem com tecnologia, Sarada — caçoou do marido.

Uma vez desafiado, ele prestou atenção às instruções de Sarada para aprender a mexer naquele aparelho. Não era tão difícil no fim das contas embora ela tivesse garantido que só o ensinou as funções básicas.

Além disso, percebeu que a intenção por trás do presente era facilitar a sua comunicação com ambas. Com toda a crise envolvendo o país do Sangue e o Chikage, ele mal tinha conseguido parar em casa nos últimos três meses e sabia que elas sentiam a sua falta assim como ele sentia a delas. Se aprender a mexer num celular era o necessário para encurtar a distância que o separava delas, então ele o faria.

Sasuke passou mais uma parte da tarde na companhia da família. Levou Sarada até uma parte mais afastada da vila e lhe mostrou algumas das variações do jutsu de fogo, mas garantiu a ela que poderia ser criativa e inventiva numa batalha. Ela captou bem as suas dicas e ainda mostrou a ele como estava progredindo com seus jutsus com shurikens.

Também se encontrou com Boruto antes do fim do dia para que ele lhe mostrasse, com muito orgulho, a nova técnica na qual estava trabalhando. Aconselhou-o como pôde e ele provou que tinha evoluído como Shinobi, que tinha, de fato, encontrado o seu caminho. Não conseguiu reagir apropriadamente quando o discípulo lhe disse que queria ser como ele no futuro: alguém que apoiava o Hokage, que agia como o seu braço direito e que protegia a vila mesmo que fosse a partir das sombras.

Sasuke tocou o topo da sua cabeça com a mão e o elogiou. Ele sorriu. Naruto veio ao encontro dos dois quando o sol pintava um poente alaranjado no horizonte. Uma brisa fresca agitava a grama ao redor deles. Ele disse a Boruto para que fosse para casa, pois sua mãe o esperava para o jantar.

E então ele cumpriu sua promessa e o levou para beber depois que o filho partiu, acenando entusiasticamente para o seu mestre enquanto corria pelo descampado, garantindo que melhoraria ainda mais da próxima vez em que se encontrassem.

— Anda, vamos beber um pouco e relembrar os velhos tempos! — Naruto o convidou com um sorriso cheio de dentes.

Acompanhou-o até um dos muitos izakayas espalhados pela vila e ele pediu por dois copos e por uma garrafa de sakê para os dois. O atendente, um homem franzino e alto de meia idade, serviu o sakê e ainda olhou deslumbrado para o Hokage em pessoa no seu estabelecimento, puxando conversa com Naruto a respeito de alguns assuntos da vila.

Sasuke bebeu seu sakê em silêncio até ele se afastar para atender outros clientes. Naruto serviu mais um pouco de bebida no seu copo e no dele antes de murmurar:

— Você já se imaginou vivendo outra vida? Fazendo outra coisa que não seja o que faz hoje ou cercado por outras pessoas que não sejam a sua família?

Olhou-o de viés, aturdido.

— Que espécie de pergunta é essa?

Naruto suspirou e pousou seu pequeno copo de porcelana no balcão lustroso.

— Nenhum de nós dois é mais criança. Nós nos tornamos adultos, nos casamos e tivemos filhos. E a cada ano que passa, eu me questiono mais sobre algumas coisas do meu passado. Às vezes penso em todas as decisões que tomei, tudo pelo que lutei, todos por quem lutei. Gosto de me perguntar se teria feito algo diferente, se em algum momento teria tomado um caminho diferente. Mas não importa o quanto eu reflita se havia outras possibilidades, sempre chego ao consenso de que não faria nada diferente.

“Posso não ter tido o controle de muitas coisas na minha vida, mas as que eu tive eu sinto que fiz o melhor que pude, que lutei com toda a minha força e com toda a minha garra.

Naruto tombou o rosto para o amigo e ele desviou o olhar por reflexo, baixando seus olhos para o seu copo ainda meio cheio.

— E você, Sasuke? Acha que também pode se sentir assim?

Sasuke fechou os olhos, mas não precisou refletir por muito tempo.

— Não. Há muito para eu me arrepender no meu passado: decisões tolas, tomadas por impulso, o fato de que fiz você e Sakura passar por um verdadeiro inferno. Itachi morreu pelas minhas mãos, posso tentar me convencer do contrário, mas foi exatamente isso o que aconteceu. E mesmo que tenhamos nos despedido depois, que eu possa ter ouvido algumas respostas da boca dele, eu ainda sinto que deveria ter feito mais pelo meu irmão, eu queria ter feito mais.

“E mesmo quando me tornei marido e pai, eu deixei que o meu dever como Shinobi sobrepujasse todo o restante na minha vida. Perdi anos da vida da minha filha e isso é algo que eu nunca vou conseguir recuperar.

— Eu me culpo por ter te deixado carregar um fardo tão pesado sozinho, sabia? — Naruto comentou enquanto girava o copo sobre o balcão. — Acho que nós dois tivemos as nossas falhas como pais. Mas também acredito que a paternidade seja um aprendizado, não é algo que se desenvolve da noite para o dia. Todo dia o Boruto e a Himawari me ensinam algo novo, e eu acho que essa é a parte mais importante: aprender com os seus filhos para se tornar um pai melhor.

Sasuke meneou a cabeça, compreendendo o que ele dizia, pois me sentia da mesma forma com Sarada. Bebeu mais um gole do seu sakê e resolveu provocá-lo:

— Nunca achei que você se tornaria tão sábio ou sensato com a idade, Dobe. Talvez esteja ficando velho.

Ele se eriçou como um porco-espinho e atirou de volta um xingamento:

— Bastardo! Quem é que está velho aqui, hein?! Já posso até começar a contar os seus cabelos grisalhos, dattebayo!

Então eles riram e Naruto lhe desejou feliz aniversário, além de propor um brinde pela sua saúde. Ele ficou sério de repente e Sasuke soube que abordaria um assunto grave a seguir.

— Sobre a sua missão em Chigakure, Sasuke, eu recomendaria cautela...

— Eu já sei disso — interrompeu-o.

— Não, não sabe — Naruto emendou num fôlego curto, os dentes estavam cerrados. — Não é só esse Chikage, e pelo que ouço tem algo muito sinistro com esse cara, mas são também os Shinobis que o servem e o cercam. Ele os chama de Guarda Escarlate, pelo sangue que derramam em nome dele, e são todos Shinobis de elite, treinados não só para matar a sangue frio, mas para torturar suas presas com o que há de pior. São perigosos, Sasuke, e se farejarem a sua presença a um quilômetro de distância do pescoço do Chikage eles vão te atacar e vão vir com tudo para cima de você.

— Estou quase me sentindo tentado para que façam isso — murmurou sombrio.

Naruto suspirou e passou uma mão nos fios curtos do seu cabelo.

— Eu só estou dizendo para ter cuidado, tudo bem? Muito cuidado — enfatizou.

No fim, Sasuke precisou prometer a Naruto que teria cuidado para atenuar seu receio. Ele se despediu do amigo à porta do izakaya, com a noite alta e uma lua cheia amarelada no céu noturno. Pela manhã ele partiria de Konoha, mas Naruto tinha pedido para que passasse no seu escritório antes, para que fossem repassadas as informações da missão de infiltração pela última vez.

Deu-lhe as costas e seguiu pelas ruas da vila rumo à sua casa. Por mais que tentasse, ele não conseguia se livrar de uma sensação esquisita e ruim que eriçava todos os seus instintos de ninja, uma sensação de que estava sendo vigiado por alguém na escuridão.

Mesmo assim manteve o ritmo das passadas com a lua cheia seguindo-o com a sua luz baça. As sombras estavam compridas naquela noite, mais profundas, mais escuras. Elas atravessavam o seu caminho enquanto o vento sussurrava nas folhas secas aos seus pés e nas copas das grandes árvores.

Definitivamente tinha algo errado. Sasuke guiou o seu seguidor para um ponto mais afastado, uma rua estreita e deserta. Os postes aclaravam-na de ambos os lados, mas as luzes estavam todas apagadas dentro das casas. Então se virou com o Sharingan brilhando da cor do sangue contra o negrume da noite, e exigiu das sombras que o rodeavam:

— É melhor se revelar e não desperdiçar mais o meu tempo. Ou farei com que sofra as consequências.

Notas finais
O ANGST VEEM! Preparem os corações! HAHAHAHA Muito obrigada a todos pelo feedback do capítulo anterior, eu espero que tenham gostado desse também! Nos veremos no próximo capítulo! Xoxo