Notas iniciais
Yo, Minaaa! Ly-chan aqui (:
Etto... Gomenasai, gomenasai, gomenasaaaai, pela demora :/
Sei que sou uma péssima autora. Culpem somente a mim! Não culpem a Ju-chan, ela não teve culpa T^T
Então... Eu demorei por conta de pequenos problemas pessoais, quem acompanha minha otra fic, Love Or Hate, sabe mais detalhadamente os motivos... Mas, enfim, wari!
But, estou aqui postando o capítulo um pra vocês! E espero que gostem! E que não me odeiem, please! D:
Então, capítulo feito por mim e pela Ju-chan. Mas, pra variar, eu sou culpada pelos dramas ¬¬
Enfim, é isso, minna! Espero que gostem do capítulo!
Boa leitura!!
De pé, reverência, Aye!


Maka Albarn: Base da DH.

– Maka-chaan!! — a garota loira, e de expressão infantil demais, para sua idade, gritou, assim que avistou Maka atravessando a soleira da porta da central técnica. — Você está vivaa!!

Maka suspirou e revirou os olhos.

– Fico grata pela grande confiança que você deposita em mim, a cada missão, Marie. — a outra loira disse, com um sorriso friamente cansado.

Marie sorriu, realmente feliz.

– De verdade, Maka-chan. Estou feliz por você estar bem! — ela disse, balançando um pouco a cabeça, mexendo de leve em seus cabelos meio ondulados.

Maka arreganhou um sorriso maroto e, logo em seguida, revirou os olhos, novamente.

– Também estou feliz em ver que você ainda existe, Marie. — a loirinha disse, com os olhos verdes retomando uma postura séria. — Mas onde está Azusa?

Marie abriu a boca para responder, mas, antes que qualquer som fosse proferido, uma voz soou baixinha e fria bem atrás de si. Por impulso, e reflexo, Maka girou nos calcanhares e empunhou o punhal bem na garganta da dona da voz. Assim que a loira teve chance de olhar bem para a figura, soltou um longo suspiro e voltou a guardar o punhal. Se não tivesse olhado com mais atenção, naquele exato momento, milésimos de segundos depois, um corpo jazeria no chão.

– Você poderia ter morrido agora, Aracne. Não volte a repetir isso. Graças à minha rapidez em reconhecer o inimigo, você ainda tem seu pescoço. — Maka disse, friamente, com uma pequena fúria brotando de seu interior.

Aracne riu abertamente, jogando seu cabelo negro para trás.

– Não fique se achando tanto, Albarn! Não brinque com o poder de uma Majo! — Aracne bufou, com um brilho demoníaco em seus orbes liláses.

Maka ergueu as sobrancelhas e arreganhou um sorriso sarcástico.

– Só porque você é um experimento do Stein, não quer dizer que você seja uma bruxa. E se você fosse tão poderosa assim, ele não teria te jogado na sarjeta! — a loira disse, com os orbes esmeraldinos brilhando de ódio. — Aceite as circunstâncias, Aracne. Você é só mais um experimento que não deu certo. Você é incompatível! Um lixo. Que não serve nem pra reciclagem.

Um brilho de ódio puro e maciço, incrustou os orbes liláses da bruxa. Aracne teve de respirar fundo, dezenas de vezes seguidas, para que pudesse retomar o controle, sem machucar a Albarn insolente.

– Você não faz ideia do inferno que é viver com Stein. Ser furada, pelo menos, umas cem vezes por dia. Você acha que é simples. E que ele me pôs pra fora. Mas fui eu que fugi. — Aracne disse, com a voz firme e com meras fagulhas de rancor.

Maka deu de ombros, olhando para a Majo com uma expressão de deboche e desinteresse.

– Que pena. — ela disse, com uma voz rudemente fria. — Já vi que o Stein teve que comprar muitas seringas e agulhas pra usar nos outros protótipos. Porque, com certeza, o seu sangue ruim danificou cada uma delas.

Aracne fuzilou Maka, com seus orbes repletos de teias de aranha. O poder dela estava se manifestando. E ela não o seguraria. Maka tinha reaberto uma ferida que, há muito, mexera com a cabeça da Majo. E, por isso, a loira estava em demasiado perigo.

–Você não sabe de nada! Você não tem o direito de me esnobar! Você não é melhor, Maka. Eu sei do seu segredo! Eu sei que você não é uma simples Demon Hunter de Classe S. Você não me engana. Eu sei quem você é! — Aracne cuspiu as palavras, envolta de uma brisa maligna, que balançava, levemente, seus cabelos negros.

– E quem eu sou, sua idiota? — Maka rosnou, com os nervos à flor da pele. — Hein? Tá achando que é melhor que quem, seu experimentozinho fracassado?! Sua Majo falsa!

Todos que estavam na central tecnológica, sequer respiravam. Só olhavam, boquiabertos, para a briga que ameçava desenrolar-se, ainda mais ferozmente.

– Você quer mesmo que eu diga? Se eu contar, ninguém vai querer chegar perto de você! — a Majo gritou dentro da cabeça de Maka.

Só então, a loira percebeu que ninguém ouvia o que Aracne dizia. Ela estava ameaçando Maka. Estava dizendo que sabia algo pobre da Demon hunter e que, se loira não viesse a se comportar dignamente, ela revelaria-o. Seria o suficiente para acabar com a carreira de Maka. Mas a garota não fazia a menor ideia do que se tratava. E não tinha, sequer, o menor medo da Majo.

– Eu não tenho medo de você! E sabe por quê? — Maka vociferou. — Porque você é nojenta! Nem o Stein te quis! Você vem com esse papo de que fugiu, mas é só fachada! Você não servia pra ele! Ele usou o Sangue Negro em você e, mesmo assim, você continuou inútil! — a Demon Hunter rosnou.

Aracne retorceu o rosto, num misto de ódio e esforço. Ela estava conjurando. Ela ia lançar algum feitiço sobre Maka. E o esforço devia-se ao fato de já estar bloqueando a audição de todos ao seu redor. Ninguém podia ouvi-las. E, ao que parecia, o conjuro silenciador estava tomando muito de sua capacidade. Isso, ou o conjuro seguinte, para afetar Maka, era mais forte do que a Majo podia suportar. Dois ao mesmo tempo? Chegava a ser insanidade, já que Aracne não praticava há muito tempo, pelo que a loira sabia.

Foi naquele instante que Maka sufocou. Nenhum ar estava chegando aos seus pulmões. Ela estava começando a se sentir mal. Náuseas. Devido à falta de oxigênio. Então era isso, a Majo pretendia sufocar a caçadora. Antes que esta viesse a falar demais.

– Você nã-não po-de me ma-ma-tar... — Maka sussurrou para Aracne, usando o resquício de oxigênio que lhe restava.

Maka sabia que não tinha muito tempo. Em pouco mais de um minuto, ela já estaria desmaiada. Só pelo fato de não estar fazendo a troca gasosa. Seus pulmões estavam cheios de gás carbônico e, no entanto, não tinham nada de oxigênio. Ela tinha que agir rápido, antes que desmaiasse. Porque caso o fizesse, estaria vulnerável nas mãos da Majo.

Tonta, Maka agarrou o punhal dentro de sua bota, usando o resto de suas forças. Ela sentiu sua garganta se apertar ainda mais. E ela quase achou que seu pescoço chegaria a se partir em dois. Ela arfou, buscando ar e, mais uma vez, falhou. Um líquido rubro, sangue, começou a escorrer de seu nariz, e a Majo nem parecia estar cansada. O que quer que houvesse acontecido naquelas frações de segundo, tinha feito Aracne ganhar ainda mais vida, mais poder. Era como se ela sugasse a vida de Maka, aos poucos. Foi então que Maka teve certeza. A Majo pretendia matá-la. Talvez Aracne não houvesse percebido ainda, mas estava sugando todas as forças de Maka para si. Era como se a existência de Maka, estivesse se tornando a existência da mulher de cabelos negros. Os orbes liláses da Majo brilhavam de excitação. Almejando, cada vez mais, poder. Um poder que ela estava adquirindo da loira, sem nenhum esforço. Maka se perguntava se Aracne estava ciente daquilo. Porque ela parecia diferente, parecia tomada pela sede de poder. E não havia muito que a caçadora pudesse fazer, naquelas condições. Estava tonta, sem forças, cansada e sem ar. Tudo o que foi capaz de fazer, antes de cair de joelhos no chão, foi arremessar seu punhal na direção da garganta da Majo. E teria acertado bem em cheio, se Azusa não tivesse aparecido e impedido, usando seu próprio punhal de ouro e prata.

Maka escutou o barulho metálico e estridente, causado pelo choque entre os dois punhais, exatamente no mesmo instante em que caiu no chão. Deitada, sem forças e, ainda sem conseguir respirar, calculou que só tinha mais alguns segundos até desmaiar. Ela escutou quando seu punhal caiu com um baque no piso. O impacto havia sido tão forte, que o azulejo trincara e o punhal saíra deslizando para bem perto do rosto de Maka.

– O que está acontecendo aqui?! — Azusa gritou para Maka e Aracne.

Nenhuma das duas foi capaz de responder à pergunta. Maka, por ainda não respirar, e Aracne por ainda estar concentrada no feitiço. Assim que Azusa percebeu o que estava se desenrolando, estapeou a Majo, o que fez com que seu olho voltasse ao normal e o feitiço se desfizesse.

– Você está maluca, Aracne? — Azusa vociferou, com ódio evidente na voz. — Você podia tê-la matado!

Maka arfou, buscando ar, novamente e, dessa vez, foi capaz de encontrá-lo. O oxigênio entrou rapidamente em seus pulmões e a caçadora resistiu ao impulso de engasgar.

– Ela não é assim tão fácil de matar, Azusa-sama. — Aracne disse, baixinho.

Azusa respirou fundo, lançou um olhar repreensivo para Aracne e disse:

– Depois conversamos. Tenho que cuidar dela o quanto antes.

Maka tentou se erguer pondo seu peso nos seus cotovelos e, logo em seguida, em seu joelho. Mas, tudo o que conseguiu foi cair novamente no chão.

– Me poupe, Azusa-sama. Ela não vai morrer com isso. Nem precisa dar nada a ela. Em dez minutos ela vai estar, novamente, com a língua afiada. — Aracne queixou-se.

– Calada, Aracne. Depois conversamos! — Azusa disse, enquanto ajudava Maka a erguer-se do chão. — Marie, ajude-me aqui. E, todos vocês, voltem ao trabalho! — ela disse, por fim, enquanto se retirava do local, com Maka apoiada em seus ombros e nos de Marie.

[...]

Azusa adentrou o recinto, primeiramente, abrindo a porta de seu escritório e permitindo a entrada de Marie e Maka, a loirinha agora já respirava normalmente, mas seu corpo tremia de ódio pela queda tão rápida diante da Majo, e foi essa tremedeira que deu a Marie um pretexto para acompanhá-las. Azusa sentou-se em sua mesa e ajeitou os óculos antes de cruzar os dedos das mãos e apoiar os cotovelos na superfície plana da escrivaninha, observando enquanto Maka se sentava em frente a ela deixando Marie de pé.

– Marie, pode se retirar? Gostaria de falar com Maka em particular – pediu a Yumi sem encarar a Mjolnir.

Marie cogitou em responder, abriu a boca mas apenas deixou um suspiro sair.

– Claro, com sua licença.

E se retirou com uma pequena mesura informal, fechando a porta assim que se encontrava fora do escritório.

Maka respirou fundo e então direcionou seus olhos para Azusa, aguardando.

– Bem, você já deve saber o porquê de estar aqui – iniciou a morena, repentinamente ficando mais rígida em sua posição, estava tensa.

– Suponho que não seja para me castigar por “brigar com colegas” – Maka arreganhou um sorriso, nem mesmo uma “pequena” falta de ar retiraria seu bom humor.

– Você sabe que não – rebateu Azusa, ainda bastante séria.

– É, eu sei – concordou a loira.

– O Sangue Negro é o alvo principal da Blood Killers, agora e, obviamente, o Shinigami irá mandar Death The Kid para roubá-lo. Sei que Stein é astuto e não vai deixar esse elemento à vista para ninguém, de modo que seu esconderijo deve estar cheio de armadilhas.

Maka ergueu uma das sobrancelhas ao notar a ênfase exagerada na palavra “deve”.

– Certo, a missão já foi aceita, só preciso do equipamento e da “carona” – a Albarn pediu em um tom exigente, cruzando os braços atrás da cabeça e dando um suspiro.

– Já providenciei isso tudo, Marie irá levá-la pelo nosso jatinho particular. Você só precisa arrumar seus pertences agora.

O sorriso de Maka aumentou um pouco, divertida.

– Eu adoro aquele jatinho – Comentou ao se levantar – Estou indo, Azusa-sama.

– Boa sorte, Maka. E você sabe, não tem a palavra “falha” em seu currículo e espero que não seja nessa missão que comece a ter – o aviso de sua sensei soou preocupado, mas, também, extremamente sério.

Maka já estava a poucos passos da porta quando deu o sinal positivo com a mão.

– Não irei falhar, meu currículo vai continuar impecável – afirmou, abrindo à porta e fechando-a ao sair.

[...]

Maka caminhava pelos corredores da agência, sendo cumprimentada pelos agentes que passavam e assentindo em resposta para todos, já que não recordava dos nomes de praticamente todos eles.

– Bom dia, Maka.

Bem, aquele nome ela lembrava.

– Bom dia, Tsubaki – ela retribuiu ao passar pela amiga, que deu meia volta e começou a acompanhá-la.

Tsubaki Nakatsukasa era uma agente de técnicas ninjas e agilidade incomparável, sem contar sua beleza estonteante. De corpo bem formado e pele pálida, rosto gentil. Cabelos negros que estavam presos em um rabo-de-cavalo no topo da cabeça e que caiam até sua cintura e olhos azul-arroxeados tão intensos que, em um interrogatório, fariam qualquer suspeito admitir o que quer que fosse sem sequer ela perguntá-lo. Usava vestimentas ninjas, blusa de manga comprida negra e um cachecol da mesma coloração, calças de lutador também negras e os pés estavam apenas enfaixados por bandagens brancas, assim como as mãos.

Haunted — Evanescence

– Está partindo em uma missão – analisou a ninja, acertando em cheio.

– Eu ainda acho assustador o seu nível de percepção – a loira admitiu, rindo sarcasticamente – Mas pelo visto você também acabou de voltar de uma.

Tsubaki assentiu.

– Sabe como é, os Kishins tem uma queda por tacos humanos – ela disse, dando de ombros – O México é animado demais, quase que não escapei da festa com chapéus e nachos.

Maka imaginou a ninja usando chapéu mexicano com pessoas lhe oferecendo tacos e nachos a todo tempo, mas não fez comentários.

– Estou partindo agora, quer me ajudar com os pertences? – perguntou a Albarn, pois sem perceber, ambas já estavam em frente ao quarto de Maka.

– Claro – aceitou a morena, dando de ombros.

A loira abriu a porta e ambas entraram no cômodo. Maka andou até seu guarda-roupa e abriu-o, empurrando os cabides de roupa para a esquerda e para a direita, repetida e compulsivamente.

– Maka... — Tsubaki começou, mas não conseguiu continuar.

– Oi. — a loira disse, enquanto terminava de tirar todas as roupas que interceptavam sua visão do fundo do armário.

– Você sabe que... Que há cinquenta por cento de chance de você encontrá-lo lá, não sabe? — a morena disse baixinho, receosa.

No instante em que Tsubaki disse aquilo, Maka ficou ereta e não fez menção de se mexer.

– Maka... Se você encontrá-lo... — a morena começou, mas foi interrompida.

– Tsubaki... Saber que posso acabar vendo-o, foi o que influenciou na minha decisão de aceitar ou recusar a missão. Setenta por cento dos meus motivos, estão focados nele. Os outros trinta, são apenas a minha vontade de me dar bem em mais uma missão. — a loira disse, cerrando os punhos.

– Maka... Você não precisa ir. Você pode nem vê-lo... — Tsubaki tentou mudar o curso da conversa, percebendo que seu comentário tinha surtido o efeito contrário, ao que tinha previsto, na caçadora.

Porque, a verdade, era que ela não queria que a amiga visse a pessoa em questão novamente. E tinha esperanças de que Maka também não quisesse.

A loira se virou na direção da amiga e olhou bem em seus olhos.

– Tsubaki, você ainda não entendeu? Enquanto houver, ao menos, um porcento de chance de eu encontrá-lo, eu vou à procura dele.

A morena franziu o cenho e apertou, com força, seu braço direito, com a mão esquerda.

– Maka... Talvez... Talvez ele... Talvez ele nem se lembre de você. E talvez você nem o reconheça...

A loira abriu um sorriso tristonho.

– Você quer dizer que acha que... Ele não quer me ver, não é? Porque eu sou parte do passado dele... — Maka disse, olhando para o rosto preocupado da morena. — Você acha que ele não pensa em mim... — concluiu a loira, por fim.

Tsubaki olhou para a amiga, abriu a boca, para tentar negar, mas não conseguiu.

– Não valhe a pena... — ela falou, por fim.

– Eu não me importo, Tsubaki. Você sabe o porquê de eu querer encontrá-lo. Então, não importa o quanto você diga que não valhe a pena, que é perda de tempo, que eu nunca vou conseguir entender. Eu vou buscar a resposta. — Maka disse, com os olhos marejados e o cenho franzido.

– Eu... — Tsubaki começou.

– Não, Tsubaki. Não diga que sente muito, porque você não sente. No fundo, você ainda quer que eu fique. Você ainda quer que eu desista de saber a verdade. — Maka disse, balança, levemente, a cabeça de forma negativa.

Uma lágrima rolou pelo lado esquerdo da face da morena. E logo em seguida, outra rolou pelo lado direito.

– Me desculpe, Maka. Eu não quero tomar, por você, suas próprias decisões. — Tsubaki disse, por fim, enxugando as lágrimas e segurando o choro.

Maka sorriu, debochada, para a amiga. Ela, finalmente, estava retomando seu velho e bom humor inabalável.

– Vai me ajudar com as malas ou não? — a loira perguntou, ainda sorrindo — enquanto retirava o fundo falso do armário, para pegar suas munições, algumas katanas e umas poucas armas.

A morena olhou para a amiga, arreganhou um sorriso maroto e pegou a mochila de Maka, em cima da cama.

– Vamos te que dar um jeito de colocar um lança chamas dentro dessa sua mochila minúscula. — Tsubaki disse, rindo um pouco.

Maka arreganhou um sorriso descontraído.

– Essa é a Tsubaki que eu conheço! — ela disse, por fim, rindo junto da amiga.

AssombradaEvanescence
Longas palavras perdidas, sussurradas lentamente para mim...
Ainda não consigo descobrir o que me mantém aqui;
Quando todo esse tempo eu tenho estado tão vazia por dentro
Eu sei que você ainda está lá...
Me observando, me desejando
Eu posso sentir você me puxando
Temendo você, amando você
Eu não vou deixar você me puxar
Caçando você, posso sentir você vivo
Seu coração batendo na minha cabeça...
Me observando, me desejando
Eu posso sentir você me assombrando
Me salvando, me estuprando
Me observando
Eu não vou deixar você me puxar
Me observando, me desejando
Eu posso sentir você me depreciando
Me salvando, me molestando
Me observando
Eu não vou deixar você me depreciar.



[...]

3 horas depois, Alasca.

Maka chutou mais uma vez e a cabeça do boneco caiu no chão.

- Ah, que saco, Marie! Esses bonecos são muito frágeis! — a caçadora gritou para a loira que estava na cabine do jatinho, preparando-se para pousar.

- Ou, talvez, seu chute que seja forte demais, Maka. — Marie retrucou.

Maka revirou os olhos e foi pegar o último dos bonecos. Agarrou sua katana e mirou bem no local onde, supostamente, deveria estar seu coração. Mas, no exato momento em que a espada atravessaria o boneco, Marie fez uma curva rápida e bruscamente. Maka foi de encontro a porta da cabine de Marie e sua espada acabou por perfurar uma das poltronas.

- Sua espada idiota! Azusa vai me matar quando ela ver esse buraco! — Maka gritou, tentando retirar a katana.

Mas a katana continuou presa. A loira revirou os olhos e puxou a katana com mais força.

- Sai. Daí. Agora. — ela disse para a katana. Mas a espada nem, sequer, saiu do lugar.

Maka largou a espada, respirou fundo e tentou de novo. Dessa vez, a loira conseguiu pegar a katana. Porém, devido a surpresa de conseguir retirá-la, soltou-a e a espada foi arremessada para trás, no exato instante em que uma das garotas que cuidaram da comida de Maka e Marie apareceu.

A katana ricocheteou ao lado da porta da cabine das "comissárias", tirando um fino do rosto da garota — que gritou apavorada e saiu correndo para perto das amigas -, e caiu no chão.

- Já era meu lanchinho. — Maka disse, revirando os olhos, enquanto pegava a espada do chão.

Ela andou até o boneco e, com um movimento rápido, degolou-o.

- Não me subestime, katana idiota. — ela disse para a espada. — Marie! Chegamos? — ela perguntou, por fim.

- Sente-se e aperte o cinto! — Marie gritou, iniciando a decida.

Maka andou até a poltrona e amarrou o cinto, sorrindo.

- Parece que estou bem mais perto de você. — ela disse, baixinho, pouco antes do jatinho ir de encontro ao chão.

Aos poucos, Marie iniciou o processo de pouco. A velocidade do jatinho foi diminuindo e, tão rápido quanto encontrou o chão, ele já estava completamente parado e estável. Logo em seguida, a porta foi aberta, permitindo a passagem de Maka, que desamarrou o cinto e agarrou a mochila cheia de armas, espadas e munições.

- Maka. — Marie chamou, parando ao seu lado, na poltrona.

- Eu vou ficar bem, Marie. — a loira disse, sorrindo para sua antiga senpai.

- Maka, tome cuidado, por favor. — ela pediu.

A caçadora assentiu e alargou seu sorriso, levantando-se da poltrona.

- Não se preocupe. Eu vou sobreviver. — ela disse andando até a porta, onde paralisou.

- Maka? Está tudo bem?

A loira virou-se na direção de Marie e perguntou:

- Você tem patins para gelo?

Marie riu.

- Não, Maka.

A caçadora arreganhou um sorriso maroto.

- Tudo bem, eu arrumo outro jeito de atravessar essa pista de patinação infinita. — ela disse, dando de ombros e começando a descer as escadas. -Tchau, senpai.

Marie andou até ela e puxou para um abraço, receosa por ter que deixar Maka seguir em frente, sozinha. E, assim que a jovem loira foi capaz de se desvencilhar do abraço de urso, Marie disse:

- Tchau. E não se esqueça, Maka. Se você morrer, eu nunca vou te perdoar! — Marie disse, enxugando suas lágrimas com um lencinho — que só Deus sabia de onde ela havia tirado.

- Tudo bem, Marie. Eu não vou esquecer. Você já me disse isso tantas vezes, que esquecer seu recado, seria como esquecer meu nome. — Maka disse, revirando os olhos, enquanto descia de encontro a uma imensidão de gelo.

- Não morra! — Marie disse, de novo, enquanto a porta do jatinho se fechava.

- Não se preocupa, Marie. Basta apenas que eu tenha uma katana, e tudo vai ficar bem. — a loia disse, voltando a caminha para seu destino. — Eu vou ficar bem, só preciso descobrir qual lado devo seguir. — ela disse, para si mesma, revezando olhares para a esquerda e para a direita.

Por fim, a caçadora revirou os olhos, colocou a mochila nas costas, empunhou a katana e começou a correr, sem destino, sem rumo e sem direção.

- É, acho que vou sobreviver.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Reviews, my dears!
Excel, excel :*
Ly-chaan *--*