Dark Blood
3 Promessa de Retorno
Notas iniciais
Jujy falando aqui, pela primeira vez. Olá!
Em primeiro lugar eu devo me desculpar pela demora, já que eu havia me encarregado de lançar o capitulo, que acabou ficando, também, com um tamanho pequeno que não me deixou muito feliz. Mas eu achei o número de reviews deveras pequenos e acho que a Ly-chan concorda comigo. Ah, claro, agradecemos pela recomendação, hein!
Esse capitulo ficou todo centrado no Kid e as irmãs Thompson, sendo que o próximo ficara focado no Soul. Espero que gostem, me esforcei muito para fazê-lo!
Boa Leitura!
— Eu falei que era importante, não falei? – Disse Liz Thompson, esperando um agradecimento ou até mesmo uma concordância. Mas nada veio senão o silêncio que já havia antes.
Estavam Kid, Liz e Patty caminhando pelos corredores da luxuosa, gigantesca e maligna agência. As irmãs haviam se juntado ao atirador pouco depois de vê-lo abandonar a sala do líder, não parecia abalado, mas sua expressão revelava o peso da missão. Estava mais sério e focado do que o normal, o que não era pouco.
— Você está realmente sério Kid, o que aconteceu? – Insistiu ela, mas novamente ficou sem resposta. Seu cenho se franziu em uma expressão preocupada.
Ele se mantinha preso nos próprios pensamentos, fitando o chão como se nele houvesse a resposta para todas as suas perguntas, uma porta aberta para milhares de trancadas. Decepcionar nunca fora uma opção pra ele, todas as missões que realizava eram completadas perfeitamente. Mas parecia ser só agora que o desafio de mostrar ao pai que era capaz de vencer e trazer um prêmio à Blood Killers era posto a prova.
— Kid-kun! – Patty chamou, cutucando o braço dele insistentemente.
— O que? – Finalmente respondeu, parecendo perceber que lhe chamavam.
— Você está bem? – Perguntou Liz, observando-o cuidadosamente.
— Estou – Ele respondeu, com pouca formalidade.
Eles pararam diante de uma porta simples, Kid a abriu com o som de sua voz e o trio adentrou no quarto de Kid. Ele estalou os dedos e uma das paredes desapareceu no teto, revelando um arsenal das mais variadas – e destrutivas, claro – armas.
— Então é uma missão mesmo – Murmurou a mais velha.
— Kid-kun vai partir? – Perguntou a mais nova mesmo que soubesse a resposta, decepcionada.
— Sim – Confessou Kid, encaminhando-se em direção ao arsenal na parede e analisando minuciosamente cada arma – Uma grande missão.
Liz notou o nervosismo contido na voz grave dele e ficou ainda mais preocupada.
— O que o Shinigami-Sama fez? – Questionou, a resposta demorou a vir.
— Ele me deu uma missão, como você mesma disse.
— Mas não é qualquer missão.
— De fato.
— Kid, diga alguma coisa de verdade! Complemente suas respostas em vez de ficar nesse silêncio! Que missão é essa?!
Kid direcionou um breve olhar, carregado de uma tristeza perceptível aos olhos da mais velha.
— Vou para o Alasca em busca de uma coisa. Uma coisa que pertence a Franken Stein. – Falou finalmente, dando um suspiro enquanto retirava uma pistola qualquer e a analisava cuidadosamente – E vai ser uma competição acirrada contra outros agentes.
— Ai... Kid, isso é perigoso! Stein é louco, o esconderijo dele deve ser um dos lugares com maior concentração de armadilhas tecnológicas e monstros desconhecidos no mundo! Talvez... Tenham até fantasmas por lá!
— Realmente perigoso Kid-kun – Patty optou por concordar, cruzando os braços.
— Não posso recusar essa missão em qualquer hipótese. Meu pai conta comigo para sucedê-lo um dia na liderança da organização, e recusar uma missão pelo perigo dela iria desonra...
— Não me venha com esse papo de desonra agora! Estamos falando de um cientista louco e um objeto aparentemente perigoso! – Cortou-o ainda mais nervosa Liz – Kid, você pode morrer!
— Eu não vou morrer. E também não vou recusar a missão, só eu posso fazê-la sem falhas. – Insistiu ele pacientemente, guardando a arma que tinha em mãos e passando os olhos por outras mais destrutivas e, ao mesmo tempo, de menor porte – Não confiam em mim?
— Não venha com esse papo emocional sobre “confiar ou não confiar”. Você sabe que confiaríamos a nossa vida a você, idiota! – Retrucou abruptamente a mais velha e a mais nova assentiu fervorosamente.
— Mas seria realmente triste se o Kid-kun não voltasse – Choramingou Patty – A gente ia perder o irmãozinho fresco que nunca tivemos.
Kid arregalou os olhos, parando sua analise de armas e colocando sua visão nas duas irmãs, que esperavam por uma resposta digna, ou quem sabe até, uma recusa de fazer aquela missão de gênero suicida.
Ele sorriu.
— Podem ter certeza de que não vou morrer. Já passamos por várias missões juntos e por situações críticas juntos. Um irmão não morre e larga suas irmãs, seria ainda pior do que desonrar meu pai e a organização.
— Então você não vai? – Perguntaram ambas, com os olhos brilhando.
— Óbvio que vou.
E suas expressões se fecharam em uma dupla careta que arrancou risadas de Kid.
— Vamos, parem com isso. – Ele se virou novamente e chamou-as com a mão – O que acham que eu deveria levar?
— Já que você vai pro Alasca, leve um lança-chamas! – Patty exclamou em resposta.
— Patty, não o incentive! – Repreendeu Liz, batendo na própria testa.
— Bem pensado, acho que está na hora de testarmos os lança-chamas miniaturas-portátil. – Murmurou ele para si mesmo, coçando o queixo enquanto se agachava para pegar uma pistola de tamanho médio, pegou-a cuidadosamente antes de guardá-la em sua mochila aberta em sua cama – Um rifle viria bem a calhar, também. Não acha Liz?
— Sou obrigada a concordar... – Resmungou ela, mastigando os palavrões que queria soltar para o garoto insistente.
Ele pegou o rifle e desmontou-o facilmente, sabendo que o remontaria com tanta rapidez quanto o desmontara, caso precisasse. Guardou as peças em um cilindro médio e o colocou em sua mochila também. Ainda, Kid pegou duas Magnum 500 e as guardou uma em cada lado de seu cinto e por fim, mais umas duas ou três armas entre médio e pequeno porte. Terminada a seleção de suas armas, a parede subiu ao teto novamente e o garoto se dirigiu à cabeceira que havia ao lado de sua cama, ele abriu a primeira gaveta e tateou-a cuidadosamente até abrir um compartimento pequeno e secreto, de onde retirou um relógio negro, que não mostrava as horas, mas tinha tantas outras utilidades que isso não tinha importância.
— Que horas são? – Perguntou às irmãs, que não haviam se mexido enquanto o observavam ir de um lado para o outro pelo quarto.
— Três e quinze da tarde – Liz informou de cara fechada.
O rosto de Kid se fechou em uma expressão séria ao escutar isso.
— Falta menos de duas horas para o jatinho partir, querem me acompanhar até ele? – Ofereceu a elas, temendo que por sua teimosia em ir para o Alasca elas recusassem.
Patty riu e Liz esboçou um sorriso, rindo baixinho.
— Você não vai mudar de ideia mesmo, então... Vamos nessa.
Kid pegou sua mochila e a ajeitou em seus ombros, colocou o relógio no outro pulso enquanto dirigia um sorriso para as Thompson. Acompanhando-as para fora do quarto em direção ao estacionamento, onde sua Ferrari negra o aguardava.
[...]
O caminho até o aeroporto particular e escondido da Blood Killers foi silencioso senão pelo batuque constante dos dedos de Patty contra a janela. Eles não conversavam sobre a partida, não discutiam sobre a missão e as irmãs não insistiam mais sobre a permanência de Kid.
O carro derrapou quando passou pela entrada muito bem guardada do aeroporto, cantando pneus e girando 360º antes de parar, seu motor sendo desligado enquanto o trio descia da Ferrari, Liz ficara tonta.
— Já pedi pra você parar de fazer isso – Ela resmungou, respirando fundo e tentando focalizar sua visão dobrada.
— Pequenos costumes nunca mudam – Ele simplesmente respondeu, acenando para uma câmera que desceu do teto e pediu identificação. Quem quer que estivesse pedindo por trás da câmera, começou a gaguejar quando viu que se tratava do filho de Shinigami-Sama. A câmera voltou a subir e uma porta se abriu na parede, permitindo que o trio passasse.
O jatinho estava esperando por Kid do outro lado, um jatinho branco e sem outra pintura, exceto pelas letras em escarlate BK na cauda. Uma escada fora colocada em frente à porta do jatinho, e piloto, o copiloto e duas aeromoças esperavam embaixo até que o garoto subisse.
— Kid... – Liz falou nervosa.
— Sim? – Indagou ele, se virando na direção das duas.
Ela pigarreou e endireitou sua postura de garota deprimente, esboçando um sorriso.
— Você vai voltar, eu acredito nisso.
— Que milagre – Zombou o moreno, causando risadas entre eles.
— Mas é sério, se você não voltar – Ela retirou um canivete suíço do bolso e com agilidade, mostrou a lâmina da faca escondida e apontou para a garganta dele – Eu vou, com toda a certeza, te furar com isso aqui.
Ele levantou as mãos em sinal de rendição, recuando um passo.
— Ei, sem violência! Eu já disse que vou voltar! – Defendeu-se, balançando levemente as mãos enquanto seus olhos não desviavam da ponta do canivete.
Patty saltou na direção dele e o abraçou com força, surpreendendo a ele a até a ela mesma. Liz riu baixinho enquanto guardava o canivete de volta no bolso e se juntava ao abraço.
— Volte mesmo em Kid-kun, é uma promessa! – Disse a mais nova olhando pra ele – Irmãos não podem viver separados entre a vida e a morte!
Kid suspirou, sorrindo enquanto estendia a mão para o próprio pescoço e tirava de lá uma corrente de prata, com um pingente de uma caveira cômica, mas muito mais bonita e simpática do que aquela que seu pai usava.
— Eu prometo. E para provar, deixarei meu maior tesouro com vocês – Anunciou, pousando a lindíssima corrente nas mãos abertas de Patty, que observava fascinadamente a corrente. Liz ergueu os olhos para ele, que estavam marejados e surpresos.
— Mas é a corrente da sua mãe... – Ela sussurrou fracamente, emocionada.
— Exatamente. O fato de que estou deixando ela com vocês é a prova concreta de que irei voltar – Explicou com um sinal positivo. Lançando um breve olhar para a corrente nas mãos de Patty antes de sorrir com toda a confiança que podia. – Eu adoro vocês, manas.
Kid deu as costas a elas, sentindo que seus olhos estavam começando a arder pelas lágrimas que segurava. E a risada de Liz informou a ele que ela havia notado. Ele estendeu a mão em um último aceno.
— Eu volto logo, não sintam minha falta.
Patty fungou em sincronia ao soluço de Liz.
— Idiota... – Praguejou a mais velha, abaixando a cabeça.
— VOLTE LOGO, KID-NII! – Berrou a mais nova, acenando fervorosamente em resposta ao aceno dele.
Kid subiu as escadas, seguido de perto pelos outros quatro. Ele se ajeitou no sofá luxuoso e olhou pela janela os acenos das duas irmãs Thompson. Realmente, ele não sabia como seria sua vida de agente sem aquelas duas para colori-la, retirando a pressão de ser filho do líder e trazendo animação em meio àquelas missões perigosas onde havia sérios riscos de dar de cara com agências do “Lado da Luz”.
Novamente, passou pela sua cabeça a razão de ele e as Thompson estarem na Blood Killers, a principal agência do “Lado da Escuridão”. Sempre que esse pensamento lhe vinha à mente, a figura de seu pai aparecia, sem mais qualquer outra razão. Ele só estava naquele lugar por causa de seu pai, as Thompson estavam ali por estarem em dívida com Kid, que as salvou de um bando de Classe A. Mas no fim, a dívida se transformou em laços de irmandade e, ficar na Blood Killers tornara-se até divertido.
E agora, mesmo que abandonasse a agência, seria caçado pelos agentes de seu pai. As outras agências do “Lado da Escuridão” buscariam por ele a todo custo, pois, modestamente falando, era duro ser tão forte e ágil quanto ele. E eram aí que entrava o “Lado da Luz”, com suas duas maiores agências.
— Spartoi... – Kid murmurou em voz alta, lera aquele nome no relatório de sua missão, mas já conhecia aquele nome. A agência que tinha em mãos o Relâmpago Negro, que era ainda mais veloz do que Kid.
E ainda, aquela agência feminina.
Acenou pela janela para as irmãs, o jatinho começara a se mover.
— Demon Hunters... – Sussurrou, observando atentamente a figura da mesma garota que observara antes. Seu currículo era completamente limpo, sem falhas, quase que cem por cento de suas missões eram de Ranking S ou A. Mestra em numerosas armas. – Parece que o chichi-ue quer que eu elimine esses dois, mas parece realmente difícil.
O jatinho levantou voo enquanto Kid continuava sem desgrudar seus olhos da janela.
— Maka Albarn e Soul Eater Evans...
Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo, mesmo que tenha ficado pequeno. Não sabemos ao certo quando vamos postar o próximo, mas os reviews bem que poderiam vir, né? Sei que é chato cobrar, mas chamas os Caça-Fantasmas pra lidar com os leitores do além-vida também não me agrada muito...
E é isso, até outra vez, pessoal!
Kisu ne, Jujy.
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