Dark Angel
9 Você!
— Olá, Annabeth. Já nos conhecemos de vista. Eu sou Kol, tenho seguido você há aproximadamente dois anos, confesso que no início achava que você era boazinha demais para ser uma de nós, mas com o tempo percebi que você era igualzinha à sua raça, híbrida. Eu sempre soube que esse dia ia chegar, meu pai sempre me falou. — Disse ele sem nenhum escrúpulo.
— Você me chamou de quê? Como assim raça? — Eu não sei o que esse louco quer de mim, eu deveria ir embora!
— Nossa raça, ué. A mistura de anjos e Nephilins. Você sabe quem são e o que são os seus pais, não preciso explicar tudinho, né? Provavelmente disseram que você era a única filha gerada assim, mas é uma mentira descarada, eles falaram isso para não atrair a atenção dos Arcanjos, para eles somos apenas uma raça impura que não deveria existir. Em certo ponto eles estão certos, somos realmente malvados e espero há anos o seu nascimento para a nossa liderança.
— Você está mentindo para mim, eu não sou má. Não sou um monstro. Me deixa em paz!
— Você lembra do ano passado, sabe que estou certo, e quando assumir isso, irá correndo me procurar. — E assim ele sumiu em meio às sombras.
Voltei para casa pensando em tudo que Kol Vincent havia me dito, principalmente sobre o ano passado, eu sei que não sou má, eu posso ter cometido uns erros bem graves há alguns anos, mas eu mudei. Será que ele sabe do Josh? Não tem como ele saber, foi há mais de dois anos, e foi um acidente, não foi? É claro que foi! E eu era só uma adolescente rebelde, mas inocente.
Cheguei em casa depois de muitas voltas sem sentido em Savannah. Caroline estava na cozinha, era mais de duas da manhã e eu sentia um calor incomparável, meu rosto ardia. Só percebi que estava chorando alto quando Car gritou em desespero.
— Mas que merda aconteceu com você, Anna? — Nisso correu em minha direção e me abraçou. Com o grito que deu, aposto que o prédio inteiro acordou. As vezes ela era tão irritante e sem noção.
— Precisava gritar, sua escrota? Me deixa em paz. — Empurrei Caroline com força, corri para meu quarto e bati a porta com toda a força que havia em mim, ao ponto da fechadura sair voando pelo quarto. Pelo visto irritei Car o tanto que ela me irritou, ouvi da minha cama ela gritando com Eric para ir embora.
No dia seguinte, acordei cheia de arranhões pelo meu corpo. Não estranhei porque já havia feito isso enquanto dormia antes, mas nunca de forma tão agressiva. Vesti roupas de manga longa e uma calça comprida. Caroline nem me olhou enquanto eu ia em direção ao carro. Ela preferiu esperar um táxi a pegar carona comigo. Com os nervos mais calmos, percebo que ela estava com toda razão. Não havia necessidade de eu descontar meus problemas nela, enquanto ela no seu papel de amiga só estava preocupada comigo.
Quando cheguei na faculdade tive uma surpresa desagradável. Scott estava lá. Abaixei a cabeça e mudei meu caminho, ele já estava todo entrosado com o pessoal. Quando cheguei na sala, a surpresa foi ainda maior. Scott estava sentado atrás de Patrick. Isso mesmo. Obrigada, universo! Agora Pat mudou de vez para a minha sala e Scott para minha vida! Quando ambos acenaram para mim, eu apenas dei o sorriso mais falso que quase cheguei ao nível das piriguetes daqui, passei direto e sentei na última cadeira. Na hora de ir embora, não aguentava mais minhas amigas falsianes falando o quanto os dois eram gatos e gostosos e apostando quem sairia primeiro com eles. Quando entrei no alcance da vista delas, elas correram e me bombardearam de perguntas como de onde eu os conhecia, se poderia apresentá-los e desde quando comecei a me envolver com garotos bonitos. Ignorei todas e continuei andando em direção a meu armário para pegar meu jaleco, e para melhorar esbarrei com Patrick, tentei me esquivar, mas ele me segurou pela cintura como se fosse me falar algo, mas acabou me beijando. Fui pega de surpresa pelo seu beijo selvagem, parecia que ia arrancar minha alma, não que eu estivesse reclamando, ele me prendeu contra os armários e apertou minha cintura como se fosse me quebrar e a cada segundo seu beijo ficava mais feroz. Quando realmente caí na realidade, o empurrei e saí com passos pesados.
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