Danna is living with the boys
1 Prólogo
Notas iniciais
Ah e se alguém estiver passeando na floresta enquanto seu lobo não vem, disposto a fazer capas para histórias, avise nos comentários! E se conhece alguém, dê uma ajudinha pra mim comentando!
Agradeço desde já e boa leitura, pessoal!
Eu já estava pensando em que buraco ia arranjar força de vontade para abrir a minha mala de viagem e tirar tudo de lá para por em seu devido lugar, quando minha mãe me chamou do andar de baixo.
— Danna! Eu e o seu pai queremos conversar com você!
Enquanto descia os degraus da escada lentamente, vasculhei minha cabeça para tentar achar algo de errado que havia feito durante a viagem. Meus pais e eu não tivemos muito tempo a sós para conversar então qualquer coisa que tenha acontecido, o sermão viria agora que estávamos em casa.
Como eu não havia me lembrado de nada que pudesse ter me deixado em problemas, entrei mais tranquila na sala de estar. Se bem que eu podia ter falado alguma besteira em italiano enquanto conversava com meu velho tio-avô Giovanni, mas a culpa não era minha se o homem aparece pra conversar na hora em que eu estava olhando para os amigos do noivo.
— O que aconteceu? – perguntei. Meu pai apontou para a poltrona na frente do sofá, indicando que eu sentasse.
— Danna, como sabe, esses dois meses que passamos na Itália foram fantásticos. Mesmo com o casamento da sua irmã e todos os preparativos, eu consegui mostrar grande parte do país para você e sua mãe. E acontece que sua mãe realmente adorou conhecer outro país e acabou me animando com uma ideia fantástica!
— Que seria...?
— Filha, eu e seu pai vamos usar o dinheiro da aposentadoria dele e os lucros que ganhamos no restaurante para viajar pelo mundo! – completou minha mãe, animada.
Eu fiquei boquiaberta. Como assim a gente iria viajar pelo mundo? E a minha faculdade? Eu ainda ia terminar a escola!
— Danna, eu tenho 62 anos. Já estou ficando velho. Eu concordei com tudo isso porque acho que devo aproveitar a vida e você já está praticamente encaminhada. Enquanto estivermos viajando, o Brian vai cuidar do restaurante e você sabe que eu e sua mãe confiamos nele para cuidar dos nossos negócios. Decidimos vender a casa também para ser um dinheiro a mais, embora a minha aposentadoria de fuzileiro naval seja boa, daqui a pouco você vai para a faculdade e precisamos de dinheiro para pagar a anuidade.
— O que seu pai quer dizer – continuou minha mãe – é que vamos sair pelo mundo e você vai terminar seus estudos aqui, nos Estados Unidos.
Eles iam me deixar? Eu ia ser expulsa de casa e abandonada pelos pais? Mas onde eu iria morar? Claramente não iria para a Itália morar com a minha irmã Mabel e o seu marido Enzo, eles acabaram de casar! E a casa do Adam era até uma opção, mas com a Bridget grávida de gêmeas e o meu sobrinho Phil, mais conhecido como delinquente infantil, eu não ia me sentir muito confortável lá, além do mais, ia ser difícil me preparar pro SAT se eu fosse a babá permanente do menino e futuramente de duas outras criancinhas. Talvez a casa do Adam não seja uma opção, se os meus pais pensarem bem. Para onde eles iriam me mandar, céus?
— E eu vou morar onde?
— Sobre isso, eu e seu pai pensamos em te mandar para morar em Los Angeles! Não é incrível? Você sempre quis ser atriz e lá é o lugar perfeito para começar sua carreira! Lembra da minha amiga Jane? Que fez aquele curso de culinária vegana comigo? Então, ela mora lá com os filhos, um deles é da sua idade até! Eu contei pra ela da ideia de conhecer vários países e ela me incentivou bastante e disse que você poderia ficar morando lá com eles!
Eu estava até feliz pelos meus pais estarem animados com alguma coisa, mas eles estavam praticamente me empurrando do ninho por causa dessa coisa! Era meio egoísmo da minha parte querer que eles desistam disso, até porque eles já eram meio velhos, eu havia nascido quando minha mãe tinha 40 e meu pai, 45. E eu já tinha feito 17...
Porém, eu ainda nem estava na faculdade!
— Eu não acredito que vocês estão me empurrando do ninho. – suspirei.
— Não seja dramática! E você já tem dezessete anos! – retorquiu meu pai.
— Praticamente uma criança! E aquele história de “eu sempre serei sua princesinha”? – arqueei as sobrancelhas para os dois. Estava já com um sorriso vitorioso brotando nos lábios quando minha mãe foi direta na resposta criativa. Criativa até demais para o meu gosto.
— A gente te iludiu, devia ter aprendido a não se enganar facilmente, como sua irmã.
Ui, essa doeu. Foi meu pai que interrompeu o silêncio constrangedor que invadiu o aposento.
— Danna, pense nos seus velhos.Teu tio Marco nos deixou quando fez 63 anos. Não que eu vá partir nessa idade, já que ainda tenho que assustar os pretendentes que aparecerem pra você, mas o que eu quero dizer é que eu estou velho e preciso fazer algo que me faça sentir mais novo. E essa ideia da sua mãe me deu um ânimo que eu não tinha há tempos...
Foi somente por causa do olhar do meu pai que eu falei:
— Acho que não vou desfazer a minha mala da Itália. Parece que eu vou pra Califórnia! Mas... e a casa da Suzie? Ela é a minha melhor amiga, tenho certeza que o senhor e a senhora Wright me aceitariam como filha adotiva deles! – sorri inocente. Era claro que eu e a Suzie na mesma casa não era uma opção, nunca iríamos fazer nossos deveres se tivéssemos a oportunidade de passar o dia todo fofocando, não que eu seja fofoqueira, mas a Suzie...
— NÃO! – esbravejou meu pai.
Definitivamente, ele ainda guardava rancor pela semana que Suzie havia passado aqui em casa antes de viajarmos para a Itália. Digamos que não dormíamos cedo e a conta de luz não foi das mais baixas...
Notas finais
Mandei bem no Fisk né?
Kisses.
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