Dance Floor
2 Capítulo 1 : Devaneios
Notas iniciais
ps. O meu beta não estava disponivél, então se encontrarem qualquer erro me avisem ^^
O público aplaudiu, uma musica começou juntamente com os primeiros passos, movia o quadril em um pequeno movimento circular enquanto movia as mãos o acompanhando. Com a agitação da musica a dançarina colocou a perna esquerda à frente do corpo enquanto fazia um movimento que aparentemente ia subindo depois descendo. Quando Ikki olhou atentamente, ele pode ver que formava uma espécie de oito no ar. Todas as luzes se apagaram quando somente uma lâmpada de luz negra iluminava o palco, com esse efeito o público só enxergava o vermelho e dourado da roupa de dos cabelos da dançarina.
– GOSTOSA! – gritou algum bêbado perto de Ikki, entre assobios e outros elogios obscenos.
Ela puxou uma parte do tecido da perna esquerda que se despendeu da roupa, exibindo toda perna branca com tatuagens de rena até a coxa. Isso só levou a multidão à loucura, agora a moça movia o véu por todo o corpo esguio.
Ikki estava simplesmente hipnotizado pela dança, bom não só ele, mas como uma dúzia e outros homens e algumas mulheres. A moça chegou mais perto da beira do palco, fez novamente o oito no ar, dessa vez o movimento foi para baixo, porém bem mais devagar, chegando ao ponto de se deitar no palco formando um pequeno arco com o corpo. Passou o tecido pelos seios, fazendo-o deslizar pelo pescoço até o chão.
Levantou a perna formando um ângulo de noventa graus com restante do corpo, girou para ficar de costas para o público e retirou a peça que cobria os seios, atirando-a para a multidão. Deitou-se no chão com as costas para cima, ajoelhou e levantou o quadril sugestivamente jogando o cabelo e tronco para o lado, fazendo um meio círculo. Levantou-se e deu três passos para o meio do palco, cruzou as pernas depois os braços e se curvou até os joelhos.
Arqueou as costas e passou os braços pelo tronco e chegou até a cabeça, levando a longa trança loira para cima. Deslocou a cintura para a direita e depois para esquerda, fazendo isso algumas vezes, voltou para a direita e moveu um pouco para a esquerda, então moveu para a direita dando uma mexidinha para o mesmo lado. Colocou o braço esquerdo sobre a cabeça esticando o direito fazendo círculos com as mãos.
Inverteu a posição dos braços e repetiu o mesmo movimento andando um pouco mais para o lado, girou o pescoço balançando a trança que se desfez com o movimento. Uma cascata de cabelos loiros desceu até os seus joelhos. Andou um pouco mais para frente cobrindo os seios com o braço, se ajoelhou bem próxima a primeira fileira, onde estava Ikki, olhou para um de cada vez enquanto mais duas dançarinas entravam fazendo acrobacias. O homem se assustou quando sentiu o véu da dançarina enroscar em seu pescoço, quando ele a olhou ficou impressionado, era mais linda ainda de perto... Os olhos eram turquesa e Ikki podia ver a bela boca por trás do véu que cobria seu rosto.
Quando a olhou diretamente nos olhos da dançarina ela fez uma leve expressão de algo que para ele parecia surpresa e pânico, Baby Doll recuou com pressa e voltou a dançar junto com as outras duas. Ikki sentiu uma mão enorme tocar o seu ombro, era Thor.
– Senhor Ikki, seu amigo Hyoga o chama na sala particular imediatamente. – o homem puxou Ikki pelo ombro em direção à sala VIP, ele tentou se soltar, não queria perder o resto do show, porém o segurança era muito forte mesmo para ele.
– Hei Ikki! Por que demorou tanto? Tive que chamar mais uma dançarina para me distrair... – apontou para a moça que se roçava na barra de ferro.
– Estava vendo a apresentação, mas pra que rai... – O loiro se levantou e puxou o tecido vermelho do pescoço do fênix e o analisou por um momento.
– Isto era da dançarina não? – deu uma risada um pouco surpresa – Ainda dá para sentir o cheiro do perfume no tecido...
– Para de sacanagem Hyoga, ela simplesmente jogou no público e eu peguei... Agora me devolve!
– Queridinhos? Não vão prestar atenção em mim? – reclamou a dançarina, usava uma lingerie rosa e salto alto com os cabelos cor de mel caindo sobre o rosto.
– Cala boca e volta a dançar! – disse rispidamente Hyoga, bebendo uma dose de uísque.
– Quero ir para casa Hyoga... Agora – Ikki puxou o braço do loiro para a porta.
As luzes da cidade sempre fazia Ikki relaxar um pouco, por mais desertas as ruas estivessem, ele gostava do silêncio, o qual foi rompido quando Hyoga colocou um CD de funk para tocar.
– Desliga essa merda loirinha, estou com dor de cabeça...
– Ninguém chama minha Valesca Popozuda de merda, e além do mais, por que você está tão estranho? Bebeu demais?
– Só me deixe em casa. Amanhã é sábado e tenho um almoço marcado com os pais da Esmeralda, acredite se falarem que sogra é uma bruxa é por que não conhece a Dona Cassandra... Aquela mulher é pior que o diabo, na moral... – Hyoga deu uma gargalhada e parou o carro.
– Quer que eu suba com você?
– Não, estou bem. – Ikki saiu do carro e entrou cambaleando no hall de entrada.
– Boa noite Sr. Ikki... — disse o porteiro e o máximo que ele conseguiu responder foi um grunhido.
Olhava os andares quando subia no elevador e deu um sorriso forçado ao se lembrar do que o esperava dentro do apartamento. Girou as chaves e viu o apartamento escuro, exceto pela luz que vinha do quarto do casal.
Quando entrou no aposento ele teve uma surpresa... Esmeralda estava nos braços dele... Merda! Logo ELE!
– O que você está fazendo aqui? – perguntou Ikki se apoiando na porta.
– Esme me chamou então eu vim... Aparentemente o marido dela não voltou de casa e não atendia o celular. – Shun lançou um olhar de censura para o irmão.
– Estava na despedida de solteiro do Seiya.
– O qual foi levado contra a vontade dele, sorte que a Saori é bem compreensiva, afinal o casamento deles é no domingo, vulgo amanhã.
– Que horas são? – perguntou Ikki atordoado tentando decifrar os números do seu relógio.
– DUAS DA MANHÃ SEU BÊBADO IMUNDO! – gritou Esmeralda deitada na cama, ela estava com os olhos vermelhos e inchados. — Você nem ligou ou mandou uma mísera mensagem de texto! Fiquei preocupada a noite toda!
– Esmeralda, por favor... – só agora Ikki se lembrou de quantos copos de cerveja e uísque tomara, já sentia as pálpebras se fecharem.
Shun carregou o irmão e o colocou no sofá, tirou um vidrinho do bolso e deu para a cunhada.
– Quando ele acordar dê dois desses comprimidos e um banho frio... Garanto que ele estará bem para o almoço com seus pais... Qualquer coisa é só me chamar ok? – Esmeralda confirmou com a cabeça e recebeu um beijo na testa antes de Shun fechar a porta do quarto.
Pela manhã Ikki sentia a cabeça rodar e uma ânsia de vômito na boca do estômago. A luz passava das cortinas brancas tocando todos os móveis da sala.
– Bom dia querido... – Esmeralda apareceu com o café da manhã numa bandeja, pão com ovos e bacon além de uma grande caneca de suco de laranja.
– Não está chateada comigo? – perguntou o homem se endireitando no desconfortável sofá.
– Um pouco, mas vai passar... Aqui, beba. – estendeu a mão com dois comprimidos e a caneca de suco.
– Que horas são? – perguntou relutantemente depois de beber o remédio.
– São oito e dezenove... Vá tomar um banho depois de comer. – ela deu um belo sorriso e voltou para a cozinha.
A água quente caía sobre seu corpo enquanto ele estava mergulhado em pensamentos, a dançarina loira não saía da sua cabeça... Por que ela se assustara quando se olharam? E... Onde estava o véu que ele ganhara?
– No bolso do casaco. – sussurrou para si mesmo. De repente as gotas quentes gelaram subitamente, arrancando um grito de espanto do homem.
– ESMERALDA!
– Foi receita do seu irmão, banho FRIO! – a única coisa que ela fez depois foi rir.
XXX
– O que foi Shaka? – perguntou Milo enquanto pintava as unhas na cama.
– Nada de mais Mi... Só estou um pouco cansado hoje... – passava uma esponja úmida no rosto para retirar a maquiagem.
– Ku Ku Ku... Aposto que foi algum gatinho que ele viu no palco e se ensopou todinho! – riu Afrodite tirando a roupa de enfermeira.
– Ainda não tirou as bolas de vôlei Dite? – riu Milo apontado para os seios falsos do amigo, que os agarrou com as mãos e os esfregava-os.
– Eu amo eles... Os nomes deles são Sandro e Filomena. – riu quando se sentou na cama junto do loiro.
– Bah, os odeio... Só esquentam e dificultam os movimentos quando estou dançando.
– Você bem que queria ter iguais aos meus né seu danadinho... – Afrodite riu e pulou em cima de Milo, segurando os braços e se projetando entre as pernas dele.
– ME SOLTA SUA MALUCA! – gritou, o loiro esperneou inutilmente e se calou quando Pisces começou a esfregar os peitos em sua cara.
– Onwww Milo! Isso! Assim! – Afrodite ria e gemina enquanto o outro se debatia.
Shaka ria com a cena, por mais distante que ele estava, gostava de ficar com os amigos, mas os olhos do homem o tinham atingido profundamente, algo entre interesse e medo... Ele era bem bonito, mas havia algo nele que a intrigava, mas o devaneio se foi quando um peito falso o atingiu atrás da cabeça.
– Muahahaha! Adeus Filomena e... Peguei! – Milo empurrou Dite com os pés e arrancou o outro seio e saiu correndo para o corredor.
– SUA LOIRA DE FARMÁCIA! ME DEVOLVE ISSO JÁ! – e o outro o seguiu em disparada.
O indiano desfazia a trança cuidadosamente enquanto tirava os acessórios emaranhados nos fios dourados. Despiu a roupa de odalisca suavemente e foi para os chuveiros, lá ele não encontrou a pessoa mais “agradável” do mundo.
– Olá Barbie... Como vai a dancinha capenga? – riu Misty que lavava o rosto na pia.
– E você Misty? Fazendo muito biscate por aí? – devolveu Shaka abrindo a água.
– Não sei do que você está falando, mas ainda assim... Minha noite foi ma-ra-vi-lho-sa! O gostoso do Edward estava muito faminto. – soltou um suspiro quase que apaixonado – Acho que vou precisar de mais pomada para aguentar amanhã.
– Que nojo lagartixa! Eu não quero saber se ele te fodeu até cansar ou não, só quero ir dor... — Shaka não viu o outro se aproximar, quando deu por si Misty agarrou seu pescoço e sussurrou no seu ouvido:
– Se você contar para o Mu o que eu ando fazendo, pode ter certeza... Acabo com sua carinha de boneca ok? Apesar de eu ser muito mais lindo do que você. – riu e soltou o pescoço do loiro que estava quase engasgado e saiu para o seu dormitório.
A única coisa que conseguiu fazer quando se deitou foi chorar... Misty quando estava bravo – ou de cu assado – Bancava a vadia maluca. Só sentiu alguém do seu lado e o abraçando.
– Calma Shaka... Calma, não se incomode com a biscate do Misty, ele não passa de uma piranha. – disse Milo afagando sua cabeça.
– Como você sabe que foi ele?
– Queridinho, por favor... Sinto o cheiro de perfume falsificado de longe. – riu Afrodite se sentando ao lado dos amigos. – Não vale apena chorar por causa dessa besteira...
Shaka se levantou e secou as lágrimas do rosto, quando olhou para os amigos não segurou o riso, Milo tinha a cara arranhada da testa até o queixo e Afrodite tentava disfarçar a mancha roxa na bochecha.
– Sabe de uma coisa pessoal? Amanhã é nosso dia de folga... Vamos para o Shopping? – perguntou o indiano ficando de pé na cama.
– SIM! – responderam.
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