Damnation
2 Chapter One: The Beginning of the End
Dominique estava arrumando seus livros em seu armário na escola quando sentiu a mão de seu namorado em suas costas.
- Hey, linda – sussurrou Bill em seu ouvido.
- Oi – respondeu Dominique rindo, e virou para beijar o namorado.
Bill a abraçou pela cintura.
- Então, como você está hoje? Bem?
- Sim, um pouco cansada devo dizer, não consegui dormir direito essa noite de novo.
- Outro pesadelo? – perguntou Bill, preocupado. – Você anda tendo eles demais.
- Não é nada demais – falou a garota, tentando despreocupar o namorado.
- E sua mãe, como está?
- Continua do mesmo jeito – disse ela, fechando a cara e se virando para fechar a portinha de seu armário. – Só sai do quarto pra comer, o que já está ficando raro. Liguei para a minha tia ontem falando a situação e ela vai vir hoje a noite para conversar com a minha mãe. Com sorte minha tia consegue levar ela para passar uns dias em Scottale.
- Isso quer dizer que você vai ficar sozinha em casa por um tempo? – perguntou Bill, com um sorriso cheio de intenções.
- Bill, eu já lhe disse que ainda não estou pronta – disse ao namorado, virando-se para ele.
- Eu sei, mas quando você vai estar?
- Eu... eu não sei, mas você forçando desse jeito não vai conseguir acelerar nada – e começou a andar pelo corredor. Bill agarrou gentilmente pelos braços.
- Me desculpa okay? – falou o namorado – Eu sei que estou forçando demais.
- Ah, me desculpa também, com a minha mãe assim eu realmente ando muito nervosa – disse ela, virando-se para o namorado e o abraçando.
- Olha só se não são Rachel e Ross – disse uma voz feminina se aproximando do casal.
Era Cindy, a melhor amiga de Dominique. Ela vinha com seu namorado, David, que por sua vez era o melhor amigo de Bill. Assim como o amigo, David também jogava na equipe de futebol.
- Oi Cindy, oi David – cumprimento-os Dominique.
- Oi – respondeu David, em sua habitual voz rouca. David não era de muitas palavras, tendo uma personalidade muito reservada.
- Hey cara, como que tá? – perguntou Bill ao amigo.
- Estou bem.
- Sempre com seus discursos – falou Cindy, zombando o namorado. – Oi Domi, oi pra você também Bill. Estão bem?
- Sim, estamos ótimos – respondeu Dominique.
- Sabe quem vai ter a casa inteira ao seu dispor nesse final de semana? – falou Bill com empolgação. – Domi.
- SÉRIO? Nossa, nós deveríamos dar uma festa – exasperou Cindy.
- Hei, calma vocês dois. Eu disse ao Bill que se caso a minha tia consiga levar minha mãe para passar um tempo em Scottale, aí sim teria a casa para mim essa semana, mas nada é certo ainda.
Cindy pareceu não dar ouvidos a amiga.
- Nós temos que comprar bebida, muita bebida. E convidar as pessoas...
- Espera, com que dinheiro você planeja comprar bebidas? – perguntou Bill.
- Bom, eu pensei que talvez você pudesse ajudar com isso.
- EU? Esqueceu-se que eu meti o carro no poste semana retrasada? Meu pai ficou fulo da vida. Duvido que eu consiga arranjar algum dinheiro com ele.
- Bom, eu também não tenho dinheiro – falou Cindy.
Ela e Bill olharam para David.
- Eu estou quebrado também. Tive que gastar o meu dinheiro pra consertar o motor do meu carro.
Os três então se voltaram para Dominique.
- Vocês estão loucos se pensam que eu vou gastar dinheiro com qualquer coisa alcoólica. – falou a garota, olhando sério para Cindy.
- Então como vamos conseguir as bebidas? – questionou Cindy aos demais.
- Bom, podemos pedir para o pessoal que convidarmos levar a bebida. – sugeriu Bill.
- Sim Bill, que ótima idéia, porque você não pede pra eles levarem mil dólares cada para doar para uma instituição de caridade também – disse Cindy, sarcástica.
- Pelo menos eu estou pensando em algo. – retrucou Bill.
- Que milagre. – zombou Cindy novamente.
- Okay, okay – falou Dominique, tentando acalmar os dois – Não precisam brigar. Eu nem sei se vou ficar sozinha em casa mesmo, não há porq...
- Há outro jeito de arrumar bebida – interrompeu-a David.
Todos olharam para David. Estavam surpresos, não era costume de o rapaz interromper as pessoas.
- Qual? – perguntou Bill.
David olhou para cada um e então, mirou Bill nos olhos e falou calmamente: “Saquear”.
- O que? – exclamou o amigo – Você enlouqueceu.
- Sem chance – falou Cindy, sacudindo a cabeça negativamente.
- Você só pode estar brincando, David.
- Eu não falei saquear uma loja daqui, mas sim Silent Hill.
Ninguém falou por alguns segundos.
- Okay, Bill estava certo, você enlouqueceu. – falou Dominique.
- Apenas pensem – continuou David, no seu jeito calmo – A cidade está totalmente abandonada, não há ninguém lá. Poderíamos saquear sem problemas que ninguém nunca iria perceber.
Bill e Cindy miraram o chão, refletindo, mas Dominique continuava contra a idéia.
- Sério? Vocês estão realmente pensando nessa situação? Isso é loucura, ir até Silent Hill para pegar bebida.
- Bom, não é tanto na verdade – falou Bill. Dominique o olhou com um misto de raiva e desespero na expressão – Ah, qual é Domi, David tem razão, não tem ninguém lá, nunca descobririam que fomos lá.
- É verdade. É uma boa idéia – concordou Cindy.
Sabendo que não conseguiria mudar a cabeça dos amigos, Dominique se deu por vencida.
- Ok, vão, mas não contem comigo.
- Ah, vamos amiga – implorou Cindy – Por favor por favor por favor.
- Vocês sabem como eu me sinto em relação a cidade – falou Dominique aos amigos, em voz baixa – Além do mais tem aquelas histórias...
- Domi, eu sei o que você sente, mas eu e David estaremos lá e vamos proteger vocês duas. – falou Bill.
- Uhum. – resmungou David.
- Ah... eu não sei... – disse ela insegura. – Eu nem sei se a minha mãe vai pra Scottale com a minha tia.
- Façamos o seguinte – começou David – Caso sua mãe não vá para Scottale nós esquecemos o assunto e nunca mais falamos sobre a cidade. Caso ela vá, todos nós vamos a Silent Hill pegar as bebidas, okay?
Cindy e Bill fitaram Dominique.
A garota estava em conflito. Caso sua mãe não fosse nunca mais a cidade seria mencionada, mas se ela fosse, Dominique teria que ir até aquela cidade, aquela cidade que ela tanto odiava...
- Certo – falou Domi com a voz tremida.
- Isso – exclamou a amiga. Bill abraçou sua namorada bem forte. David sorriu.
Alguns quilômetros dali uma densa névoa começava a cobrir Silent Hill. Uma risada podia se ouvir ecoando pelas ruas da cidade.
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