Damn Walls

6 Capítulo 6 - Orgulho no momento errado


E esta foi a primeira vez que sonhei com a bate parede.

"Oh Deus".

Thump...

"Oh Deus".

Thump Thump...

Eu estava sendo conduzida até a cama com a força de suas pressões. Ela estava se dirigindo a mim com uma força inabalável, dando-me exatamente o que eu poderia ter e, em seguida, apenas empurrando-me para a borda. Seu rosto olhou para mim, me dando aquele sorriso sabichão.

Fechei os olhos contra ela, deixando-me sentir como eu estava sendo profundamente afetada. E eu quero dizer profundamente... profundamente... Ela segurou minhas mãos e levou-as a acima da minha cabeça, colocando-as na cabeceira da cama de ferro, agarrando firme.

"Você vai querer segurar firme nisso", ela sussurrou em meu ouvido, e atirou uma das minhas pernas para cima, por cima do seu ombro enquanto ela movia mais os seus dedos, fazendo-me gritar o seu nome.

"Quiinn!" Eu gritei, sentindo meu corpo começar a ter espasmos.

Seus olhos, aqueles olhos verdes condenáveis, olharam nos meus enquanto eu tremia ao redor dela.

"Pooooorrraaaaa, Quinn!" Eu gritei novamente, e acordei assustada. Com meus braços sobre minha cabeça e as mãos agarradas firmemente em torno da cabeceira de ferro.

Fechei os olhos e forcei minhas mãos a liberarem o metal, vendo as marcas por minhas mãos segurarem tão firmemente. Eu estava respirando pesadamente enquanto eu lutava para sentar-me. Eu estava coberta de suor, minha pele corada, e eu estava ofegante. Eu estava realmente ofegante. Encontrei os lençóis em uma bola no pé da cama, e Sheila enterrada embaixo, só o nariz espreitando pra fora.

"Oh Sheila, do que você está se escondendo?"

"Meow", foi sua resposta irritada e uma cara assustada.

"Você pode sair sua boba, mamãe parou de gritar. Eu acho." Eu ri, passando a mão nos meus cabelos úmidos.

Eu tinha espalhado suor pelo meu pijama e agora estava parada em frente ao ventilador, secando meu corpo e começando a me acalmar. Minha perseguida estava se contraindo.

"Essa foi por pouco, hein “O”?" Fiz uma careta, pressionando as pernas juntas com uma sensação desagradável e não satisfeita entre as minhas coxas.

Sheila me empurrou e correu para a cozinha, fazendo sua dancinha ao lado de sua tigela.

"Yah yah yah, sossegue." Eu grasnei quando ela própria se enfiou dentro e fora dos meus tornozelos, olhando para mim o tempo todo.

Joguei uma colher de ração em sua tigela, e fiz o café.

Ajeitei-me sobre o balcão e tentei me acalmar. Eu ainda estava respirando um pouco forte. Esse sonho foi... bem... ele tinha sido intenso. A única coisa é que eu não queria estar sonhando a Bate Parede. Ela era uma idiota com um harém e não me importava quão boa ela era na cama... Eu não queria nada com ela.

Pensei novamente em seu corpo empoleirado em cima de mim, uma pequena gota de suor rolando de seu pescoço e descendo ao meu peito. Ela abaixou-se e arrastou a língua até meu estômago, e para os meus seios e depois...

PING PING

Sr. Café me trouxe de volta da Sra. Bate Parede, e eu estava grata porque eu poderia me sentir ficando excitada novamente. Doce Jesus, isto ia ser um problema?

Servi-me uma xícara de café, uma banana descascada, e olhei para fora da janela. Eu ignorei a minha compulsão por uma massagem com uma banana, em vez disso a empurrei dentro da minha boca. Oh doce Cristo, o empurrão! Eu era uma pervertida, doente e estava esquentando rápido em direção ao sul. E pelo sul eu quero dizer...

Eu me dei um tapa no rosto e obriguei-me a pensar em outras coisas sem ser a mulherenga que eu estava partilhando uma parede. Coisas vazias. Coisas inócuas. Cachorrinhos... estilo cachorrinho.

OK bastante, agora você não está tentando mesmo...

Obriguei-me a tomar banho, e cantei Barbra Streisand repetidamente para evitar que minhas mãos fizessem outra coisa que não fosse me lavar. Sim, eu precisava ter certeza de que meus mamilos estariam limpos. Ei, só porque o “O” tinha me deixado sozinha e seca não significava que as meninas não precisam de um pouco de amor ao longo do tempo... e eu realmente adorava a maravilhosa graça do gel de banho.

Quando abri a porta, naquela manhã, dando um adeus para Sheila por cima do meu ombro, orei silenciosamente para que não tivesse nenhuma menina do harém andando pelo corredor. Estava claro. Eu coloquei meus óculos de sol enquanto eu caminhava para fora da porta, mal percebendo a Range Rover. E por mal percebendo eu quero dizer que mal perceberia essa safada me curvando sobre a cadeira na minha sala e...

RACHEL! Eu poderia ter um problema aqui...

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Ao fim da tarde, eu estava em meu escritório quando Emma enfiou a cabeça pra dentro.

"Toc, toc", disse ela, sorrindo.

"Ei, o que está acontecendo?" Eu sorri, recostando-me na minha cadeira.

"Pergunte-me sobre minha casa."

"Ei Emma, como está a sua casa?" Eu perguntei, revirando os olhos.

"Terminada," ela sussurrou e atirou os braços no ar.

"Cala a boca!" Eu sussurrei de volta, os olhos agora largos.

Eu amava o fato de que eu tinha o tipo de chefe que eu poderia dizer para calar a boca.

"Totalmente, totalmente, absolutamente pronta!" ela gritou e sentou-se à minha frente.

Eu ofereci uma colisão de punhos por cima da mesa, e ela bateu.

"Agora isso é uma boa notícia. Precisamos comemorar", eu respondi, abrindo uma gaveta.

"Bella, se você tirar uma garrafa de whisky eu vou ter que consultar o recursos humanos", alertou, contraindo um sorriso.

"Antes de tudo, você é o recursos humanos. E em segundo lugar, como eu iria ter um whisky no meu escritório! Obviamente só se for em um balão amarrado a minha coxa", eu ri, produzindo um estalo.

"Legal, melancia mesmo. Meu favorito", ela aprovou enquanto desembrulhada e começou a chupar.

"Então, me diga tudo sobre ela" Eu solicitei.

Emma e William estavam reformando uma casa por quase 108 anos. Parecia isso de qualquer maneira. Eles estavam procurando uma propriedade na comunidade à beira-mar durante anos, uma que continha a combinação certa de vista, espaço, escala e ambiente.

Eles encontraram tudo o que queriam exceto que a casa existente era irremediavelmente ultrapassada. Eles se mudaram para uma construção de qualquer maneira, tinham um quarto para que eles pudessem permanecer no imóvel durante a construção. Eu tinha a visitado várias vezes enquanto a casa tomava forma, e eu sabia se ela realmente a terminasse finalmente seria incrível.

Eu tinha ajudado um pouco com consultoria para Emma quando ela terminou de escolher os toques finais, e só pelas fotos eu sabia que era exatamente o tipo de casa que eu tinha sonhado durante anos.

A casa de Emma seria quente, convidativa, elegante, acolhedora e cheia de luz. Conversamos sobre isso por um tempo, e então ela me deixou voltar ao trabalho.

"Aliás, próximo fim de semana é a inauguração, você e seu bando estão convidados", disse ela sobre o ombro em seu caminho para fora da porta.

"Você acabou de dizer bando?" Eu brinquei.

"Eu posso ter dito, vocês virão?"

"Parece bom, não precisamos levar nada e ainda podemos ver seu noivo?"

"Não se atreva e eu não esperaria nada menos", ela disparou de volta.

Eu sorri e voltei a trabalhar. Festa? Parecia promissor...

"Não é sério que você tem uma queda pela Bate Parede, é?" Kurt perguntou chupando o canudo.

"Claro que não. Quem sabe de onde essa idiota veio? Rachel nunca poderia", respondeu Britt para mim, jogando os cabelos para trás por cima do ombro de forma deslumbrante, e uma mesa cheia de empresários estúpidos estava olhando para ela desde que ela entrou para o nosso encontro para o almoço no nosso pequeno bistrô favorito.

Já fazia uma semana desde que Tina tinha ido viajar com o seu ex namorado, e agora atual noivo Mike Chang, e já fazia uma semana também desde que reencontrei Brittany em um almoço que tinha marcado com ela e voltamos à nossa antiga amizade, Deus abençoe!

Além de fazer uma semana que comecei a sonhar com a Bate Parede. Uma semana muito longa.

Kurt recostou na cadeira e riu, me chutando por baixo da mesa.

"Maldito porcelana", eu olhei duramente para ele, corando furiosamente.

Kurt sempre sabia, ele tinha um talento especial para a leitura de pessoas e era inútil tentar esconder alguma coisa dele.

"Sim, maldito! Rachel sabe bem disso..." Britt riu, em seguida, arrastou-se, finalmente, tirando seus óculos escuros e mudando seu olhar para mim.

A dançarina e o porcelana insistiam em me incomodar. Uma sorria e o outro xingava.

"Ah Jesus Rachel, não me diga que você está caída por essa babaca? Porra, você está?"

Brittany bufou quando o garçom trouxe uma garrafa de Pelegrino. Ele olhou para Britt e ela mandou-o embora sem um olhar. Britt sempre foi bonita, mas o fato de que ela xingava como um marinheiro deixava os homens loucos. E quando descobriam que ela dançava profissionalmente? Eles realmente não tinham chance.

Kurt era diferente. Ele era tão frágil e bonito, que, inicialmente, as mulheres eram atraídas por seu charme natural e sua graça. Então, eles realmente davam uma olhada para ele, e percebiam que ele era gay quando começava a se mexer ou falar. Havia algo nele que fazia os homens querer cuidar dele e protegê-lo, até chegarem ao quarto dele. O Lugar das Loucuras era lá...

Eu era aparentemente gostosa, e isso tinha sido dito por várias pessoas, e não apenas por meus amiguinhos. Eh, em um dia bom eu sabia que podia funcionar. Eu nunca me senti tão quente como Britt ou tão perfeito como Kurt, mas eu dava pro gasto.

Eu sabia que quando nós três saíamos podíamos realmente fazer uma cena, e até recentemente, tínhamos nos utilizado para ganhar vantagem. Cada um de nós tinha tipos muito distintos. O que era bom, porque nós raramente íamos para a mesma pessoa.

Britt era muito particular. Ela gostava de pessoas altas, magras e bonitas. Ela não gostava delas muito altas, até no máximo o tamanho dela, já que ela é alta. Ela queria as educadas e inteligentes, e de preferência morenas. Ela também era uma otária para um sotaque diferente. Sério, se alguém a chamasse de 'minha querida' ela se molhava. É verdade, eu tinha jogado com ela uma noite, quando ela estava carente e usei o meu melhor sotaque de Oklahoma.

Acabei por ter de lutar contra ela a metade da noite. Ela alegou que estávamos na faculdade e queria experimentar.

Kurt por outro lado, ainda era particular, mas não tanto com a aparência. Ele gostava de seus homens fortes e de com um tamanho médio. Ele gostava de seus homens um pouco sarcásticos, mas odiava quando a chamavam de algum apelido.

Eu era mais difícil de definir, mas eu sabia quem era quando eu o via... Ou a via. Como o Supremo Tribunal Federal e a pornografia, eu estava ciente. Eu tinha uma tendência a ser atraída por pessoas muito livres, salva-vidas, mergulhadores, alpinistas, etc. Eu gostava de cortes de cabelo curtos, mas um pouco desgrenhado, um toque de badass, e que ganhasse dinheiro suficiente para eu não ter que pedir nada da mamãe.

"Então, espere um minuto, você não viu essa garota ainda?" Britt perguntou depois que havia feito o pedido.

"Sim, eu a conheci", eu gemi e Kurt esfregou os ombros suavemente.

"Quando o inferno que isso aconteceu? Onde eu estava?" Britt perguntou, olhando entre nós duas.

"Ela me disse esta manhã, quando eu a peguei bocejando no telefone. Eu achava que era de todas as batidas na parede, mas nãooo. Senhorita Rachel tem tido alguns sonhos impertinentes sobre sua vizinha", ele riu.

Revirei os olhos para ela.

"Então, quando você a conheceu? E eu acredito que ela é bonita?" Britt perguntou.

"Sim, eu a conheci. E sim, ela é bonitinha. Muito bonita para seu próprio bem, ela é uma idiota!" Exclamei, batendo a mão em cima da mesa em frustração. Eu bati muito forte.

Britt e Kurt trocaram um olhar e eu mostrei a eles meu dedo do meio.

"Então como ela se parece?" Britt perguntou, cavando sua salada que tinha acabado de chegar.

Suspirei novamente, e disse sobre minhas fantasias. Eu disse a elas sobre a Londrina e do jeito que eu fui lá e gritei com ela no meio da noite. Sobre como eu fui gritar com ela vestida com minha camisola muito acanhada e Britt se engasgou com sua azeitona.

Eu disse a eles sobre o que dissemos umas as outras, e a piada que ela fez sobre a falta de batidas do meu lado do apartamento.

"Não conte essa parte, ela é uma idiota!" Kurt suspirou com isso.

"Eu sei! E então no dia seguinte, ela estava no corredor com a Surrada, beijando-a enquanto eu estava tentando sair! É como uma cidade doentia do orgasmo lá, e eu não quero nenhuma parte dela!" Eu disse, mastigando furiosamente minha alface.

"Eu não posso acreditar que Emma não a avisou sobre esse cara", pensou Britt, empurrando o resto de seus croutons ao redor no seu prato.

Ela estava sem comer pão de novo, com medo dos cinco quilos que ela alegou que ganhou no ano passado. Eu estava cheia disso, mas não havia como discutir com Britt quando ela colocava alguma coisa na cabeça.

"Não, não, ela disse que não conhece essa garota. Ela deve ter se mudado depois que ela morava lá. Quero dizer, ela quase nunca esteve naquele lugar. Eles só o mantiveram para eles sempre terem um lugar para ficar na cidade, mas quanto mais ela se mudou, ela raramente foi lá. E de acordo com Cameron e Mitchell, ela só está no prédio há um ano ou algo assim. E ela viaja o tempo todo, o que não me admira de eu nunca a encontrar," Eu expliquei, percebendo quando eu disse em voz alta que eu tinha feito um dossiê sobre essa garota.

"Então, como tem sido as batidas na parede esta semana?" Britt pediu.

"Relativamente calmas, na verdade. Ou ela realmente me ouviu e está sendo uma boa vizinha, ou os seus dedos finalmente quebraram com uma delas e ela procurou atendimento médico", disse eu, um pouco alto demais.

A mesa de empresários deve ter escutado muito atentamente quando todos eles sufocaram um riso um pouco depois, e cruzei as pernas na simpatia inconsciente. Nós três demos uma risadinha e continuamos com o nosso almoço.

"Falando de Emma, vocês são convidados a irem a sua casa na próxima semana para sua festa de inauguração" Eu disse.

"Isso vai ser legal, porque não chegamos cedo e nos arrumamos na sua casa, como nos velhos tempos?" Kurt gritou enquanto Britt e eu tampávamos nossos ouvidos.

"Sim, sim, tudo bem, mas sem mais gritos ou vamos marcar o seu rabo com esse assunto", censurou Britt quando Kurt se recostou em seu assento, com os olhos brilhando.

Eu os adorava. Depois do almoço, Kurt saiu para seu próximo compromisso, que era em outro bairro e Britt e eu dividimos um táxi.

"Então, você nunca me contou sobre o sonho que você teve sobre seduzir seu vizinho", ela me lembrou, para grande satisfação do motorista de táxi.

"Olhos na estrada senhor," Ensinei quando eu o peguei olhando para nós pelo espelho retrovisor.

Eu deixei meus pensamentos derivarem de volta para os sonhos, que tinham vindo todas as noites da semana passada. Eu, por outro lado, não tinha. Isso tinha aumentado a minha frustração sexual. Enquanto eu pudesse ignorar o “O”, então eu estava OK. Agora que eu estava sendo inundada por esse sonho de ser golpeada pela Bate Parede todas as noites, o “O” e sua ausência estavam ainda mais pronunciados.

Sheila tinha passado a dormir em cima da cômoda, era mais seguro que ela ser submetido as minhas pernas voando, entende.

"Os sonhos? Os sonhos são bons, mas ela é uma idiota!" Exclamei de novo, batendo o punho para baixo sobre a maçaneta da porta.

"Eu sei, isso é o que você sempre diz", acrescentou ela, olhando-me com cuidado.

"O quê? O que é esse olhar?" Eu chorei.

"Nada, apenas olhando para você. Está muito afetada por alguém que é uma imbecil", ela me lembrou.

"Eu sei", eu suspirei, olhando pela janela.

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"Você está me cutucando."

"Eu não estou."

"Sério, que diabos tem no seu bolso Kurt, que você está escondendo?" Britt exclamou, empurrando sua cabeça fora enquanto Kurt jogava spray nos cabelos.

Eu ri do meu lugar na cama, calçando as sandálias. Eu tinha colocado o meu próprio cabelo em rolos antes que as meninas chegassem e fui poupada do tratamento completo. Kurt imaginava ter algum tipo de evasão escolar de beleza, e se ele poderia abrir uma loja em seu quarto, ele tinha feito uma cuidadosa reflexão.

Kurt tirou uma escova do bolso e mostrou para Britt antes de começar a provocar. Como a louca que ela é. Fizemos uma pré-festa, tal como fazíamos em Berkeley. Embora tivéssemos atualizado o álcool com um bom e suco de limão. Ainda assim, nos deixou um pouco altas e alegres.

"Eu tenho um bom pressentimento sobre essa noite, sabe?" Kurt disse quando ele forçou Britt a irar o cabelo dela o máximo para que ela pudesse ‘receber algum vento na coroa’. Você não argumentava, bastava deixá-lo fazer isso.

"Eu tenho um sentimento engraçado, talvez porque eu esteja de cabeça para baixo", murmurou Britt, que me enviou em outro vendaval de risos.

Quando estávamos rindo, eu ouvi vozes da casa ao lado. Levantei-me para fora da cama e fui para mais perto da parede onde eu poderia ouvir melhor e, desta vez em vez de apenas Quinn, havia duas outras vozes.

Eu não podia entender o que eles estavam dizendo, mas de repente Guns N’ Roses veio tremendo através das paredes, alto o suficiente para fazer Britt e Kurt pararem o que estavam fazendo.

"Que porra é essa?" Britt gritou, olhando freneticamente ao redor da sala.

"Bate Parede é uma fã G'n'R, eu acho," Eu encolhi os ombros, secretamente gostando de ser bem vinda à selva.

Coloquei a cabeça para baixo e fiz a dança do caranguejo de frente para trás, para o deleite de Kurt, e o desprezo de Britt.

"Não, não, não é isso imbecil", censurou Britt sobre a música e pegou em sua cabeça.

Kurt gritou com o riso quando Britt e eu batalhamos na dança do caranguejo. Até claro, Britt começou a bagunçar o cabelo e, em seguida, Kurt deu o bote. Britt pulou na cama para fugir dele e eu me juntei a elas. Nós saltamos para cima e para baixo, gritando a letra e agora dançando loucamente. Kurt finalmente cedeu, e nós três dançamos como loucos.

Comecei a sentir a cama se mover debaixo de nós, e eu percebi que ela estava batendo alegremente contra a parede. Na parede de Quinn.

"Pega essa Bate Parede! E essa! E um pouco de.... essa! Ninguém está batendo em minhas paredes hein? HAHAHA!" Eu gritava como louca e Kurt e Britt observavam com espanto.

Britt desceu da cama e ela e Kurt se segurava uma na outra enquanto eles riam e eu pulava. Eu balançava para trás como se eu estivesse em uma prancha, dirigindo minha cabeceira para a parede novamente e novamente. A música foi cortada de repente, e eu me joguei, como se eu tivesse sido baleada.

Kurt e Britt apertaram as mãos sobre a boca da outra parecendo algum tipo de filme como Os Três Patetas. Deitei forte na cama, mordendo a minha própria mão para não rir. A agitação no quarto estava como quando você é pego fazendo besteiras na casa de alguém, ou quando você fica rindo no fundo da igreja. Você não pode parar, você não pode parar.

BANG BANG BANG

De maneira nenhuma. Ela bateu pra mim?

BANG BANG BANG

Ela bateu pra mim...

BANG BANG BANG. Meus punhos tocaram para fora enquanto eu bati tão forte quanto eu podia.

Eu não podia acreditar que ela teve coragem para tentar e consegui me acalmar. Ouvi vozes rindo.

BANG BANG BANG veio mais uma vez, e meu temperamento queimou.

Oh que filha da puta falsa... Eu olhei para as meninas, incrédulas e elas pularam na cama comigo.

BANG BANG BANG BANG martelamos, seis punhos furiosos espancando sobre o gesso.

BANG BANG BANG BANG voltou para nós, muito, muito mais alto desta vez.

Seus amigos devem ter chegado para a ação.

"Toma essa Bate Parede! Sem sexo para você!" Eu gritei para a parede enquanto minhas meninas gargalhavam histericamente.

"Toneladas de sexo para mim Batedora de Portas, nenhuma pra você!" ela gritou de volta. Eu levantei meus punhos para bater mais uma vez.

BANG BANG BANG BA BA bati do meu lado.

BANG BANG! A mão foi a única resposta de volta, e depois o silêncio.

"OOOOOOOOOOHHHH!" Eu gritei para a parede e eu podia ouvir Quinn e os seus amigos rindo do seu lado.

Kurt, Britt e eu olhávamos de olhos arregalados para a outra até que ouvimos um pequeno suspiro atrás de nós. Todas viramos ao mesmo tempo para ver Sheila sentada na cômoda. Ela olhou de volta para nós, suspirou de novo, e começou a lamber seu bumbum.

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"O nervo, refiro-me a mãe amorosa do nervo dessa idiota! Ela teve a coragem de realmente bater na minha parede, na minha parede.? Quer dizer, Deus ela é..."

"Idiota, como sabemos," Kurt e Britt disseram em uníssono enquanto eu continuei o meu discurso retórico.

"Sim, uma idiota!" Eu continuei, ainda agitada.

Nós estávamos no carro a caminho de casa Emma e William. O serviço de carros chegou pontualmente às 08h30, e logo estávamos chegando. Quando olhei pela janela e vi as luzes cintilantes, comecei a me acalmar um pouco.

Eu me recusei a deixar a Bate Parede me chatear. Eu estava com meus dois melhores amigos em uma festa fantástica organizada pela melhor chefa do mundo. E se eu tivesse sorte, seu marido nos deixaria ver as fotos de quando ele era um nadador na faculdade, quando os nadadores ainda usavam apenas sungas minúsculas.

Se William tivesse bebido bastante, às vezes daríamos uma olhada nos seus álbuns antigos e, em seguida, suspiraríamos e olharíamos indefinidamente até que Emma nos colocasse pra fora. E então ela normalmente iria colocar William pra fora também, para dormir.

"Eu estou lhe dizendo, eu tenho um sentimento muito bom sobre esta noite. Acabei de ter um sentimento, eu não sei. Eu sinto que algo vai acontecer hoje à noite", Kurt pensou, olhando cuidadosamente para fora da janela.

"Algo vai acontecer de bom. Teremos um grande momento, beberemos muito, e eu provavelmente vou fazer um policial levar Rachel na carona do carro", disse Britt, piscando para mim.

"Mmm, querida", Eu a provoquei, e ela me soprou um beijo.

"Oh, vocês duas se esqueça desse pseudo romance lésbico, eu estou falando sério aqui. Eu realmente sinto que algo vai acontecer hoje à noite. Eu não posso explicar isso", continuou ele, suspirando na voz romântica de Harlequin que ela às vezes usava.

"Quem sabe, talvez você encontre o seu Príncipe Encantado essa noite", eu sussurrei, sorrindo para seu rosto esperançoso.

Kurt era certamente o mais romântico de nós três, e ele era firme em sua convicção de que todos tinham uma alma gêmea no planeta. Eh... Gostaria apenas de me contentar com o Retorno de “O”.

Quando nós chegamos à sua casa, havia carros estacionados em todos os lugares ao longo da rua sinuosa e lanternas japonesas e tecidos enfeitavam o imóvel. Como a maioria das casas de conjunto com uma paisagem montanhosa, a partir da rua as casas não tinham nada para olhar. Normalmente, você via a garagem e a porta da frente, talvez até mesmo apenas uma porta frontal. Essas casas eram espetaculares, uma vez que você dava uma primeira vista, elas ostentavam uma das melhores vistas de NY.

Nós demos risadinhas enquanto fizemos o nosso caminho através do portão da frente, e eu sorri quando eles olhavam para a geringonça diante de nós. Eu já tinha visto os planos para isso, mas tinha ainda pegaria uma carona.

"Que tipo de riqueza fodida é essa?" Britt deixou escapar, e eu não pude deixar de rir.

Como muitas casas construídas em morros íngremes, Emma e William tinham projetado e instalado um Hillavator. Era basicamente um elevador que sobe e desce o morro. Muito prático, quando você considera a quantidade de passos que daria para chegar a casa. O morro era coberto com jardins e bancos de jardim e cenários diferentes, todos habilmente dispostos em trajetos de lajes iluminadas com tochas que desciam o morro até a casa. Mas, para fazer compras e no dia-a-dia, o Hillavator fazia seu passeio muito mais fácil.

(http://www.cookingforengineers.com/pics2/640/DSC_0975_crop.jpg esse é o Hillavator, é bem legal)

"Será que as senhoras querem usar o elevador ou irão caminhando?" um atendente perguntou, aparecendo do outro lado do carro.

"Você quer dizer... tomar uma carona com essa coisa?" Kurt rangeu.

"Claro, é pra isso que serve, vá lá," Eu incentivei percorrendo a pequena porta que estava aberta na lateral. Realmente me senti como em um daqueles carrinhos de céu que têm no mundo da Disney, ou num teleférico. Só que esse estava descendo um morro, em vez de estar no ar.

"Sim, OK, vamos nele", disse Britt, subindo atrás de mim e pulando para fora do assento. Kurt deu de ombros e nos seguiu.

"Haverá alguém no fundo esperando por vocês, aproveitem a festa senhoras", sorriu, e nós estávamos fora.

À medida que andava pelo monte abaixo, podíamos ver a casa que vinha ao nosso encontro. Emma havia criado um mundo puramente mágico aqui, e como havia janelas enormes por toda a casa, nós poderíamos ver a festa enquanto nós continuávamos nossa descida.

"Uau, há muita gente aqui", falou Kurt, com os olhos enormes.

Os sons de uma banda de jazz que foi colocada em um dos muitos pátios abaixo vieram tilintando até nós. Senti um pouco de vibração na minha barriga quando um carro chegou a parar no fundo e outra atendente veio abrir a porta.

Quando saímos e ouvimos nossos saltos batendo em toda a laje, eu podia ouvir a voz de Emma de dentro da casa e eu sorri sem pensar. Eu realmente a adorava.

"Meninas! Vocês vieram!" ela jorrou quando entramos, eu olhei o espaço, vendo tudo de uma vez.

A casa era quase como um triângulo, definido na encosta e depois alastrando para o exterior. Os pisos de madeira eram de mogno colorido espalhados abaixo de nós, e as linhas limpas das paredes lisas contrastavam lindamente. O gosto pessoal de Emma era moderno, confortável e as cores da casa refletiam as cores da encosta envolvente. Um verde quente, castanho terra rica, macios cremes suaves e toques de azul marinho profundos.

A casa tinha dois andares, e quase toda a volta da casa era de vidro, aproveitando a vista espetacular. A lua dançava sobre a água da baía, e mais a frente você podia ver as luzes da cidade. Lágrimas saltaram aos meus olhos quando vi a casa que ela e William haviam criado para si e quando olhei para ela, eu vi a emoção espelhada em seus próprios olhos.

"É perfeito", sussurrei para ela, e ela me abraçou com força.

Britt e Kurt jorraram para Emma quando o garçom trouxe a cada uma de nós uma taça de champanhe. Quando Emma nos deixou para ir se misturar com seus convidados, nós três fizemos o nosso caminho para fora até uma das muitas varandas para fazer um balanço.

Os garçons passavam com bandejas, e enquanto nós comíamos um camarão torrado e bebíamos nossas bebidas, nós fizemos a varredura da multidão procurando qualquer pessoa conhecida. É claro que muitos dos clientes de Emma estavam lá, e eu sabia que seria uma mistura com um pouco de trabalho hoje à noite, mas por agora eu estava contente de comer o meu crustáceo e ouvir Kurt e Britt medindo os homens e as mulheres.

"Ooo Britt, eu vejo um cowboy para você bem ali, não, não espera, ele além de cowboy tem outros encantos. Continuando," Kurt suspirou enquanto ele continuou a sua pesquisa.

"Eu o encontrei, vi um garoto para sua noite Kurt!" Britt gritou em um sussurro.

"Onde, onde?" Kurt sussurrou de volta, escondendo-se atrás de um camarão.

Revirei os olhos e peguei um copo de espumante quando o garçom passou. Os dois sempre ficavam escolhendo pessoas um para o outro, e eram geralmente muito bons nisso.

"Lá dentro, veja. Bem lá pela ilha na cozinha, vestido vermelho? Jesus, ela é uma bebida à altura... hmmm, o cabelo muito agradável", pensou Britt, estreitando os olhos enquanto ela olhava para nova perspectiva de Kurt.

"Sim, com o cabelo castanho? Sim, eu definitivamente poderia trabalhar com isso. Olha como ela é relativamente alta. Agora, quem é aquele gostoso que ela está falando?" Kurt murmurou, levantando uma sobrancelha quando o panaca alegado finalmente seguiu em frente, dando-nos uma visão mais clara do homem em questão. Eu olhei bem, e quando o caminho ficou livre, agora podia ver as duas pessoas em questão.

A garota era, assim, legal. Alta e parecia forte. Ela enchia o vestido dela muito bem e quando ela riu seu rosto se iluminou. Sim, ela era exatamente o tipo de Britt.

A outra pessoa em questão tinha os cabelos ondulados que ele constantemente passava as mãos, o que não era necessário já que o cabelo parecia estar muito bem penteado. Usava óculos de estudioso e realmente funcionava para ele. Era médio e magro e tinha um olhar intenso, quase clássico em sua beleza.

Não se enganem, esse cara estava perdido e Kurt atraiu uma respiração rápida na mira dele.

Enquanto nós continuamos a assistir a cena se desenrolar, um terceiro homem se juntou a outros dois, e todas nós sorrimos ao mesmo tempo. Carl Pillsbury, irmão de Emma. Nós fomos para a cozinha imediatamente para dizer oi para o nosso homem favorito no planeta.

(Eu imagino o Carl como o Jhon Stamos, mas vocês podem imaginar outra pessoa)

Sem dúvida, Britt e Kurt ficaram encantadas, pois claro que Carl seria capaz de lidar com as apresentações. Olhei para os dois, pois eles estavam conversando simultaneamente durante um tempo.

Kurt secretamente comprimiu duas faces a la Scarlett O'Hara, e eu vi Britt arrumar rapidamente os seios para ter certeza que ela estava arrasando também.

Esses coitados não tinham chance. Carl avistou uma de nós fazendo o nosso caminho até ele e sorriu. Os outros abriram o seu círculo um pouco para deixar que Carl envolvesse todas nós três em um abraço gigante.

"Minhas três pessoas favoritas, eu queria saber quando vocês três iriam aparecer! Fascinantemente, tarde como sempre", ele brincou e todos riram.

Carl fazia isso, fazia a todos se transformarem em estudantes bobas.

"Ei Carl" todas nós dissemos em uníssono, e me surpreendeu o quanto Carl parecia um anjo naquele momento.

O grande cara de óculos estava ali sorrindo, assim, à espera de uma introdução enquanto nós três apenas olhávamos abertamente para Carl. Ele realmente era o retrato do homem ideal mais velho. Cabelos pretos, apenas um pouco de prata por seus templos. Vestindo jeans, uma camisa azul escura e um par de botas de cowboy velhas, ele poderia estar caminhado em uma passarela da Ralph Lauren.

"Permitam-me fazer algumas apresentações aqui. Rach trabalha com Emma e Kurt e Brittany são, oh, o que você chamam... BFF's dela?" Carl sorriu, apontando para mim.

"Uau, BFF's? Quem está te ensinando essa linguagem?" Eu ri e estendi a mão primeiramente à garota.

"Oi, eu sou Rachel, prazer em conhecê-lo", quando ela engoliu a minha mão com sua,eu tive a certeza que Britt iria perder a sua mente com esta garota. Seus olhos estavam cheios de diversão que eu poderia dizer já que ela sorria para mim.

"Ei, Rachel, eu sou Santana. Esta garota aqui é Blaine", disse ela, balançando a cabeça sobre o ombro.

"Obrigado, me lembre disso na próxima vez que você não conseguir se lembrar da senha para entrar no seu e-mail", Blaine riu bem naturalmente, e estendeu a mão para mim também.

Sacudi-a, percebendo agora que eu estava perto como seus olhos claros. Se Kurt tivesse filhos com esse cara eles seriam ilegalmente bonitos, não que fosse possível, mas sei lá. Eu me certifiquei perfeitamente de como lidar com as introduções quando Carl se afastou por um momento.

Começamos a conversar um pouco e eu ri quando os quatro começaram a fazer pequenos comentários sobre as pessoas que estavam dançando. Santana viu alguém que ele conhecia atrás de mim e gritou:

"Hey Fabray, traga sua bunda bonita aqui e conheça nossas novas amigas."

"Estou chegando, estou chegando", ouvi uma voz dizer atrás de mim, e eu me virei para ver quem estava se juntando ao nosso grupo.

Quando me virei, a primeira coisa que eu vi foi o verde. O verde da camisa, olhos verdes. Verde. Maravilhosamente verde. Então eu vi vermelho, eu reconheci a quem pertencia o verde.

"Maldita Bate Parede," eu chiei, congelada no local. Seu sorriso deslizou para fora, bem como ela jogou na minha cara.

"Maldita Garota da Camisola Rosa", ela sorriu, seus lábios viraram para cima em um sorriso de escárnio.

Olhamos um para o outro, fervendo e o ar, literalmente, ficou elétrico entre nós, queimando. Os quatro atrás de nós tinham ficado em silêncio, ouvindo esse pequeno intercâmbio. Então eles falaram.

"Esse é o Bate Parede?" Britt gritou.

"Espere um minuto, essa é a Garota da Camisola Rosa?" Santana riu, e Kurt e Blaine rosnaram.

Meu rosto inflamou vermelho brilhante quando eu processei essa informação. Seu desdém tornou-se aquele sorriso condenável que eu tinha visto naquela noite no corredor.

Quando eu bati à sua porta e a fiz parar de trepar com a Londrina e gritei com ela. Quando eu estava usando...

"Garota da Camisola Rosa.? Garota da Camisola Rosa!??" Engasguei fora, além de chateada.

Além de raivosa. Bem muito furiosa.

Olhei para ela, derramando toda a minha tensão com a Bate Parede em um olhar. Todas as noites sem dormir e os “O’s” perdidos e chuveiradas frias e sonhos molhados super hots, tudo em um olhar. Eu queria queimar ela com os meus olhos, fazê-la implorar por misericórdia.

Mas não, ela não... Não Quinn Bate Parede, diretora do Centro Internacional dos Orgasmos.

Ela

Ainda

Estava

Sorrindo...

Notas finais
É isso, desculpem qualquer erro, eu realmente fiz na pressa para conseguir postar hoje pq amanhã eu tenho que estudar.

Definitivamente. Tenho que estudar.

Comentem :D

Obrigada,
bjs