Damn Walls

7 Capítulo 7 - "Trégua"


Notas iniciais
Mais um...

Nós duas ficamos olhando uma para a outra, as ondas de raiva e de aborrecimento e curiosidade pura pingavam entre nós. Ficamos paradas, ela com o sorriso e eu com o desdém, até que eu notei que a galera dos amendoins se calara junto com todos os outros hóspedes na cozinha.

Eu olhei atrás da Bate Parede e vi Emma passar andando com Carl, com uma expressão curiosa no rosto. Sem dúvida, ela estava se perguntando por que seu prodígio estava fora no meio da sua inauguração. Espere um minuto, como diabos ela conhece a Bate Parede? Por que ela estava aqui mesmo? Senti uma mãozinha no meu ombro e girei rapidamente para ver Kurt de pé diante de mim.

"Calma no gatilho, você não precisa criar uma guerra nuclear com Emma, sabe?" ele sussurrou, sorrindo timidamente para Quinn. Revirei os olhos e voltei para onde ela já estava acompanhada por nossos anfitriões.

"Rachel, eu não sabia que você conhecia Quinn, que mundo pequeno!" Emma exclamou, apertando as mãos juntas, excitada.

"Eu não diria que eu a conheço, mas eu estou familiarizada com o seu trabalho", eu respondi com os dentes cerrados. Kurt estava quase dançando em círculo em torno de nós como um garotinho com um segredo.

"Emma, você não vai acreditar, mas..." ele começou, a voz dele borbulhando com a mal disfarçada alegria.

"Kurt..." Eu avisei, tentando impedi-lo.

"Quinn é Quinn Bate Parede!" Britt gritou, agarrando o braço de Carl em emoção.

Ela realmente só fez isso para que ela pudesse tocar em Carl.

"Merrrda", eu respirei quando Emma levou a essas informações.

"Nem fodendo", ela riu, batendo a mão sobre sua boca quando ela percebeu que ela tinha deixado cair um palavrão.

Emma sempre tentava ser uma dama. Carl pareceu um pouco confuso quando Quinn teve a decência de corar um pouco.

"Idiota" Eu balbuciei para ela.

"Empata foda" ela balbuciou de volta, seu sorriso de volta com força total.

Engoli em seco e meus olhos se arregalaram. Cerrei os punhos e comecei a dizer-lhe exatamente o que ela poderia fazer com sua empata foda quando Santana estourou.

"Veja esta merda toda. Esta pequena atraente aqui é a Garota da Camisola Rosa! Você pode suportar isso!" Ela riu, enquanto Blaine lutava para manter uma cara reta.

Os olhos de Carl se arregalaram e ele levantou uma sobrancelha enquanto ele olhava para mim. Quinn engoliu uma gargalhada.

"Garota da Camisola Rosa?" Emma perguntou e eu ouvi quando Will se inclinou e disse que explicaria isso mais tarde.

"OK, é isso! Bate Parede, uma palavra por favor?" Eu lati e agarrei-lhe pelo braço.

Eu a arranquei fora e a puxei em um dos caminhos que desciam o morro para longe de casa. Ela se movia junto de mim, meus saltos soando furiosamente sobre a laje.

"Jesus, vai desacelerar?" ela protestou.

Minha resposta foi cavar minhas unhas na pele de seu braço, isso a fez calar. Bom.

Chegamos a um enclave pequeno distante da casa e da festa. Suficientemente longe para que eu não conhecesse ninguém que pudesse ouvi-la gritar quando quebrasse todos os seus dedos. Eu soltei seu braço e virei para ela, apontando um dedo em seu rosto surpreso.

"Porque você fica falando a todos sobre mim imbecil! Que diabos, Garota da Camisola Rosa? Você está brincando comigo?" Eu sussurrei-gritei.

"Hey, eu poderia perguntar-lhe a mesma coisa, por que todos lá me chamam de Bate Parede hein? Quem está contando histórias agora? E por falar nisso, também conheço você como Bate Porta e Empata foda. Garota da Camisola Rosa é apenas uma melhor forma de chamar!" ela sussurrou-gritou de volta.

Essa garota empurrou todos os botões que eu tinha.

"Você está brincando comigo? Empata foda!? Só porque eu me recusei a passar outra noite ouvindo você e seu harém não faz de mim uma empata foda!" Eu assobiei.

"Bem, devido ao fato de que suas batidas na porta bloquearam meu orgasmo, isso realmente faz você uma Empata foda. Empata foda!" ela sussurrou de volta.

Essa conversa toda foi acontecendo em sussurros e estava começando a soar como algo que poderia ter acontecido na quarta série. Exceto por toda a conversa sobre a camisola e orgasmos.

"Olha porra, eu não vou passar toda a noite ouvindo você tentar bater a cabeça da menina na minha parede com a força de seus dedos sozinha! De jeito nenhum amiga," eu respondi, apontando o dedo para ela. Ela agarrou-o.

"O que eu faço no meu lado da parede é problema meu. Vamos ser diretas e certeiras agora. E por que você está tão preocupada comigo e meus dedos mesmo?" ela respondeu, sorrindo para mim novamente.

Era o sorriso, aquele sorriso maldito que me fazia explodir. Isso e o fato de que ela ainda estava segurando o meu dedo.

"É o meu problema, quando você e suas transas ficam batendo na minha parede a noite toda, porra!"

"Você está realmente com fixação nisto, não é? Você quer estar do outro lado da parede? Você está parecendo querer um passeio nesse bonde do sexo, Camisola Rosa!" Ela riu quando apontou o dedo na minha cara.

"OK, é isso", eu rosnei. Peguei seu dedo em defesa, o que imediatamente nos trancou em conjunto.

Parecíamos dois madeireiros tentando cortar uma árvore. Nós nos esforçamos para trás e para frente, parecendo nada além de ridículas. Nós duas estávamos subindo o tom, cada uma tentando puxar o máximo pro seu lado, cada uma se recusando a ceder.

"Por que você uma idiota prostituta?" Eu perguntei, a centímetros de seu rosto.

"Por que você é essa vadia empata foda?" ela perguntou e quando eu abri minha boca para dizer a ela exatamente o que eu pensava...

A filha da puta me beijou. Me beijou. Colocou seus lábios nos meus e me beijou. Sob a lua e as estrelas, com os sons do oceano e o barulho dos grilos. Meus olhos ainda estavam abertos, olhando de volta furiosamente em seu rosto. Seus olhos eram tão verdes, era como olhar para duas limas irritantes.

Ela se afastou de mim, os dedos ainda segurando a da outra como um alicate. Eu soltei sua mão e dei um tapa em seu rosto. Ela pareceu chocado, e depois eu agarrei sua camisa e puxei-a para perto de mim.

Beijei-a, desta vez fechando os olhos e deixando as minhas mãos se encherem de seus cabelos e enchi o meu nariz com o cheiro quente daquela garota. Puta merda... ela cheirava bem. Suas mãos rastejaram ao redor das minhas costas e logo que ela me tocou, eu percebi onde eu estava e o que eu estava fazendo.

"Porra," eu disse, e me afastei.

Ficamos olhando uma para a outra, e eu limpei os meus lábios. Comecei a andar e depois me virei rapidamente.

"Isso nunca aconteceu, entendeu?" Eu disse e apontei para ela novamente.

"Como quiser," ela sorriu e eu senti meu temperamento estourar novamente.

"E acabe com essa merda de Camisola Rosa, OK?" Eu sussurrei / gritei e me virei para andar de volta no caminho.

"Até que eu veja outra camisola sua, eu vou te chamar assim", ela disparou de volta, e eu quase tropecei. Eu alisei meu vestido e voltei para a festa. Inacreditável.

"Então eu disse a ele, não há nenhuma maneira que eu vou organizar a sua ‘sala de jogos’, você pode organizar suas próprias merdas!" Kurt gritou, e todos riram com ele.

Uma coisa sobre Kurt, ele pode contar uma história como ninguém. Ele tem um talento especial para unir um grupo, especialmente quando é um grupo de pessoas novas apenas começando a conhecer uns aos outros.

A festa estava começando a se acalmar, o meu “bando” e o bando da Bate Parede estavam todos reunidos em torno de uma lareira que Emma tinha projetado em um dos terraços.

Ela cavou fundo e forrou com laje, e tinha bancos de todos os lados. Enquanto o fogo crepitava alegremente, nós ríamos e bebíamos e contávamos histórias. E com isso quero dizer Kurt, Britt, Santana, e Blaine que contavam histórias, enquanto Quinn e eu nos olhávamos por cima do fogo.

Eu podia vê-la através das chamas, e com as faíscas voando, se eu apertasse um pouco os meus olhos, eu poderia imaginar ela assando no fogo do inferno. Era divertido ter uma boa imaginação.

"Então, vamos abordar sobre elefante na sala aqui?" Blaine perguntou, puxando os joelhos para cima e colocando a cerveja no banco ao lado dele. Ele se sentou ao lado de Kurt, que estava bastante satisfeito com este arranjo de assentos.

"Qual elefante seria esse?" Perguntei docemente, bebericando meu vinho. Eu tinha mudado de champanhe para vinho quando percebi que o espumante estava indo para minha cabeça.

"Oh, por favor, o fato de a garota bater nas suas paredes é atraente em todas as maneiras!" Britt gritou, quase lançando sua bebida no rosto de Santana. Ela riu junto com ela, mas ergueu o copo da mão dela antes que ela pudesse fazer algum dano real.

"Não há realmente nada para falar. Eu tenho uma vizinha nova e seu nome é Rachel, é isso", Quinn sorriu, olhando-me através do fogo. Ergui a sobrancelha para ela e tomei um gole de meu vinho.

"Sim, é bom saber que a Garota da Camisola Rosa tem um nome, embora a forma como você a descreveu... uau! Você é tão quente como ela disse que você era!" Santana escarneceu agradecida, tentando bater de punho com Quinn através das chamas, mas recuou para trás quando ela percebeu o quão quente era.

Meus olhos foram para Quinn. Ela fez uma careta na descrição. Interessante...

"Então, vocês são as pessoas que estavam batendo de volta para nós hoje? Ouvindo Guns N' Roses?" Kurt perguntou, cutucando Blaine no ombro.

"Vocês eram as pessoas cantando, sim?" ele empurrou de volta, sorrindo para ele.

"O mundo é pequeno, não é?" Britt suspirou, olhando para Santana. Ela piscou para ela, e eu vi logo onde isto estava indo. Ela tinha sua garota, Kurt tinha seu menino bonito e eu tinha a meu vinho. O qual foi ficando cada vez mais vazio a cada segundo.

"Deem-me licença", eu murmurei e levantei-me para encontrar a um dos garçons passando com vinho.

Eu fiz o meu caminho através da multidão minguante, balançando a cabeça para alguns caras que eu reconheci. Eu suspirei enquanto eu aceitei mais um copo de vinho e dei uma volta para trás. Comecei a voltar para a fogueira quando ouvi Kurt dizer:

"E você deveria ter ouvido Rach quando ela nos contou sobre a noite em que ela bateu em sua porta."

Britt e Kurt se inclinaram, e disseram ofegantes,

"Ela. Estava. Praticamente. Nua..." e todos eles se dissolveram em risos.

Eu precisava me lembrar de matar eles amanhã, dolorosamente. Eu gemi na minha humilhação pública e girei sobre a raiva sapateando até nos jardins quando eu vi Quinn nas sombras, fumando. Tentei recuar antes que ela me visse, mas ela acenou com a mão.

"Vamos, vamos, eu não mordo", ela zombou, oferecendo-me um cigarro.

Comecei a descer, eu tinha parado de fumar a anos, mas se esta noite não fosse uma noite perfeita para uma recaída, eu não sei o que ela era.

"Sim, claro, eu acho", eu respondi, me inclinando para frente quando ela acendeu um fósforo. Meus olhos encontraram os dela novamente e desta vez eles não estavam tão irritados.

"Obrigada", eu disse e nós duas fumamos em silêncio durante a noite.

Eu estava olhando para a paisagem, apreciando o silêncio, quando ela finalmente falou.

"Então eu estava pensando, já que somos vizinhas e tudo..." ela começou, e eu me virei para olhar para ela.

Ela estava sorrindo um sorriso meio torto para mim, e eu sabia que era o que ela usava para arrancar as calcinhas. Ha pouco, ela sabia que eu não usava nenhuma.

"Você estava pensando o quê? Que eu gostaria de acompanhá-la uma noite? Acompanhá-la na carroça de boas-vindas? Querida, eu não tenho nenhum interesse em me tornar uma de suas meninas", eu respondi, olhando para ela.

Olhei em volta de um lugar para colocar o meu cigarro, e vendo nenhum o deixei com um assobio em meu copo. Eu tinha bebido bastante vinho para uma noite de qualquer maneira.

Quinn estava me olhando com uma carranca no rosto.

"Está bom?" Eu perguntei, batendo o pé com raiva. Essa garota me irrita...

“Na verdade, eu ia dizer, já que somos vizinhas e tudo, talvez pudéssemos fazer uma trégua.” Ela disse calmamente, olhando para mim de uma maneira muito irritada.

"Oh," eu disse. Era tudo que eu poderia dizer.

"Ou talvez não", ela terminou e começou a ir embora.

"Espere espere espere, Quinn", eu gemi agarrando-a pelo pulso quando ela me empurrou. Ela ficou lá com calma, olhando para mim.

"Sim. Tudo bem. Podemos chamar uma trégua. Mas terá de ter algumas regras básicas," eu respondi, virando-me para enfrentá-la. Ela cruzou os braços sobre o peito.

"Eu devo avisá-la agora, eu não gosto das mulheres me dizendo o que fazer", ela respondeu sombriamente.

"Não é o que eu ouvi", eu disse em minha respiração, mas peguei mesmo assim.

"Isso é diferente", ela respondeu, o sorriso começando a reaparecer.

"OK Bate Parede, aqui está a coisa. Você gosta de si mesma, faça a sua coisa, pendure um ventilador de teto, eu não me importo. Mas tarde da noite? Podemos mantê-la até um rugido maçante? Por favor? Eu tenho que dormir um pouco," eu comecei. Ela considerou.

"Sim, eu posso ver onde isso pode ser um problema. Mas você sabe, você realmente não sabe nada sobre mim, e você certamente não sabe nada sobre mim e meu ‘harém’, como você chama. Eu não tenho que justificar minha vida, ou as mulheres. Portanto, não julgue mais desagradável, combinado?" acrescentou ela, olhando atentamente para mim.

Eu considerei isso.

"Concordo. Mas ainda assim, eu apreciei a calma esta semana. Algo aconteceu?"

"Aconteceu? O que você quer dizer?", ela perguntou quando nós começamos a caminhar de volta para o grupo.

"Eu pensei que talvez você tivesse se ferido no cumprimento do dever, como se talvez sua mão tivesse quebrado ou algo assim," Eu brinquei, lembrando quando eu disse isso às meninas no início da semana.

"Inacreditável, isso é tudo o que você pensa que eu sou não é?" ela respondeu, seu rosto ficou com raiva de novo.

"Sexo? Na verdade, sim," Eu bati de volta.

"Agora olha-", ela começou, e Santana apareceu do nada.

"É bom ver vocês dois se beijando e mandando a ver", ela criticou, fingindo segurar Quinn.

"Sai fora Lopez", murmurou quando o resto dos recém-emparelhados reapareceram.

"Rachel, nós estamos decolando!" Kurt deu uma risadinha, quando ele inclinou-se no braço de Blaine. Eu encarei Quinn mais uma vez e andei até as meninas.

"Isso é bom, eu me diverti bastante por hoje. Vou ligar para o carro e nós podemos sair daqui a pouco", eu respondi, chegando em minha bolsa para pegar meu telefone.

"Na verdade, Santana estava no contando sobre este pequeno grande bar, e nós estávamos indo para lá. Vocês dois querem vir?" Britt interrompeu, parando a minha mão. Ela apertou, e eu vi que ela sacudia a cabeça quase imperceptivelmente.

"Não?" Eu perguntei, levantando ambas as sobrancelhas.

"Legal! ‘Bate Parede’ certifique-se de que ela chegue bem em casa OK", Santana disse, batendo a palma na de Quinn.

"Está certo", disse ela com os dentes cerrados.

Antes que eu pudesse piscar, os quatro estavam em seu caminho para a Hillavator, dizendo um adeus para Will e Emma, que apenas riram e partilharam os bêbados. Olhamos uma para a outra, e de repente eu estava exausta.

"Trégua"? Eu disse cansada.

"Trégua", disse ela, balançando a cabeça. Saímos juntos da festa.

Voltamos ao outro lado da ponte, o nevoeiro da noite e o silêncio nos envolviam. Ela abriu a porta para mim quando me aproximei da Rover, provavelmente alguma educação arraigada de sua mãe. Sua mão ficou descansando nas minhas costas enquanto eu escalava, e em seguida ela foi embora e de a volta para o seu lado antes mesmo que eu tivesse uma chance de fazer um comentário sarcástico.

Talvez isso fosse melhor, nós convocamos uma trégua. A segunda trégua entraria no espaço em poucos minutos. Isso ia acabar mal, eu poderia dizer. Ainda assim, gostaria de tentar. Eu poderia ser uma boa vizinha, né? Vizinha. Ha. Aquele beijo era todo de vizinha.

Eu estava tentando tão duramente como eu podia não pensar nisso, mas isso não parava borbulhar até o topo da minha cabeça. Eu pressionei meus dedos nos meus lábios, sem sequer pensar nisso, lembrando da sensação de sua boca na minha. Seu beijo era quase um desafio, chamando meu blefe. A promessa do que aconteceria se eu permitisse. Meu beijo? Um puro instinto que francamente surpreendeu até a mim. Por que eu a beijei? Eu não tinha ideia, mas eu beijei.

Tudo aconteceu tão rápido, isso deve ter parecido ridículo. Eu dei-lhe uma bofetada, e, em seguida, beijei-a como uma cena de um velho filme. Eu tinha jogado todo o meu corpo em meu beijo, deixando meus lugares suaves curvados contra seus lugares suaves. Minha boca procurava a sua fortemente e seu beijo tinha ficado tão ansioso quanto o meu. Não teve nenhuma eletricidade como em um conto de fadas, sem choque de corrente elétrica entre nós, mas havia algo ali.

Sua mexida no rádio me trouxe de volta ao presente. Seu foco estava em seu iPod enquanto nós nos dirigíamos através da ponte, me deixando muito nervosa.

"Posso te ajudar com isso? Por favor?" Eu perguntei, olhando nervosamente para fora quando ela tirou os olhos da estrada, uma vez mais procurando uma determinada canção.

"Não, obrigada, eu consegui", disse ela, olhando para mim.

Ela deve ter notado a maneira que eu estava olhando para o lado de fora, e ela riu.

"Claro, vá em frente. Quero dizer, você sabe cada palavra de Welcome To The Jungle, acho que você pode escolher algo de bom", ela desafiou, e eu olhei para seu perfil. Mesmo de lado, eu podia ver seu sorriso. Que, e eu estava detestando admitir, fez a sua mandíbula parecer como se tivesse sido esculpida do mais quente pedaço de granito que nunca foi revelado.

"Tenho certeza que posso encontrar alguma coisa", eu falei de maneira prepotente de volta, alcançando mais de sua mão, e inclinando-me para ela. Sua mão pastou de encontro ao lado do meu peito, e ambos nos retraímos.

"O que, você está tentando dar uma de policial Bate Parede?" Eu bati, selecionando uma canção.

"Você estava ou não estava apenas colocando seu peito no caminho da minha mão?" Ela disse de volta.

"Eu acho que a sua mão se move sempre para frente da trajetória das meninas, mas não se preocupe. Esta é a primeira vez que esses seres celestiais passarão em sua órbita", eu suspirei dramaticamente, olhando para ela com o canto do meu olho para ver se ela poderia dizer que eu estava brincando. O canto de sua boca se levantou para aquele sorriso torto e eu me permiti um pequeno sorriso também.

"Sim, celestiais. Essa é a palavra que eu ia usar também. Como isso, não sendo desta terra. Como se suspensos nos céus. Como se fossem uma cortesia da Victoria's Secret", ela sorriu de volta e eu fingi estar chocada.

"Oh meu, você descobriu meu segredo? E aqui eu pensei que as meninas bobas te enganavam” eu ri de volta, e me acomodei em meu lugar. Estávamos fazendo o caminho de volta para a cidade.

"É preciso muito para me enganar, especialmente quando se trata de mulheres, querida Bate Porta", respondeu ela, quando a música começou. Ela acenou com a cabeça na minha escolha.

"Too Short? Seleção interessante", ela meditou.

"O que posso dizer? Estou me sentindo muito Bay Area esta noite. E devo dizer-lhe agora, eu não sou como a maioria das mulheres", acrescentei, sentindo outro sorriso furtivo no meu rosto.

"Estou começando a perceber isso", ela disse calmamente. Nós ficamos ambas em silêncio por mais alguns minutos, e de repente nós duas começamos a falar de uma vez.

"Então, o que você pensa sobre-" eu comecei.

"Você consegue acreditar que tudo isso-", ela começou.

"Vá em frente," Eu ri.

"Não, o que você ia dizer?" ela cutucou.

"Eu ia dizer o que você achou sobre os nossos amigos hoje à noite?"

"Isso é realmente o que eu ia dizer, eu não pude acreditar que eles simplesmente nos deixaram!" Ela riu, e eu ri junto com ela.

Ela deu uma grande gargalhada, uma espécie de risada de criança.

"Eu sei, mas eles sabem o que querem. Eu não poderia ter duas pessoas tão perfeitas para eles, elas são exatamente o que procuram", confiei, encostada à janela para que eu pudesse ver enquanto nós navegávamos pelas ruas íngremes .

"Sim, Santana realmente ama meninas Loiras. Logo que vi aquela garota, eu sabia que ela estava afim. Blaine ama pessoas altas", ele riu novamente, olhando mais para mim, certificando-se que eu estava OK com o comentário de pessoas altas. Eu estava. Ela estava.

"Bem, eu tenho certeza que vou ouvir tudo amanhã, e que tipo de impressão que eles fizeram neles. Vou pegar o relatório completo, não se preocupe", eu suspirei, pensando em como o meu telefone estaria soando fora do gancho amanhã.

O silêncio se arrastou de volta, e eu queria saber o que dizer em seguida.

"Então, como você conheceu William e Emma?" ela perguntou, poupando-me de febre da conversa fiada.

"Eu trabalho para Emma na empresa. Eu sou uma designer."

"Espere. Calma aí, você é essa Rachel?" ela perguntou, incrédula.

"Eu não tenho nenhuma ideia do que isso significa," eu respondi, me perguntando por que ela estava olhando para mim.

"Porra, é realmente um mundo pequeno", exclamou, balançando a cabeça de um lado para outro como se quisesse limpá-la. Ela ficou em silêncio enquanto eu estava lá sentada.

"Ei, quer ser mais claro um pouco? O que você quis dizer com essa Rachel?" Eu finalmente questionei, batendo seu ombro.

"É só que... bem... hã. Emma tinha mencionado antes, vamos deixar por isso mesmo", disse ela, tentando encerrar a discussão.

"Claro que não nós não vamos deixar por isso mesmo! O que ela disse?" Eu a empurrei, batendo novamente em seu ombro.

"Quer parar com isso! Está realmente difícil, você sabe disso?" disse ela, sacudindo-me no joelho.

Havia simplesmente muitas maneiras que eu poderia responder com um comentário rude, mas sabiamente mantive o silêncio.

"O que ela disse sobre mim?" Pedi com calma, agora preocupada que talvez ela tivesse dito algo sobre o meu trabalho. Ele olhou para mim e viu que eu estava perplexa.

"Não, não, não é assim, não é nada ruim. É que, bem, Emma te adora. E ela me adora, é claro né?" ela brincou, piscando-me aquele sorriso novamente. Revirei os olhos, mas continuei brincando.

"E assim, ela pode ter mencionado... algumas vezes... que ela achava que eu deveria conhecê-la", ela arrastou as palavras, apenas piscando para mim quando me encontrou com os olhos.

"Oh. Ohhhh", eu respirei quando percebi o que ela queria dizer. Corei.

Emma, que merda de casamenteira.

"Será que ela sabe sobre o harém?" Eu perguntei.

"Quer parar com isso? Já falou o suficiente sobre essa merda de harém! E se eu lhe dissesse que essas três mulheres são incrivelmente importantes para mim? Que eu me importo muito com elas e elas comigo. Que a relação que tenho com elas funciona para nós, e ninguém precisa entender isso, entendeu?" ela disse claramente, puxando o Rover a uma parada no meio-fio do nosso prédio raivosamente.

Fiquei quieta enquanto eu estudava minhas mãos e, em seguida, a observei enquanto ela passava as mãos pelos cabelos até os bagunçar mais ainda.

"Ei, você sabe o quê? Você está certo. Quem sou eu para dizer o que é certo ou errado para alguém. E se isso funciona para você, então ótimo. Mazel tov (boa sorte em hebraico). Vá nessa. Seja qual for. Estou apenas surpreendida que Emma queria te arranjar comigo, ela sabe que eu sou uma garota muito tradicional, isso é tudo", respondi, tentando apaziguar.

Ela sorriu um pouco, e virou a força de seus olhos verdes em mim.

"Quando isso aconteceu, ela não sabia sobre o harém. Eu mantenho a minha vida privada, privada. Aparentemente, com exceção da minha vizinha com as paredes finas e lingerie devastadora", disse ela, com a voz baixa que poderia me derreter, assim, tanto faz.

Meu cérebro certamente entrou em choque, vendo quando isso de repente começou a escorrer pelas minhas orelhas para baixo até o meu colo.

"Exceto por isso", murmurei, sentindo-me completamente envergonhada.

Ela soltou um riso escuro e, em seguida, abriu a porta. Andou ao redor, mantendo seus olhos nos meus enquanto ela caminhava em volta do carro e abria a porta para mim. Agora eu era a única balançando a cabeça e perdida em meus pensamentos. Desci do carro, tomando a mão que ela me ofereceu, e quase sem perceber ela traçou um pequeno círculo no interior da minha mão esquerda com o polegar direito.

Andamos pelo interior do edifício, mais uma vez com ela abrindo a porta para mim. Ela era realmente encantadora, eu tinha que dar o braço a torcer.

"Então, como você conheceu Will e Emma?" Eu perguntei, subindo as escadas à sua frente. Eu tinha certeza que ela estava verificando as minhas pernas, por que não? Eu tinha grandes pernas, eu acho, e elas se sentiram lisonjeadas pelo meu pequeno vestido.

"Will é um amigo da minha família há anos. Eu o conheço praticamente por toda a minha vida. Ele também oficialmente gerencia meus investimentos para mim", ela respondeu quando passamos pelo primeiro andar e começamos o segundo. Olhei por cima do ombro para ela, e a peguei espreitando as minhas pernas. Ha! Peguei ela.

"Ooo, você tem investimentos. Tem um bônus que sobrou de seus aniversários lá, sacos de dinheiro?" Eu a provoquei, e ela riu.

"Yeah, algo parecido com isso." Continuamos a subir as escadas.

"É curioso, não acha?" Eu comecei.

"Curioso?", ela perguntou, sua voz deslizando em cima de mim como o mel quente.

"Bem, eu quero dizer, Will e Emma tanto nos conhecem, nos reúnem em uma festa como essa, e você é o que tem me divertido todas as noites por todas estas semanas... é apenas curioso, não é? Pequeno mundo e tudo isso?" Refleti, quando a escada acabou e eu tirei as minhas chaves fora.

"NY é uma cidade grande, mas ela pode parecer como uma pequena cidade em alguns aspectos. Mas sim, é curioso. Intrigante ainda, quem imaginava que a designer agradável que Emma quis me arranjar é realmente a Garota da Camisola Rosa. Se eu soubesse? Eu poderia tê-la levado para sair...", respondeu ela, aquele sorriso de volta condenável em seu rosto bonito.

Droga, por que ela não poderia ter continuado uma idiota?

"Sim, mas a Garota da Camisola Rosa teria dito não. Afinal, paredes finas e tudo..." Eu pisquei, fazendo um punho e batendo na parede ao lado da minha porta. Eu podia ouvir Sheila pranteando atrás da porta e eu precisava entrar antes que ela começasse a gritar.

"Ah sim, paredes finas. Hmmm. Bem, boa noite Rachel. A trégua ainda está certa?" perguntou ela, indo para sua porta.

"A trégua ainda está de pé, a menos que você faça algo para me deixar louca de novo", eu ri, inclinando-me na porta.

"Oh conte com isso. E Rachel? Falando de paredes finas..." disse ela, quando ela abriu a porta e olhou para mim.

Ela se inclinou em sua própria porta, batendo com o punho na parede.

"Sim?" Eu perguntei, um pouco sonhadora para o meu próprio bem.

Ela sorriu novamente e disse.

"Bons sonhos". Ela bateu na parede mais uma vez, piscou e entrou.

Huh...

Bons sonhos e paredes finas...

Bons sonhos e paredes finas...

Mãe de Deus. Ela me ouviu...

Notas finais
Até...