Damn Walls

10 Capítulo 10 - Pequeno avanço


Notas iniciais
Vocês devem estar se perguntando se eu não tenho nada pra fazer né.
Eu tenho... Porém esses capítulos ja estão prontos, e não vejo o pq de não postar já que vcs estão gostando.

Mensagens interceptadas entre Quinn e Rachel:

“Você recebeu uma encomenda, eu assinei o recibo e ele está no meu apartamento – R”

“Obrigada, vou buscá-lo quando eu estiver de volta. Como você está? – Q”

“Bem, só trabalhando. Como estão os irlandeses? – R”

“Felizes. Como está a sua gata louca? – Q”

“Feliz. Eu a peguei tentando escalar as paredes. Ela ainda está procurando a Whiskas. Ela sente falta dela. – R”

“Considerando a reação dela, eu não acho que um romance será possível entre as duas – Q”.

“Provavelmente não... ela não vai esquecer sobre isso tão cedo. Eu acho que terei de aumentar a quantidade de calmante para gatos – R”.

“Não a encha de remédios. Ninguém gosta de uma gata que não pode manter uma conversa – Q”

“Eu estou realmente com um pouco de medo de você... – R”

“Rindo alto. Não tenha medo, espere até que eu lhe ofereça razões para isso. – Q”

“Se eu pegar você com algum movimento suspeito, saio correndo para o outro lado! Quando você volta para casa? – R”.

“Sentindo minha falta? – Q”

“Não, eu queria pendurar alguns quadros na parede atrás da minha cabeceira e eu estou querendo saber quanto tempo eu tenho. Eu provavelmente vou precisar prendê-los muito profundamente... – R”

“Eu estarei em casa em 2 semanas. Se você puder esperar esse tempo, eu posso ajudá-la. É o mínimo que posso fazer. – Q”

“Verdade, o mínimo. Eu vou esperar. Você fornece o martelo, eu forneço o coquetel.- R”

“Curiosa sobre o meu martelo, não? – Q”

“Engraçada. Indo pro corredor agora para chutar sua porta... – R”

Mensagens interceptadas entre Kurt e Rachel:

“Menina, adivinha? Britt descobriu que a casa dos seus avós está disponível no próximo mês. Estamos no nosso caminho para Tahoe baby! – K”

“Lindo! Isso vai ser bom, estou morrendo de vontade de sair com vocês – R”

“Na verdade, nós estávamos pensando em convidar o pessoal para ir junto... isso está bem para você? – K”

“Está ótimo, vocês terão um grande momento. – R”

“Idiota, obviamente, você ainda está convidada. – K”

“Awn Obrigada! Eu adoraria ir junto e passar um fim de semana romântico com dois outros casais. FANTÁSTICO! – R”

“Não seja uma imbecil Berry. Você tem que ir. Você não vai ser uma quinta roda, vai ser muito divertido! Você sabia que Blaine toca guitarra? Ele vai trazê-la, podemos cantar juntos! – K”

“O que é isso... um acampamento, porra? Não, obrigada! – R”

Mensagens interceptadas entre Kurt e Santana.

Hey gorgeous, o que você vai fazer no começo do próximo mês? – K”

“Hey porcelana. Sem planos ainda, o que houve? – S”

“Os avós de Britt vão nos emprestar a casa em Tahoe, você quer ir? Chama o Blaine... – K”

“Uau! Eu estarei lá, vou perguntar a esse nerd se ele está dentro – S”

“Tentei falar com Rachel para que ela venha também – K”

“Legal! Quanto mais, melhor. Nós ainda vamos nos encontrar para beber com Brittany e Blaine hoje? – S”

“Sim, te vejo hoje à noite – K”

“Até a noite... – S”

Mensagens interceptadas entre Quinn e Santana:

Pare de me perguntar sobre a porra dos Lucky Charms – Q”

“Aquele carinha me faz rir todas as vezes! Hey, quando você volta para casa? Nós vamos até Tahoe para um fim de semana no próximo mês — S”

“Eu estarei em casa na próxima semana, quem vai? – Q”

“Britt e Kurt, eu e o engomadinho. Talvez Rachel. Ela é uma menina muito legal.- S”

“Yah, ela é muito legal quando ela não está empatando fodas. Tahoe?- Q”

“Yep, os avós de Britt têm uma casa lá.- S”

“Legal – Q”

Mensagens interceptadas entre Quinn e Rachel:

Você vai para Tahoe? – Q”

“Como diabos você ouviu falar disso? – R”

“As palavras voam... Santana está bastante animada. – Q”

“Oh, eu tenho certeza que ela está. Britt em uma banheira quente, não é muito difícil de imaginar. – R”

“Espere, eu pensei ter ouvido Santana me dizendo que Brittany estava saindo com seu ex-noivo. – Q”

“Oh, ela está, aparências, sabe como é! Mas Santana está mais preocupada pensando sobre Britt em uma banheira quente, confie em mim. – R”

“Que diabos! Coisas estranhas estão acontecendo em NY. – Q”

“O quê? É realmente chocante quando você os vê todos juntos. Kurt não consegue parar de falar de Blaine, que normalmente está olhando como um cachorrinho para ele. E então Britt está tão ocupada olhando para as pernas de Santana, que ela não pode ver que ela está olhando de volta para ela. É muito engraçado. – R”

“Por que eles simplesmente não ficam juntos? – Q”

“Diz a garota com o harém... não é tão fácil. – R”

“Espere até eu chegar em casa, vou cuidar disso – Q”

“OK Sra. Consertadora. Antes ou depois de pendurar as minhas fotos? – R”

“Não se preocupe Garota da Camisola, eu estarei dando toda a atenção ao seu quarto – Q”

“~Suspira – R”

“Você realmente digitou a palavra suspira? – Q”

“~Suspira... – R”

“Você irá a Tahoe? – Q”

“Não se eu puder evitar. Embora fosse quase valer a pena assistir a merda que é certa de acontecer quando você tentar juntar todos – R”

“De fato – Q”

Mensagens interceptadas entre Rachel e Brittany:

O que é isto que ouvi sobre você não ir a Tahoe? – B”

“Ugh! Qual é a grande merda? – R”

“Fácil gata, o que está te segurando? – B”

“Eu não sei por que é essencial que eu acompanhe todos vocês em um romântico fim de semana, eu estarei perfeitamente feliz de ir na próxima vez. – R”

“Não vai ser assim, eu prometo. – B”

“Eu já tenho que ouvir a Bate Parede quando ela está em casa, eu não preciso ouvir Santana perfurando você no quarto ao lado, ou Kurt sendo maltratado. –R”

“Você acha que ele está maltratando ele? – B”

“O quê? – R”

“Você acha que ele está... mandando a ver com ele? – B”

“Ele está o quê? – R”

“Oh, você sabe o que quero dizer... – B”

“Brittany Pierce, você realmente está me perguntando se o nosso querido amigo Porcelana está fodendo com seu novo brinquedo? – R”

“Sim! Estou perguntando! – B”

“Já que é assim, não, eles não estão "mandando a ver" ainda. E espere um minuto, porque você está me perguntando isso? Você não está fodendo com Santana ainda? – R”

“Tenho que ir – B”

Mensagens interceptadas entre Quinn e Blaine:

“Você não está cansada de verde ainda? – B”

“Estou pronta para voltar para casa, meu vôo chega amanhã à noite. Ou hoje à noite. Porra, eu não sei. – Q”

“Kurt pediu-me para perguntar se você quer ir para Tahoe, você vai? – B”

“Tahoe hein... Yep. Eu acho que Rachel também vai. – Q”

“Ela não disse que não ia? Você está falando com a Empata Foda? – B”

“Sim, um pouco. Ela é muito legal, a trégua parece estar durando. – Q”

“Hmmm. Então, Tahoe? – B”

“Deixe-me pensar sobre isso. Windsurf neste fim de semana? – Q”

“Yep. – B”

Mensagens interceptadas entre Quinn e Rachel:

“Então, eu fui convidada para a coisa em Tahoe, você irá? – Q”

“Você foi convidada? Que merda... – R”

“Acho que você ainda não comprou a ideia... – Q”

“Eu não sei, eu adoro ir até lá, e a casa é muito fantástica. Você vai? – R”

“Você vai? – Q”

“Perguntei primeiro. – R”

“E daí? Criança. Sim, acho que vai acabar acontecendo. – Q”

“Legal! Eu amo aquele lugar – R”

“Oh, você vai agora? – Q”

“Posso ir, parece que vai ser divertido. – R”

“Hmm, vamos ver. – Q”

“Em casa amanhã, né? – R”

“Yep, chego a noite e depois vou dormir durante pelo menos um dia.- Q”

“Deixe-me saber quando você chegar em casa, eu tenho uma encomenda para você. – R”

“Vou avisar. – Q”

“E eu estou cozinhando pão de abobrinha esta noite, eu vou guardar alguns para você. Você provavelmente não tem mantimento em casa, certo? – R”

“Você faz pão de abobrinha? – Q”

“Sim – R”

“~Suspira... – Q”

QPOV

Sentei-me na parte de trás do táxi, lutando para manter os olhos abertos. Eu havia pousado no aeroporto atrasado, os vôos se atrasaram em todo o país. Mesmo que eu sempre pagasse a tarifa extra para a primeira classe em viagens ao estrangeiro, eu nunca conseguia dormir em um avião. Nunca. Nunca.

Então, depois de voar por 14 horas, meu corpo não tinha ideia do que era um fuso horário e eu estava exausta. Eu estava pronta para um chuveiro e cama, e era isso. Arrastei-me até as escadas, parando para jogar um sorriso por meu ombro enquanto eu olhava para a porta do outro lado do corredor. Eu lutei com a compulsão infantil de chutá-la, e entrei em meu próprio apartamento.

Deixei minhas malas, tirei meu casaco, camisa e a calça jeans na viagem da porta de entrada para o banheiro. Arrastei os pés por todo o piso de madeira, as calças em torno dos tornozelos enquanto eu bocejava. Tirei os tênis, meias, sutiã e finalmente, a calcinha quando eu pisei sob a água quente.

Eu quase engasguei, adormecendo debaixo da água morna. Eu rapidamente ensaboei-me, depois de lavada, sequei com a toalha o meu cabelo o deixando com ondas gigantes como asas de gaivotas no meu caminho para o quarto.

Calcinha limpa? Confere. Travesseiro fofinho debaixo da minha cabeça? Confere. Sorriso idiota por eu-estar-tão-feliz-de-estar-na-minha-própria-cama no meu rosto? Confere!

Suspirei cansada e deixei o sono me levar.

Venha sono.

Vamos sono, me leve.

Sentei-me e olhei para o toca-discos em cima da mesa. Eu me arrastei para fora da cama e fiquei no escuro tentando selecionar algumas músicas. Duke Ellington. A agulha bateu no disco, minha cabeça bateu no travesseiro, e eu estava apagada antes da primeira música acabar.

RPOV

Acordei de repente, ouvindo a música que vinha da parede ao lado. Olhei para o relógio e vi que era mais de duas da manhã. Sheila enfiou a cabeça debaixo do cobertor e assobiou quando ouviu a música.

"Oh, cale a boca, não seja ciumenta," Eu assobiei de volta, e ela olhou para mim, me mostrando seu bumbum quando ela se virou para trás para debaixo das cobertas, enfiando a cabeça primeiro.

Eu me aninhei mais profundamente debaixo das cobertas, sorrindo, enquanto ouvia a música. Bate Parede estava em casa.

Na manhã seguinte, quando eu acordei, eu estava tão feliz que era um sábado. Era um daqueles dias em que você estava livre de tudo, não tinha roupa para lavar, sem missões para cumprir, apenas um dia para desfrutar e relaxar. Fantástico.

Eu decidi começar com um bom banho longo, e então eu decidiria o que eu iria querer fazer com meu dia. Eu estava planejando uma corrida no Central Park para aquela tarde. As árvores eram tão bonitas lá, a luz era tão maravilhosa, que eu até poderia pegar um livro e passar a tarde inteira lá depois de minha corrida.

Comecei o banho e Sheila entrou no banheiro para me fazer companhia. Ela andou por dentro e fora das minhas pernas enquanto deixei o meu pijama cair no chão, miando quando ela explorou o topo da banheira. Ela gostava de se equilibrar na borda da banheira, enquanto eu tomava banho. Ela nunca tinha caído, embora às vezes ele molhasse o seu rabo. Gata boba, um destes dias ela ia mergulhar mais que sua cauda...

Eu testei a água. Estava quase na metade da altura do lado da banheira, quando eu decidi que precisava de um pouco de café antes de eu me acomodar dentro e saí para a cozinha, nua e como o dia seria longo me servi um copo. Joguei algumas colheradas para dentro do filtro e fui pegar um pote de água. Assim que eu abri a torneira, eu ouvi a começar a chiar.

Ouvi Sheila miar como eu nunca tinha ouvido antes e depois ouvi um espirro. Eu comecei a sorrir quando eu percebi que ela tinha finalmente caído, quando a água da pia deu um tiro certeiro na minha cara. Pisquei furiosamente, confusa até que percebi que a água estava atirando para os lados da torneira, pulverizando a cozinha inteira.

"MERDA!" Eu gritei, tentando desligá-la. Não tive sorte.

Corri para o banheiro, e ainda gritando palavrões vi Sheila se escondendo atrás da cortina, toda molhada, e a torneira da cuba pulverizando descontroladamente para o banheiro.

"Que porra é essa!?" Eu chorei, tentando desligar a água de lá também.

Comecei a entrar em pânico quando percebi que não iria desligar também. Era como se todo o apartamento estivesse quebrando todo ao mesmo tempo, tinha pulverização de água em toda parte e Sheila ainda estava gritando a plenos pulmões. Estava nua, ensopada, e entrando em pânico.

"FILHA DA PUTA COISA DE MERDA PORRA, PORRA!" Eu gritei e peguei uma toalha.

Eu tentei me acalmar, pensando que devia haver em algum lugar uma válvula de corte. Eu tinha redesenhado banheiros por causa disso, Cristo, pense Rachel! Foi nessa hora que ouvi um barulho vindo de algum lugar no apartamento. É claro que eu pensei que vinha do primeiro quarto, naturalmente.

Mas não, era a porta da frente. Envolvendo a toalha em volta de mim e ainda amaldiçoando o suficiente para fazer um caminhoneiro corar, eu pisei sobre o chão — felizmente não escorregando na água que já estava empossada no chão — com raiva e abri a porta.

Claro que era a porra da Bate Parede.

"Você está fora de sua maldita mente? Porque você está gritando?" ela gemeu e eu praticamente não notei o short curto preto, o seu top, o cabelo de sono, ou seu abdômen. Praticamente.

O modo de Sobrevivência balançou em foco, e eu agarrei-a pelo braço enquanto ela estava limpando seus olhos e a arrastei à força para dentro do apartamento.

"Onde é a porra da válvula de corte desses apartamentos?" Eu gritei enquanto olhava em volta para o caos. A água espirrava da cozinha, a água no chão do banheiro, e eu na minha toalha do Snoopy, que foi a primeira que eu peguei.

Mãe de Deus, mesmo em uma crise, a Bate Parede levou 2,5 segundos para olhar para o meu corpo quase nu. Ok, eu posso ter gastado 3,2 olhando para o dela.

Então nós duas entramos em ação. Ela correu para o banheiro como uma mulher em uma missão, e eu podia ouvi-la batendo ao redor. Sheila assobiou e saiu correndo, direto para a cozinha. Percebendo que estava molhado ali, ela pulou do outro lado da sala em um ataque acrobático e desembarcou no alto da geladeira, segura por enquanto.

Comecei a correr para o banheiro para ajudar e colidi com Quinn enquanto ela corria para a cozinha e abria as portas embaixo da pia. Ela começou a jogar meus produtos de limpeza por todo o chão, tentando chegar ao que eu assumi ser a válvula de corte, enquanto eu tentava não notar o modo que o seu short se agarrava a sua bunda na posição em que estava. A cozinha estava coberta de água, e bem no momento que os seus pés saíram de debaixo dela, ela foi ao chão.

"Aw". Eu a ouvi de debaixo da pia, com as pernas agora espalhadas por todo o meu chão da cozinha, quando ela capotou.

Ela agora estava toda molhada e um pouquinho gloriosa.

"Vem aqui e me ajude, eu não posso desligar isso assim", gritou sobre o ruído da água e os miados de gato. Lembrando que eu estava apenas em uma toalha, eu cautelosamente me ajoelhei ao lado dela e tentei evitar olhar para seu corpo.

Seu corpo molhado, magro, que estava perigosamente perto do meu.

Um jato de água vindo aleatoriamente direto no meu olho foi suficiente para tirar-me do meu torpor e me atentar.

"O que você quer que eu faça?" Eu gritei.

"Você tem uma chave?"

"Sim!"

"Você pode ir buscá-la?"

"Claro!"

"Por que você está gritando?"

"Eu não sei!"

Eu sentei lá, tentando ver embaixo da pia.

"Bem, vá buscá-la pelo amor de Deus!" ela gritou.

"Certo certo!" Eu respondi de volta e sai correndo para o armário da sala.

Quando voltei, me ajoelhei novamente, escorregando um pouco na cerâmica molhada e deslizando ao lado dela.

"Aqui", eu gritei e enfiei a chave debaixo da pia.

Eu a assisti trabalhar, com o rosto escondido. Seus braços estavam esticando, e eu vi o quão forte ela realmente era. Eu vi com espanto sua barriga endurecer e me mostrar os pacotes pequenos. Oops continue fazendo isso.

Ela resmungou e gemeu e quando ela se esforçava para desligar a válvula, seu corpo inteiro foi pego na luta. Eu assisti enquanto ela lutou na batalha com a válvula e, finalmente, foi vitoriosa. Eu também mantive um olhar atento sobre seu short preto — largo, que ela devia usar pra dormir — que quando molhado, agarrava a ela como uma segunda pele.

Pele que estava molhada e, provavelmente, quente e cheirava a...

"Consegui!"

"Viva!" Eu bati palmas quando a água finalmente parou.

Ela soltou um gemido que parecia estranhamente familiar e, em seguida, seu corpo relaxou. Eu assisti enquanto ela deslizou para fora sob a pia.

Ela se deitou ao meu lado no chão, encharcada, em seu short e top.

Sentei-me ao lado dela, encharcada, nua, e com uma toalha.

Sheila sentou em cima da geladeira, molhada e furiosa. Ela continuou a gritar/miar e nós continuamos a nos olhar.

Quinn estava respirando pesadamente depois de sua batalha, e eu estava respirando pesado também. Por sua batalha. Sheila pulou da geladeira até o balcão e derrapou por todo o balcão. Ela bateu em meu rádio, saltou fora dele, e caiu no chão. “Let’s get in on” tocou alto na cozinha úmida, quando Sheila sacudiu-se e correu para a sala.

Quinn e eu nos olhamos, ambas com nossas faces tingidas de vermelho.

"Você está brincando comigo?" Eu disse.

"Isto é real?" ela disse quando ambos começamos a rir.

No caos, no ridículo, na loucura pura que tinha acontecido e o fato de que nós estávamos ambas agora quase peladas na minha cozinha, coberta de água, ouvindo uma música que estava nos incentivando, de fato, "a deixar fluir", e rindo com nossas bundas achatadas. Finalmente me endireitei primeiro, enxugando as lágrimas dos meus olhos. Ela estava sentada perto de mim ainda segurando seu estômago.

"Isso é como um episódio ruim de alguma série clichê", ela riu.

"Não brinca" eu ri, tentando segurar minha toalha a apertando em volta de mim.

“Vamos começar a limpar?" perguntou ela em pé.

Notei que suas pernas estavam agora ao nível dos meus olhos. Calma Berry...

"Sim, acho que deveríamos", eu ri de novo quando ela estendeu a mão para me ajudar.

Eu não consegui ganhar todo o equilíbrio, então ela me segurou com as mãos, enquanto os meus pés continuaram a escorregar por debaixo de mim, e eu comecei a rir novamente.

"Isso nunca vai funcionar", ela resmungou e me carregou. Ela me levou para a sala e me colocou para baixo.

"Olhe isso, o Snoopy se inclinou um pouco", brincou ela, apontando para a parte que cobria os seios.

"Você ama isso", brinquei de costas, puxando-a mais apertado.

"Eu vou trocar de roupa e eu vou trazer algumas toalhas para você. Tente ficar fora de problemas", ela piscou e foi para o seu apartamento.

Eu ri de novo e fiz meu caminho de volta para o quarto onde Sheila era agora apenas uma bola nos cobertores. Olhei no espelho meu armário enquanto eu procurava algo para vestir.

Uma hora mais tarde e as coisas estavam sob controle novamente. Limpamos toda a água, deixamos as pessoas saberem lá em baixo, caso houvesse qualquer vazamento, e ligamos para o rapaz da manutenção.

Começamos a nos mover em direção a porta da frente, esfregando o último bocado pequeno da água com as toalhas que ela tinha generosamente fornecido.

"Mas que desgraça!" Eu chorei, afundando no sofá.

"Poderia ter sido pior. Você poderia ter tido que lidar com isso depois de apenas três horas de sono, e ser acordada por uma mulher gritando no alto de seus pulmões", brincou ela, sentando no braço do sofá. Eu arqueei uma sobrancelha para ela e ela se retratou.

"Ok, mau exemplo, já que o cenário é algo que você está familiarizada. O que você vai fazer agora?"

"Eu não sei, eu preciso ficar aqui e esperar o cara para consertar essa bagunça. Entretanto, estou sem água, o que significa que não há café, nem chuveiro, nem nada. Saco", eu murmurei, cruzando os braços em meu peito e deslizando mais para baixo no sofá.

"Bem, eu acho que estarei do outro lado da sala, tomando café e pensando no meu chuveiro, se você precisar de alguma coisa..." ela provocou, parada na porta.

"Idiota, você vai ter que me fazer café."

"Você vai querer o chuveiro também?"

"Você não vai estar lá comigo, você sabe."

"Engraçadona. Vamos Bate Porta," ela bufou, me puxando para cima do sofá e me guiando pelo corredor. Sheila lançou mais um grito de raiva para mim de lá do quarto e eu rolei meus olhos para ela.

"Opa, espera. Deixe-me pegar o café da manhã," Eu falei, arrancando o pano que embrulhava o pacote na mesa.

"O que é isso?" ela perguntou sobre seu ombro.

"Pão de abobrinha", eu respondi.

Eu juro que ela quase mordeu seu lábio inferior. Ela devia realmente gostar de pão de abobrinha.

Trinta minutos mais tarde, eu estava sentada na mesa da cozinha de Quinn, os pés enrolados debaixo de mim, bebendo café francês e pressionando uma toalha para secar meu cabelo.

Ela parecia muito relaxada e feliz. Eu acho que ela tinha devorado todo o pão de abobrinha. Eu mal tinha comido meia fatia antes que ela o levou para longe de mim, o pedaço inteiro desapareceu em sua boca. Ela se empurrou para longe da mesa e gemeu, acariciando sua barriga cheia.

"Você quer mais pão? Assei muito pouco para sua gula", eu comentei, franzindo o nariz para ela.

"Vou aceitar qualquer coisa que você quiser me dar Garota da Camisola", ela piscou e deixou escapar um arroto pequeno.

"Agora, isso é sexy", franzi a testa e eu levei a minha xícara de café para a sala. Ela me seguiu, olhando para o corredor para ver se o cara manutenção não tinha aparecido ainda.

"Obrigada, as garotas parecem gostar", ela respondeu de volta, e sentou-se no seu confortável sofá grande.

Eu vaguei pela sala, olhando para todos os seus quadros. Ela tinha uma série de pretos e brancos em uma parede, eram fotos da mesma mulher em uma praia. Mãos, pés, barriga, ombros, costas, pernas, pés e, finalmente, um de apenas seu rosto. Ela era linda.

"Isso é lindo, é do seu harém?" Eu a provoquei, olhando para ela. Ela suspirou e passou a mão pelos cabelos.

"Nem todas as mulheres fazem uma viagem à minha cama, você sabe", ela murmurou.

"Eu sei, eu estou brincando. Onde foram estas fotos?" Eu perguntei, sentando-me ao lado dela.

"Em uma praia de Bora Bora. Eu estava trabalhando em uma série de fotografias de viagens, das mais belas praias do Sul do Pacífico, muito estilo retro. Mas ela estava na praia um dia, e a luz estava perfeita, e eu perguntei-lhe se eu poderia tirar algumas fotos dela. Ficaram ótimas."

"Ela é linda", eu respondi, caindo sobre o sofá ao lado dele, tomando meu café.

"Sim, sim, ela é", ela concordou com um sorriso doce. Nós bebemos em silêncio, calmas e bem com estar quietas.

"Então o que você estava pensando em fazer hoje?" ela perguntou.

"Você quer dizer antes dos meus tubos se revoltarem?"

"Sim, antes do ataque", ela sorriu ao longo da borda da caneca, piscando os olhos verdes.

"Eu não tinha planejado nada, na verdade, e isso era uma coisa boa. Eu estava indo para uma corrida, talvez sentar e ler esta tarde", eu suspirei, sentindo-me confortável, acolhida e aconchegada. "E você?"

"Eu estava pensando em dormir o dia inteiro antes de lidar com uma montanha de roupa."

"Você pode ir dormir, eu posso esperar no meu próprio apartamento", eu respondi, começando a levantar-me.

Coitada, ela tinha chegado tarde e eu estava atrapalhando seu sono. Ela acenou para eu parar e apontou para o sofá.

"Eu sei melhor que ninguém que se eu dormir vou ficar sonolenta por toda a semana. Eu preciso voltar ao fuso horário logo que eu puder, por isso foi provavelmente uma boa coisa suas tubulações terem atacado."

"Hmm, acho que sim. Então, como foi na Irlanda? Bons tempos?" Eu perguntei, voltando.

"Bons tempos, sim, embora eu sempre tenha um bom tempo quando eu estou viajando."

"Deus, é um trabalho incrível. Eu adoraria ser capaz de viajar para viver assim, vivendo fora com uma mala, vendo o mundo pelo meu trabalho, incrível..." Eu sumi, olhando ao redor da sala novamente em todas as fotos. Eu localizei uma prateleira na parede delgada agora, com garrafas pequenas sobre ela.

"O que é aquilo?" Eu perguntei, movendo-me através da sala para a prateleira, curiosa. Cada uma delas continha o que parecia ser areia. Algumas eram brancas, algumas cinzentas, algumas cor-de-rosa, algumas quase pretas. Cada uma delas tinha um pequeno rótulo sobre ela.

Eu parei um pouco quando a vi se mover atrás de mim, seu hálito quente em meu ouvido.

"Toda vez que eu visito uma nova praia, eu trago de volta um pouco de areia. Como um lembrete de onde eu estava, quando eu estava lá", ela respondeu, sua voz rouca e melancólica.

Olhei mais de perto das garrafas e me maravilhei com os nomes que eu vi. Harbour Island, Bahamas, Prince William Sound, Alaska, Havaí, Punaluu, Islândia, Vik, Sanur, Fiji, Espanha, Galiza, Patura Turquia.

"Incrível, e você foi a todos esses lugares?" "

Hmm Mmm",

"E por que trazer de volta a areia? Por que não postais, ou melhor ainda, os retratos que você tira? Não é o suficiente para um souvenir?" Eu perguntei, virando-me para olhar para ela.

"Eu tiro fotos, porque eu amo, e isso passa a ser o meu trabalho. Mas isso? Isso é palpável, é tátil, isto é real. Eu posso sentir isto, esta é a areia que eu estava realmente em pé, de todos os continentes do planeta. Ela me leva de volta para lá, imediatamente", respondeu ela, com os olhos ficando totalmente sonhadores.

A partir de qualquer outro indivíduo, em qualquer outro ambiente, teria sido tédio puro. Mas, vindo da Bate Parede? A garota foi profunda... caramba. Meus dedos continuaram a passar sobre todas as garrafas, quase mais do que eu poderia contar. Meus dedos demoraram na da Espanha, e ela percebeu.

"Huh Espanha?" ela perguntou. Eu me virei para olhar para ela.

"Sim, Espanha. Sempre quis ir, eu vou, algum dia," eu suspirei e cruzei de volta ao sofá.

"Você viaja muito?" perguntou ela, afundando perto de mim novamente.

"Tento ir a algum lugar a cada ano, não tão fantasiosa quanto você, ou na mesma frequência, mas eu tento me levar em algum lugar a cada ano."

"Você e seus amigos?" ela sorriu.

"Às vezes, mas nos últimos anos eu sempre viajo sozinha. Há algo agradável sobre ser capaz de definir seu próprio ritmo, ir onde quiser e não ter que passar por uma comissão cada vez que você quiser sair para jantar, você sabe?"

"Eu entendo, eu só estou surpresa", disse ela, franzindo a testa um pouco em mim.

"Surpreendida que eu queira viajar sozinha? Você está brincando, isso é demais!" Eu chorei.

"Estou apenas surpresa. A maioria das pessoas não gosta de viajar sozinhas, muito solitário, muito intimidante. E elas acham que vão se sentir solitárias."

"Você se sente solitária?" Eu perguntei.

"Eu disse a você, eu nunca estou solitária", respondeu ela, levantando uma sobrancelha.

"Sim, sim, eu sei, mas eu tenho que dizer que acho que um pouco difícil de acreditar", pensei, torcendo uma mecha de cabelo quase seca em volta do meu dedo.

"Você se sente solitária?" ela perguntou.

"Quando eu estou viajando? Não, eu sou uma boa companhia", eu respondi prontamente.

"Eu odeio admitir, mas eu concordo com isso", respondeu ela, erguendo a caneca na minha direção. Eu sorri e corei ligeiramente, odiando-me quando eu fiz isso.

"Wow, estamos nos tornando amigas?" Eu perguntei.

"Hmm, amigas..." pensou cuidadosamente, examinando a mim e meu estado atual de rubor. "Sim, eu penso que nós estamos."

"Interessante. De Empata Foda para amiga, não é ruim", eu ri, e toquei a sua caneca com a minha própria.

"Oh, continuo a analisar se você ainda está em seu status Empata Foda", brincou ela, varrendo um fio de cabelo fora do meu rosto.

"Bem, só me dê um aviso antes que a Surrada venha da próxima vez, ok amiga?" Eu ri da sua expressão confusa.

"Surrada?"

"Ah sim, bem, você sabe que é a Kate," eu ri mais. Ele finalmente teve a decência de corar e dar um sorriso envergonhado.

"Bem, Srta. Kate está fora do harém."

"Oh não! Eu gostava dela! Você bateu muito forte nela?" Eu brinquei de novo, minha risada começando a ficar fora de controle. Ela correu as mãos pelos cabelos freneticamente.

"Eu tenho que dizer que esta é francamente a conversa mais estranha que eu já tive com alguém."

"Duvido disso, mas sério, pra onde Kate foi?" Ela sorriu discretamente.

"Kate conheceu alguém, e parece realmente feliz. Então, nós terminamos nosso relacionamento físico, claro, mas ela ainda é uma boa amiga."

"Bem, isso é bom", concordei, e fiquei em silêncio por um momento.

"Como isso funciona realmente?"

"Como o que funciona?"

"Bem, você tem que admitir que seus relacionamentos não são convencionais na melhor das hipóteses. Como você faz isso? Mantém todo mundo feliz?" Eu estimulei. Ela riu da minha interrogação.

"Você não está mesmo perguntando como eu satisfaço essas mulheres, não é?" ela sorriu.

"Claro que não, tenho ouvido como você faz isso! Não parece haver qualquer dúvida sobre isso. Quero dizer, como é que ninguém se machuca?"

Ela pensou por um momento.

"Acho que é porque somos honestas sobre isso. Não é como se alguém se propôs a criar este pequeno mundo, ele simplesmente aconteceu. Kate e eu sempre nos demos muito bem, principalmente desta forma, por isso, só criamos essa relação. Eu estou muito ocupada para qualquer namoro real, e a maioria das pessoas não quer ficar com uma namorada que está em todo o mundo com mais frequência do que ela está em casa."

"Eu posso ver isso, mas eu acho que você iria se sentir diferente se a mulher certa aparecesse."

"Você é uma romântica, não é?" ela inclinou-se, batendo contra meu ombro.

"Eu sou uma romântica prática. Na verdade, eu posso ver a vantagem de ter uma pessoa que viaja muito, porque, francamente? Eu gosto do meu espaço. Eu uso também toda a cama, então é difícil para eu dormir com alguém," Eu balancei a cabeça tristemente, lembrando da rapidez com que eu chutava meus ficantes para a calçada.

Na reflexão, algumas partes do meu passado não eram tão diferentes de Quinn, ela só tinha suas escapadas sexuais amarradas em um arranjo muito mais puro.

"Uma romântica prática, interessante. E quanto a você, namorando alguém?" ela perguntou.

"Não, e eu estou ok com isso."

"Sério?"

"Por que ninguém acredita nisso? É tão difícil acreditar que uma mulher sexy com uma grande carreira não precisa de uma pessoa para ser feliz?" Eu perguntei.

"Primeiro de tudo, é legal você se chamar de quente e sexy... porque é verdade. É bom ver uma mulher se dar um elogio ao invés de procurar por um, é muito interessante. E em segundo lugar, eu não estou falando de casar aqui, eu estou falando de namoro. Você sabe, sair casualmente?"

"Você está me perguntando se eu estou fodendo alguém agora?" Eu respondi e ela balbuciou em seu café.

"Definitivamente essa é a conversa mais estranha que eu já tive com alguém", ela murmurou.

"Um alguém quente e sexy", eu a lembrei.

"Isso é uma maldita certeza."

Nós ambas sorrimos uma para o outra, tendo um bom tempo com esta grande honestidade. Nós duas fomos assustadas pela batida na minha porta através da sala. O cara da manutenção estava finalmente lá.

"Obrigada pelo café, e pelo chuveiro, e a ajuda com os canos", disse eu, me esticando enquanto caminhava em direção à porta. Eu acenei para o cara no corredor, e ergui um dedo para que ele soubesse que eu estava indo.

"Não tem problema, esse não foi o melhor jeito de ser acordada, mas eu suponho que você me deve uma", ela sorriu.

"Na verdade eu devo, mas obrigada de qualquer maneira."

"Você é bem vinda e obrigada pelo pão, estava ótimo. E se acontecer de outra fatia fazer o seu caminho até aqui, isso seria bom."

"Eu vou ver o que posso fazer. E ei, cadê minha camisola?"

"Você sabe como aquilo é caro?"

"Pffft, eu quero a minha camisola!" Eu gritei, batendo-lhe no braço.

"Bem, acontece que eu lhe trouxe alguma coisa, como uma espécie de presente de agradecimento-pelos-chutes-atuais-em-minha-porta."

"Eu sabia, você pode trazê-lo mais tarde," Eu sorri e atravessei o corredor para deixar o cara entrar. Eu o levei em direção à cozinha, e depois voltei para Quinn.

"Amigas não é?"

"Parece que sim."

"Eu posso viver com isso", eu sorri, e fechei a porta.

Eu mostrei o problema ao cara da manutenção, e ele começou a corrigi-lo. Caminhei para o meu quarto para verificar Sheila, e vi que meu telefone estava piscando. Eu tinha uma mensagem da Bate Parede.

Eu ri, e me deitei na cama, aconchegando uma gatinha ainda assustada ao meu lado. Ela começou a ronronar imediatamente.

Você nunca respondeu à minha pergunta... – Q”

Senti o calor em minha pele até que percebi ao que ela estava se referindo. Minha pele ficou realmente quente e formigou um pouco, como quando seu pé adormece, mas por toda parte. E de um jeito bom...

Sobre se eu estou fodendo com alguém? – R”

“Jesus isso é um terror. Mas sim, amigas podem perguntar isso, não podem? – Q”

“Sim, elas podem. – R”

“Então? – Q”

“Você é um tipo de pessoa insistente, você sabe disso né? – R”

“Diga-me, não fique tímida comigo agora... – Q”

“Não. Eu não estou “fodendo” com alguém... – R”

Eu ouvi um barulho no apartamento ao lado, e em seguida uma ligeira, mas constante, batida na parede.

Que diabos você está fazendo? Isso é a sua cabeça? – R”

“Você está me matando Garota da Camisola... – Q”

Assim que eu terminei de ler sua última mensagem, as batidas recomeçaram. Eu ri alto, quando ela continuou a bater sua cabeça contra a parede. Eu coloquei minha mão na parede sobre a minha cama, onde estava concentrada a batida e ri novamente.

Mas que manhã estranha...

Notas finais
É isso, não sei se vou postar mais nessa semana.
Porém tudo pode acontecer. Vai saber.

Comentem :D

Bj