Damn Walls

11 Capítulo 11 - Percepção


Notas iniciais
^^
Seguinte, eu estava postando, e o computador desligou. Então a vontade de ler tudo novamente para revisar estava menor que zero. Me desculpem. Mesmo. :(

Qqr erro, me avisem que eu corrijo.

Boa leitura.

Sentei-me no meu escritório, olhando pela janela. Eu tinha uma lista na minha frente de coisas para fazer, e não era uma pequena lista. Eu precisava ir à casa dos Mason, a reforma estava quase completa. O quarto/banheiro foi terminado, e os últimos detalhes estavam sendo corrigidos no novo home theater/porão dos homens. Eu também precisava de alguns livros novos para o centro de design. Eu tinha uma reunião com um cliente novo que Brittany tinha me indicado, e em cima de tudo isso, eu tinha uma pasta cheia de notas fiscais para verificar.

Mas eu olhei para fora da janela. Eu poderia estar com a Bate Parede no cérebro. E por boas razões. Entre as implosões de tubulação, pancadas de cabeça, e então as mensagens constantes por todo o domingo pedindo mais pão de abobrinha, meu cérebro simplesmente não podia esquecer. E então a noite passada, ela trouxe para fora as grandes armas. Ela colocou Glenn Miller para mim. E ainda bateu na parede para se certificar de que eu estava ouvindo.

Eu coloquei minha cabeça para baixo sobre a mesa e bati mais algumas vezes para ver se ajudava. Pareceu ajudar Quinn.

"É preciso verificar e ver se isto é coberto pelo nosso seguro? Feridas auto infligidas na mesa?" Eu ouvi Emma perguntar da porta.

Ergui a cabeça para cima e a vi tentando não sorrir.

"Não se preocupe, apenas um pequeno traumatismo craniano. Eu não o uso para nada mesmo, pode entrar", eu acenei.

"Como foi seu fim de semana?", perguntou ela.

"Foi bom, interessante. O seu?"

"Muito bom, levamos alguns amigos da cidade para fora para o fim de semana e fomos velejar."

"Eu achei que você deveria parecer ter pego algum sol, uma melhor atenção no verão."

"Hmm, você não fará sua revisão anual em breve?" alertou.

"Não, você só me deu um aumento há dois meses atrás. Na revisão do ano que vem vou ter assumido o controle do escritório e te mandarei para fora da cidade", eu ri, picando-a com o meu lápis.

"Deixe-me fingir que tenho o controle desse escritório durante esse tempo, sim?" implorou dramaticamente.

"Sim, eu vou conceder-lhe isso," eu respondi, apontando para a minha longa lista de coisas para fazer e gesticulei para o relógio na parede.

"Oh, eu vou deixar você voltar a olhar para sua janela logo, em primeiro lugar, me diga como o projeto está indo nos Mason", ela instruiu.

Passamos a maior parte da hora vendo sobre os detalhes finais, e como sempre, ela fez algumas sugestões que eu nunca teria pensado. É por isso que ela era um gênio, os poucos ajustes que ela fez, fariam o resultado final ser perfeito, e com o acabamento que só uma concepção de Emma Pillsbury poderia ter. Mesmo com todas as provocações e respostas, ela sabia o quanto era grata a ela por ter-me sob sua asa, e eu estava plenamente consciente da sorte que eu tinha quando ela me escolheu como sua estagiária aqueles anos atrás.

Especialmente nesse ano, era o último ano que eu precisava de todas as distrações que eu poderia receber. Passei a primeira parte do ano apenas esperando o outro sapato para largar.

“Então, eu tenho um novo cliente para você, alguém que chamou você pelo nome de Srta. Rachel."

"Sério? Fantástico, que tipo de trabalho?"

"Só interiores, condomínio novo. Precisa refazer tudo, mobiliário, obras de arte, acentos, tudo."

"Uau, o meu tipo favorito de trabalho. Quem é?" Perguntei, já ficando animada. Um quadro em branco, muito divertido mesmo.

"Um eufórico e grande advogado, eu não posso acreditar que não me lembro do nome dele. Eu o conheci na sinfonia beneficente no mês passado, e ele me perguntou sobre você. Em seguida, ligou para o escritório esta manhã, ansioso para começar."

"Isso funciona perfeitamente, já que terminamos com os Mason, terei algum tempo livre. Dê-me as suas informações de contato e eu vou ligar para marcar...".

"Já marquei, é amanhã de manhã, 10:00," ela me interrompeu.

"Então, ele está pronto a iniciar o trabalho logo que eu aceitar? Ele lhe deu qualquer indicação do estilo que ele está interessado?"

"Um pouco, mas ele parecia querer discutir isso com você. Ele parece ter algumas ideias muito específicas, e gosta particularmente do moderno. Ele usou a palavra ‘clean’ várias vezes", disse ela, revirando os olhos um pouco. Eles pensavam que isso era design.

"Ok, eu vou pesquisar algumas coisas, mas mantendo a mente aberta."

"Garota competente. Escute, eu tenho que correr, almoço amanhã?"

"Sim, soa bem", eu acenei para ela quando ela deslizou para fora da sala. Olhei pela janela por mais dois minutos, e depois comecei a trabalhar.

Naquela noite, fui direto para a yoga depois do trabalho e estava subindo quando ouvi uma porta se abrir no andar de cima.

"Garota da Camisola?" A ouvi chamar por mim. Eu sorri e continuei a subir as escadas.

“Sim Bate Parede?" Eu chamei.

"Você chegou tarde em casa."

"O que, você está vigiando minha porta agora?" Eu ri, virando na última escada e olhando para ela. Ela estava pendurada sobre o corrimão, o cabelo no rosto.

"Yep mulher. Encha-me de abobrinha!" ela instruiu, batendo na minha porta.

"Você está louca, você sabe disso né?" Revirei os olhos, subindo a escada, na frente dela.

"Eu tenho dizer, que cheiro agradável", disse ela, inclinando-se em mim e cheirando.

"Você acabou de me cheirar?" Eu perguntei, incrédula, quando abri a porta.

"Mmm hmm, muito bom. Está voltando de um treino?" perguntou ela, andando atrás de mim e fechando a porta.

"Yoga, por quê?"

"Você cheira muito bem quando está com tudo funcionando", ela disse, balançando as sobrancelhas para mim como um demônio.

"Sério Bate Parede, você consegue as mulheres com cantadas como essa?" Eu perguntei, afastando-me para ela tirar meu casaco.

"Não é uma cantada, você tem cheiro ótimo", eu a ouvi dizer, e eu fechei os olhos para bloquear o voo doo Bate Parede que atualmente fazia a minha perseguida se enrolar em si mesma.

Sheila veio correndo do quarto quando ouviu minha voz e parou quando viu Quinn. Infelizmente, ela derrapou de forma um pouco indelicada sob a mesa de jantar. Tentando recuperar um pouco de dignidade, ela executou um salto forte com as quatro patas de uma posição ereta para a estante, e acenou-me com a sua patinha.

Ela queria que eu fosse até ela, folgada.

"Oi menina doce, como foi seu dia? Hmm? Você brincou? Você deu uma boa soneca? Hmm?" Eu disse, coçando atrás de sua orelha e fazendo-a ronronar alto. Ela deu-me seu olhar de gata sonhadora e em seguida voltou a olhar para Quinn. Eu juro que ela piscou.

"Pão de abobrinha né? Você quer que eu faça mais?" Eu perguntei, jogando o meu casaco no encosto de uma cadeira e pendurando minha bolsa de ginástica.

"Eu sei que você tem mais, me dê", ela brincou, apontando o dedo como uma arma.

"Você está estranhamente viciada em pão, não é? Tem grupo de apoio para isso?" Eu brinquei, caminhando até a cozinha, onde o ultimo pão estava. Eu poderia ter guardado isso para ela.

"Sim, eu estou no CPA. Comedores de Pão Anônimos. Reunimo-nos na padaria", respondeu ela séria, sentada no banquinho no balcão da cozinha.

"Esse grupo é bom?"

"Muito bom. Não há um melhor do que o Au Bon Pain no mercado, mas não posso ir mais nele," ela disse tristemente, balançando a cabeça para trás e para frente.

"Foi expulsa?" Eu perguntei, inclinando-me sobre o balcão na frente dela.

"Eu fui", disse ela, e depois enrolou seu dedo para mim, para me inclinar mais para perto. "Eu tenho problemas de acariciar os pães", ela sussurrou vergonhosamente. Eu ri e dei um leve belisco em sua bochecha.

“Alisadora de Pão... pode ser um novo apelido!" Eu bufei quando ela empurrou minha mão.

"Só tire o garfo desse pão, e ninguém se machuca", alertou.

Revirei os olhos para ela e peguei uma taça de vinho do armário por cima da minha cabeça. Ergui a sobrancelha para ela, e ela concordou. Entreguei-lhe uma garrafa de Merlot e um abridor de vinho, e deixe-a o abrir enquanto eu peguei um cacho de uvas do coador na geladeira. Ela serviu, nós brindamos, e sem outra palavra, eu comecei a fazer o nosso jantar.

O resto da noite aconteceu naturalmente, sem perceber. Um minuto, estávamos discutindo as taças de vinho novas que eu tinha comprado, e 30 minutos depois, estávamos sentadas na mesa da sala de jantar com massas na nossa frente. Eu ainda estava usando minhas roupas de treino, e Quinn estava com uma calça moletom, uma regata e descalça. Ela tinha tirado sua blusa da Faculdade enquanto estava escorrendo a massa, algo que eu não tinha sequer pedido a ela para fazer. Ela vagueou para a cozinha atrás de mim, e escorreu a panela novamente, bem quando eu terminei o molho.

Nós tínhamos falado sobre a cidade, o seu trabalho, o meu trabalho, nossa próxima viagem para Tahoe, e logo estávamos fazendo o nosso caminho para o sofá com o café. Eu me encostei às almofadas com as pernas enroladas debaixo de mim. Quinn estava me contando sobre uma viagem que ela tinha feito ao Brasil alguns anos antes.

"Você nunca foi ao Carnaval? Oh Rachel, você tem que ir, em algum momento de sua vida. Não pode deixar passar. É a maior festa de rua do mundo, é uma loucura!", Ela suspirou, esticando o braço ao longo das costas do sofá. Sorri e tentei não notar as borboletas quando ela disse meu nome dessa forma. Com a palavra "Oh" bem na frente do meu nome...

"Eu adoraria ir, algum dia. Deus, eu gostaria de poder viajar como você. Você nunca se cansa disso?" Eu perguntei.

"Hmmm, sim e não. É sempre muito bom voltar para casa. Eu amo NY. Mas, se eu estou em casa por muito tempo eu tenho coceiras para voltar para a estrada. E sem comentários sobre a coceira, estou começando a conhecer sua mente aqui Garota da Camisola", ela brincou, acariciando meu braço carinhosamente. Eu tentei fingir susto, mas a verdade é que eu estava prestes a fazer uma piada. Eu ri e percebi que ela ainda não tinha tirado a mão do meu braço, e ficou distraída traçando pequenos círculos com as pontas dos dedos.

Fazia realmente tanto tempo desde que eu tinha deixado alguém me tocar, que os círculos de seus dedos me enviaram uma tensão mental? Ou era porque esta pessoa estava fazendo isso... oh Deus as pontas dos seus dedos.

De qualquer maneira, ela estava fazendo coisas comigo. Se eu fechasse meus olhos, eu quase podia imaginar o “O” acenando para mim, ainda estava longe, mas não tanto quanto ele tinha estado antes.

Olhei para Quinn, e vi que ela estava assistindo sua mão, seus dedos na minha pele. Eu respirei apressadamente, e minha entrada de ar puxou seus olhos aos meus. Nós encaramos uma a outra, de perto.

Sheila pulou nas costas do sofá e colocou sua traseira no rosto de Quinn e retirou bem rápido, e quando nós rimos, nós nos levantamos enquanto eu explicava para a Sheila que não era educado fazer isso com as visitas. Sheila parecia estranhamente satisfeita consigo mesma, então eu percebi que ela estava tramando algo.

"Uau, é quase dez horas! Tomei sua noite inteira, eu espero não ter atrapalhado seus planos", disse ela, de pé e se alongando. Enquanto ela se esticava, sua camiseta subiu e eu fui recebida por outra visão do seu abdômen malhado.

"Bem, eu tinha uma noite bastante excitante, planejava assistir So You Think You Can Dance, então, você é uma maldita, Quinn!" Eu gritei, apertando o punho no rosto enquanto eu estava ao lado dela.

"E você ainda me fez o jantar, que estava maravilhoso, aliás", disse ela, em busca de sua blusa.

"Não tem problema, foi bom cozinhar para alguém diferente de mim. É o que eu faço para qualquer pessoa que aparece pedindo pão," Eu brinquei enquanto eu entreguei a ela o pão que eu tinha deixado para ela. Ela sorriu quando ela agarrou sua blusa do chão, ao lado do sofá.

"Bem, da próxima vez, deixe-me cozinhar para você. Eu faço um fantástico... isso é estranho", ela se interrompeu, fazendo uma careta.

"O que é estranho?" Eu perguntei, observando enquanto ela desenrolava sua blusa. Que parecia que estava molhada.

"Por que ela está toda molhada?" ela perguntou, olhando-me confusa. Olhei da blusa para Sheila, inocentemente sentada na parte de trás do sofá.

"Oh não", eu sussurrei, meu rosto ficando roxo. "Sheila, sua merdinha", disse, olhando para ela. Ela pulou do sofá e correu rapidamente entre as minhas pernas, e foi para o quarto.

Ela sabia que eu não podia alcançá-la por trás da cômoda, e era onde ela se escondia quando tinha feito uma coisa má. Ela não tinha feito isso há muito tempo.

"Quinn, você pode deixar isso aqui. Eu vou lavar a seco e limpar, acima de tudo, eu sinto muito", eu me desculpei, muito envergonhada.

"Oh cara, ela fez, ela não fez?" disse ela, franzindo o rosto, quando eu tirei a blusa dela.

"Sim, sim ela fez. Sinto muito Quinn. Ela tem essa coisa de marcar o seu território. Qualquer indivíduo que deixa roupas no chão, ela acaba fazendo xixi. Me desculpe, eu sinto tanto... eu sinto muito"

"Rachel, está tudo bem. Quero dizer, é nojento e ambas temos xixi nas mãos agora, mas tudo bem. Eu tive coisas piores acontecendo comigo. Está tudo bem, eu juro", disse ela, começando a colocar a mão no meu ombro, mas pensou melhor quando ela percebeu a última coisa que tinha tocado.

"Eu sinto muito, eu-" eu comecei de novo quando ela andou para a porta.

"Pare com isso, se você pedir desculpas mais uma vez eu vou encontrar algo seu e fazer xixi nele, eu juro."

"Ok, isso é uma pessoa nojenta..." Fiz uma careta e ri por último “... mas tivemos uma noite tão agradável, e terminou em xixi!" Eu gemi, abrindo a porta para ela.

"Foi uma noite agradável, mesmo com o xixi. Haverá outras, não se preocupe Garota da Camisola", ela piscou e atravessou o corredor.

"Coloque algo bom para mim esta noite, hein?" Eu pedi, olhando para ela entrando em seu apartamento.

"Pode deixar. Durma bem", disse ela e fechamos as portas ao mesmo tempo.

Eu me encostei à porta, abraçando a blusa nos meus braços. Eu tinha o sorriso mais idiota na minha cara, enquanto eu me lembrava da sensação de seu toque. E então me lembrei que estava abraçando uma blusa molhada de xixi...

"Sheila sua idiota!" Gritei e corri para meu quarto.

Dedos, mãos, e uma pele quente foram pressionados contra a minha, em um esforço para me aproximar. Senti seu hálito quente no meu ouvido, sua voz que era rouca,

"Oh, Rach, como você pode ser tão boa?" Eu gemi e rolei, torcendo as pernas com pernas e braços com os braços, empurrando minha língua em sua boca aberta. Chupei seu lábio inferior, hortelã e gosto de calor e a promessa do que estava por vir quando ela empurrou meu corpo pela primeira vez.

Eu gemi enquanto ela gemia e num piscar de olhos eu estava presa sob ela. Seus lábios se moveram da minha boca para meu pescoço, lambendo e chupando e encontrando o local, esse local, embaixo do meu queixo que fez explodir o meu interior e meus olhos rolarem. Um riso foi abafado contra a minha clavícula, e eu sabia que estava perdida.

Eu rolei em cima dela, sentindo a perda do seu peso, mas colocando as minhas pernas em cada lado dela, sentindo-a estremecer. Ela empurrou meu cabelo da minha cara, olhando para mim com seus olhos, os olhos que tinham o poder de me fazer esquecer o meu nome, mas gritar o seu próprio.

"Quinn!" Eu gritei, sentindo uma de suas mãos agarrando meu quadril e me empurrando contra sua outra mão.

QPOV

Deitei na cama, ouvindo o que eu sabia que não deveria estar ouvindo. Ainda sobre o bom som que vinha da vitrola, eu podia ouvi-la. Eu podia ouvir os gemidos dela com o meu nome, e mais outra vez. Se eu ficasse mais excitada que isso eu iria morrer.

“Quinn! Oh... meu... Deus... isso é muito bom... só... mmmm... desse jeito...", ela gritou do outro lado da parede, e eu desci um pouco meus dedos.

Quando eu ouvi pela primeira vez Rachel gemendo antes, eu pensei no início que ela estava brincando, tentando se vingar nas primeiras vezes que eu a ouvi sonhando comigo. Mas, quando seus gritos aumentaram, e ela começou a ter orgasmos, eu sabia que não havia jeito que ela estivesse fingindo isso. Ela estava dormindo, e ela estava tendo um inferno de um sonho. Um sonho comigo.

Achei isso altamente erótico, e completamente inebriante. Esta linda, inteligente, jovem, sexy, altamente fodível que estava separada apenas por alguns centímetros de gesso fino estava sonhando sobre mim e, aparentemente, eu estava fazendo um trabalho muito bom em satisfazê-la. Por que não estou do outro lado da parede hoje à noite?

Rolei de lado, tentando não ouvir, mas estava tão completamente fascinada e excitada que não havia nenhuma maneira que eu poderia bloqueá-la. Eu não tinha tido relações sexuais desde antes de eu viajar para a Irlanda, e mesmo eu não sendo contra um pouco de satisfação solitária ao longo do tempo, minhas meninas me mantinham satisfeita. Mas não ultimamente.

Eu não tinha desejo por minhas meninas como eu costumava ter. Eu pensei que com certeza eu teria chamado alguma até agora para que elas soubessem que eu estava de volta na cidade. Eu não tinha, no entanto, e eu não estava realmente certo do porquê. Eu estava crescendo? Nah.

"Porra Quinn, aí, sim, sim, Jesus isso é incrível..." veio através da parede, e eu fechei os olhos apertados. Minhas mãos chegaram dentro da minha calcinha, e encontrei-me molhada. Não levaria muito tempo, Rachel já tinha feito a maior parte do trabalho.

Eu a vi por trás das pálpebras, seu corpo nu enrolado nos lençóis, enquanto suas próprias mãos percorriam todo meu corpo. Eu a ouvi, e vi na minha mente quando ela apertou-me firmemente com as pernas, e suas mãos me acariciando, com a certeza de que cada ação era destinada exclusivamente ao meu prazer. Eu a ouvi gemer meu nome e eu vi seus olhos olhando para baixo em mim, enquanto ela me levava ao orgasmo, seus profundos olhos castanhos estavam cheios de desejo, necessidade e uma luxúria intensa enquanto ela colocava seus dedos dentro de mim. Ela gemeu e eu gemi e eu gozei enquanto ela sorria para mim, piscando diabolicamente.

Meus olhos se abriram, lentos e preguiçosamente depois de um dos orgasmos mais intensos que uma pessoa já tinha me dado. E ela nem sequer estava no quarto. Eu podia ouvi-la em seu lado da parede, suspirando leves respirações, dando lugar ao contentamento silencioso.

Eu cambaleei até o banheiro, percebendo que eu estava com um grande problema.

Eu queria ter relações sexuais com a minha amiga.

RPOV

Eu sentei na minha mesa, dando uma olhada em algumas notas antes que eu encontrasse o meu mais novo cliente. Emma havia me dado apenas um pouco para saber de que tipo de estilo ele preferiria, por isso eu tinha meu portfólio aberto em vários estilos, bem como fotos de alguns dos outros interiores que eu tinha projetado. Eu tinha alguns minutos antes de ele chegar, e como vinha fazendo durante toda a manhã, sempre que não estava ocupada, a minha mente viajava de volta para o sonho que tive ontem à noite.

Minha pele ficou vermelha quando eu imediatamente pensei no que eu tinha deixado a Quinn do sonho fazer comigo, e que a Rachel do sonho tinha feito para ela também...

A Rachel do sonho e a Quinn do sonho foram crianças desobedientes.

"Aham," eu ouvi por detrás de mim. Marley estava na porta. "Rachel, o Sr. St. James está aqui."

"Excelente, eu já vou sair", eu disse, de pé e alisando minha saia. Minhas mãos pressionaram meu rosto, esperando que eles não estivessem muito vermelhos.

"E ele é lindo lindo lindo!" ela murmurou enquanto andava ao meu lado.

"Oh, sério? Lindo e advogado? Deve ser meu dia de sorte", eu ri, virando a esquina e vendo o meu novo cliente pela primeira vez. Ele certamente era bonito, e eu sabia bem disso.

Era o meu ex-namorado.

"Oh. Meu. Deus! Quais são as chances?" Emma exclamou na hora do almoço, duas horas mais tarde.

"Bem, considerando que toda a minha vida ultimamente é governada por estranhas coincidências, eu acho isso normal", eu murmurei, quebrando um pedaço de pão sírio e mastigando fortemente.

"Mas eu quero dizer, vamos lá! Quais são as chances, realmente?" Emma perguntou de novo, nos servindo mais um copo de Pellegrino.

"Oh, não há nada sobre chances, St. James não deixa nada ao acaso. Ele sabia exatamente o que estava fazendo quando ele se aproximou de você no baile beneficente no mês passado."

"Não", ela suspirou.

"Sim, ele me disse. Ele me viu, e quando ele descobriu que eu trabalhava para você, BAM. Ele precisava de uma designer de interiores", eu sorri, pensando no jeito que Jesse sempre fazia as coisas serem exatamente como ele queria. Bem, quase sempre.

"Não se preocupe, Rachel, eu vou encaminhá-lo para outro designer, ou eu mesma o atendo. Você não tem que trabalhar com ele", ela decidiu, acariciando minha mão com firmeza.

"Oh não! Eu já lhe disse que sim. Estou totalmente fazendo isso", Concordei, cruzando os braços sobre o peito.

"Você tem certeza?"

"Sim, não há problema. Não é como se nós tivemos tido um rompimento ruim. Na verdade, foi de longe um término leve. Ele não queria aceitar o fato de que eu estava deixando-o, mas eventualmente ele entendeu. Ele nunca pensou que teria coragem de fazer isso, e caramba, ele se surpreendeu", eu respondi, brincando com o meu guardanapo.

Eu tinha saído com St. James no penúltimo ano da faculdade e, mais do último ano. Ele já estava na faculdade de direito, e ele estava constantemente caminhando através do seu caminho para o seu futuro perfeito. Meu Deus, ele era bonito. Forte e lindo, e muito charmoso.

Conhecemo-nos na biblioteca, uma noite, tomamos café algumas vezes, e isso virou um relacionamento forte. O sexo? Irreal. Ele foi meu primeiro namorado sério, e eu sabia que ele queria se casar comigo, eventualmente. Ele tinha ideias muito específicas sobre o que ele queria de sua vida e isso, definitivamente, me incluía como sua esposa. E ele era tudo que eu sempre pensei que eu queria em um marido. O noivado era inevitável. Mas quando crescemos, mudamos. Pelo menos eu.

Quando percebi que ele já não era o que eu queria para o meu próprio futuro, as coisas ficaram um pouco tensas. Nós brigávamos constantemente, e quando finalmente terminei o nosso relacionamento, ele estava convencido de que eu estava fazendo a escolha errada. Eu sabia bem, e ele finalmente aceitou que eu estava realmente terminando, e não apenas dando um "tempo" como ele gostava de chamar.

Nós não mantemos o contato, embora ele tenha sido uma parte importante da minha vida por muito tempo e eu gostasse das memórias de nós dois juntos. Só porque não demos certo como um casal, não necessariamente significava que não podíamos trabalhar juntos, certo?

"Você tem certeza disso? Você realmente quer trabalhar com ele?" ela perguntou mais uma vez, pronta para deixar isso de lado.

Eu pensei sobre isso novamente, pensando no flash de memória de quando o vi de pé no saguão. Olhar penetrante e sorriso encantador. Fui atingida com uma onda de nostalgia e sorri quando ele cruzou comigo.

"Ei estranha", disse ele, oferecendo-me sua mão.

"Jesse. Uau, você está ótimo!" Eu tinha dito, e nós nos abraçamos para a surpresa de Marley, que babava como uma idiota.

"Vai ser bom para mim, chame isso de experiência de crescimento. Claro, eu não quero desistir da comissão. Veremos o que acontece hoje à noite", eu pisquei e ela levantou os olhos do menu.

"Essa noite?"

"Oh, eu não te disse? Nós vamos tomar uma bebida para decidirmos", sorri.

Fiquei na frente do espelho, penteando meu cabelo e verificando se tinha batom em meus dentes. O resto do dia no trabalho tinha passado rapidamente e logo me encontrei em casa e me preparando para esta noite. Tínhamos combinado de apenas tomarmos uma bebida, muito casual, embora eu estivesse deixando a opção de um jantar em aberto, dependendo de como fosse à noite.

Jeans colado, camiseta preta e jaqueta de couro cinza cortada, era o mais chique que eu ia conseguir sozinha. O tempo que eu tinha gasto hoje com St. James no escritório começando a discutir os planos para seu novo condomínio foi agradável, e quando ele me pediu para me levar para beber, eu concordei imediatamente. Eu estava ansiosa para ver como ele estava, e também para ter certeza de que seríamos capazes de trabalhar juntos. Ele tinha sido uma parte importante da minha vida ao mesmo tempo, e a ideia de poder trabalhar com alguém que eu tinha sido próxima era bom pra mim, me senti bem.

Não tinha certeza do que chamar, mas parecia uma coisa natural de se fazer. Ele viria me pegar as sete, e eu planejava encontrá-lo do lado de fora, pois era muito difícil de estacionar na minha rua.

Desde que era quase sete, eu fui em frente e dei um beijo de despedida rápido em Sheila, que estava em seu melhor comportamento desde o incidente do xixi, e saí para o corredor. Bem na frente de Quinn, que estava na frente da minha porta.

"Ok, você é oficialmente minha perseguidora! Não tem mais pão de abobrinha, espero que você não tenha comido todo aquele pão, porque não há mais nada para você", eu avisei, pressionando-a de volta à minha porta da frente com o meu dedo indicador.

"Eu sei, eu sei, eu estou realmente aqui em missão oficial", ela riu, levantando os braços em derrota.

"Me acompanha?" Eu perguntei, inclinando-me para as escadas.

"Estou realmente de saída, vou alugar um filme", ela explicou enquanto fomos para baixo.

"As pessoas ainda alugam filmes?" Eu brinquei, virando a esquina.

"Sim Garota da Camisola, eu acho que você vai ter que assistir tudo o que eu escolher hoje à noite", respondeu ela, levantando uma sobrancelha.

"Essa noite?"

"Claro, porque não. Eu estava vindo para ver se você queria sair, eu te devo pelo jantar da noite passada e eu estou com vontade de ver algo assustador..." ela parou de falar, e então lançou algo como o tema de Psicose. Eu não pude segurar, mas ri de suas mãos em garra e seus olhos cruzados.

"Eu queria poder, mas tenho planos para hoje à noite. Amanhã à noite?" Perguntei, enquanto contornava a última escada e rumava para a porta de entrada.

"Amanhã eu posso fazer, vamos combinar depois. Mas eu que tenho que escolher o filme, e eu farei o jantar. É o mínimo que posso fazer para minha pequena Empata Foda", ela sorriu e eu soquei seu braço.

"Já disse que eu não gosto desse nome, mas vou deixar passar. Só porque você irá me fazer o jantar. Vou fazer a sobremesa", eu disse, abaixando a minha voz e golpeando meus cílios como uma tola. Ela sorriu instantaneamente, e veio para trás de mim.

"Huh sobremesa?" perguntou ela, segurando a porta aberta para mim quando eu saí para a noite.

"Hmm Mmm. Comprei algumas maçãs hoje enquanto eu estava fora, e eu estou com desejo de pizza a semana toda, o que você acha?" Eu perguntei, procurando St. James na rua.

"Torta de maçã? Torta de maçã caseira? Foda-se, você está tentando me matar! Mmm..." ela estalou os lábios e olhou para mim com avidez.

"Por que, senhora, parece que você está vendo algo que você gostaria de comer," Eu brinquei.

"Por que será?", ela respirou, e lançou-se em mim, batendo a boca no meu pescoço, me fazendo cócegas e guinchando.

"Acalme-se, pare! Bate Parede!" Gritei, rindo enquanto nós brincávamos na calçada. Ela cedeu, mas manteve o braço em volta da minha cintura.

"Se você aparecer com uma torta de maçã amanhã à noite, eu não poderei mais deixar você", ela respirou, bochechas rosadas e cabelo bagunçado soprando no ar fresco da noite.

"Isso seria terrível", eu sussurrei, sentindo o quão próximo ela estava me segurando e sabendo que minhas bochechas deveriam estar rosadas assim.

"Rachel?" uma voz confusa veio de trás de mim, e vi Jesse andando em nossa direção.

"Ei Jesse," eu chamei, me soltando de Quinn com uma risadinha. Ela sorriu e me soltou.

"Você está pronta para ir?" St. James perguntou, olhando para Quinn com cuidado. Quinn se esticou à sua altura máxima e olhou de volta, também com cuidado.

"Sim, pronta para ir. Quinn, esse é Jesse, Jesse essa é Quinn," Eu apresentei os dois, e se inclinaram para apertar suas mãos. Eu podia ver que ambos estavam exercendo uma força extra, e nenhum queria soltar primeiro. Revirei os olhos.

"Prazer em conhecê-lo Jesse, é Jesse certo? Eu sou Quinn, Quinn Fabray"

"Está certo, Jesse. Jesse St. James", respondeu ele, olhando diretamente para ela. Eu olhei o rosto de Quinn, e o começo de uma risada.

"Ok Jesse, devemos ir. Quinn, eu vou falar com você depois", eu interrompi, terminando o aperto de mão do século. Jesse voltou-se para o carro onde ele estava estacionado em fila dupla e Quinn olhou para mim.

"Jesse. Jesse St. James..." Ela balbuciou e eu segurei meu próprio riso.

"Cala a boca," Eu balbuciei de volta, sorrindo para St. James quando ele se voltou para mim.

"Prazer em conhecê-la Quinn, nos vemos por aí", St. James chamou de volta, dirigindo-me para o carro com a mão nas minhas costas. Eu nem sequer pensei duas vezes sobre isso, já que sempre costumávamos andar assim juntos, mas eu vi os olhos de Quinn alargar um pouco com a visão. Hmm...

St. James abriu a porta para mim e se dirigiu ao redor para seu lado. Quinn ainda estava de pé na frente do nosso prédio quando fomos embora, e eu dei-lhe um pequeno sorriso. Eu esfreguei as mãos na frente do aquecedor e sorri para St. James quando ele ligou o carro.

"Então, para onde estamos indo?" ele perguntou.

QPOV

Eu sorri para Rachel quando ele virou para o carro, e ela sorriu para mim, me dando um pequeno aceno. Quando St. James fechou a porta e caminhou em torno de seu próprio lado, ele atirou um olhar frio por cima do ombro.

Entre a maneira como ele apertou minha mão, o jeito que "soltamos as mãos", e o olhar que ele me deu, de uma coisa que eu estava absolutamente certa. Jesse St. James era um idiota...

Notas finais
Eu quero que vcs comentem. Apenas.

Não vou mais pedir por comentários pq eu acho brega. Porém eu acho óculos de grau brega e uso assim mesmo. (espírito TW)

Mas sério, não sei o que houve essa semana para eu postar todos os dias... mas cada vez que via um comentário falando que estava gostando da história e o que estava gostando na história, me dava ânimo para escrever, porém não acho que vai continuar assim.

Até amanhã!!... ou segunda. Ou sei lá :P

bj