Damn Walls
1 Capítulo 1 - O primeiro dia
Notas iniciais
Aproveitem e espero que gostem.
Até.
"Oh Deus,"
Thump.
"Oh Deus,"
Thump. Thump.
Que porra é essa?
"Oh Deus, isso é tão bom",
Eu nadei pra fora do meu sono, confusa quando eu olhei ao redor do quarto estranho. Caixas no chão. Fotos encostadas contra a parede.
Meu novo quarto, no meu novo apartamento.
"Mmmm, yeah baby, aí, bem assim.... não pare, não pare!"
Ah, não...
Sentei-me na cama, esfreguei os olhos e olhei para a parede atrás de mim, tentando descobrir o que diabos estava acontecendo. Eu ainda estava meio adormecida.
Mais cedo naquele dia, meus melhores amigos,Tina e Kurt me ajudaram a me mudar para meu novo apartamento. Era a primeira vez que eu tinha tido minha própria casa, sem companheiros. Eu estava em êxtase. Eu tive sorte o suficiente para que a minha chefa e mentora Emma tivesse me oferecido seu apartamento antigo, não havia nenhuma maneira que eu poderia me dar ao luxo de viver neste bairro, em New York. Graças a Deus, consegui alugar. Era lindo.
Grandes quartos espaçosos, pisos de madeira, portas em arco... ainda tinha uma lareira! Assim, eu não tinha ideia de como realmente acender o fogo, mas isso não importava. Eu estava louca para começar a colocar peças sobre a lareira. Como uma designer de interiores, eu começava a colocar as coisas mentalmente, em quase todos os espaços que eu frequentava. Isso levava meus amigos a loucura às vezes, pois eu ficava constantemente modificando suas bugigangas.
Após mergulhar na velha e incrivelmente profunda banheira até que eu tivesse passado da fase de dedos enrugados, arrumei minha bunda cansada na cama e aproveitei os rangidos e guinchos de um novo lar. Ouvi o semáforo lá fora, e o clique reconfortante de minha gata Sheila andando em torno de sua nova casa, explorando. O clique veio de suas unhas no piso...
Eu caí em um sono tranquilo, muito satisfeita com a minha nova casa.
Esse é o porquê de eu ter ficado tão surpresa quando eu fui acordada tão abruptamente às... vamos ver... 2h37.
Enquanto eu olhava estupidamente o teto, tentando descobrir por que eu estava acordada, eu estava assustada quando senti a cama se mexer debaixo de mim. Ela pulou um pouco, e depois pulou novamente. Eu resmunguei, e me movi cansada. Eu estava acostumada a tremores. Embora eu nunca tivesse experimentado um "grande", eu achava melhor prevenir do que remediar, e sempre seguia o protocolo do terremoto.
"Vamos Sheila, venha até aqui", eu a repreendi, percebendo que ela ainda estava na cama. Ela me olhou desinteressadamente, e em seguida levantou a perna para limpar o seu bumbum.
Huh, estranho. Sheila sempre ficava assustada quando acontecia o menor tremor, na verdade, ela que geralmente me deixava saber que algo estava acontecendo. Os animais eram os melhores premeditores de terremotos normalmente.
Eu não senti mais tremores, assim eu bocejei muito e voltei para o meu quarto. Ouvi outro baque e vi minha cama se mexer. A cabeceira primeiro.
OK, isso é estranho...
Então eu ouvi, muito claramente,
"Porra Quinn, isso é tão bom! Mmm baby, yeah,"
Oh Deus...
Revirei os olhos, desperta agora e um pouco curiosa pelo que estava claramente acontecendo ao lado. Olhei para Sheila, ela olhou para mim, e eu juro que ela piscou.
Voltei para cama e tentei voltar a dormir. Acho que alguém deveria estar dando uma. Eu estava em um pequeno período de seca. Um tempo muito longo. Um sexo ruim e uma inoportuna ficada de uma noite tinham me roubado meu orgasmo... Isso tinha sido nas férias há 6 meses.
Seis.
Longos.
Meses.
Eu me concentrei tentando me desligar, mas fiquei em um hiato quase permanente. Não querendo imitar a Oprah.
Eu empurrei os pensamentos da ausência de “O” (Orgasmo pra quem ainda não entendeu) pra longe de mim, e me enrolei ao meu lado. Tudo parecia tranquilo neste momento, e assim comecei a derivar de volta ao sono, Sheila ronronou satisfeita ao meu lado.
Então todo o inferno quebrou rapidamente.
"Porra, sim! Sim! Oh Deus... Meu Deus!"
Minha pintura do cardeal do Vaticano caiu da prateleira acima da minha cama e bateu na minha cabeça fortemente... Oh Deus, de fato muito forte.
Esfregando minha cabeça e amaldiçoando o suficiente para fazer corar o cardeal, olhei de volta na parede atrás de mim novamente, e vi que minha cabeceira de ferro forjado estava literalmente batendo contra a parede enquanto a foda toda continuava na casa ao lado.
"Me coma baby, sim sim sim!"
Eu ouvi, e eu suspirei alto. Então eu ouvi, pelo amor de tudo que é santo, tapas. Você não pode interpretar mal uma boa surra, e alguém estava recebendo uma boa surra.
"Oh Deus, Fabray, sim. Eu tenho sido uma garota má, sim, sim, SIM!"
Mãe de Deus... Mais tapas, e então som de uma voz diferente, baixa, gemendo e rosnando.
Levantei-me, movi a porra da cama toda a poucos centímetros de distância da parede, e saltei de volta a cama, olhando para a parede o tempo todo. Adormeci jurando que eu bateria na parede se eu ouvisse mais um pio. Ou uma foda. Ou um tapa.
É, Bem-vinda à vizinhança.
Notas finais
Espero que essa compense um pouco, e eu JURO que essa ja ta toda na memória.
Bjs
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