Damage

47 Bônus: Demons


Notas iniciais
OI OI OI HUMANIDADE COMO VOCÊ ESTÁ? Estive muito ocupada nesses últimos meses lidando com conflitos intergalácticos no quadrante 69, ser a Imperatriz Suprema do Universo às vezes é um tanto difícil, não importa o que digam, fikdik. Bom, durante esse período também recebi cachoeiras de perguntas no ask sobre o Coronel. Sim. Sobre o Coronel. Nunca passou pela minha cabeça que vocês tivessem se interessado tanto por ele e tals, mas aí resolvi fazer esse bônus para explicar um pouquinho mais sobre o passado do Henry. Não ficou tão bom quanto poderia ter ficado porque eu estava com preguiça de escrever, entretanto como a minha memória é uma bosta se houver alguma informação conflitante favor me alertarem sobre isso em alguma das minhas redes sociais ou aqui nos comentários mesmo. Apesar de tudo, espero que o capítulo esteja aceitável. Boa leitura, amáveis súditos.

Tudo tinha começado naquela comemoração ridícula que Henry tentou recusar ao máximo, mas pela primeira vez em suas vidas Kazimir e Hans concordaram em alguma coisa: aquilo precisava de uma comemoração. Não era todo dia que se era promovido a Major. Houve todo tipo de sugestão possível, desde as mais absurdas que saíam da boca de Hans, como alugar uma boate e fazer uma orgia, até as mais convenientes que Kazimir sugeriu, mas foi com a opção de Arthur que ele ficou. Reuniram-se em um cassino e jogaram fora todo seu salário, Henry nunca ficou tão bêbado quanto naquela noite, mas tinha de admitir que Sven estava incalculavelmente mais insano, porque uma das últimas coisas que se lembrava era de ter visto o enfermeiro virando uma garrafa de uísque depois de ceder às provocações de Hans que aparentemente era o único sóbrio. Uma estratégia bastante inteligente, mas aparentemente ele não conseguiu se aproveitar de ninguém já que todos acordaram em suas devidas camas com seus devidos parceiros, o que era ao mesmo tempo um alívio e uma pena para Henry.

De qualquer forma, na tarde de domingo do dia seguinte o Major descobriu que Arthur tinha feito uma aposta com Hans e Kazimir enquanto bêbados, do pior tipo que se podia fazer. Aparentemente iria haver um jogo de futebol entre os times de Kazimir e Arthur contra o de Hans no estádio da cidade vizinha, e os três haviam apostado que o torcedor do time perdedor iria furar um piercing. No pênis. Arthur pareceu amargamente arrependido, porque seu time estava com muitos desfalques e o melhor jogador com o joelho lesionado, informações que nem passaram pela sua cabeça enquanto bêbado, mas decidiu que honraria sua palavra e embarcou com os dois oficiais no carro de Kazimir, pouco depois do almoço já tinham partido e deixado Henry sozinho em casa, absolutamente sem nada para fazer e sem ninguém para torturar. Embora vez ou outra risse um pouco ao imaginar qual era a situação dentro daquele carro, Hans e Kazimir nunca tinham ficado fechados no mesmo lugar por tanto tempo e seria uma surpresa se o automóvel não explodisse antes de chegarem ao destino.

Henry até foi convidado, mas não quis ir por ainda sofrer um pouco com a ressaca que lhe afligia terrivelmente desde sábado, e não gostava de lugares muito cheios também. Não estava acostumado a beber, não como Kazimir e Hans que pareciam perfeitamente bem quando os viu naquele dia.

Bocejou e apertou o botão de novo, outro filme ruim estava na metade. Semicerrou os olhos e se lembrou de que pagava um bom dinheiro por aqueles canais e mesmo assim não encontrava nada interessante para ver. Achou um canal de futebol que estava cobrindo o jogo que Arthur fora assistir, ainda não tinha começado, as arquibancadas não sustentavam mais que algumas poucas pessoas, todas provavelmente tão apressadas quanto os três que tinham saído alguns minutos atrás.

Nunca gostou muito de futebol, costumava jogar na adolescência por ser a única maneira legal de se entrar no vestiário e ver jogadores relativamente bonitos. E porque Kazimir jogava, Henry sempre acabava sendo arrastado por Kazimir em tudo o que ele fazia, tinha poucas memórias da sua infância em que Kazimir não estava presente. Nunca soube o porquê de ele ter essa convicção tão grande de ter que agir como um irmão mais velho e às vezes preferia não ter descoberto. Jamais passou pela sua cabeça que o primeiro-tenente soubesse sobre as imundícies que o Coronel fazia, escondia com tanta convicção e fingia tão bem que realmente acreditava que Kazimir nunca percebia nada de errado. Bufou, aquele homem certamente tinha sido sua ruína, o primeiro fracasso de um garoto orgulhoso e arrogante demais.

Olhou para o teto, mais entediado impossível, e se lembrou de que tinha deixado Arthur sair com Hans e Kazimir. Se viu um pouco preocupado. Suspirou e ajeitou as almofadas para que ficasse mais confortável, odiava admitir que se preocupava com aquele maldito, mas a verdade é que não confiava nem um pouco em Hans naturalmente e Kazimir era um cachorro temperamental que em um momento era dócil e no seguinte estava ladrando e atacando como um animal doente. Parecia extremamente errado ter deixado Arthur com aqueles dois, o garoto não tinha metade da indecência dos dois e não sobreviveria à um ataque.

Alcançou o celular que estava jogado no tapete aos pés do sofá, tinha que ligar. Destravou o celular e antes mesmo de procurar pelo nome dele na lista percebeu meia dúzia de mensagens novas, todas da sua meia-irmã, Charlotte. A mulher ligava para ele com frequência, e quando o major não atendia ela ficava furiosa e ligava quantas vezes seguidas fossem necessárias até que Henry antedesse. Era estressante ouvir a voz feminina falando sobre o quanto sua vida era divertida e animada por horas, mas o major tinha de se sacrificar se quisesse ter o restante da semana em paz, e às vezes era bom receber a ligação de um parente, mesmo que fosse uma que o odiava, e o sentimento era recíproco. Henry podia dizer que não tinha família além dela, seus parentes por parte de mãe não gostavam dele por não ser filho legítimo e nem se lembrava de ter conhecido seus avós maternos. A família do Coronel o tratava bem, na verdade sempre deram a ele o mesmo carinho e atenção que deram à Charlotte, isso até o seu pai adotivo ir preso. Ficaram chocados, pasmos, aterrorizados. Contudo, não foi com o porquê de ele ter sido preso, e sim porque não conseguiam acreditar que Henry tinha deixado que isso acontecesse. Uma vez ouviu uma tia dizendo que ele era um ingrato, que o Coronel havia cuidado dele como se fosse seu filho a vida toda e era assim que ele lhe retribuía. Que era um preço pequeno a se pagar, e que nem era tão ruim, o Coronel era um homem charmoso, ela disse.

Uma vez tendo perdido contato com a família de seu pai adotivo e nunca tendo conhecido a família ou mesmo o pai verdadeiro, Charlotte era a única que ele podia dizer ser sangue do seu sangue. Mesmo assim não gostava dela. Excluiu as mensagens sem lê-las e seguiu para a lista de contatos, não foi muito difícil encontrar o nome de Arthur, Henry não tinha muitos amigos, e menos contatos ainda. Discou o número e esperou, ele demorou um pouco, mas por fim acabou atendendo.

– Henry? – ouviu a voz dele, parecia levemente surpresa, mas nada indicava trauma pulmonar causado por acidente automobilístico ou lesão grave devido à qualquer tipo de impacto.

– Adivinhou, parabéns. – respondeu com escárnio. – Passe para o Hans.

Aguardou alguns minutos, escutou algumas reclamações vindas do ruivo e então finalmente escutou sua voz.

– O que foi?

– Hans se você estressar o Kazimir e o obrigar a fazer alguma merda que afete o Arthur eu juro que não terei piedade com a sua virgindade anal. – murmurou para ele.

– Não sei como reagir perante esse tipo de ameaça. – confessou.

– Fique com muito medo e obedeça.

– Como um cão, senhor.

– Ótimo. – respondeu e desligou o celular.

Colocou o celular no chão de novo e voltou a olhar para o teto, realmente não tinha o que fazer. Quando Arthur perguntou no cassino o que um Major faz Hans prontamente respondeu “Fica sentado o dia todo engordando e esperando uma promoção para Tenente-Coronel” e Henry contestou no momento, mas agora lá estava ele deitado no sofá esperando o dia passar. Tinha mesmo vocação para Major.

Seu celular tocou, era ela de novo, resolveu atender logo para ficar finalmente livre.

– E então? – indagou sem nenhum pingo de paciência.

– Soube que foi promovido, parabéns! – respondeu com entusiasmo fingido. – Enfim, é aniversário da nossa prima, Isabella, provavelmente não se lembra dela, planejamos fazer um álbum e eu preciso de uma foto que está com você.

– Provavelmente não tenho a foto que quer.

– Eu te dei um álbum no ano passado. – falou com certa indignação.

– Eu coloquei fogo. – admitiu, sem remorso.

– Como pôde? – ela suspirou longa e pesadamente. – Bom, eu sei que você deve ter algum álbum que contenha fotos dela. Passo aí em uma hora.

– O que? Não, você não... – ela desligou antes que tivesse terminado.

Olhou para a tela com certa indignação e então se levantou resmungando alguns palavrões, realmente deveria ter algo do tipo consigo e o melhor a se fazer era com certeza dar logo a ela o que a mulher queria. Tinha um apartamento grande e com quartos sobrando, e quartos sobrando trazem grandes bagunças que se acumulam neles aos poucos sem que você nem perceba, como um monstro que se arrasta pela janela enquanto você está preocupado com o que respira embaixo da cama. Henry tinha um bastante específico no qual raramente entrava, trancava-o com uma chave da mesma forma que enfiava suas memórias ruins no canto mais profundo da sua mente. Charlotte o chamava de quarto do pânico, mas Henry o chamava só de quarto mesmo porque era isso que o maldito cômodo era e não devia ter nenhum outro significado além desse.

Acendeu a luz e entrou, a janela estava fechada, mas o único raio de sol que entrava pela fresta da cortina mostrava a poeira bailando no ar. Havia um grande piano coberto, costumava ser da sua mãe e com a morte dela o major acabou herdando porque a irmã não sabia tocá-lo e nem tinha interesse em aprender. Aproximou-se, aquele piano era uma espécie de elo da qual Henry não conseguia se livrar. Cada vez que olhava para as teclas escutava seu padrasto gritando e dizendo que estava fazendo errado, que deveria fazer de novo e de novo até estar perfeito. Mas havia vezes em que se sentava e então o escutava falando sobre sua mãe, sobre a forma como ela amava tocar e tocava tão bem que ele adorava ouvi-la perdendo seu tempo nas teclas cor de creme. Nunca tinha conhecido sua mãe, mas ela parecia ter sido uma boa mulher apesar de tudo, ela não tinha culpa em ter amado mais o jardineiro do que o marido.

Arrancou o tecido que estava sobre o instrumento e deixou os dedos deslizarem sobre a pintura negra, memórias subiram pelo seu braço como um choque e ele rapidamente recolheu o membro. Tinha pesadelos onde tocava as teclas de marfim até que seus dedos se corroessem e perdessem as falanges, mas também tinha sonhos onde sua mãe o tocava, cantando alguma bonita canção de ninar. Já o tinha tentado vender, mas não conseguiu, queria se livrar dele por causa das memórias sobre o Coronel que ele trazia, mas o piano era também a única coisa que ele sabia que sua mãe tinha amado de verdade alguma vez e Henry sempre teve esperanças de encontrar a ternura dela no som. Nunca conseguiu.

Dirigiu-se para a estante de madeira lascada que cobria toda uma parede e procurou entre os títulos antigos encadernados em couro escuro o álbum que sabia que tinha. O havia guardado, mais por impulso do que qualquer outra coisa. Encontrou-o e retirou da estante, era grande e tinha quase tantas páginas quanto um daqueles bons clássicos de estante. Abriu e passou algumas páginas com um longo suspiro, a humanidade tinha aquele estranho costume de eternizar momentos em fotografias como se de alguma forma elas fossem lhe trazer de volta o êxtase do passado. Humanos são egoístas, essa é a mais pura verdade universal, pois não são capazes nem mesmo de deixar as memórias no passado, tentam prendê-las em fotografias na esperança de que nunca acabem. Henry também era egoísta, era o mais humano dos humanos, mas ao invés de fotografias ele colecionava cicatrizes que lhe traziam memórias do passado cada vez que se despia.

Parou em uma página com algumas fotos de casamento, estava com Charlotte e fazia uma careta feia enquanto ela sorria graciosamente. Ela sempre foi bonita na verdade e se esforçava para continuar assim mesmo hoje, com cirurgias e cosméticos que Henry achava desnecessários. Charlotte não era uma criança quando Henry nasceu, ela já tinha dez anos, e embora naquela época isso não tivesse se mostrado agora os trinta e seis anos irritavam-na profundamente. O major não considerava essa idade o fim da juventude, com trinta e seis anos ainda era possível se apaixonar e casar de novo, mas depois que ela se divorciou do segundo marido três anos atrás ela se recusava a ter outro relacionamento estável. Era uma mulher bonita, tinha os traços do Coronel e cabelos escuros da mãe. Os olhos eram os mesmos que os dele, quando Henry olhava fixamente naquele castanho por tempo demais acabava sentindo um calafrio pela espinha.

Às vezes Henry tinha certeza de que ela só havia nascido para tornar sua vida um inferno, mas a mulher tinha seus próprios demônios. Lembrava-se de quando eram crianças, ela nutria uma admiração tão grande pelo pai e fazia de tudo para agradá-lo, até mesmo o que não gostava. Ela odiava balé, dizia que machucava seus pés, mas fez aulas durante anos porque ouviu o Coronel dizendo que era algo clássico e bonito. Charlotte sorria em todas as fotos, mas Henry via a amargura em seus olhos e quando olhava para o semblante fingido dela se lembrava da menina correndo atrás do Coronel enquanto ele andava sem lhe dar atenção. Se Henry tinha sofrido com atenção demais, sua irmã tinha sofrido com atenção de menos.

O Coronel aparecia nas fotos seguintes, trajado rigidamente como sempre e com uma expressão cheia de imponência, era assim que o homem era em público. Um exemplo de sucesso, um pobre viúvo traído, um filantropo que participava de grandes festas de caridade. Um monstro. Bufou, apesar de tudo ele nunca perdia aquela expressão séria, nunca sorria e nunca mostrava algo que não fosse desdém. Eles nem sempre haviam se odiado, em algum momento do passado Henry o estimou. O Coronel amava sua esposa apesar de tudo, podia não tê-lo feito quando se casaram, mas de alguma forma realmente a amava e nos primeiros anos depois do seu nascimento sofreu com a morte e a traição dela. Henry se lembrava dele andando pelos corredores da mansão como um fantasma durante as noites, sofrendo com insônia. Também bebia muito e quando bebia chorava, chorava como uma criança. Quando Henry tinha dez anos ele acordou durante a noite com o barulho do velho derrubando um vaso no chão. Levantou-se imediatamente e procurou por ele, estava em um grande salão cujas janelas davam para um jardim que o inverno havia matado. As longas cortinas brancas balançavam deixando entrar ventos frios e flocos de neve que se acumulavam com pulinhos no piso de mármore.

O salão abrigava única e exclusivamente o piano, o Coronel estava sentado no chão ao lado de um vaso quebrado e uma mesinha de madeira, segurava em uma das mãos uma garrafa de bebida e fitava o piano com os olhos carregados de lágrimas. Nem sempre foi um monstro. Henry correu até ele e perguntou porque estava triste, mas o velho não respondeu, então o garoto correu até o piano e apertou as teclas aleatoriamente produzindo sons feios e sem melodia. “Você gostava quando ela tocava, não é?”, disse e tocou mais uma vez o marfim, “Por favor, não fique triste, eu posso tocar para você”. Foi a primeira e a única vez que o viu sorrir e não havia nada de ruim naquele sorriso, eram só os sentimentos de um homem melancólico e completamente bêbado. Fez lições de piano e aprendeu a tocar, mas nunca foi o suficiente para ele, nunca foi como sua mãe tocava.

– Como ela tocava. – repetiu para si mesmo e mudou algumas páginas sem olhar para as fotografias adequadamente.

O Coronel não sentia por Henry ódio propriamente dito. Ele era obcecado com sua mãe, via nele a mulher que havia perdido, queria que Henry a substituísse de qualquer forma por ter sido ele quem a supostamente havia matado. E Henry se parecia com ela, tinha seus olhos, suas feições, seus cabelos. Porém, não era ela, não importava o quanto o Coronel tivesse insistido e se jogado nessa sua loucura, Henry era uma pessoa completamente diferente da mulher que havia se casado com ele, embora só fosse quem era por causa do que havia passado.

Henry era uma criança doce como qualquer outra, o que havia corrompido sua personalidade fora aquele homem. Provavelmente seria alguém completamente diferente, talvez tivesse uma mulher e filhos, talvez morasse na mesma mansão em que havia crescido e usasse ternos como os do seu avô materno. Era parecido com o Coronel, era inegavelmente como ele, mesmo não sendo seu filho legítimo conseguiu herdar dele parte da sua personalidade, da raiva que ele tinha de tudo e de todos, o senso inabalável de superioridade, o hábito de machucar e ofender as pessoas. Isso tudo pertencia a ele. Às vezes imaginava se era isso o que queria com tudo isso, transformá-lo em um monstro como ele, talvez se o Coronel o visse hoje sorrisse de novo e exclamasse o quanto eram parecidos agora.

Fechou o álbum, logo depois que o Coronel foi preso pode-se dizer que Henry ficou deveras melancólico, as pessoas ao seu redor se dividiram em duas: as que o evitavam com pena e as que fingiam se importar e davam-lhe tapinhas nas costas. Henry não queria sua piedade, percebeu que se tratasse todos com o mesmo rancor que o Coronel logo ganharia o ódio e o respeito de todos. Deu certo não foi? Tinha sido promovido para major. Logo seria um coronel. Levantou-se e caminhou para fora do quarto, a ideia o repugnava, a ideia de que podia ter se tornado tão parecido com o homem que odiava que mal percebia isso em si mesmo.

Bom, na verdade, apesar de se parecerem tanto, havia uma diferença crucial entre os dois: o Coronel estava preso. Henry sorriu consigo mesmo, no fim das contas era uma forma melhorada do Coronel, talvez uma forma quebrada por dentro, mas estava trabalhando para juntar os pedacinhos do seu coração e uma vez que Arthur o ajudasse a colá-lo por inteiro talvez Henry finalmente percebesse que a diferença crucial entre os dois era a de que o major conseguia amar de verdade enquanto a única coisa que o Coronel sentia de verdade era uma obsessão doentia.

Notas finais
Sim, e é isso. Caso alguma dúvida ainda exista, o ask tá aí pra isso. Aliás, eu pretendo escrever outro bônus logo usando o gancho criado no primeiro parágrafo. O piercing, sim. -Q VÁRIOS BEIJO. ATÉ A PRÓXIMA PESSOAL. *risada esquisita e sem sentido*