Notas iniciais
Olá de novo pessoal! Como prometido, eu programei para sábado a postagem dessa fic. A sorte de vocês é que eu tirei uma semana das minhas férias para escrever quantos capítulos desse. A inspiração estava em alta esses dias. Dica: Pensem na Elesis do Grand Chase 1 ou se quiserem, na classe Gladiadora. Bjos~ Mapa do colégio: https://aokiriday.deviantart.com/art/Planta3-JPEG-610166999

Era noite. Na tentativa de chegar no dormitório sem ser vista por ninguém, ela demorou muito mais do que o esperado.

A televisão estava ligada, mas a voz de Arme vinha da cozinha. E para sua má sorte, ela parecia ter levado alguma amiga.

Esgueirou-se pelo corredor e entrou em seu quarto, rezando para Lire não estar lá. Não estava. Só então pode suspirar de alívio.

— Valeu, Mundo!

A ruiva trocou de roupa e utilizou uma penteadeira que Lire tinha, o que era bem esquisito, afinal, quem em sã consciência levaria uma penteadeira para a escola? Tinha o banheiro, ué.

— Não vamos reclamar, porque agora está sendo bem útil.

Elesis desprendeu o cabelo, vendo o estrago feito. No vestiário do ginásio ela mal teve coragem para olhar, então só juntou tudo e prendeu, tentando disfarçar.

— Filhas da puta. — rangeu os dentes, tentando separar as mechas ainda meio úmidas. Vários fios caíam no chão. Pensou que pelo menos não tinham cortado seu cabelo pela metade.

— Eli! — chamou Arme do lado de fora.

— Oi Arme, espera aí.

— Quando puder vem aqui cumprimentar uma pessoa!

— Tá!

Elesis achou uma tesoura de cabelo guardada na gaveta da colega de quarto e começou o trabalho. Não era algo bonito de admitir, mas ela tinha passado por situações parecidas antes na escola anterior.

“É incrível como as pessoas conseguem ser infantis”.

Terminado, ela confirmou que não tinha ficado tão ruim. Ela sempre adotava o estilo “repicado selvagem” quando algo assim acontecia e nela até que ficava muito bem.

— É como dizem. Gente bonita pode estar vestindo trapo que vai continuar bonita.

Depois de limpar tudo Elesis foi para a sala, sentando-se esparramada.

— Tô’ cansadona.

Arme colocou a cabeça na porta e sorriu largamente.

— YAYYY! Você tá tão demais!

Arme vestia um short preto e uma blusinha branca. Ela estava usando óculos.

— Mas por que você trocou o penteado de novo?

Elesis deu um meio sorriso.

— Eu estou tentando encontrar um estilo que me agrade de verdade.

—Ah tá. Então, a pessoa que você tem que conhecer. — Arme disse, indo na cozinha de novo e trazendo uma desconhecida. — Anda logo, não seja tímida.

Elesis piscou, tentando reconhecê-la. Tinha estatura mediana, cabelos curtos, olhos heterocromáticos e estava com os óculos que Arme estava usando antes.

— Mari Ming Onette. — disse a garota, muito inexpressiva.

— Uah! Parece uma boneca! — Elesis exclamou sem pensar.

Arme lhe deu um tapa.

— Mals, meu nome é Elesis Elsteiner.

A de óculos assentiu com a cabeça e olhou para Arme.

— O bolo está queimando.

Enquanto Arme corria para salvar o bolo, Mari se assentava também e puxava um livro de cima da mesa de centro, ignorando Elesis.

— A Mari divide o quarto com a Rey. Ela nunca está aqui porque está sempre nos laboratórios trabalhando em algo. — Arme explicou, trazendo o bolo.

A ruiva serviu-se com um pedaço.

— Delícia, bolo de fubá. Então, Mari, está na faculdade?

A azulada negou.

— Eu estou no terceiro ano, mas me interesso por mecânica e inteligência artificial, além de outras coisas relacionadas à tecnologia. O conselho escolar permitiu que eu realizasse alguns projetos com um professor.

— Ah, você é inteligente então! — Elesis comentou com a boca cheia de bolo.

Arme mexeu nos canais e parou num programa de culinária.

— Arme... Quero ver zumbis. — disse Mari.

— Só por que esse programa tem reprise.

— Mas você tem uma aparência bem... Incomum, não é? — continuou Elesis, interessada nos olhos da recém-conhecida.

— Você não precisa se conter em perguntar se eu sou estrangeira. Eu vim de Calnat para estudar aqui.

A ruiva quase engasgou.

— Não é a capital de Arquimídia? Aquela suuuuper tecnólogica? Aparece na televisão vocês andando de skates voadores!

Arme riu:

— Eu também estranhei isso.

— É verdade que lá a tecnologia está dezenas de vezes mais avançada do que aqui, mas eu estou interessada na origem desse avanço. Quero entender que tipo de tecnologia vocês desenvolvem aqui. É realmente curioso. — Mari respondeu, cheia de compostura, mas definitivamente interessada.

— Não esperava que tivessem estudantes estrangeiros por aqui. — Elesis murmurou, voltando a prestar atenção na série. — Uhh, olha a cabeça dele voou!

— Era mais fácil para mim porque eu tenho um primo que estuda aqui também, mas eu não o suporto. É sem dúvida um dilema estudar aqui. — Mari disse, em seguida comendo o bolo.

— Ele não parece tão insuportável assim. — Arme comentou, com ar de quem estava se lembrando de algo.

— Mas quem é esse cara? — perguntou a ruiva, não muito interessada.

— O nome do meu primo é Zero.

— Uhm... Quando minha família mudou para cá, o vizinho foi nos levar um presente de boas vindas. Ele se chamava Zero e parecia ser um estudante. — Elesis disse de boca cheia.

— Tinha cabelo longo?

— É.

— Ah.

As duas se olharam.

— Então somos vizinhas?

— É.

XXX

Ryan abriu os braços, animado, gritando:

— Olha quem chegou!

— Oi Ryan.

O rapaz foi entrando e foi cercado pelos amigos. Zero. Ele estava no terceiro ano, era alto, extremamente musculoso e tinha uma mania horrível de usar óculos escuros. Além de tudo, tinha o cabelo longo, acinzentado e naturalmente espetado.

De aparência não parecia nada com Mari, mas a personalidade era do tipo quieta, igual a dela.

— Já sei: não veio para o colégio porque ficou jogando CS a semana inteira! Mito! — exclamou Ryan.

— Uhm. Mais ou menos isso. — Zero respondeu, meio sério, cumprimentando Dio, que estava muito entretido com um drama coreano, e depois Sieghart, que estava fingindo dormir com uma venda engraçada de One Punch Man.

— Cadê o Jin? — indagou o acinzentado.

— Eu estou aqui porque aquele babacão trancou a porta. Não sei o que aconteceu, mas acho que ele foi dormir, ou sei lá. — Sieghart respondeu, parecendo muito irritado com aquilo.

De repente a porta do quarto abriu.

— Eu sou um babaca mesmo! Seu insensível! — Jin gritou, os olhos inchados.

— Cê’ tá chorando, Jin? — Dio perguntou, parando o vídeo.

— Eu tô’! Algum problema?! — respondeu o ruivo grossamente, não conseguindo conter as emoções.

— Conta o que aconteceu, Jin. — Dio guardou o celular, mas Sieghart se levantou de supetão.

— Mano, vai chorar no quarto! Eu durmo aqui mesmo.

Jin mandou-lhe o dedo do meio e voltou para o quarto.

— Porra, Sieghart, como você é egoísta. — Dio disse, balançando a cabeça, muito paciente.

— É drama. Homem não chora.

— Mano, deixa de ser babaca. Você é quem está sendo babaca.

Zero aproveitou para ir para o quarto e Ryan o seguiu para mostrar o novo jogo que os rapazes compraram para o PS4.

— O casal vai começar a briga. — murmurou Ryan, rindo, e fechando a porta do quarto, deixando Sieghart e Dio sozinhos.

— Você está todo chato, mas estava todo emocional quando entrou por aquela porta. O que deu em você, Sieg? — Dio indagou, cruzando os braços e as pernas abertas.

— É por isso que eles zoam a gente e falam que nós somos os pais dessa família. Você age como uma mãe! — Sieghart retrucou, tentando fugir do assunto.

— Não foge do assunto. Você estava parecendo um tomate hoje, chegou todo calado, me ignorou quando perguntei e daí você se enfiou no chuveiro. Como foi a punheta que você bateu hein? Tenho certeza que ela valeu os 10 reais de água que você gastou!

O moreno se virou de lado, não encarando Dio.

— Ei! Deu pra ouvir seus gemidos daqui, sabia? O cara do quarto do lado me mandou um áudio-

—AHH! Cala a boca! Não aconteceu nada!

Dio colocou o áudio para tocar.

— Porra, Dio! — Sieghart xingou, tirando o celular da mão do mais novo. — Você não tem limites. Olha, eu fui na piscina onde o time de natação treina porque eu sabia que o Lass fazia parte como assistente. Daí a ruivinha estava lá.

— Aham. Você está quase virando íntimo dela, percebeu?

— Não!

— Você viu ela de biquíni né?

— Não!

— Não é o que a sua cara diz. — Dio gargalhou, abraçando o amigo com um braço. — Mas faz tempo né?

Sieghart estava levemente constrangido. Não gostava disso, não gostava que Dio fosse tão insistente e fosse tão companheiro. Era estranho.

— O que faz tempo? — indagou o moreno.

— Que você gosta de alguém.

— Não faz tanto tempo.

— Idiota, claro que faz. Um ano é muita coisa sabe?

Sieghart baixou o olhar. Aquelas lembranças ele não queria recordar nunca mais.

— A questão é que eu não gosto dela.

O rapaz de cabelos roxos balançou a cabeça enquanto Sieghart se levantava para sair do local.

— Você deveria ser mais flexível, Sieg.

— Experimenta trocar de lugar comigo então para ver se eu deveria. — acusou o moreno, já começando a se irritar com o rumo da conversa.

— Cara, eu pensei que você tivesse passado por um tratamento-

— Que tal você parar de fingir ser meu amigo, Dio? Eu já namorei a Rey. Não finge que se importa comigo.

O moreno colocou as mãos nos bolsos e saiu do apartamento, com a mente a mil.

Dio ficou sentado, sentindo que finalmente Sieghart tinha explodido.

— Dio? — Ryan abriu a porta, vendo que o moreno já tinha ido. — Cara, o que acabou de acontecer?

— Aconteceu o que tinha que acontecer. Você sabe.

— É. Eu sei. Mas, tipo... Você tá legal? Ele foi mais duro do que eu pensei.

Ryan sentou-se ao lado do colega.

— Foi bom ele falar essas coisas. Desde que ele voltou para o colégio ele finge que nada aconteceu, mas a gente sabe que ele sumiu por um ano inteiro! A gente sabe o que aconteceu que deixou ele pirado. — disse Dio.

— Verdade. É a primeira vez que ele fica puto assim.

— Ele estava feliz demais. Ninguém consegue ser assim 24 horas por dia.

— Mas ele não disse o que deixou ele fora de controle assim, disse? — Ryan indagou, com uma face preocupada.

— Você ouviu. É a Elesis. Acho que ele não consegue distinguir, mas para mim ele gosta dela.

O ruivo sorriu, encostando-se no sofá, com cara nostálgica.

— É engraçado o que uma pessoa que a gente gosta faz com a nossa cabeça.

— Mano... Não é o que a pessoa faz com a gente. É o que a gente faz com a própria cabeça. — Dio disse sereno, batendo no ombro do mais velho.

Ryan ficou uns segundos pensando e depois começou a chorar.

— Que lindo, mãe!

— Vai se fuder.

XXX

No dia seguinte, Elesis arrumou uma mochila com as coisas mais necessárias e foi para a portaria do campus, acompanhando Arme e Mari. Lire tinha ido embora na noite anterior e Rey disse que ia para a casa dos pais de Dio aquele final de semana, então foi se encontrar com ele. Amy tinha ido embora sem ver ninguém, somente deixando um bilhete na geladeira.

— Ainda bem que nós todas precisamos pegar ônibus. — Arme disse animada. — Ia me sentir sozinha se eu fosse a única.

— Mas você vai pegar o ônibus interurbano. Só vamos te acompanhar até a rodoviária mesmo. — Mari a cortou.

— Credo, como você é insensível, Mari! Eli!

— Não me olha assim, a Mari tem razão.

Despediram-se quando o ônibus para Serdin chegou e ficaram as duas somente. O ônibus para o centro da cidade estava chegando quando o primo de Mari apareceu.

— Oi prima.

— Oi.

Zero olhou para Elesis e por trás dos óculos não dava para ver a expressão, mas ela viu as sobrancelhas e o movimento dos lábios.

— Você mora do lado de casa. É Elsteiner, não é?

Elesis assentiu e estendeu a mão, a qual ele apertou de volta. Zero a segurou mais tempo do que o necessário, causando um clima estranho.

— Desculpe.

— Tudo bem. Você vai voltar no mesmo ônibus com a gente, então, primo da Mari?

— É Zero.

— Uhm. Okay. Zero.

— Sim, eu vou pegar o ônibus.

Depois disso, Elesis imaginou que tinha cometido um erro enorme em aceitar acompanhar a garota cientista. Os dois eram muito estranhos! Elesis tinha a impressão que o primo ficou encarando ela o tempo inteiro.

Quando desceram no bairro, ela quase suspirou de felicidade.

— Elesis! — chamou uma voz infantil e pentelha.

A ruiva virou para receber o irmão mais novo, quem veio voando como um foguete. Eles se abraçaram muito fraternalmente, mas aí Elesis ficou brava.

— Por que você está andando sozinho por aí, seu retardado?! Você é doido?

Ela bateu na cabeça dele umas duas vezes enquanto ele se protegia, rindo.

— Ai cala a boca. Eu tenho 14 anos, Elesis, não sou criança.

— Vai brincando. Um rim de 14 anos ou um de 60, ninguém liga, é um rim.

— Para de ser uma velha e vamos logo para casa. Quem são seus amigos?

O garoto ruivo, todo prepotente, já assumiu a liderança e estendeu a mão para Mari.

— Eu sou o irmão da Elesis. Meu nome é Elsword, mas me chame de Els.

— Posso te chamar de fofinho? — Mari perguntou, de um jeito sério que soou engraçado.

Elesis e Zero riram baixo.

Diferente de Elesis, Elsword dificilmente se constrangia.

— Não. Eu sou um homem. Me chame de qualquer coisa máscula que pensar. Tipo: fortão.

— Não. Els está ótimo. — Mari balançou a mão. — Eu sou Mari e esse é meu primo Zero. Somos seus vizinhos.

—Ahn.

Elsword analisou Zero uns segundos e os dois trocaram um aperto de mãos. Um choque passou pelos dois.

— Você é prata. — Elsword disse, apertando os olhos, como se tivesse descoberto tudo.

— Espadagrande226. Da guilda de ouro! — Zero disse, fazendo Mari fazer uma cara estranha. Ela não estava acostumada a ouvi-lo falar algo que durava mais de 2 segundos;

— Você é perspicaz meu jovem. Hahaha! — Elsword riu, soltando as mãos. — Você deduziu o meu usuário pelo número na minha blusa, não é?

Elesis e Mari foram em frente, vendo que os dois tinham entrado em outro mundo. O grupo seguiu caminho até chegar numa rua com casas de dois andares muito parecidas, de cercas bem baixas e um quintal espaçoso.

— Tchau gente!

Elesis e Elsword entraram na casa, sentindo-se finalmente a sós.

— O papai está no trabalho e vai chegar muito tarde. Ele disse que se quisermos, podemos pedir comida hoje. — comemorou o garoto, apontando o dinheiro em cima da mesa.

— Tudo bem. Vamos no mercado hoje, Elsword? Eu quero fazer uns doces.

— Beleza. Você já viu essa série? Eu assisti 2 episódios e você tem que assistir! — Elsword apontou a tela da televisão com o aplicativo de filmes aberto.

Elesis riu para o irmão. Tudo era tão natural com ele.

— Sim, vamos passar a noite inteira vendo série e comendo porcaria!

E realmente, os dois passaram o sábado tranquilamente. Elsword ajudou a irmã a fazer beijinhos e a assar pães. A noite eles pediram yakissoba e ficaram na frente da televisão vendo diversos programas.

Chegou uma hora que Elesis perguntou da escola.

— É igual. — Elsword falou, não muito animado.

— Igual era para mim? — Elesis murmurou, sabendo que era muito provável que o irmão tivesse arranjado problemas também. Ele era muito mais imprudente que ela.

— Sim. Mas tem uma coisa que é melhor.

Elesis o olhou pelo canto do olho. O irmão tinha ficado meio vermelho.

— Uhm, alguém aqui está apaixonado. — Elesis sussurrou, rindo baixo.

Elsword virou para ela, fingindo não estar abalado.

— Você não pode falar nada.

— Eu não gosto de ninguém, Els.

O ruivinho girou os olhos.

— Então porque você não está reclamando de tudo sem parar como sempre? Semana passada você só faltou quebrar a casa toda.

Ela avermelhou, xingando o universo por Elsword estar ficando mais perspicaz ao passo que crescia.

— Eu só gostei de estudar aqui porque tem pessoas que são exceção. Mas as coisas me irritam igual.

Elsword apontou-lhe o dedo.

— Ahaaam. Me engana que eu gosto. Você guardou um pote de doce para levar para a escola. Você está amando. — ele disse fazendo um biquinho.

Elesis fechou a cara e bateu no irmão com o travesseiro. O menino disparou na gargalhada, devolvendo o golpe com uma almofada.

— Seu espertinho! Cuida da sua vida! Esse doce não é pra alguém que gosto!

— Tá bom! É pro seu namorado!

— Eu não tenho namorado. Eu não gosto de ninguém!

— Você tá toda sorridente desde que chegou aqui. Você não sorri pra nada.

Elesis continuou na discussão com o irmão e claro que ela não deu o braço a torcer.

A noite foi adentrando e Elsword não conseguiu ficar acordado até o pai chegar, então Elesis o cobriu no sofá e arrumou um colchão na sala para ela.

Quando deitou, Elsword a chamou, meio sonolento.

— Você cortou o cabelo né?

— Sim.

— Você gostava do seu cabelo longo, né.

Elesis apertou a coberta, sentindo o coração apertar. Elsword estava quase dormindo.

— Mas eu gosto dele assim também. Você parece mais bonita.

Elesis sentiu a mão pequena do irmão e a segurou.

— Boa noite, Els.

— Boa noite pra você também.

Elesis o viu meio no escuro fingindo dormir. Ela escondeu o rosto embaixo da coberta, sabendo que o irmão estava ouvindo ela chorar.

Continua

Notas finais
Yo! Gente, quero me bater... Quase chorei enquanto escrevia essa cena. Sei lá, tava meio emocional e queria mostrar como a Elesis é demais e como o Elsword é genial. Os dois são muito parceiros e se amam demais, eu desejo um amor fraternal assim para todos os irmãos do mundo, porque é uma coisa muito valiosa pra mim, mais do que amor maternal. Só que, claro, isso é como funciona para mim. Já viram a treta com o Dio e o Sieghart né? Pois é, eu arrepiei escrevendo. Na versão original os 2 são amigos e não tem nenhum problema, mas eu pensei: poxa, o Sieg namorou a Rey e o Dio gostava dela. Caramba, não tem como os 2 serem amigos do nada. Vou problematizar. Pois é.