Da Infância à Adolescência

11 Capítulo XI. O Sapo a Gralha e o Ieti IV


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários anterioress!!! Beijo, gente~ Gentemm, esse é mais um dos capítulos que consegui escrever na minha semana de férias. O capítulo anterior foi curto porque ele funciona meio que filler, sabe? Tava um clima bem pesado e vai continuar pesado, então eu precisei cortar um pouco, além de mostrar que os dias tão passando na história (mas não se apeguem ao tempo, porque eu me perco demais nisso). Desejo uma boa leitura a todos!

— Então você acabou nem vendo seu pai? — perguntou Lire, guardando alguns livros na prateleira da sala.

Elesis a fitou, se perguntando como uma menina de 16 anos conseguia ler czari tão facilmente. Era uma língua muito antiga.

— Ele tem um trabalho difícil. Mas acho que quando eu era mais nova ele estava bem mais presente, por isso fico com pena do meu irmão.

A porta do apartamento abriu e entrou as moradoras faltantes. Rey abriu os braços e deu até uma volta enquanto Mari a ignorava.

— Cheguei. — Rey disse jogando um beijo para as amigas. — E-LE-SIS! Que estilo selvagem garota!

Rey vestia um vestido preto e liso de gola alta sem mangas e seu cabelo ondulado estava preso em um rabo de cavalo. A garota sentou-se ao lado de Elesis, passando um braço por trás.

— Meu final de semana foi maravilhoso. O pai do Dio não podia ficar em casa por causa da empresa, então nós dois tivemos um domingo bem meloso!

— Que ótimo. — Elesis disse com sarcasmo palpável.

— Gente, essa semana vai ter o exame físico. — disse Arme, saindo debaixo de um edredom na outra ponta do sofá. Ela estava ali escondida o tempo todo, o cabelo todo desgrenhado e os olhos inchados.

— E como você vai fazer o exame com essa cara de derrotada, anã? — Rey a acusou, mudando de lugar. — Se você quer impressionar um cara, tem que mostrar que é uma mulher, não se enfiar numa concha e desperdiçar sua juventude.

— Que cara, Rey?! Não tem nenhum cara! — Arme reclamou exaltada. — O exame não envolve nenhum cara, sua louca.

— Está muito enganada queridinha. Depois do exame você vai saber se seu pei-, sua altura aumentou.

— Você ia falar peito! Você com certeza ia falar peito! — Arme estourou, uma veia saltando da testa. Nem parecia a menininha delicada que elas conheciam.

— Calma, baby. — Lire disse muito calma, acariciando a cabeça da amiga.

— Eles medem tudo, é isso? — Elesis indagou.

— É. Somos adolescentes, dã, claro que logo mais os números vão estar em nosso favor. — Rey explicou, fazendo um sinal com as mãos embaixo dos peitos.

— Você tem sorte que eles sempre estiveram ao seu favor. — resmungou Arme.

A mais velha do grupo encarou seriamente a roxinha.

— Arme, o seu crush não vai ligar para isso. Você tem uma arma muito importante: a fofura.

— Eu não quero uma arma desse tipo.

— Quem é o crush? — perguntou Lire, muito confusa com a conversa.

— Não tem crush nenhum. — Arme disse histérica, virando de costas para todas.

— Ela tá de tpm. Para piorar, ela começou a gostar de um cara. — Rey murmurou para a loura. — Acho que é a pior de todas nós quando tá assim.

Já Elesis se distraiu em algum momento da conversa. Ela olhava a televisão, mas seus pensamentos estavam no que tinha acontecido dois dias atrás.

Por que ela tinha a impressão que as coisas não iam ficar por isso mesmo? Sem falar que... Sieghart parecia aparecer em todos os lugares. E toda vez que ele estava perto, coisas ruins aconteciam, justo com ela que queria ficar em paz.

“De qualquer forma, eu preciso tomar cuidado com aquelas malucas. Mesmo se eu tentar dedurar, essa história pode chegar ao meu pai... E as fotos também”.

— Elesis? — chamou Mari, aparecendo no corredor. — Pode vir aqui um minuto?

A ruiva voltou para a realidade, atendendo o chamado da azulada.

— O que foi?

As duas estavam encostadas na porta do quarto de Mari e Rey. O olhar da menina de óculos era intrigado.

— Zero pediu para eu te entregar uma coisa.

— Sério? O quê?

Mari acenou para ela esperar e entrou no quarto. Logo saiu com uma caixa de tamanho médio.

— Ele pediu para eu não abrir e que ele ficaria constrangido se eu visse. Então decidi apenas te entregar, por mais que ele seja insuportável. Se for algo estranho, por favor, me avise. Ele tem manias estranhas.

— Ah, tudo bem. — Elesis respondeu, segurando a caixa. O que raios aquele cara que ela mal conhecia poderia ter lhe dado?

Mari entrou no quarto sem se despedir e Elesis deixou para espiar na caixa mais tarde, quando Lire saiu para tomar um banho. Era uma caixa preta sem detalhe nenhum. Não parecia coisa de alguém interessado nela.

Elesis tirou a fita que prendia a caixa e abriu sem cerimônia. Ela demorou um segundo para assimilar.

— Mas que caralho?!

XXX

No dia seguinte pensaram que a ruiva estava em outro planeta. Nem os puxões de cabelo conseguiram irritá-la. Ela achou mais uma carta no armário, mas ela apenas jogou no lixo sem olhar. No refeitório as amigas perguntavam se ela não ia comer, mas ela só fazia uns sons de descaso.

“Naquela caixa...” Elesis pensava muito assustada.

De longe, Sieghart e Cia acompanhavam discretamente com os olhos. Zero estava com eles e, novamente, Elesis sentia os olhos dele por trás daqueles óculos.

— Sério, era uma coisa estranha que tinha na caixa? — Mari sussurrou no ouvido de Elesis.

— YAH! — a ruiva gritou, se assustando com a colega e chamando a atenção de todos para si. Elesis sentiu o rosto todo esquentando e ela baixou o olhar, ouvindo todos rindo nas outras mesas.

Ela tentou, mas não conseguiu evitar olhar para o moreno de longe. Ele não ria, nem olhava diretamente para ela. Mas ele olhou para ela um momento, fingindo não estar interessado. Ela encheu as bochechas, irritada e constrangida.

“Idiota. Sei que está olhando para mim.”

Mari a cutucou.

— Ei.

— Não, não era nada demais que tinha na caixa, Mari.

— Não é isso. O Zero realmente está olhando muito para você. Ele por acaso se declarou ou algo assim? — a azulada indagou. Ela parecia estar preocupada, do jeito dela.

Elesis entrou em conflito de novo e falou:

— Deu a entender outra coisa, mas meio que foi isso. Pode ficar tranquila, Mari.

— Uhm. Tudo bem. Mas, Elesis, ele tem manias realmente estranhas quando gosta de alguém. Não é por mal, entende?

Elesis fitou a azulada. Para quem dizia odiar o primo, ela estava sendo bem protetora.

— Tudo bem, Mari, eu entendi. Agora pode relaxar.

Só assim para fazer a terceiranista parar de falar, mas Elesis sabia que o olhar de Zero ainda estava em si, persistente.

“Eu tenho que resolver isso”.

Nisso, alguém passando derrubou o copo de Elesis da bandeja, molhando metade do seu sanduíche de peito de peru.

Quando se virou, viu uma detestável dupla e quem tinha derrubado tinha sido a menina ruiva com luzes e olhos violeta. Elesis quase estourou naquele instante. Aquela puta tinha aparecido na hora certa.

— Opa! Desculpinha, Els-alguma coisa. — Queen Harp disse com a boca cheia de ironia, rindo igual uma gralha.

Elesis mordeu o lábio, sentindo que todo mundo estava só esperando ela fazer cena de novo. Mas ela sabia... Elas tinham tirado mais de uma foto e elas podiam vazar a qualquer momento.

“Eu tenho que ser paciente”.

— Não tem problema. Eu não estava com fome.

As duas trocaram sorrisos. Elizabeth Marsh piscou para a amiga e se aproximou de Elesis, estendendo a mão e passando em uma mecha de seu cabelo.

— Seu cabelo está maravilhoso, aliás! — disse a menina de olhos verdes, rindo estranho, fazendo um som que lembrava um sapo. Ela inteira parecia um sapo.

— Tá’ lindo.

— Onde você cortou, fofa?

Elesis jurava que tinha uma veia saltando em alguma parte de seu rosto. As meninas na mesa até mesmo tentaram cortar o assunto, mas a dupla foi insistente.

— Cortei sozinha.

— Mas tipo, estava bom antes. Você tem baixa autoestima? — indagou a sapa.

—Está meio repicado demais, né? Você usou a tesoura certa? Hahaha! — Harp continuou, se empolgando com a brincadeira.

Rey se levantou naquele momento.

— Vadia não tem melhor coisa para fazer mesmo né? Podem sumir ou eu mesma vou dar uma surra em vocês. — a morena avisou, olhando muito sério para as duas.

Elas se calaram por um segundo. Harp deu de ombros e puxou a Marsh consigo, indo para a mesa mais afastada onde elas ficaram a sós, rindo.

— Elesis, você tá legal? — perguntou Lire, meio assustada com a agressividade daquelas duas.

A ruiva não estava bem. Se ela falasse ela poderia acabar pulando no pescoço de alguém. A humilhação era o pior de tudo.

Arme ia abrir a boca para falar, quando alguém se sentou na mesa, meio silenciosa.

— Amy?

Rey arqueou as sobrancelhas, chocada. Elesis levantou os olhos para a rosada, imaginando que a menina ia estar toda... rosa. Mas ela não estava.

— Oi gatas. — ela disse bem borocoxô.

— Menina, você tá de óculos por quê? — Rey indagou. — E nem são seus óculos rosa.

— Ué. Uma diva tem que ser perfeita até na tristeza. — Amy explicou, com a voz meio estranha. — Mas foi necessário.

— O que aconteceu? — Lire perguntou.

Amy suspirou, mas quando ia contar, Jin apareceu no refeitório e assim que a viu, ele meio que não conseguiu esconder seu constrangimento. A rosada fechou a boca e virou para Arme, murmurando:

— Gente, finjam estar falando sobre alguma coisa, qualquer coisa.

As meninas se entreolharam, já entendendo porque a popstar não tinha dado as caras desde uns dias atrás.

Jin as ignorou e foi se sentar ao lado de Dio. Nisso, Arme cutucou a rosada.

— Meu Deus, Amy, o que houve com vocês?

Amy balançou a mão, não querendo falar.

— Vamos deixar isso para depois do exame, ok? Assuntos para ficar entre quatro paredes.

Elesis suspirou, sentindo que o clima estava pesando demais. Ela queria liberar um pouco o estresse evitando ficar no mesmo ambiente das duas valentonas e de Sieghart também.

— Vou ao banheiro. — disse, se levantando prontamente, ignorando a comida. Lire ainda se ofereceu para ir junto, mas a ruiva negou, sendo sincera. — Eu quero ficar um pouco sozinha agora.

Ela sentiu os olhares das pessoas enquanto saía. Sério, o que ela tinha de tão interessante? Passando pela mesa dele, trocaram olhares outra vez.

“Maravilha”. Ela estalou a língua em irritação, ficando vermelha. Claro que sua mente a trairia. A última vez que se viram havia sido na piscina, ele sem camisa e ela de biquíni.

Atravessando a porta do refeitório, finalmente se viu sozinha. O som das vozes dentro do refeitório saía abafado, o que a agradava um pouco. Sem perceber ela ficou olhando pelo vidro uns segundos, atrapalhando um recém-chegado de passar.

— Oi, Elsteiner.

Elesis virou-se de supetão, quase batendo a mão no rosto de seu próprio capitão.

— Ronan! Desculpa! Oi!

Ele riu após ter desviado do golpe. Ele tinha a expressão gentil como sempre. O que ele era? Um anjo?

— O que está fazendo aqui? Já almoçou?

— Uhm, sim.

— Sei. — ele disse, com um sorriso, mas claramente não acreditando. — Se alimente direito, tá? Os treinos essa semana serão pesados.

Ela confirmou com a cabeça.

— Ah. Você poderia... — ele disse, hesitando. —... Você poderia me passar seu contato?

— Ahn? — indagou a ruiva, assumindo sua posição defensiva usual. — Para quê?

Ronan se endireitou, limpando a garganta.

— Bem. O time tem um grupo de bate-papo junto com outros colégios da cidade. Acho importante você começar a se envolver mais com os colegas e com os adversários da região também.

— Ah sim, eu passo no próximo treino, tudo bem?

— Claro. Ah, e talvez...

Ela piscou, confusa.

— Talvez você queira...

— Oi?

Ronan balançou a cabeça rindo educadamente.

— Depois eu falo. Preciso fazer algo agora. Até depois.

Elesis ficou com cara interrogativa, mas não deu muita atenção, voltando ao corredor e pegando as escadas para usar o banheiro do 2º andar onde ficava sua sala.

XXX

Sieghart sugava o fundo do copo com o canudo, fazendo um som irritante. Dio estava sentado à sua frente e eles não se falavam de jeito nenhum desde a discussão anterior.

Zero fazia barulho comendo pedaços de toucinho e Ryan estava rezando para o clima acabar e para Jin falar logo porque ele não parava de chorar desde a sexta.

— Uhm... Sieg...

— Quê? — resmungou o moreno.

Ryan fez uma concha para falar no ouvido do Rei, que estava bem puto:

— Por favor, pede desculpa logo para o Dio? Faz três dias.

Sieghart mordeu o canudo, quase rosnando.

— Não é só ele. Todo mundo aqui quer saber o que você fez ano passado. — Ryan continuou sussurrando, sério.

— Ryan... — Sieghart disse, já virando para o ruivo.

— Pode deixar, Ryan. Ele não tem que explicar nada. — Dio os interrompeu. Ele não era surdo, afinal.

O de cabelos roxos olhava para o moreno diretamente, ele largou o garfo e cruzou os braços.

— Que bom que entende. — Sieghart retrucou. — Tem uma coisa chamada passado e é justamente isso, para ficar para trás. Ser esquecido.

Dio girou os olhos, fazendo um som de indignação.

— Eu não ligaria pra isso se você não estivesse cagando pela boca. Porque é óbvio que você não esqueceu nada do que houve.

Nessa hora a mesa sentiu um calafrio. Sieghart e Dio estavam prestes a dar uns tapas ali. Até Jin acordou para a vida, impedindo Dio de se levantar.

— Cara. — Jin disse em tom de aviso. — Aqui não é lugar para falar disso.

E ele tinha razão. As pessoas já estavam curiosas demais, vendo que o cara mais popular do colégio ia brigar com um dos próprios amigos.

Sieghart fechou a cara e tentou sossegar, mas os nervos estavam à flor da pele.

— Eu não preciso dos seus conselhos, Dio. Guarda eles para você.

— Mano... Eu não posso ficar quieto quando você tá fazendo merda. Essa é minha função, esqueceu? — Dio murmurou, irritado.

Daí o moreno bateu a mão na mesa, assustando todos.

— Nós. Não. Somos. Mais. Irmãos.

Ryan e Jin se entreolharam. O ar pesadíssimo. Dio arregalou os olhos.

— Como assim? Repete isso!

— Aquele tempo acabou. Nós não somos mais os Corvos de Presas.

Dio ainda ia para falar algo, mas os interromperam. Lass, para ser mais preciso, chegou até a mesa com o olhar assustado, o que era definitivamente incomum.

— Precisamos conversar, Sieghart.

XXX

Por alguns segundos ela não soube o que estava acontecendo, nem onde estava. A luz acima da sua cabeça era fraca e tudo era branco em volta. Depois ouviu umas vozes.

— Ela foi bem sortuda. A queda poderia ter sido muito pior.

— Ah, ela acordou. Ei, Elesis? Consegue me ouvir?

A ruiva piscou os olhos vívidos e se levantou devagar. A lateral direita de seu corpo doía bastante.

— Lass? — ela murmurou, vendo que estava com uma roupa rosa-bebê da enfermaria.

Ele estava de pé, olhando-a com alívio. Lass segurou suas mãos, suspirando.

— Dói algo?

— Ahn... Só do lado aqui, mas não muito. Eu consigo me mover bem.

— Isso é ótimo. E consegue se lembrar do que aconteceu?

Ela se concentrou um pouco. A última coisa que lembrava era de estar subindo as escadas pra usar o banheiro.

— Eu caí?

Lass a encarava apreensivo.

— Sim. Você caiu...

A enfermeira sorriu para Elesis e a fez beber um medicamento para dor. Assim que a mulher a mandou descansar e sair para informar a diretoria, Lass segurou a ruiva mais forte, assustando-a.

— Elesis, tem certeza que não se lembra de nada?

—Eu... Não sei, não me lembro de pisar em falso ou algo assim. Eu estava virando as escadas...

— Alguém tem te atacado ultimamente, não é? Seu armário e sua carteira e as cartas.

Elesis baixou os olhos.

— Aconteceu mais alguma coisa, não é? Se denunciar a pessoa, com tudo isso acontecendo, temos provas suficientes para fazer uma expulsão. Nenhum colégio nessa região vai aceitar um aluno expulso do Colégio Real. — Lass murmurou.

Elesis balançou a cabeça negativamente. O albino estava incrédulo.

— Elesis, tentaram te causar um dano permanente. Isso poderia ter te matado. Você compreende isso? É coisa para chamar a polícia.

Lass a obrigou a olhá-lo nos olhos.

— Você sabe quem é, não sabe?

— Não-

— Não tenta mentir pra mim.

— Não adianta! Vão revelar fotos constrangedoras sobre mim. — ela sussurrou, a face vermelha. — Eu já passei por isso. Eu não quero me envolver em mais problemas! Se eu for transferida de novo, não vou conseguir olhar pra minha família...

Lass calou-se, vendo o desespero da ruiva.

— Não precisa me dizer, então. Mas me diga: por que estão te perseguindo nesse nível? Isso não pode ser simples “ranço”. — disse o rapaz.

Elesis coçou o cabelo deitando. Era por causa dele... Ela realmente não queria pensar nisso dessa forma, mas pensando bem, não tinha outro motivo.

— É por causa do Sieghart, do 3º ano. São umas pessoas doidas... Juro que nunca vi isso antes. — Elesis disse, fechando os olhos.

Aquilo era informação suficiente. Lass se levantou.

— Suas amigas vão ficar te fazendo companhia. Eu vou atrás disso, pessoalmente.

Elesis tentou segurá-lo, mas o albino saiu muito rápido, como um ninja.

“Merda... Merda!” Elesis fechou a mão sobre a testa. Ela estava ferrada!

— Elesis! — Amy gritou, entrando primeiro e se jogando em cima dela.

Arme foi a próxima, agarrando-a na barriga e Lire em seu pescoço. Rey ficou de braços cruzados.

— Desgraçada, como você faz isso com o meu coração?! — Rey xingou, abraçando-a.

Elesis ficou sem jeito com os olhares de preocupação. Amy até tirou os óculos – e estava péssima.

— Eu caí. Mas estou bem, juro.

— Tá nada! Precisa de repouso, louca. — Amy retrucou, apertando a bochecha da ruiva.

— A sorte sua é que você vai fazer o exame apenas quando melhorar. — Lire disse, sorrindo.

Elesis riu baixo, sentindo doer perto das costelas. Naquele momento ela não deveria, mas ficou extremamente feliz.

— Obrigado, meninas.

Continua

Notas finais
É isso HAH! Beijo para vocês, mandem comentários se puderem e até o próximo (que não está escrito, infelizmente. Talvez demore de novo para postagem galera kk) Flw o/!