D Rudra
9 Xeque
Notas iniciais
Belphegor
–Vamos lá, se você não atirar, eu mesmo te jogo lá e atiro em você.
Mary franziu o cenho, e por um segundo prestou mais atenção nos olhos de Belph: Morto. Ela atirou, e então uma fumaça negra se erguia diante de seus olhos.
Como vai moça bonita?
–Ok, quem era para você ser e onde esta meu amigo? – Foi se encontrar com seus semelhantes. Venha ó bela senhorita, te mostrarei a saída daqui, se me seguir.
A estranha fumaça se tornou densa, e formava um vórtex em frente aos olhos de Mary. Não só a fumaça estava densa, mas o clima do lugar (tirando o fato de que era o inferno), e uma figura com a cabeça de um chacal se forma em sua frente. Anúbis.
–Argh... Senhor... Cachorrinho? Você é o famoso quem mesmo?
–Anúbis, ou o famoso que irá guiar a sua alma daqui em diante.
–Não sou uma alma. Isso aqui é um corpo – Diz ela apertando o braço.
–No caso... – Ele estende o braço em direção ao rio, fazendo um símbolo egípcio com a mão, e “Anhk” brilha no rio, o símbolo da vida. E o corpo inerte de Belph levanta de uma água borbulhante, sua pele brilhava em um tom com pigmentos vermelhos, um brilho de ouro.
–Vamos ao teste...
–MAUSHUAHUHAUSAUS, SÓ ISSO ANÚBIS? – Belphegor flutua lentamente na direção do Deus – Ridículo.
Os profundos olhos do D’Rudra, agora intensos como o de Sparda encaram a face do Chacal. Belphegor o levanta pelo pescoço enquanto Anúbis tenta perfurar seu peito inutilmente.
–Estige, como pode ele, sozinho. Nem mesmo um Deus...
A pele do D’Rudra perde o tom avermelhado, ganhando uma cor próxima a natural, mas pálida.
Anúbis desaparece em uma fumaça cinza e um leve barulho de cães. Não, chacais.
A “dupla dinâmica” cai desmaiada ás margens do Estige. Antes de adormecer, Belph consegue sussurrar:
–Ei, totó, volte aqui. – A escuridão toma o brilho do fogo infernal.
Um homem coberto por uma aura negra se ajoelha em frente aos dois. A mesma vibração que Belph.
Aiden
Cabelos mais curtos, penteados para trás com alguns fios longos sobre o rosto, e os olhos como os de um gato. Não era mais uma cópia do irmão. Ou segundo ele, o irmão não o copiava mais.
–Então, o que tenho para lhe dizer, é que...
–Cale-se! Não ajudarei o filho de Sparda. – A voz era alta, poderosa, mas mesmo assim soava como um sussuro, como o som de serpentes.
–Portanto... – Aiden assume a forma proibida pelos Deuses, o poder de Sparda em uma alma humana. – Ficará guardadinho como uma pequena peça de Xadrez, talvez pequeno peão, Apófis.
O D’Rudra ultrapassa a pele da serpente, e reaparece com uma peça de xadrez nos dedos, um peão. A forma humana retorna.
–Qualquer dia a gente marca pra ir ao shopping! Ha, ha.
A “antiga sala” de Apófis era simplismente quatro paredes, um teto e o solo, todos em vinho sangue e um enorme trono exatamente no centro. Ele se senta.
–Veremos... – Aiden puxa um tabuleiro de xadrez de um pequeno vórtex negro que apareceu a seu lado, e põe mais uma peça, o peão. – Um rei e dois peões. Olha o lado deles! Ha, ha. Um pequeno peão aos pedaçoes e o rei descontrolado. Xeque!
O tabuleiro se queima, e Aiden abre aquele sorriso, como o do pai, antes de assasinar mais um.
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