D Rudra

10 Bang!


Notas iniciais
Revivendo a história direto do inferno, porque né... masuhaus, espero que seja uma boa volta

Belphegor

–Cara, eu bebi de mais denovo?! –Belph se pergunta. Levanta-se da própria cama, ainda desnorteado.

Seu quarto estava exatamente como antes de sair, o mesmo ninho de rato desorganizado, armaduras pra cá, cuecas pra lá, espadas no meio de tudo... Normal.

Descabelado, sem camisa, a calça larga sem o cinto e o sapato desamarrado, assim foi até a rua, já que não encontrou ninguém em sua casa. A vizinhança olhava-o torto.

–Com certeza eu bebi...

Foi caminhando até o Bob’s, mais uma vez pra garantir seu milk shake de morango, e acordar, porque café é para meros mortais. Subiu as escadas, sentindo o doce cheiro da carne sendo preparada, oh doce perdição.

Ouviu uma voz de uma mulher, muito escandalosa pra falar a verdade discutindo com a atendente:

–Quero meu Big Mac! E agora!

–Senhora, você está em um Bob’s, não vendemos isso.

–Isso é o que a dentadura da sua mãe consegue morder, eu quero um Big Mac e aquela coisa ali chamada milk shake. –Ela aponta pra imagem de um de morango.

A atendente, tentando não xingar sua cliente, vai até a maquina, mas logo depois volta.

–Não temos mais milk shake.

Belphegor corre até o lado da moça, e os dois, em coro, gritam e esmurram o balcão.

–O quê!? –Prateleiras foram aos ares.

Belph conseguiu reparar na mulher ao seu lado após a primeira prateleira, ainda cheia, cair no chão. Seu cabelo, castanho claro, um pouquinho abaixo do ombro, lisos e levemente bagunçados, era magra e tinha aproximadente 1,70 de altura. E que corpo, nossa, quase melhor que milk shake. Seus olhos tinham uma leve tonalidade lilás, que provavelmente estava sendo contida.

–Mary!? Seu cabelo cresceu, que maneiro.

–Ah, olá Hércules. –Ela vira o rosto e grita mais uma vez com a atendente, exigindo o Big Mac.

–Como assim Hércules? Aquele carinha da Disney?

–Aquele carinha que mergulhou no rio Estige, seu idiota. Como se atreveu? –Ela da um tapa no rosto de Belph, pega um refrigerante qualquer que estava em cima da mesa e lança umas notas para a mulher do milk shake ao se retirar.

Belphegor desce lentamente as escadas e tem a mesma sensação de quando a cidade estava infestada. Ele retira a luva de coro e a lança adiante, acertando exatamente no rosto de um ceifador.

–Olha pra cá, babaca. –O misterioso retira a capa negra que o envolvia, e Belphegor percebe que a capa, era um dos ceifadores que se encontravam no chão.

–Vosso Senhor me mandou até aqui.

O homem usava uma calça larga e clara, como as botas, e a camisa que era aberta no meio estava jogada para baixo. Seu rosto era extremamente perfeito, os olhos azuis tão claros como a própria água, e o cabelo loiro preso para trás completava seu look angelical. O semi-demônio não sabia o que os humanos viam ali, pois tinha tantas garotas babando atrás dele, mas com certo receio. Pareciam as fãs dessas Boy bandzinhas, querendo agarrar o ídolo mas sendo contida por uma força maior, que no caso delas era o segurança.

–Hey, Justin Bieber loiro, quer o que aqui?

Em resposta, o Justin se curvou ligeiramente e deixou visível o que estava fazendo, materializando suas asas, tão claras quanto sua pele. Belph, por prevenção, recua um passo e ergue seu braço esquerdo.

–Ei ei ei, calminha ai Edward Cullen! –Quando o alado olhou novamente para frente, lá estava Belph com a mão em direção a sua testa, fazendo uma arminha com a mão. –E é um, é dois, é três e... Bang!

Chamas ao vento. Isso define esse momento, pois o ser alado não estava mais ali a seus pés. Sentiu apenas o vento que as asas do Cullen fizeram, e o acompanhou até ver o Bieber de braços cruzados, rindo, com a asa direita aberta e ninguém mais, ninguém menos que Mary ajoelhada, adormecida na proteção das asas do suposto anjo.

–Bang para você também, verme.

Notas finais
Eeee ai, enferrujei com o tempo ou ainda ta bom? *u* Lembrando dos reviews e tal, aquela história chata de sempre mas é legal pra mim :3