D Rudra
8 Rio
Notas iniciais
–Ei, babacão, e a alma, você deixou para trás?
Belph abre a jaqueta, e mostra o colar alternando entre tons de vermelho, o que mais aparecia era Borgonha, mais conhecida como só ‘vinho’. Ele explicou para Mary a absorção de almas do colar e como ganha poderes através daquilo, e pensou que matando Cérberus, conseguiria alguma coisa, tipo: Lançar chamas sem ser negra, voar, peido ácido, qualquer coisa!
Mas o que ele conseguiu foi escurer o colar por cerca de 7 minutos, até ele ir clareando.
Ambos seguiam fielmente ao corredor, até porque não tinha mesmo outro caminho. Tinha as paredes vermelhas, ou melhor, Borgonha. Rios de sangue escorriam pela parede, e vez ou outra, viam passar uma alma pra cá e para lá, meio que perdida. Pisavam em camadas de ossos, intestinos, fígados, veias, e coisinhas lindas como essas que se habitam no corpo humano.
Estava ficando cada vez mais escuro e apertado, fazendo com que um fosse atrás do outro, e se apoiando nas paredes, para ter noção de onde estavam.
Dor e tortura.
Gemidos são ouvidos a poucos metros de distância, fazendo Mary correr em sua direção, e conseqüentemente, o machão foi atrás.
O corredor ia se alargando aos poucos, até chegarem à margem de um rio. Estige, o rio da imortalidade.
Belphegor lança um osso ao rio, que o transforma em pó.
–Sabichona, é seguro passarmos?
–Experimenta, nosso louvado senhor fodão. – Desafia.
–Desafio aceito, agora segura ai – Ele joga a jaqueta e a camisa em cima dela, e mergulha.
Sabe quando você fica muito tempo em baixo d’água e parece que estão apertando sua cabeça? Agora imagine essa sensação em um rio de sangue queimando mais do que o próprio inferno, da até vontade de dizer: Ei, Lúcifer, esqueceu o calor aqui em baixo, quer que eu te mande por sedex? Frete grátis para clientes antigos, se quiser levar mais um pouquinho ganha um massageador Polishop de graça.
O D’Rudra não via o próprio corpo, somente um brilho Borgonha, quando reaparece em outro luga. E lá está o semi-demônio, semi-nu, semi-salvador ou algo do tipo, sentado numa pilha de órgãos, e na sua frente, Mary.
–Atire em mim! – Exige Belph.
–Hã, mas, é que, como...Pera, pra que?
–Já implantei a alma do auau na arma, pelo menos um tiro isso tem, agora atira!
–Ok. – Concorda.
A moça da alguns passos a diagonal esquerda, bota a arma nos cabelos de Belph, e mordendo os lábios... Vê ele sorrindo.
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