D Rudra
2 Orfanato
Notas iniciais
O quarto estava um clarão imenso, foi quando foi sentida a presença de uma alma, não era bem uma alma, era mais como uma energia pesada, algo extremamente poderoso. Era Sparda. Sparda pegou seus filhos, e conseguiu perfurar o demônio que causou a explosão, e salvar seus pequenos filhos ao mesmo tempo. Mas para onde eles iriam? Se ele os levasse com ele, com certeza perceberiam a presença dos três, e os aniquilariam, e mesmo se Sparda pudesse protegê-los, não teria como suportarem a pressão atmosférica do submundo.
Sparda sabia que o padrasto rejeitaria as crianças, ele estava atrás de Nihn, somente dela. Ele encontrou uma senhora, já idosa, que tomava conta de algumas crianças, digamos que sua casa era quase um orfanato. Ele cuidadosamente deixou as crianças na porta da casa da Senhora Cleary, de modo que ela pudesse ver os garotos na hora exata em que ele sairia. Assim foi feito, Cleary pegou os gêmeos e os levou para dentro, havia poucas crianças, na verdade, eram somente duas garotas e um garoto, todos com cerca de dois anos de idade. Aiden ja estava acordado, e Belphegor, totalmente ferrado no sono!
–Ó meus queridinhos, está na hora de deitarem nas suas caminhas não acham? Os amores da vovozinha têm de acordar cedo amanhã, temos que aproveitar todos os dias que Papai do Céu nos deu, não é mesmo?
As garotas, ambas loiríssimas “falam” em coro, num linguajar próprio dos bebês.
–Boa noite minha bebezinhas. -Responde.
Dias calmos se passam durante anos e anos, até o dia treze, treze de agosto. Todas as crianças do “orfanato da vovó” já tinham arrumado uma família, exceto os gêmeos.
–Mano, vamos ficar mesmo aqui por todo esse tempo? Que merda, cara.
–Relaxa. Temos dezessete! Olhe só no relógio que mamãe nos deixou, é dia treze.
–E o que isso tem a ver?
–Seu idiota, amanhã fazem 18 anos que tua mãe te pariu!
–E você veio de brinde, igual brinquedinho no Kinder Ovo!
Aiden da um soco fraco na cabeça de seu irmão:
–Idiota! Amanhã nós saímos daqui, vamos curtir, fazer o que der na cabeça.
–O que der na cabeça?
Belphegor se levanta e chuta Aiden na lateral da cabeça.
–Foi isso que veio na minha cabeça! Idiota.
Aiden tentava sequencias de chutes, todos muito bem defendidas pelos braços de Belph, que mesmo contendo bem seu irmão, não conseguia uma brecha para contra atacar. No momento que um chute alto veio, o D’Rudra conseguiu agarrar o chute, e impulsionar o irmão para trás, e em uma rápida investida, mirou um soco exatamente na testa.
–Seu presente adianta-
Belphegor havia acertado a parede, a parede em que logo acima estava Aiden, que caiu em meio a risos.
–Você é mesmo muito ingênuo...
Com um pulo seguido de um mortal, a perna de Aiden vinha em encontro com o rosto de Belph, que tinha conseguido afundar a mão na parede.
–Meus queridos, que barulho é esse?
A senhora Cleary já era uma senhora de muita idade, alias, catorze anos com mini demônios em sua casa! Na verdade, quinze.
–Vó Clear!
–Que barulho é esse, meu anjos? Parecem que estão brigando.
–Não vovó, está tudo bem, nós só estávamos, ergh, discutindo.
Belph pisa forte no pé do irmão, e fazendo cara de que nada tinha acontecido disse:
–Só discutindo sobre nosso aniversário amanhã, estamos bem Cleary!
Cleary sorri, e entra em casa, Aiden a acompanha, logo atras Belphegor, ambos queriam que dia catorze chegasse logo, ambos queriam ficar livres.
–Aí Aiden, boa noite mano.
–É amanhã...
O relógio fazia aquele clássico "tic-tac" durante toda a noite, e durante toda a noite, foi a unica coisa que eles ouviram foi aquele barulho, até altas horas da noite.
O relógio parou. O tempo em si parou.
–Argh, meu peito!
Belph tira o seu colar, na verdade arrebenta a corrente e o lança longe. Estava queimando.
–Aiden seu merda, acorda porra!
–Cala a boca, velho, quero dormir.
Belphegor segura o colar do irmão e taca na cabeça dele.
–Vê se acorda agora..
–Que merda cara, isso ta congelando!
–A propósito, feliz aniversário -Belph deseja ao coçar o peito quente.
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