D Rudra

4 Chamas


Notas iniciais
3,2,1 já! Capitulo 4 pra voces o/

–Bom, vou dormir, bateu um sono...

Belph tira suas botas e sua jaqueta, ficando apenas com uma calça de couro. Liga o ventilador, e com um pulo sobe na cama, uma cama redonda de casal. O quarto tinha uma coleção de armaduras samurais presas na parede, e no armário, as espadas e katanas. O primeiro dono daquele lugar não era um cara comum, mas mesmo com toda aquela coleção de espadas, Wahrheit ainda era muito superior.

O colar de Belphegor estava queimando em seu peito, mas não era a mesma sensação de antes, ele não sentia aquela chama magnificente na pele, e sim na alma. Como aquilo já estava se tornando diário, Belphegor domiu tranquilamente, até ouviu um grito, e uma voz bem conhecida:

–Seu viado, está ai?

Belph, com voz de sono responde com outro grito:

–To dormindo, caralho! Sai.

–Não percebeu com quem tu ta falando não?

–Se for alguém do Bob’s cobrando o prejuízo que fiz ontem cai fora. -Logo retruca, sonolento.

–Você fez o que!?

–Aiden!

Só existia uma pessoa no mundo que amasse tanto um milk shake de Ovomaltine como Belph, o seu irmão gêmeo.

Belphegor mal se levanta e vê a casa pegando fogo, a chama negra que seu colar absorveu.

–Fodeu!

Ele pegou todo o dinheiro que podia (pro milk shake), pegou sua roupa, a Wahrheit e saiu rapidamente de casa.

–Finalmente irmão! Bem vindo ao novo mundo.

–Espera ai, o que você fez?

Belphegor todo desajeitado consegue botar sua jaqueta, esconder o dinheiro e prender Wahrheit nas costas. Com um olhar seco, dentes serrados e boca calada, Belph absorve toda a chama da casa, que estava intacta, de cômodo a cômodo.

O semi-demônio consegue conduzir todas as chamas através de seu braço direito, mas estava agindo apenas por instinto.

–Aiden, seu merda!

–Fodeu cara, a bicha ta louca!

Aiden foge utilizando sua própria sombra como um portal para o submundo, deixando seu irmão incendiar tudo o que via.

A legião de semi-mortos que acompanhava Aiden foi desintegrada, ossos voavam para todos os lados, se desintegrando antes mesmo de encostar o chão. Todos os demônios em um raio de um quilometro quadrado foram evaporados pelas incontroláveis chamas de Belphegor. Mas o solo, as casas e até mesmo a parte do Bob’s em que Belph não destruiu estava intacta. O demoniozinho gastou grande parte de sua energia, mas pelo menos descobriu algo novo, algo que nem seu irmão teve a coragem de presenciar. Mas porque aquilo não afetou ao resto, ao que não era “demoniado” digamos assim? E porque nem mesmo Belphegor conseguiu controlar aquilo? Era apenas uma pequena chama, como aquilo se espalhou tanto? De um jeito ou de outro, ele descobriria aquilo, mas por enquanto, só precisaria evitar que acontecesse denovo.

Belph podia observar milhões de almas vermelhas insignificantes flutuando em meio às casas, nenhuma que realmente prestasse.

–Esse filho da puta fugiu. Merda. Hmm... Vou pro Bob’s.

Subindo a escadaria que levava aos balcões, Belph via diversas chamas, de diferentes cores, mas as pessoas passavam, pisavam, derrubavam refrigerante, deixavam cair o milk shake (e ele tinha uma enorme raiva e desgosto de quem fizesse isso) como se nada estivesse ali, no meio do caminho. Eles realmente, não viam.

–Nossa, concertaram a maquina de milk shake! Parabéns! Passa três copos.

–Senhor, a máquina não está funcionando.

–O que!?

–Desculpe-nos pelo transtorno, em breve estaremos funcionando normalmente.

–Falou o site fora de ar, seu merda.

Belphegor vira as costas, desce as escadas e entra em casa, não poderia ter acontecido nada pior do que a máquina de milk shake estar quebrada. Ele decide explorar a casa, ver o que mais tem escondido lá.

–Dinheiro, não. Camisinha usada, não. Eca! Minha cueca, minha cueca de novo, mais uma cueca. Porra, não tem nada nesse armário. Vou ver no outro quarto.

Ele segue pelo corredor, e vê uma porta feita de uma madeira velha. Com medo de demolir aquela porta, Belph puxa a maçaneta bem devagar, e mesmo assim ela quebra. Ele vê uma luz fluorescente passar pelo buraco da maçaneta. Uma luz lilás extremamente forte.

–Não, denovo não! Argh.

O colar do demônio não estava queimando dessa vez. Estava realmente em chamas, as chamas negras de antes. A porta se desfez, a luz se espalhou por todo o segundo andar.

–Merda!

Notas finais
O que será isso? D: Nem eu sei ainda, masuha Nao da pra postar de semana em semana, eu acabo escrevendo antes, entao... Espero que gostem, e nao esqueçam dos reviews *-*