D Rudra
5 Lilás
Notas iniciais
– Se é verdade que nos habituamos à dor, como é que, com o andar dos anos, sofremos cada vez mais?
–QUEM ESTÁ AI?
– Apenas quem terminou sua vida sem sofrimento pode considera-la feliz.
–QUEM É VOCÊ?
– O homem que teme o sofrimento, já esta sofrendo pelo que teme.
–ME RESPONDA!
– A escala dos sofrimentos humanos é infinita.
–O QUE É ISSO?
– O sofrimento mais triste, é aqueles que fingimos estar feliz.
Belphegor segue correndo, passa pelo corredor. A origem daquela luz estava bem ali.
–É só questão de tempo o fim do sofrimento.
Conforme Belph ia se acostumando com a luz, estava começando a ver a silhueta de uma mulher, cujo corpo estava flutuando em meio ao nada.
–O que é você?
Para chegar onde essa estranha estava, era necessário descer uma escada. Mas como pular é mais fácil, assim fez Belph. Aquela luz fluorescente saia dos olhos daquela moça.
–Voce também irá sentir o sofrimento. Aaargh!
O corpo dela caiu, e ficou extendido no chão, mas logo Belphegor o pegou no colo, e voltou para o lado de sua casa que ele conhecia, entrou no quarto e a colocou em sua própria cama.
Sem a iluminação fluorescente, Belph podia ver exatamente como ela era: Tinha aproximadamente um metro e setenta, cabelos castanhos claros, mais ou menos na altura dos ombros. Não se podiam ver seus olhos, estava desacordada. Era magra, esbelta, e muito, muito linda. Por muitos minutos, ele ficou ali, observando seu rosto, era algo angelical!
Como ela não acordava, Belph tirou sua camisa e se deitou também. Precisava descansar, já passava de meia noite, e o dia dele foi... Um pouco agitado.
A noite passou normalmente (não, a bela moça não foi estuprada, Belph não estava agindo por extintos), e cerca de onze da manhã, Belphegor acorda, ela ainda estava dormindo.
–Uhr, oh meu Sparda! Eu dormi do lado dela!
Ele vai para a cozinha, prepara Bacon com ovos, jarras e mais jarras de suco de laranja. Mamãe ensinou que refrigerante durante o café da manhã era proibido. Belphegor terminou seu serviço na cozinha, pôs tudo na mesa e voltou para o quarto, no exato momento em que ela estava levantando. No momento em que ela abriu os olhos, ele abriu um sorriso de uma ponta da orelha até a outra.
–Bom dia, bela adormecida.
–...
–Bom, acho que quem deve explicações aqui é você, mas, eu te salvei lá de baixo. Parecia que você estava realmente sofrendo.
Foi dado algum tipo de sussurro, mas deu pra ser entendido como um “Obrigado”. Sua voz era meiga, gostosa de ouvir. Com toda certeza, ela tinha uma relação com algum deus, anjo, alguma coisa a nível divino.
Belphegor estende sua mão para ela, estava com a luva de couro, tinha medo de incendiar alguma coisa denovo.
–Vamos?
–Obrigado. Sou a Mary.
Ambos tomaram o café da manha calados, e ao acabarem, se dirigiram para fora de casa, e lá estava Aiden.
–Olha irmão, eu saio por um dia e você me aparece com uma garota? Ela sabe o quanto você é indecente?
–Não fale com ela.
–Aaawn, ciuminhos é? Hahaha
–Cala a boca!
–Calma...
–Er, Mary..!
Belph tira sua luva, e segura Wahrheit com essa mão, a lâmina quase desaparece em meio ao fogo negro.
Aiden puxa sua katana, uma lâmina de dos gumes, dava para ver a magma infernal correndo por dentro dela.
–Então seu viado, acho que estamos iguais em termo de lâminas.
–Não sei não, Aiden, acho melhor testarmos isso, mas não na frente dela, por favor...
–Ih, ficou educadinho agora?
–Só cala a porra da boca e me deixa quieto.
Mary estava encostada no ombro de Belph, fazia cara de dor, de sofrimento.
–Ah, desculpe. Ei Mary, eu sou o Belphegor, e esse é o puto do meu irmão, o Aiden. Cuidado com ele.
–Belph!
O olho direito de Mary começa a brilhar, aquela mesma cor lilás de quando Belph a achou.
–MARY!
Aiden estica o braço, segurando uma pistola, e Belph vê o movimento de seu dedo, puxando o gatilho.
–NÃAAAO!!!
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