Notas iniciais
Começar a semana com um capítulo fresquinho pra vocês! 👌😌 Notas finais tem algumas explicações do capítulo.

De repente uma brisa mais forte soprara, e isso me chamara a atenção. Um disco prateado, quase imperceptível ao céu escuro da noite, estava ali, pairando ao lado da minha janela. Isso foi o suficiente pro meu coração disparar. Eu não estava pronto para encará-lo, não agora que havia transado com outra pessoa. Senti a mão pesada e quente de Jess no meu ombro. Fechei os olhos com força. Eu realmente não queria vê-lo.

- Cody. – Respirei fundo, e me virei. Ele estava dentro do quarto, atrás de mim. O olhei finalmente. – Como você está? – Ele indagara normalmente, como se eu não o tivesse deixado plantado na rua aquela noite.

- Olá, Jess. Estou bem.

- Como está seu corpo? – Naquele instante eu me lembrei que tinha sangue extraterrestre em minhas veias, e eu havia transado com uma garota humana, mas claro, havíamos usado proteção. – Entendo. Você não precisa se preocupar com isso. Uma interação mais íntima com os humanos podem nos causar cansaço, mas nada que vá prejudicar você ou a outra pessoa. – Certo, eu havia me esquecido que Jess podia ler meus pensamentos, e aquilo que eu mais queria esconder dele, havia sido revelado. Onde estava o buraco pra eu enfiar minha cabeça, mesmo??? Baixei meu rosto, tamanha era a vergonha que eu estava. Jess beijara minha testa naquele momento. Parecia compreender absolutamente tudo. – Eu deixei você livre, lembra?

- Você não entende! Sabe como está minha cabeça agora?!

- Eu sei sim...

- Você não sabe! Eu gosto de você! Eu não queria ter feito isso com outra pessoa! Mas é claro, eu confundi as coisas contigo e achei alguém tão carente quanto eu em meu caminho, e acabei fazendo algo que não devia, pra tentar esquecer! Pra tentar te esquecer! Você não entende isso! Porque você não está humano, você não tomou a decisão de nascer numa família desgraçada pra tentar ajudar essas pessoas ignorantes! E isso tudo é culpa única e exclusivamente minha! – Eu havia me exaltado mais do que previra. Jess apenas me olhava em silêncio. Respirara fundo e decidira falar.

- Cada decisão tem sua consequência. Você tem uma alma antiga, mas sua cabeça é de um garoto de quinze anos, que não sabe muitas coisas, que não viveu nada. É normal cometer erros, é normal ter curiosidade. Eu sabia de tudo isso, sabia tudo que você viveria aqui e por isso não te culpo, não tenho ciúmes, como os humanos, nem raiva. Eu sei tudo que viria no pacote de várias encarnações na Terra. Eu só não quis isso também, mas em contrapartida iria te ajudar de perto na sua vivência aqui. Você não precisa se culpar por ter tido uma relação íntima com uma garota humana, isso é normal, faz parte da humanidade. Mas não faz parte dos Cycloudianos. Nós não transamos, isso em nosso planeta é arcaico. Nós temos transferência de alma em corpos de criogenia. – Nesse momento aquilo me deixara surpreso. Não imaginava que ele não faria isso porque simplesmente não era parte da sua espécie.

- Vocês não tem crianças em Cycloudy?!

- Não temos. A infância para nós é algo ultrapassado demais. Não temos o esquecimento e nem reencarnação, uma vez que o corpo já chegou ao seu limite, simplesmente trocamos de corpo, como fizemos com você naquela dia. – Eu estava boquiaberto.

- Mas... vocês nem beijam? – Ele negara. Como isso era possível? – Entendi. Me desculpe ter entendido errado. – Ele chegara mais perto, com uma das mãos ele erguera meu queixo para olhá-lo. Jess tinha um olhar forte. Ele se aproximara de mim, e roçara seus lábios nos meus.

- Me ensine. – Ele dissera e eu arregalei os olhos. Ele estava tentando me beijar?! Sério isso, produção?! Não pensei muito no que estava fazendo, simplesmente selei meus lábios aos dele, e adentrei sua boca. Eu notei que ele ficara extremamente surpreso com isso, por isso me afastei.

- Agora sua vez. – Ele concordara e me beijara como eu o fizera, e assim senti sua língua adentrar minha boca também. Eu sabia que ele me olhava, então fechei os olhos e aproveitei aquela sensação única; era como se eu estivesse onde deveria estar. Sentia meu coração disparado e era como uma energia elétrica atravessando meu corpo. Aquilo era bom demais! Havia algo ali que eu não sabia explicar.

Eu me senti empolgado, na real que estava praticamente imitando as ações de Sabrina, enquanto espalmava o peitoral largo e forte de Jess. Eu o empurrei até a parede, enquanto o beijava e tratava de acariciá-lo lá embaixo, a surpresa foi quando notei não haver nada ali. Eu o olhei sem entender.

- Nós não temos órgãos sexuais e nem excretores. – Ah certo, eu só cometia erros com Jess, não é? – Lembra que eu disse que nos alimentávamos de energia? – Eu achei aquilo uma palhaçada, até começar uma gargalhada sem parar. Acho que Jess se sentira incomodado, mas eu não estava rindo dele, e sim de mim, por essa minha pequena grande falha! De toda forma, eu o vi dar um grande suspiro de irritação, ele me juntara em seus braços, me soltando na cama, segurara meus braços no alto da minha cabeça e com isso começara a beijar meu pescoço, então descera a mão em minhas calças, baixando-as, ele começara uma carícia em vocês sabem onde. Sim, eu estava armado já há algum tempo.

- Jess! O que está fazendo?! – Eu indaguei, sem conseguir me soltar.

- Eu posso fazer em você. – Ele dissera, enquanto intensificara a carícia ousada, permanecendo assim por uns minutos. Eu fechara os olhos, sentindo o prazer vir, sim, fora extremamente rápido, pra minha surpresa. Ele me beijara e por fim me soltara, me permitindo enroscar os braços em seu pescoço. Aquilo realmente havia sido muito intenso e maravilhoso, embora não tenha demorado como eu gostaria, era só Jess me tocar que as coisas aconteciam. Eu o notei fraquejar. Eu sabia que contato mais próximo com humanos, ou meio humanos no meu caso, poderia deixá-lo fraco. O vi se deitar ao meu lado. Eu havia lambuzado suas mãos e suas roupas, mas ele não pareceu se importar. Eu não sabia o que dizer, pois estava deitado, olhando pro teto, com metade das calças arriadas. Minha respiração ainda não havia se acalmado. Olhei para Jess, estava me encarando sem pudor algum.

- Jess...? O que nós... fazíamos como um casal em Cycloudy? – Ele rira em alto e bom som.

- Acha que só existe a forma sexual de interação?

- É a única que conheço...

- Bom, a forma como interagimos, não há palavras para explicar. É energético e o prazer, posso garantir, é muito maior, mais intenso e prolongado do que um simples orgasmo humano. – Eu arregalei os olhos, isso deveria ser incrível! Pensei, e ele, como sempre me respondera.

- E é mesmo. Se você estiver disposto, posso tentar fazer com você em alguma noite antes de dormir.

- Sim, eu estou disposto! – Ele rira.

- A propósito, meu nome é Jessiel, mas Jess é como me chamam aqui na Terra. – Em seguida montara em mim, terminando de puxar minhas calças e de desabotoar minha camisa. Me deixando completamente pelado sob seu corpo. – O que está fazendo? – Indaguei, até vê-lo se levantar e me apanhar em seus braços.

- Vou te dar um banho, você está com sêmen em todo corpo.

- Como se você estivesse mais limpo. – Ele nada dissera, e somente me levara até o chuveiro da suíte, ligando-o sobre minha cabeça.

Jess, ou Jessiel, que mais lembrava nome de anjo, passara aquela noite ao meu lado. Conversamos sobre muitas coisas, ele havia me contado o modo de vida em Cycloudy, o que eles gostavam de fazer, como era sua política por lá, a geografia e etc. Lá havia oxigênio como na Terra, e as raças da constelação de Lory, haviam contribuído na criação humana, isso explicava a semelhança entre nós. As diferenças eram mais notadas na moral de cada um. Os loryanos não eram bélicos como os seres da Terra, isso me deixara com uma pontada estranha de saudade. Havia um lugar em que não existia guerras, tristeza, morte ou destruição. Eu fiquei tão feliz com essa notícia, que mal pude conter meu sorriso bobo. Jess me olhava com um certo encanto. Ele se lembrava de coisas que eu, agora como Cody, não me recordava, e isso deveria ser triste para ele, ou não, mas era para mim.

- Como era meu nome em Cycloudy? – Seus olhos cinzas como os meus, brilharam com a luz da lua que entrava pela janela. Ele pareceu viajar por um segundo.

- Era Codryel.

- Lembra meu nome atual. Cody, Codryel...

- Sim, digamos que eu soprei no ouvido de seu pai, essa sugestão de nome. – Eu o olhei boquiaberto.

- Você consegue fazer isso?

- Mas é claro que sim. Desde que eu não me metesse demais, eu poderia exercer algumas pequenas interferências. – Dissera, com um sorriso matreiro nos lábios.

- Certo, senhor Jessiel. E me responda, o que é Solrrynsa*, que você mencionou quando me salvou daqueles moleques?

- Ah, Solrrynsa é onde almas desajustadas são enviadas.

- Como assim? Cycloudy não é um planeta de paz e amor?

- Sim, mas damos espaço para almas de fora habitarem algum de nossos corpos. Quando um chamado é feito, verificamos o nível moral desta alma, de onde veio e se é possível aceitar seu pedido de habitação. Se for muito desajustada, ela vai para Solrrynsa para tratamento, após isso, ela poderá viver entre nós. – Eu estava achando tudo aquilo incrível demais! Parecia vindo de uma história em quadrinhos. Eu o vira sorrir, certamente lia meu pensamento.

- Ok! E porquê você tem essa forma masculina, se não tem pênis?

- Hum... Digamos que nós refletimos nossa polaridade. As almas possuem polaridade feminina e masculina, e nós nascemos refletindo a polaridade em questão, não que seja uma regra. A minha é masculina, já a sua no entanto é feminina. Embora as polaridades sejam mais à respeito de consciência e ações, há certas características físicas também. – Isso explicava porque eu era tão delicado, no geral mesmo. – Exatamente. Você já habitou corpos femininos também, mas nas últimas transferências, você vem optando por corpos mais masculinos. Acredito que seja curiosidade, o que não é comum para os Cycloudianos, mas você sempre foi imprevisível. – Me senti um pouquinho orgulhoso de como eu era e também como sou.

- Entendi. Então, antigamente, bem antigo mesmo, vocês se reproduziam como nós?

- Sim. Comíamos também. Com a evolução da genética em nosso sistema, algumas características físicas que ficaram inúteis, começaram a ser apagadas. Futuramente, provavelmente, não teremos mais corpos físicos.

- Uau! E como seria isso? Somente a alma, como um espírito?

- Sim, seremos somente energia, como já acontece com algumas outras raças, muito mais evoluídas do que nós.

- Jess, isso realmente é um conhecimento e tanto! Há mais pessoas na Terra que tem essas informações?

- Com certeza, mas o governo terrestre não quer muito que a ideia de “vida em outros planetas” seja descoberta. Os humanos são deliberadamente despreparados para lidarem com essa notícia. O sistema entraria em colapso.

- Eu imagino. A igreja, principalmente.

- Sim, embora não pareça, ela ainda tem uma forte influência por aqui.

- Falar em igreja, sabe me dizer se Jesus existiu mesmo?

- Não só existiu como ainda está por aqui. Ele também é como nós. Uma alma evoluída, que escolheu ajudar os humanos. Aqueles que realmente escutaram seus ensinamentos, verdadeiramente mudou sua própria moral e caráter. Entenda que, pra que haja evolução de uma espécie, ela precisa vibrar no amor, ao próximo e a si mesmo. O amor é a chave para uma profunda mudança em todo e qualquer ambiente.

- Você está certo. Eu achava que meu irmão não me amava, mas ele mudou tanto depois que eu morri. Posso dizer que, mesmo que eu não mude mais ninguém, o fato de tê-lo tocado, já é o suficiente para mim. – Jess sorrira, me puxando para deitar em seu braço.

- Você vai mudar mais pessoas. Isso está impresso no seu código energético. Ao tomar a decisão de continuar aqui, algo mudou.

- Assim espero... Tenho mais uma pergunta. – Ele me olhou desconfiado. – Você tem algum poder... sei lá, alguma coisa bem além do que os humanos são capazes de fazer?

- Temos sim. E você também tem. – Ele se sentara, em seguida esticara uma das mãos e uma luz dourada brilhante saíra dela, a cor mudara para branco e azul. Me lembrei que ele usara isso quando nos conhecemos. – O dourado é cura, o branco é energia e o azul é proteção. Posso fazer com que essa força entre por seu corpo e te recupere, ou te proteja.

- Uau! Eu posso fazer isso também?

- Sim, pense na sua intenção, feche os olhos e mentalize a luz saindo de suas mãos. – Bom, eu fiz o que ele disse e não deu certo. Tentei mais umas dez vezes e nada!

- Desisto! – Eu disse, me jogando de volta à cama. Jess rira, se deitando ao meu lado novamente.

- Treine. Você vai conseguir. – Eu o olhei e me aproximei sorrateiro, lhe dando um selinho nos lábios. Esperava que ele dormisse comigo naquela noite.

Notas finais
*Solrrynsa: mencionada no Capítulo Três - Estranho Aluno. Esses dois são ou não são lindos juntos??? 😍💕 ~ Tive que editar a imagem pois a I.A. nunca faz o que peço! @_@ Enfim, as informações contidas neste capítulo, não foram tiradas da fonte "vozes da minha cabeça", tá? ಠ_ʖಠ Acontece que sou uma entusiasta de Ufologia desde meus dezessete anos, e li muitos relatos de diversas pessoas que foram abduzidas e trouxeram informações interessantíssimas para nós, terráqueos no momento. Como minha memória é excepcional (sem querer me gabar, ela é boa mesmo, por conta do meu cérebro neurodivergente), algumas dessas informações eu retive em minha mente e posteriormente estou repassando aqui. Meu interesse por ufologia vem de experiências que eu própria vivi com estes seres e que acho que não deva ser mantida só pra mim, quem tem mente aberta, vai captar o que quero transmitir nesta história. Meus leitores mais antigos e os que leram algumas das histórias que postei, sabe que não posto nada sem que haja algo útil que quero repassar. Bjinhos e logo tem mais capítulo! =*