Crossroads - Vidas Cruzadas
33 Capítulo 32 - Home
Notas iniciais
Interativo em: http://fanficsinterativasbapoio.blogspot.com.br/2012/04/crossroads-by-nannah.html
E chega de conversa fiada, vamos ler loge de uma vez!
Enjoy it
CAPITULO 32 –
POV – Nannah
- Ele tinha que estar aqui antes de nós dois né? – Jake reclamou assim que entramos na maternidade do hospital e vimos Embry parado de frente para o vidro do berçário.
- Para de reclamar Jake, parece um velho – briguei – vai me dizer que você não quer passar todo o tempo que puder comigo?
- Todo tempo que eu puder e o que eu não puder também – ele beijou meu pescoço.
- Então, pra Embry é igual. Ele não consegue ficar longe de Ivy e é melhor você se acostumar com isso, quando ela sair daqui vai ser pior.
- Não mesmo, faço questão de aumentar as rondas dele...
- Jacob Black – falei séria parando de andar e o encarando. Ele também parou e se virou pra mim – Nem pense em aumentar as rondas de Embry pra o afastar da nossa filha, se fizer isso é você quem vai sofrer as conseqüências.
- Vai ficar do lado dele? – ele perguntou com uma das sobrancelhas arqueadas.
- Vai começar a agir como um homem das cavernas? – perguntei no mesmo tom.
- Você ta brigando comigo de novo por causa dele. Achei que isso ia acabar – ele falou fazendo bico.
- Não estou brigando com você por causa do Embry. Estou brigando com você por causa da sua ignorância e do seu ciúme besta. – me aproximei e fiquei na ponta dos pés pra dar um selinho nele – Deixa esse ciúme pra quando Ivy crescer e estiver pensando em namorar o Embry.
- Não quero pensar nesse dia – ele fez uma careta me fazendo rir dele – vamos logo ou Embry vai inundar o hospital com a baba dele.
Nos aproximamos rápido, eu estava morrendo de saudades dos meus bebes, apesar de tê-los visto ontem à noite, pra mim parecia que já estávamos a uma eternidade separados.
- Eu to louca pra que eles saiam daqui logo, pra vê-los dormindo no quartinho deles. – falei. Já fazia quase dois meses que Ivy e Mathew estavam internados para ganhar peso.
- Somos dois. – Jake sussurrou perto de mim.
- Três – Embry falou fazendo Jake bufar.
- Você não é membro da família, pare de se contar como um. – Jake ralhou.
- Jake! – reclamei – Você é parte da família sim, La Push.
- Obrigado Nannah, mas não precisa brigar com Jake não, eu ignoro as coisas que ele fala, pois sei que no fundo ele me ama.
- Ha, há... conta outra piada. – Jake falou me fazendo rir.
- Nannah? – ouvi Pollyana, a enfermeira, me chamar e me virei para ela.
- Oi Pollyana.
- Olá. – ela sorriu – Olá pra você também, Jacob e pra você rapaz que está sempre aqui... – ela sorriu pra Embry que sorriu de volta, por uma fração de segundos e voltou a olhar Ivy através do vidro.
- Então – falei atraindo a atenção de Pollyana – posso ver meus bebês?
- Claro. Mas antes, o pediatra quer falar com vocês.
- Aconteceu alguma coisa? – Jake perguntou com os olhos transbordando preocupação, eu não consegui pronunciar nenhuma única palavra, minha garganta estava travada pelo medo de algo ter acontecido com meus filhos.
- Se acalmem, eu não sei exatamente o que é, mas imagino que não seja nada grave, afinal eu cuido dos bebês e não notei nada de errado com eles. – Pollyana falou me acalmando um pouco – Então vamos logo, que quanto antes vocês conversarem com os médicos, mais rápido vocês sabem o que esta acontecendo.
Seguimos ela pelo corredor até o consultório do pediatra. Paramos de frente a uma porta onde estava escrito ‘Dr. Alexander Karev – Pediatra’, Pollyana deu duas batidas leves e abriu a porta, pondo só a cabeça para o lado de dentro.
- Dr. Karev, o Sr. e a Sra. Black já estão aqui. – por um minuto eu me deixei distrair quando a ouvi me chamar de sra Black, coisa que eu seria de verdade daqui alguns meses. Rachel, Becky, Emily e Sue já estavam se encarregando de preparar tudo.
- Nannah, vamos amor. – Jake falou me tirando do meu devaneio momentâneo.
- Claro – falei o acompanhando para dentro do conslutório. O Dr. Kareve estava de pé do outro lado da mesa dele, com um sorriso estampado no rosto. Pelo menos isso mostrava que o que ele tinha a dizer não era algo ruim, caso contrário ele não estaria sorrindo...
- Bom dia. – ele falou esticando a mão que Jake prontamente apertou. Tentei não rir da cara que o médico fez ao sentir a temperatura de Jake. – Sr. Black e Sra Black – ele apertou minha mão.
- Jake e Nannah, por favor Dr. Karev – pedi, era estranho demais ouvir alguém nos chamar de modo tão formal.
- Okay, então vocês podem deixar de lado o ‘Dr. Karev’ e me chamar de Alex. – ele sorriu pra mim e Jake franziu a testa.
- Qual o motivo pra você ter chamado a gente aqui, Dr.? – Jake perguntou ríspido e eu tive vontade de dar tapa nele.
- Desculpa a grosseria do meu noivo, Alex – falei me sentando – é que nós ficamos nervosos quando a enfermeira disse que você queria falar a gente.
- Não precisa se apavorar – ele sorriu se sentando também, eu tive que dar um puxão na mão de Jake pra que ele fizesse o mesmo – não há nenhuma noticia ruim. Pelo contrario, os filhos de vocês evoluíram bastante e muito rápido também. Eu só chamei vocês porque queria dar pessoalmente a noticia que hoje vocês podem levá-los pra casa.
De repente eu me senti flutuando, finalmente eu poderia levar meus bebês comigo e poder ter os dois ao meu lado 24 horas por dia.
- Nossa, você não poderia ter me dado um noticia melhor. – falei.
- Eu imagino. – ele sorriu de novo, Jake bufou baixo e eu quis bater nele de novo. Que diabos estava dando nessa pessoa? Ele olhava pro médico parecendo um leão olhando pra presa fácil. – Bom mas antes de dispensar vocês – Alex continuou – eu quero passar algumas orientações para os cuidados com seus bebês daqui pra frente...
POV – Jake
Medicozinho imbecil. ‘deixe de lado o Dr. Karev e me chame de Alex’ idiota, será que ele não estava me enxergando aqui? Fica ai fazendo caras e bocas pra minha mulher como se eu nem estivesse presente. Minha vontade agora era partir a cara desse almofadinha no meio.
E Nannah? Será possível que nem ela me via aqui? Os dois estão conversando como se só eles dois estivesse na sala, ninguém nem se dignou a perceber que eu também vou cuidar dos meus filhos e preciso saber quais cuidados tomar com eles.
- No mais é só isso Nannah – Karev falou e minha raiva triplicou com o tom suave que ele usou ao falar ‘Nannah’ – qualquer duvida, qualquer problema, esse é o telefone do meu consultório e esse é o meu telefone particular. Pode me ligar a hora que você precisar.
‘Agora eu quebro a cara desse sujeito’ pensei, acho que meio alto pois Nannah me olhou com um olhar que seria capaz de me fritar.
- Obrigada mais uma vez, Alex. – Nannah falou se levantando e segurando a mão do médico que estava esticada na frente dela. O cara, sem amor nenhum pela própria vida diga-se de passagem, colocou a outra mão livre por cima da mão dela.
- Foi um prazer pra mim cuidar dos seus filhos, e será um prazer cuidar de novo quando for preciso. – ele sorriu e que vontade me deu de quebrar todos esses dentes, e entortar o nariz, só pra estragar a cara de galã dele.
- Eu só espero não precisar – Nannah sorriu, okay os dois estavam de zoação com minha cara, só pode.
- Vamos então, né? – falei chamando a atenção dos dois.
- Vamos sim – Nannah respondeu – estou louca pra chegar em casa com meus filhotes.
- Boa sorte, então. – Karev soltou a mão de Nannah e esticou na minha direção, eu a segurei e apertei com um pouquinho mais de força, não pra quebrar nenhum osso, como eu tinha vontade, só pra deixar claro que ele estava andando em terreno minado. Foi satisfatório ver ele sacudir a mão dolorida quando eu a soltei.
Sai do consultório e vi Nannah andando na minha frente, visivelmente chateada.
- Nannah, me espera – pedi e ela parou cruzando os braços sobre os seios – que é que você tem?
- O que eu tenho? – ele perguntou baixo, os olhos azuis dela cintilavam de raiva – Eu é que pergunto o que você tem? Que cena ridícula foi aquela no consultório?
- Cena ridícula? – retruquei – Cena ridícula era a que você e o doutorzinho estavam protagonizando minutos atrás!
- Do que você está falando, Jake? Por que eu apenas conversei com Alex sobre a saúde dos nossos filhos.
- É Dr. Karev, Nannah. Dr. Karev. É assim que todos os pais de pacientes tratam ele.
- Meu Deus, isso tudo é ciúme? – ela riu – Sério que toda essa cena é ciúme, Jake?
- Eu não to com ciúme. – falei
- Ah não? Então porque você olhava pro Alex como se quisesse torcer o pescoço dele? – ‘porque eu queria torcer o pescoço dele’ pensei.
- Dr. Karev – repeti fazendo ela rir de novo. – Ah quer saber, eu to com ciúme sim. – falei – e eu tenho direito de estar com ciúme porque aquele médico mauricinho estava te azarando na minha frente.
- Não precisa ter ciúme seu bobo – ela se aproximou passando o braço pelo meu pescoço. Eu amo você. Só você.
- Isso é bom – falei dando um selinho nela – Agora vamos buscar nossos filhos e sair daqui, ou eu vou acabar voltando naquele consultório e deixando o doutorzinho com mais que uma mão doendo.
- O que? – ela arregalou os olhos – Você machucou o médico? Jacob, seu idiota, ele precisa das mãos pra cuidar das crianças!
- Eita, calma mulher! – falei – Eu não amputei a mão dele não, na verdade nem deve estar doendo mais. Calma!
- Eu vou ficar calma o dia que você deixar de agir como um neandertal! – ela se soltou de mim e voltou a andar na frente.
- Mulher complicada. – sussurrei pra mim mesmo.
- Nannah! Até que enfim vocês apareceram – Embry falou todo afobado – O que o médico disse, é algo sério? Porque a enfermeira entrou ali e pegou os dois, eu tentei chamar a atenção dela, mas ela nem me ouviu, ou me ignorou, eu sei lá... mas eu to preocupado agora, tem alguma coisa errada? A Ivy ta bem?
- Embry, calma! – Nannah pediu – Ta tudo bem... e se você respirar fundo e olhar pra trás vai saber porque a enfermeira tirou eles dois do berçário.
Embry se virou devagar olhando pra trás, era difícil dizer qual de nós três estava com o sorriso maior. Pollyana se aproximava com outra enfermeira, uma carregando Ivy e Mathew, os dois estavam embrulhadinhos em mantas.
- Acho que eles dois estão prontos para ir pra casa. – Pollyana falou sorrindo.
- Até que enfim! – Nannah sussurrou chorosa e esticou os braços para pegar Mathew. Eu me apressei em pegar minha filha, Embry chegou até Polyana junto comigo, eu estava pronto para mandar ele ir pastar quando a voz de Nannah soou atrás de mim.
- Nem começa os dois – ela falou – Polyana me dê Ivy aqui. A enfermeira ajeitou Ivy no braço livre de Nannah e eu vi minha mulher dar o sorriso mais lindo do mundo – eu levo meus pequenos pra casa.
Nem tinha como questionar, ver eles três ali na minha frente, prontos pra ir pra casa, me fez sentir o homem mais feliz do mundo.
- Vamos pra casa – falei passando o braço pelo ombro de Nannah. Nos despedimos da enfermeira e fomos em direção às portas de entrada do hospital.
Embry relutou e ficou emburrado, mas acabou aceitando ir dirigindo enquanto eu ficava com Nannah e meus filhos no banco de trás do carro. Mesmo insistindo muito, Nannah não aceitou me passar uma das crianças, ela perecia uma leoa lambendo as crias, e continuava linda assim.
Chegamos em casa e Rachel deu o escândalo básico dela, reclamando que nós devíamos ter avisado que os bebês iam chegar hoje, que ela teria preparado uma festa de boas vindas teria chamado todo mundo. Eu preferia as coisas como estavam, somente a família aqui pra receber meus pequenos, mas como se trata de La Push, e as noticias aqui correm rápido, minha casa já estava cheia de gente e Emily e Sue já estava na cozinha preparando comida pra todo mundo.
- Ownn, meu afilhado é tão lindo! – Rachel cantarolou com Mathew no colo. Eu havia convidado ela e Paul para serem padrinhos dele, nem precisei pedir duas vezes e sentia que se não tivesse feito o convite ela mesma se convidaria.
- A minha afilhada também é uma graça. – Mel sussurrou olhando Ivy que estava no colo de Seth. Os dois estavam radiantes de alegria por Nannah tê-los convidado para batizar nossa filha. Mas eram mais discretos que minha irmã.
- Ivy não é uma graça – Embry reclamou do canto onde ele estava, emburrado pra variar – ela é linda.
- Ahhh falou a voz do lobo imprintado – Paul caçoou baixinho para que o pai de Nannah, que também estava na sala não ouvisse.
- Ele só está esquecendo que o pai da menina ta aqui – respondi baixo, mas para que Embry ouvisse.
- Para de implicar com Embry! – Nannah falou parando do meu lado. Ela tinha ouvido? Mas eu falei tão baixo, ou será que não.
- Okay, ta muito bom com todo mundo aqui, mas meus filhos precisam ir cada um pro seu berço, certo? Então muito obrigado pela visita, mas ta na hora de ir embora.
- Jacob! – Nannah reclamou – Que educação é essa? Eu tenho certeza que Billy te ensinou como tratar as visitas.
- Não se irrite com isso, Nannah. Nós já nos acostumamos com o jeito desse menino. Além do mais ele tem razão, os anjinhos precisam descansar, e você também, cansaço não ajuda a produzir leite, e você tem que alimentar bem os anjinhos – Sue falou dando um beijo de despedida em Nannah.
Todos a acompanharam, sobrando apenas o pai de Nannah que olhava o neto com um sorriso besta na cara.
- Vai ficar pai? – Nannah perguntou se aproximando dele. Eu gostava de vê-la assim, lidando bem com o pai, dava pra ver a falta que ele fazia quando os dois estavam afastados.
- Não, eu vou pro hotel. – ele se levantou colocando Mathew no carrinho.
- Ainda não acredito que você vai continuar hospedado num hotel, quando pode ficar na casa da sua filha.
- Minha filha precisa de privacidade com o noivo dela, não que isso me agrade muito, eu ainda preferia que ele colocasse uma aliança na sua mão esquerda, mas...
- Isso logo vai ser resolvido – falei – daqui dois meses vamos estar devidamente casados.
- Isso é muito bom. – George sorriu – agora eu vou voltar pro hotel, tenho um compromisso daqui a pouco.
- Compromisso? – Nannah o olhou com a cara desconfiada – que compromisso?
- Coisas minhas. Já vou indo, fique bem querida. – George deu um beijo na testa de Nannah e saiu. Meu sogro podia saber muita coisa, mas com certeza não sabia mentir.
- Ele ta aprontando alguma – Nannah falou depois que o pai saiu praticamente fugido – você ta sabendo de alguma coisa?
- Eu? – perguntei – Eu não sei de nada. Nem me olha assim.
- Você sabe que tem como eu arrancar qualquer coisa de você, né? – ela falou tentando fazer um tom ameaçador.
- Vai em frente, pode usar o tom de imprinting comigo...
- Quem falou que eu vou usar o tom de imprinting – ela falou sorrindo safada e pegou Mathew levando-o para o quarto, onde Ivy já estava dormindo.
- E como você pretende me fazer falar? – perguntei a seguindo.
- Então você sabe o que ele está aprontando? – ela me encarou depois de colocar Mathew no berço.
- Eu não sei de nada... – falei.
- Ah não sabe né? – ela veio se aproximando devagar – Pois eu acho que você sabe sim.
- Mas eu não sei. – a segurei pela cintura e coloquei meu rosto na curva do seu pescoço.
- Tem certeza? Pensa bem, deve ter alguma coisa ai na sua cabeça. – Senti as mãos dela subindo por baixo da minha blusa e arranhando a minha pele.
- Eu não... não... sei de nada. – falei baixo
- Que pena... eu saberia te recompensar se você soubesse. – ela se afastou enquanto tirava a blusa e me deixava no vácuo.
- Vai me deixar assim? – perguntei deixando-a ver meu estado. Ela me olhou e eu vi seus olhos brilharem por um segundo ao ver minha excitação.
- Vai... – ela pigarreou para clarear a voz – vai me contar o que meu pai ta aprontando?
- Juro que não sei pequena. – falei Nannah escorou na porta do banheiro e ficou me encarando, os braços dela estavam cruzados sobre os seios, que estavam cobertos apenas pelo sutiã branco e maiores e tentadores.
Ela também me queria, com a mesma intensidade, dava pra ver pelo calor que desprendia do corpo dela, pelo cheiro, pelo brilho nos olhos azuis que agora ganharam um tom mais escuro. Ficamos ali parados olhando um pro outro por alguns segundos, até que ela esticou o indicador me chamando. E eu fui como um cachorrinho adestrado.
Nossos lábios se encontraram rápido e nossas línguas começaram a dança que elas conheciam também. Minhas mãos buscavam por contato, eu estava doido de saudade, foram quarenta dias, quarenta infelizes dias impedido de fazer amor com a minha pequena.
Mas antes que pudéssemos fazer qualquer coisa mais que nos beijar feito loucos, um resmungo que logo se transformou em choro começou no quarto. Reconheci de cara qual dos dois pedia por anteção.
- Ivy – falei afastando minha boca da de Nannah – eu vou lá.
- Não eu vou – Nannah foi em direção à porta – você precisa de um banho, pra acalmar os... ânimos.
- Só você vai acalmar isso aqui – falei me livrando da bermuda e entrando debaixo do chuveiro. Ouvi Nannah gemer antes de sair em direção ao quarto das crianças.
oOo
POV – Nannah
Subindo pelas paredes. Era exatamente assim que eu me sentia, só podia ser culpa dos quarenta dias de resguardo que tive que ficar sem sexo com meu quente e gostoso noivo. Eu fiz um pouco de charme com ele agora a pouco, sabia que ele não fazia idéia do que meu pai estava aprontando, mas Ivy tinha que chorar na hora que a coisa estava ficando boa...
- Amor, vou ali comprar alguma coisa pra preparar no jantar, você fica com as crianças?
- Claro que fico – Jake falou saindo do quarto vestido só com uma calça de malha e os cabelos molhados, e quando digo só uma calça de malha, é exatamente só ela e mais nada por baixo. Senti uma fisgada no baixo ventre.
- Isso é sacanagem, Jake. – falei passando por ele e tentando não olhar pra aquilo escondido sob a malha fina da calça.
- Sacanagem? Sacanagem é o que eu quero fazer com você mais tarde. – ele sussurrou no meu ouvido antes que eu conseguisse me afastar.
- Não ta ajudando amor... – ronronei e me afastei de uma vez.
Sai depressa, ou eu voltava e arrancava fora aquela porcaria de calça e que se danasse o jantar. Caminhei pelas ruas da reserva sendo cumprimentada por todos, ri ao lembrar que quando cheguei aqui todo mundo me olhava torto, agora eu já era praticamente uma quileute.
- Rindo sozinha L.A.? – Embry perguntou me parando num dos corredores do mercadinho.
- Embry! Meu futuro genro. – brinquei.
- Deixa Jake te ouvir... – ele resmungou.
- Jake é um bocó.
- Mas é o pai da Ivy, e nem me deixa chegar perto dela direito. – fiquei com dó de Embry, não devia ser fácil pra ele querer estar perto do imprinting e não poder.
- Você quer passar um tempo com Ivy? – perguntei a ele quando uma idéia me surgiu.
- Claro que eu quero, mas Jake vai encrencar.
- Deixa que com Jake eu me ajeito. Faz o seguinte, vai lá em casa hoje à noite. Eu ligo no seu celular quando for a hora certa, mas você não pode se atrasar.
- Ok. Não faço idéia do que você ta aprontando, mas se eu puder ficar com Ivy um pouquinho ta valendo.
- Passa na casa de Rachel e fala que hoje ela vai ter o afilhado dela emprestado por umas duas horas... ta bom pra você esse tempo?
- Se ta bom? Ta maravilhoso! – ele abriu um sorriso enorme.
- Certo, mas fala pra aquela doida não contar nada pra Jake antes de você pegar os dois lá em casa, ok?
- Sim, sim. Eu falo, e faço plantão na casa dela pra impedir se for preciso.
- Não vai ser, ela vai te ajudar. Agora eu vou embora, tenho que preparar o jantar.
- Obrigado, Nannah, de verdade. – ele me abraçou.
Eu voltei pra casa com um sorriso monstruoso no rosto. Embry não sabia, mas eu não estava apenas ajudando ele, eu estava me ajudando também, afinal de contas eu teria duas horas sozinha com Jake. Duas horas pra matar a saudade que estava me consumindo.
Entrei em casa e não vi Jake na sala, deixei as coisas na cozinha e fui procurar por ele o encontrando no quarto dos bebês, sentado na poltrona com Ivy e conversando com ela.
- Fica difícil né princesa, se você ficar atrapalhando o papai assim... o negócio tava ficando bom ai você chora? Não podia esperar assim uma meia hora pelo menos? — ele falava com Ivy que estava deitada no braço dele chupando as mãozinhas. – Tudo bem que é pouco tempo pra saudade que eu to da sua mãe, mas já era alguma coisa, né?
Eu não consegui me segurar e ri, chamando a atenção dele pra mim.
- Olha só, Ivy, sua mãe agora deu pra ficar ouvindo as conversas atrás da porta! – ele brincou e se levantou.
- Vocês dois estavam lindos ai. – falei me aproximando.
- Eu estava distraindo ela enquanto você voltava. Acho que ela está com fome.
- É sua filha mesmo – falei ocupando o lugar onde Jake estava, ele me entregou Ivy – acabou de mamar e ta com fome de novo.
Jake se sentou no chão à minha frente e ficou me olhando amamentar nossa filha.
- Sabia que essa é a cena mais linda do mundo? – ele falou baixinho – Você fica iluminada quando está alimentando ela, parece a pessoa mais feliz do mundo.
- Eu me sinto assim – falei – não só quando estou amamentando, mas sempre que olho pra vocês três.
- Eu te amo. – ele sussurrou me olhando com aqueles olhos negros que parecem querer me sugar para dentro deles.
- Também te amo.
oOo
Tudo tinha dado certo. Jake jantou e deitou na sala pra ver televisão e acabou dormindo. A reserva estava calma a um bom tempo, sem sinal de vampiros, então as rondas não eram tão intensas como antes. Embry já tinha passado aqui e pegado meus filhos para um passeio na casa da tia e agora a casa era só minha e de Jake e nada me impediria de matar a minha saudade.
Me aproximei do sofá onde ele estava e me debrucei sobre ele, começando a beijar seu pescoço. Ele deu um suspiro antes de acordar e colocar as mãos possessivamente na minha cintura.
- Eu gosto de ser acordado assim. – ele ronronou.
- Então aproveita, porque somos só nós dois em casa por um tempinho. – ele sorriu o meu sorriso lindo.
- Só nós dois? E pra onde foram nossos filhos?
- Emprestei pra Rachel. – não mencionei Embry pra que ele não se irritasse.
- E pro Embry, aposto. – ele falou me olhando com os olhos em fenda – só não vou brigar por que minha saudade de você está maior que qualquer outra coisa.
- Tá esperando o que pra tirar minha roupa então?
- Nada. – ele atacou minha boca sem dó.
POV – Jake
Levantei Nannah no colo e a levei pro nosso quarto. Eu até podia estar doído de saudade, mas não seria menos romântico com ela por isso, ela só teria algo ‘selvagem’ comigo se pedisse, caso contrário seria sempre calmo e romântico como ela merece.
Deitei ela no colchão e fiquei ali olhando aquilo tudo que era só meu. Bem devagar eu tirei a blusa que ela vestia e a calça. Só pra me matar ela estava sem sutiã, de forma que só uma calcinha pequena cobria uma parte do seu corpo. Parte na qual eu estava louco pra me perder e esquecer do mundo.
Comecei a beijá-la pelo tornozelo, subindo por suas pernas. Eu a via se arrepiar pelo caminho que eu traçava em sua pele. Me ocupei de tirar aquela peça diminuta que me separava dela. Nannah tirou abaixou minha calça e eu terminei de tirá-la, nada mais estava entre nós dois.
Eu me encaixei nela devagar, nossos lábios não se desgrudavam, eu buscava ali todo o sabor que eu tanto conhecia e amava, fui a preenchendo lentamente sentindo cada centímetro dela me apertar. Quente e molhada. Comecei a investir meu quadril, a sensação familiar de estar completo tomando conta de mim, como era toda vez que eu estava com Nannah. Nosso cheiro já tinha se misturado e tomava conta do quarto.
Com uma força que eu não sei da onde ela tirou Nannah nos virou ficando por cima de mim e calvagando na velocidade que ela queria. Ela sabia o quanto eu gostava de fazer amor com ela nessa posição, de vê-la livre, tomando as rédeas e guiando as coisas da forma como ela queria, porque pra mim não existe prazer maior que ver a minha mulher satisfeita. Talvez eu tenha realmente virado um idiota adestrado, mas eu não me importava, desde que minha dona seja a mulher de olhos azuis mais linda desse mundo.
Ela estava perto, eu sabia porque sentia ela me apertar ainda mais. Me levantei e fiquei sentado para poder alcançar sua boca e poder usar as mãos para ajudá-la a se movimentar em cima de mim. Ela inclinou o corpo pra trás quando chegou ao orgasmo e eu não precisei de mais que a cena dela tão linda nos meus braços pra chegar ao fim também. Nannah tombou pra frente, colocando a cabeça no meu ombro e nós ficamos ali abraçados por um tempo.
Nos amamos muitas outras vezes, até Nannah dormir agarrada ao meu braço. Eu já estava quase dormindo quando ouvir baterem na porta. Me levantei e vesti uma calça para ir atender. Era Embry com meus filhos no colo.
- Oi – ele falou entrando.
- Oi. – respondi.
- Aqui, me ajuda a colocar os dois no berço. – ele me entregou Mathew, óbvio, até parece que ele me entregaria Ivy.
- Não se acostuma, que não vai ser sempre assim – falei – Nannah conseguiu me engambelar dessa vez, mas não vai ter uma próxima.
- Ah ta vai me dizer que você não aproveitou o tempo a sós com Nannah?
- Não é da sua conta, inxerido.
- Tá vou fingir que não to vendo essa sua cara de satisfeito... – eu tive que rir do comentário dele.
- Eu tava doido de saudade. – falei.
- Eu imaginei. Era muito mau humor pra um alpha só. – ele riu – nós só relevamos porque Seth explicou que eram quarenta dias de ‘repouso’ pra Nannah por causa do parto...
- Cara eu tenho que dizer, eu tiro o chapéu pra você. – falei.
- Pra mim?
- É porque sinceramente eu não agüentei quarenta dias, não sei como você vai agüentar... uns vinte anos...
- Vinte anos?
- É. Ta achando que vai ter alguma coisa com minha filha antes disso?
- Ah qual é Jake. Nannah tinha dezoito quando vocês dois...
- Eu sei quantos anos Nannah tinha. – falei – e continuo avisando que com Ivy, você só vai ter alguma coisa daqui vinte anos.
- Não vou discutir com você. Principalmente por uma coisa que quem vai decidir é Ivy, e não você.
- Você ta pedindo pra ser enxotado daqui – falei.
- Ah qual é Jake. Já ta ficando ridículo isso. Quer bancar o pai inseguro que fica encrencando pra cima do namorado da filha, então espera alguns anos. Eu não vejo Ivy assim, por que não sou nenhum doente. E não quer tomar seu lugar se esse é seu medo. Você é o pai dela, e vai ser o pai dela pra sempre. Eu só quero estar perto, porra, ver ela feliz, fazer ela sorrir. É muito diferente do que você sente pela Nannah? — ele falou tudo num sussurro só. Eu fiquei momentaneamente sem ter o que falar, porque não tinha como contradizer nada que ele disse.
- O que é que vocês dois tanto discutem? – Nannah apareceu na porta do quarto. Ela tinha ouvido de novo? Como se Embry estava sussurrando baixo demais, não dava pra ela ouvir, nem se ela estivesse na porta do quarto o tempo todo, coisa que ela não estava.
- Você ouviu a gente conversando? – perguntei externando minha duvida.
- Alto e claro, não sei como Ivy e Mathew não acordaram.
- Mas a gente estava só sussurrando – falei, mas não tive tempo de falar mais nada, porque Nannah se dobrou pra frente gemendo de dor.
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