Notas iniciais
Então todo mundo preparado pra saber o que está acontecendo com a pp????? Preparem seus corações.... Enjoy it!
Antes um agradecimento especial à alinica, leu não só Crossroads, mas também Da Magia à Seduçao e comentou em todos os capitulos!!!! Thanks flor por ter tirado tempo pra ler de uma vez só toda DMS e tds os caps postados de CR.... BRIGADÍSSIMO!!!!
Agora vamos ler!

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POV — Jake

Corri para aparar Nannah antes que ela caísse no chão. Ela estava branca feito papel e gemendo de dor com a respiração rápida e o coração acelerado. Levantei-a no meu colo e a levei pro meu quarto.

- Embry liga pra Carlisle – pedi – manda ele vir aqui, agora. – Embry saiu correndo pra sala onde ouvi as teclas do telefone serem discadas.

- Ninguém atende, Jake – Embry voltou pro quarto, onde eu tentava controlar Nannah que se retorcia com dor.

- Vai na casa dele, e manda alguém pra cá, pra cuidar dos bebês. Rápido, Embry. – ele disparou porta afora.

A temperatura de Nannah estava alta, muito alta, algo perto da minha e isso estava me deixando maluco. Se uma mínima lágrima caindo pelos olhos dela já me deixava sem saber o que fazer, completamente perdido, ela gemendo e se contorcendo de dor me deixava cem vezes pior.

- Jake? – ouvi Seth chamar da sala.

- Aqui. – gritei.

- O que aconteceu? – ele entrou no quarto já correndo para a beira da cama.

- Eu não sei, ela estava bem, de repente começou a sentir dor. – falei levando as mãos à cabeça e puxando os cabelos.

- Não tem ninguém lá – Embry falou entrando no quarto – A casa ta vazia, nem sinal deles lá.

- Droga, droga, droga. – reclamei andando de um lado pro outro.

- Vamos levá-la ao hospital Jake. – Seth sugeriu – Ficar aqui com ela desse jeito pode ser pior, nós não sabemos o que ela tem.

- Vou pedir a caminhonete do Paul – Embry falou – vai ser mais fácil sair da reserva com ela, choveu muito e tem muita lama no caminho, seu carro não vai passar Jake.

- Então vai logo – falei e ele saiu correndo – Seth, liga pra Mel, pede pra ela vir pra cá, ficar com meus filhos.

- Já pedi, ela ta vindo. – ele respondeu – Jake fica calmo, irmão. Eu sei que não é fácil ver sua mulher assim, mas você tem que ficar calmo.

- Ta difícil. – falei e me virei para olhar Nannah. Meus olhos caíram sobre um cartão pequeno em cima da mesinha de cabeceira. Sem nem pensar no quanto de ciúme eu sentiria depois, peguei o cartão o celular e disquei o numero rápido.

- Alô. — a voz que eu não queria ouvir falou do outro lado da linha.

- Dr. Karev, aqui é Jacob Black.

- Sr. Black? Algum problema? Está tudo bem com as crianças?- ele perguntou preocupado.

- Sim, meus filhos estão bem, mas minha mulher não. Eu sei que você é pediatra, mas você fez faculdade de medicina então deve saber alguma coisa que possa me ajudar. Eu já não sei mais o que fazer.

- O que ela tem Jacob? – ele perguntou ainda mais preocupado.

- Febre. Muito alta. E ela ta gritando de dor.

- Me encontre do Hospital de Forks. – ele desligou o telefone, e ao mesmo tempo Embry entrou no quarto avisando que a caminhonete estava na porta.

- Você fica com Ivy e com Mathew, ajude Mel que deve estar chegando – falei com ele enquanto pegava Nannah no colo e sai junto com Seth. Embry concordou com a cabeça, pedindo apenas que eu desse noticias.

Paul já estava ao volante e Rachel subindo as escadas pra dentro da casa.

- O que houve? – ela perguntou.

- Não sei ainda, cuida dos meus filhos pra mim. – falei passando por ela rápido.

- Claro que cuido. Me liga, pra dar noticias, por favor. – não respondi nada, só entrei no carro pedindo Paul que dirigisse o mais rápido possível pro hospital.

...

Minha cabeça rodava, era tanta coisa passando, tantas lembranças que eu nem sabia mais o que fazer. Que porra de final feliz difícil era essa que estava destinado a mim? Era sempre assim quando eu achava que estava tudo bem, lá vem pancada e algo ruim acontece.

Já fazia quase uma hora que Nannah tinha sido levada pra longe de mim, foi preciso toda a força de Paul e Seth pra me impedirem de ir junto com ela, o que não era permitido no hospital.

- Jake você tem que se acalmar. – Seth falou pela milionésima vez e eu mais uma vez o ignorei. Passaram-se mais uns vinte minutos até o Dr. Karev aparecer.

- Como ela está? – perguntei.

- Eu sinceramente não sei o que te responder, Jacob – ele falou com o olhar confuso – Nannah está com uma febre que chegou a 45°C, reclama de dor em todos os ossos, mas não tem nada de errado com ela. Nenhuma infecção,nenhuma contaminação com qualquer vírus ou bactéria, nenhuma fratura, nem hemorragia, nada. Ela está completamente saudável, se é que posso considerar isso pelos sintomas que ela reclama.

- E o que você sugere que eu faça? – ele tinha conseguido me deixar ainda mais agoniado.

- Eu consegui uma transferência pra ela, pro Seattle Grace. Eu tenho um amigo neurologista lá, ele vai atendê-la, vai ver se descobre se o problema está no cérebro dela. – ele respirou fundo – o helicóptero do Seattle Grace já deve estar chegando, você pode ir com ela e eu também vou acompanhar.

- Por que? Você é pediatra, no que você pode ajudar? – eu não queria ser grosso, mas imaginar esse cara tão preocupado com minha mulher e querendo tanto estar perto dela, mexia com meu lado lobo imprintado ciumento e possessivo.

- Porque eu estive junto dela durante todo o atendimento, todos os exames, eu vou saber explicar ao neurologista tudo o que foi feito aqui. Além do mais hoje é minha folga e se eu for, não vai ser preciso desfalcar o quadro médico de plantão aqui hoje.

- Ta bom, já entendi. – respondi mau humorado. – Seth, Paul, vocês podem voltar pra casa, avisem o que aconteceu aqui pra Rachel e pra quem mais precisar fazer, liguem pro pai de Nannah.

- Pode deixar Jake. – Paul respondeu saindo com Seth.

- O helicóptero chegou – Karev me avisou e eu o segui.

...

Em menos de cinco minutos o helicóptero estava posando em Seattle. Nannah estava presa à uma maca, ainda queixando de dor. Karev já havia mandado administrar umas seis doses de morfina, mas a temperatura alta dela não deixava o remédio agir.

- Alex? – um cara chamou e tanto eu quanto Karev nos viramos para olhar quem era.

- Derek. – Karev comprimentou – Jacob, esse aqui é o Dr. Derek Shepherd, o neurologista que vai atender Nannah.

- Muito prazer. – médico me estendeu a mão, eu a apertei e ele me olhou de cenho franzido. A temperatura, obviamente chamou a atenção dele, soltei sua mão rapidamente e indiquei Nannah que estava na maca ao meu lado – vamos levá-la ao laboratório para fazer uma ressonância.

Ele chamou mais dois enfermeiros que o ajudaram a levar a maca. Karev seguiu junto dele enquanto eu mais uma vez ficava pra trás agoniado.

...

Por que essas porcarias de exames tinham que demorar tanto? Era só pra deixar a gente doido na sala de espera. Acho que já tinha tomado o estoque de café do hospital.

- Jacob – Karev me chamou e eu me levantei depressa para saber as noticias – Noticias boas, não há nada de errado com Nannah, apesar de ainda não sabermos qual a razão dela estar passando mal. O Dr. Shepherd sugeriu que ela fique aqui por enquanto, em observação, ela já está num quarto e você pode vê-la, ficar lá com ela. O que preferir.

- Obrigado – agradeci – Você está ajudando bastante, mesmo eu sendo um ogro com você o tempo todo.

- Você tem ciúmes da sua mulher. – ele sorriu – É meio possessivo demais, mas eu entendo, se eu tivesse uma mulher como a sua também teria ciúme dela em excesso.

- Eu vou vê-la – falei cortando o assunto – onde ela está.

- No quarto 602. É só seguir em frente. – ele apontou um corredor – eu ainda vou estar por aqui hoje, qualquer coisa que precisar é só me pedir.

- Ok. Ah e onde tem um telefone, preciso avisar a família e saber sobre meus filhos...

- Claro, é só pedir à recepcionista, ela te indica um telefone.

Segui até o balcão onde uma moça ruiva que fazia questão de ajeitar a roupa a cada silaba que dizia me mostrou o telefone. Disquei o numero de casa e Rachel atendeu no segundo toque.

- Jake? – ela praticamente berrou do outro lado.

- Rach você devia parar com essa sua mania de gritar – reclamei mudando o telefone de ouvido.

- Como Nannah está? O que ela tem?

- Os médicos não encontraram nada de errado. Ao que parece a febre dela não tem sentido nenhum, mas ela vai ter que ficar aqui em observação.

- Como ela está agora?

- Dormindo eu acho, ainda não fui vê-la, mas eu vou assim que desligar o telefone.

- Então vai logo. – ela ia desligar, mas eu a chamei.

- Peça um dos meninos pra trazer uma roupa pra mim, na pressa eu sai do jeito que estava eu não estou muito decente.

‘Está mais que decente pra mim’ ouvi a recepcionista ruiva sussurrar com uma outra gordinha ‘Olha só como o tecido dessa calça é fino...’ ela suspirou.

- Rápido, ok? – falei com Rachel ela concordou e desligou o telefone.

Eu estava indo em direção ao quarto de Nannah quando a recepcionista me chamou.

- Sr. Black? – ela perguntou fazendo uma voz que era pra ser sexy, eu acho – Eu preciso que assine uns papeis.

- Não pode ser depois? – perguntei.

- É rapidinho – ela me esticou umas duas folhas brancas – só preciso que coloque os dados seus e da sua irmã aqui...

- Ela não é minha irmã – falei – é minha mulher.

- Ah – ela fez uma cara decepcionada, depois deu um sorriso de quem não ta nem ai pra informação – bom então preciso dos dados da sua esposa.

Peguei a folha e preenchi o mais rápido possível, assinei e a entreguei me virando de costas em direção ao quarto onde minha Nannah estava.

Abri a porta devagar, ela estava dormindo quietinha, talvez a morfina tenha feito efeito finalmente e as dores tenham acabado. Ela ainda estava pálida e uma fina camada de suor cobria o rosto dela, o que me mostrava que ela ainda estava com febre. Peguei uma toalha da cadeira ao lado da cama e comecei a secar seu rosto. Nannah abriu os olhos devagar.

- Jake – ela sussurrou.

- Hei minha pequena. – puxei a cadeira e me sentei, ficando com o rosto na altura do dela – Que bom ver seus olhos abertos...

- Eu devo ter te assustado bastante – ela riu fraquinho.

- Você nem tem idéia do quanto.

- Onde estamos? – ela perguntou tentando se sentar.

- Num hospital em Seattle. – falei a ajudando – Karev sugeriu que te trouxéssemos pra cá, pra ser atendida por um médico amigo dele.

- Karev? – ela me olhou de sobrancelhas arqueadas se recostando no travesseiro.

- Coisas do desespero de um lobo apaixonado – falei me aproximando mais dela.

- E o que eu tenho? – ela perguntou, eu respirei fundo antes de responder.

- Ninguém sabe – falei – Os exames, avaliações tudo indicou que você está normal, porém sua febre não abaixou nem uma única vez, e você ficou queixando de dor...

- Jake – ela me chamou baixinho – quero te pedir uma coisa.

- O que quiser amor. – falei.

- Se algo me acontecer...

- Não fala isso – pedi – não vai te acontecer nada.

- Me deixa falar.

- Não, não deixo. Não quando o que você quer falar é uma besteira sem tamanho.

- Se algo me acontecer...

- Não vai te acontecer nada, Nannah, eu já disse.

- Como você sabe, se nem os médicos sabem o que eu tenho? – ela começou a chorar, me fazendo chorar junto dela – Promete pra mim que vai cuidar dos nossos filhos, promete Jake.

- Não. Porque não vai te acontecer nada. – encostei minha testa na mão dela.

- Promete pra mim, Jake. Por favor. Me promete que vai cuidar da Ivy e do Mathew.

- Eu não posso.

- Por que? Eles são seus filhos, precisam de você.

- Não posso te prometer isso – falei levantando minha cabeça e a olhando nos olhos – não posso simplesmente porque não vou viver sem você, não vou conseguir Nannah. Você é meu ar, é cada batida do meu coração, é a razão que eu tenho pra viver. Eu não vou conseguir simplesmente seguir em frente sem você aqui.

- Você tem que seguir – ela pediu chorando mais – eles precisam de você Jake. Eles são pequenos indefesos, vão precisar de você pra protegê-los, pra mostrar o caminho certo a seguir.

- Não me pede isso, pequena. Não me pede pra viver se você não vai estar aqui, se você... se você mo...

- Quando eu morrer. – ela sussurrou.

- Não. – urrei – Você não vai morrer, você não pode morrer. Que sentindo vai fazer, Nannah? Qual vai ser a lógica a gente ter sofrido tanto? Ter passado por tanta coisa pra estar junto se no final não vamos viver juntos?

- O sentido é trazer dois anjos pro mundo.

- Não. Você não vai morrer Nannah. Você vai sair dessa cama, vai estar daqui dois meses vestida de branco caminhando pra mim, enquanto eu vou te esperar no altar. Você vai deixar de ser Rosana Howard e vai passar a ser Rosana Black.

- Eu sinto Jake. – ela falou olhando pro teto – Eu sinto que algo está acontecendo aqui dentro. – ela colocou a mão no peito. – Algo estranho, como se eu estivesse perto de deixar de ser eu.

- Já chega dessa conversa – falei me levantando – você não vai morrer e ponto final. Você vai continuar ao meu lado, nem que pra isso eu tenha que pedir...

- Pedir o que? – ela questionou.

- Nada – falei, mas na minha cabeça a idéia se tornava cada vez mais definida. Nem que eu tiver que pedir ajuda a Carlisle. Pensei.

POV – Nannah

Depois de uma semana no hospital eu recebi alta, eu ainda me sentia estranha, as dores tinham acabado, mas a febre continuava. Só que existiam outras coisas que eu não contei a Jake, pra não deixar ele ainda mais perturbado que já estava.

Eu não me sentia doente, pelo contrário, me sentia muito bem, minha pele não estava mais pálida, havia adquirido um brilho intenso, minhas bochechas estavam mais coradas e meus olhos mais azuis. Eu escutava melhor, via melhor e o mais estranho de tudo, estava mais forte.

Eu me lembrava bem de um dia que um dos brinquedinhos de Ivy caiu debaixo do berço, num lugar que minha mão não alcançava. Eu ia deixar pra Jake pegar pra mim, afinal eu sabia que não conseguiria arrastar o berço que era pesado, eu já havia tentado fazer isso uma vez e não consegui. Só que pro meu espanto foi fácil demais levantar o berço.

Se eu fosse uma quileute poderia dizer sem sombra duvidas que eu estava virando uma loba, mas eu vim da Califórnia. Meu pai me garantiu que eu não tinha nenhum traço quileute no meu sangue.

- Olhando ai o quanto você é linda? – Jake falou parando atrás de mim e me abraçando. Já tinha uns dez minutos que eu estava parada olhando meu reflexo no espelho.

- Eu acho que estou diferente – falei.

- Está linda como sempre – ele deu um beijo no meu pescoço, me fazendo arrepiar e um calor familiar descer meu corpo, se alojando em meu baixo ventre. Ai estava mais uma coisa que havia mudado, meu apetite sexual, eu nunca estava satisfeita – Humm – Jake falou passando o nariz do meu ombro até a parte detrás da minha orelha – eu conheço esse cheiro.

- Jake... – ronronei – Embry está na sala.

- E daí? É bom que ele olha as crianças pra nós dois... – ele levantou meu cabelo e começou a distribuir beijos na minha nuca. Ouvi Embry rir alto e falar que estava saindo com meus filhos – Ele falou que está saindo. – Jake me disse, sem saber que eu já havia escutado – Estamos sozinhos.

Mais rápido que eu pensei ser possível, eu me virei e ataquei seus lábios. Eu pude ver os olhos dele assustados com a minha velocidade, mas eu consegui o distrair colocando a mão por dentro da bermuda dele e segurando sem membro com força.

Jake arfou e me levantou pela cintura, me levando para a cama. Usando a velocidade de lobo dele, tirou minha roupa e a dele e sem perder tempo investiu seu quadril sobre o meu, me fazendo gemer alto ao senti-lo todo dentro de mim. Nós nos amávamos de formar desesperada, como se estivéssemos a dias sem nos ver. Jake se movimentava rápido, entrava e saía, me fazendo agarrar a ele cravando minhas unhas às suas costas.

O empurrei de lado, ficando por cima dele. As mãos de Jake foram à minha bunda, onde ele me apertou forte, me fazendo gemer alto. Minha boca caçou a dele com desespero, nossas línguas dançavam juntas, fazendo a temperatura subir, o calor aumentar. Jake me ajudava dando impulsos e me fazendo cavalgar mais rápido em cima dele.

Jake voltou a inverter nossas posições, ficando por cima de mim novamente, investindo ainda mais rápido me fazendo chegar ao ápice agarrada à ele, o apertando com toda a força que eu tinha, não demorou e eu o senti vir também. Ele se jogou ao meu lado na cama, me puxando para perto em seguida, ficamos ali em silencio até Jake começar a rir do nada.

- Ou eu to ficando muito fraco, ou você está forte demais – ele falou ainda rindo – minhas costas estão doendo...

- Acho que você está fracote – falei e me levantei.

- Aonde você vai? – ele perguntou fazendo bico.

- Tomar um banho – respondi – e você está convidado.

- Um convite impossível de se recusar – ele se levantou rápido e me levantou no colo, correndo comigo para o banheiro.

Nosso banho foi demorado, como sempre, e regado à caricias, provocações e amassos.

- Como você está se sentindo? – ele me perguntou depois que já estávamos deitados de novo na nossa cama.

- Não sei o que te dizer – falei, ele me olhou compreensivo – eu não sinto dor, mas também não me sinto normal.

- Nós temos que descobrir o que está acontecendo com você. – a voz dele ficou séria de repente – Vou atrás da sua mãe em Los Angeles.

- Da minha mãe? – me sentei rapidamente o encarando sem entender o que ele queria dizer.

- Eu conversei com George, e nós dois achamos que o que você tem pode ser algo genético, então nós precisamos investigar todos os seus antepassados, saber se não aconteceu assim na sua familia antes. Por isso precisamos conversar com sua mãe, pra saber sobre a família dela e pra saber quem é seu pai bilológico.

- Meu pai biológico?

- É Nannah, nós precisamos conversar com ele também. Temos que procurar em todos os lugares, qualquer coisa é útil pra entender o que está acontecendo com você.

- E quando você pretende ir? – voltei a me deitar no peito dele.

- Logo – ele falou me aconchegando mais à ele.

Ficamos ali abraçados até que eu adormeci. Acordei um tempo depois, Jake estava com o braço passado na minha cintura. Me levantei devagar e fui até o quarto dos meus filhos que dormiam quietinhos. Me aproximei de cada um deles o suficiente pra dar um beijinho e sentir o cheiro deles. Eles dormiam tão traquilos.

Estava saindo do quarto quando senti algo estranho. Como se uma voz na minha cabeça me chamasse pra fora de casa, uma força estranha me puxando em direção à floresta. Minha temperatura subiu ainda mais, um calor intenso tomava conta da base da minha coluna, eu sentia meu corpo vibrar. Rápida e em silencio eu sai de casa e corri em direção à floresta. Minha respiração era superficial, meu coração batia tão acelerado que parecia que ia furar meu peito a qualquer minuto.

Ouvi um barulho de folhas sendo pisoteadas e me virei alerta para o local de onde vinha o som. Um homem alto, loiro de olhos azuis saiu do meio das árvores. Ele tinha um sorriso no rosto e de alguma forma, esse sorriso me transmitia segurança.

- Quem é você? – perguntei. Ele sorriu ainda mais largo, como se me ouvir falar fosse algo bom demais pra ele.

- Seu pai. – ele falou tranqüilo, e eu senti meu interior se agitar — eu sinto tanto por você ter que passar por isso...

- Como assim? – perguntei – Como você sente muito?

- Você vai passar por uma transição, filha. E ela é em parte culpa minha, você herdou de mim.

- Porque você apareceu agora?

- Eu não apareci agora, eu sempre estive perto de você, sempre olhando por você, te mantendo segura, desde que você nasceu.

- Espera – pedi tentando controlar minha respiração que se acelerou com as coisas que começaram a se juntar na minha cabeça – Você sabe que eu sou sua filha desde quando?

- Desde que você nasceu. – ele repetiu me olhando nos olhos.

- Você sempre soube da minha existência e nunca me procurou?

- Eu achei que você não seria como eu e eu queria que você tivesse uma vida normal.

- Você me viu ser desprezada pela minha mãe e ignorada pelo meu pai durante metade da minha vida e não fez nada?

- O que você queria que eu fizesse?

- Qualquer coisa! – gritei – Eu sou sua filha não sou? Como você conseguiu me ver sofrendo tanto e não fazer nada? E agora como você quer que eu acredite em qualquer coisa que você diga sabendo de tudo o que você não fez?

- Filha eu só estou aqui pra te ajudar.

- NÃO ME CHAME DE FILHA! – gritei ainda mais alto meu corpo tremia muito – Eu não sou sua filha. Sou filha de George Howard!

- Do home que te ignorou? Que te deixou sozinha quando o filho dele morreu?

- Quem é você pra falar sobre ignorar alguém? O que foi que você fez durante dezoito anos se não me ignorar?

- Dezenove. – ele falou sorrindo.

- Do que você esta falando?

- Que você já tem dezenove anos. Já passa da meia noite. Hoje é seu aniversario filha.

- Já disse pra você não me chamar de filha. – resmunguei.

- Tudo bem, já passa da meia-noite, é seu aniversário Nannah. – ele falou mais sério, mas ainda com um tom feliz na voz. – o ultimo que verei pois não vou viver por muito tempo mais... – ele falou num tom baixo, mas eu não dei muita atenção.

- Você disse que eu herdei de você esse problema, o que é isso? O que está acontecendo comigo?

- Você vai saber se deixar acontecer.

- Deixar acontecer? Deixar acontecer o que?

- O que você está sentindo. Deixa o calor te consumir filha, deixa o que você está prendendo sair.

- Pára de me chamar de filha – reclamei de novo – Você me irrita me chamando de filha.

- Não sou eu que te irrito, Nannah. É o seu eu querendo se libertar. Deixa acontecer, confia em mim.

- Confiança tem que ser conquistada, e você vai ter que suar muito pra ter a minha. – falei, eu tentava controlar os tremores e o calor que sentia, mas estar ali na presença dele e saber que ele sempre esteve por perto e nunca me procurou não ajudava.

- O calor e os tremores só vão aumentar, é melhor deixar acontecer logo de uma vez. – ele falou me encarando.

- Como você sabe? – perguntei.

- Eu já passei por isso, já senti o que você está sentindo. A diferença é que eu estava sozinho e você tem a mim.

Eu decidi acreditar nele, afinal pior do que eu estava eu não ficaria. Me concentrei no calor que sentia e nos tremores e deixei que eles tomassem conta do meu corpo. Eu sabia que estava me sacudindo toda e já estava pensando em gritar por ajuda, quando senti meus ossos e músculos aumentarem de tamanho e meu corpo ser lançado pra frente. Esperei o impacto com o chão, mas ele não veio, abri os olhos dando de cara com o chão da floresta. Minha respiração estava mais pesada, meu pulmão parecia ter se expandido e eu precisava de mais ar para enchê-lo, olhei meu corpo para entender o que tinha de errado comigo e me deparei com uma pelagem negra cobrindo minhas pernas, ou melhor, minhas patas.

‘Jake!’ gritei, mas o som que saiu da minha garganta fui um rugido. Mais sons de folhas sendo amassadas, dessa vez eram pisadas fortes no chão. Um uivo feroz chegou aos meus ouvidos e eu comecei a me desesperar, como os lobos entenderiam que essa era eu?

O primeiro que apareceu era um lobo cor de chocolate, seguido de outro, cor de terra cota e outros se seguiram a eles, eu os conhecia: Quill, Brad, Colin, Paul, Seth, Lana, Matt, Jared, mas como ia convencê-los de que era eu aqui?

Um deles rosnou alto e se adiantou, avançando na minha frente. O homem que se dizia meu pai – que só agora eu me tocava não saber nem o nome – explodiu na minha frente, virando uma fera negra muito maior que eu.

Fique atrás de mim” ele falou na minha cabeça eu ia perguntar como eu podia ouvi-lo assim, mas ele não teria como me responder, pois estava muito ocupado me defendendo do lobo cor de chocolate, Quill se eu não estava enganada.

Mais um deles, o de cor de terra cota, acho que Colin ou Brad, avançou para ajudá-lo, mas um latido, eu acho, fez os dois pararem. Eles olharam para o lobo acinzentado que se aproximava, olhando fixo pra mim. Senti um certo frio subir pela minha coluna, mas ao mesmo tempo senti que ele não queria me fazer mal, só então me toquei de quem era esse lobo, Embry, eu bem queria que meu amigo tivesse me reconhecido.

Os três pareciam discutir, enquanto os outros ficavam olhando uns para os outros, pareciam não entender o que estava acontecendo. Outro dos lobos se aproximou do trio, o cor de areia, Seth. Embry sacudiu a cabeça grande negando alguma coisa e se afastou, correndo para o meio da floresta.

como eu volto ao normal?” perguntei chorosa. “Eu preciso explicar a eles que sou eu”.

“Voce não vai conseguir, tem muito sentimento misturado em você, mesmo que se esforce não vai haver concentração suficiente”.

- Nannah? – ouvi Embry dizer e me virei imediatamente na direção dele. Ele estava em sua forma humana vestindo apenas uma bermuda – Deus é você mesma? Isso é... Isso é... Uau...

Um rosnado alto e um lobo cinza avançou na minha direção. Foi rápido demais, eu não soube como agir.

- Paul não! – ouvi Embry gritar antes de explodir num lobo e se colocar na minha frente. Paul ainda assim avançou, até que um rosnado feroz, capaz de estremecer até as arvores ecoou na floresta, fazendo todos os lobos se encolherem e abaixarem a cabeça.

Olhei na direção de onde veio o som e vi meu lobo cor de caramelo aparecer. Meu Jake.

POV – Jake

Acordei assustado com os uivos, tinha algo sério acontecendo e eu precisava correr. Nannah não estava ao meu lado na cama, devia estar amamentando os bebês, sai depressa sem passar pelo quarto, eu não queria assustá-la naquele momento, ela precisava de calma enquanto alimentava nossos filhos.

Já na varanda encontrei Rachel subindo as escadas correndo.

- Aconteceu alguma coisa séria. – ela falou ofegante, deve ter corrido de casa até aqui – Paul saiu correndo, me mandou vir pra cá ficar com nannah e com os meninos porque você teria que ir ver o que estava ocorrendo.

- Então entre e cuide deles pra mim – falei já correndo em direção à floresta.

Prendi minha calça de qualquer jeito na perna e me transformei. A cabeça da matilha estava uma confusão só, eles discutiam entre si dizendo que não era possível que fosse ‘ela’, imagens de um cara alto e loiro se explodindo numa das feras passavam pela cabeça de alguns enquanto eles olhavam para duas panteras negras paradas de frente a eles. Uma era grande e tinha os olhos cor de ouro, era nela que o cara havia se transformado, a outra, menor, tinha os olhos incrivelmente azuis.

Embry estava na forma humana, mas eu não conseguia entender o que ele dizia os pensamentos dos lobos eram altos demais. “eu não vou perder mais tempo” ouvi Paul pensar e em seguida avançar em cima da pantera menor.

- Paul, não! – Embry gritou antes de explodir em forma de lobo. “Você não pode machucá-la!”

“Besteira!” Paul urrou avançando novamente, algo em mim se agitou, eu sentia que não podia deixar ele machucar aquela fera. Era algo mais forte que eu desejando, necessitando protegê-la.

NÃO!” gritei, da minha boca saindo um rosnado alto, fazendo minha matilha se encolher. “Não quero nenhuma palavra, ninguém vai fazer nada, nem atacar nada antes de uma ordem minha, vou voltar à minha forma pra tentar convencer quem quer que sejam esses dois a se explicarem.” Deixei o calor fazer o caminho de volta e me vesti.

- Eu preciso entender quem vocês são pra acalmar minha matilha – falei me dirigindo à pantera mais alta, ela se virou pra outra que tinha a cabeça baixa e ronronava o que parecia ser um lamento, sua respiração começou a ficar mais acelerada e ta rápido quanto o um de nós lobos, ela deixou de ter a pelagem negra, ganhando um tom de pele claro. Uma pele que eu reconheceria em qualquer ligar desse mundo.

- Nannah! – exclamei e corri para segurá-la quando ela caiu desmaiada – Mas o que... que porcaria está... como... Nannah? – eu não sabia o que dizer nem o que fazer, Nannah era uma transmorfa também? Como? Desde quando? Porque ela estava aqui e não em casa?

Senti o focinho de um dos lobos encostar meu ombro e me virei, vendo uma camisa presa na boca de Seth. Peguei a camisa e vesti rapidamente em Nannah. Percebi que todos os lobos em respeito a mim, o alpha, olhavam em outra direção e não para o corpo descoberto da minha mulher. Agradeci Seth e me levantei levando Nannah em meu colo.

- Seth e Embry, escoltem ele – fiz sinal com a cabeça para a pantera grande – até minha casa. E você – falei olhando a fera – temos muito o que conversar. Então é melhor seguir eles dois. O restante pode voltar pra casa, apenas os que tem que fazer a ronda permaneçam aqui, e atentos.

...

- Jake! – Rachel falou soltando o ar aliviada – Onde ela estava? Eu procurei ela pela casa toda, não sabia como te falar que ela não estava aqui...

- Está tudo bem Rach... quer dizer, ela está comigo, porque bem eu suspeito que nada esteja – coloquei Nannah no sofá e Rachel correu no quarto voltando com um cobertor – minha cabeça ta uma confusão só, eu ainda não acredito no que vi...

- E o que você viu? – ela se sentou na mesa de centro, ficando de frente pra mim que havia acabado de me sentar na poltrona.

- Ela estava em forma de pantera. – falei baixo, minhas palavras faziam a coisa parecer absurda demais – Eu juro que se não tivesse visto a pantera negra virando Nannah eu não teria acreditado, mas era ela Rach.

- Ela... ela é... que nem vocês? Ela também se transforma? – fiz que sim com a cabeça.

- Como é possível?

- Eu não sei, mas espero que o cara que estava na floresta com ela, e que também é uma pantera, possa me responder. – respirei fundo e me escorei na poltrona, jogando a cabeça pra trás.

Seth entrou em casa rápido e pegou duas bermudas minhas, uma pra Embry e outra pro cara-pantera, afinal os dois tinha explodido suas roupas tentando, segundo Seth, proteger Nannah. Não demorou e os três entraram na minha casa.

Nannah ainda estava desacordada, mas a respiração e a pulsação dela estavam normais, então eu não me preocupei muito. Apenas fiquei ali ao lado dela.

- Pode começar a se explicar – falei pro cara que parecia inseguro de estar ali – Ninguém vai te machucar, desde que você explique que porra foi aquela que aconteceu com minha mulher.

Ele respirou fundo e se aproximou um pouco, parando perto da janela, dando uma olhada de rabo de olho em Nannah. O semblante dele estava franzido.

- Ela está bem – falei – só não acordou ainda.

- É normal – ele respondeu – ela se desgastou demais pra se destransformar, daqui a pouco ela acorda.

- Então vai falar o que ta acontecendo, ou não?

- Eu preciso começar contando uma história, pra que vocês entendam.

- Somos todo ouvidos – Embry falou parando atrás do sofá onde Nannah estava deitada.

- Eu venho de uma descendência que vivia na Malásia, numa região escondida da floresta amazônica. Meus antepassados eram os únicos daquela área, até que chegou um povo estranho, eles pareciam estar querendo se esconder de algo. Meu povo tentou espantar eles dali, travamos algumas batalhas e perdemos a maioria delas. Muitos guerreiros foram perdidos, mas ainda assim meu povo ficou ali, onde eles haviam surgido e pretendiam permanecer. Nós não sabíamos mais o que fazer para tirá-los do nosso lugar. Até que um dia, o líder do meu povo teve um sonho, segundo ele um dos espíritos protetores da tribo havia dado uma esperança. Todos os descendentes do líder seriam criaturas fortes, rápidas e teriam uma arma que viria de dentro e seria capaz de proteger todos da tribo.

O líder tinha três filhos. Todos os três, na noite seguinte ao sonho começaram a sentir coisas estranhas. Eles tinham febre, tinham dor, se enfraqueciam, mas a saúde deles continuava intacta, era como se algo invisível estivesse sugando a vida deles. Quando todas as esperanças de melhora haviam se esvaído do líder da tribo, e ele começou a achar que havia recebido um castigo por interpretar errado o sonho e dar falsas esperanças ao povo, o filho mais velho dele se transformou numa pantera negra gigante, logo em seguida o outro filho também se transformou e o terceiro também.

Todos desesperaram e tiveram medo, até o que primeiro filho caiu desmaiado e voltou à sua forma humana. O mesmo aconteceu com os outros dois, algumas horas depois os três acordaram e disseram tudo o que se passou. Eles então descobriram que a arma que viria de dentro para ajudar o povo era a fera deles. Eles aprenderam a se transformar e voltar a forma humana, espantaram os intrusos das terras dele e a tribo viveu em paz.

Muitos anos depois, o primeiro neto do líder estava completando vinte anos e todos os sintomas reapareceram nele. Era exatamente a mesma idade que o filho mais novo do líder tinha quando se transformou a primeira vez. Depois disso todo descendente do líder, aos vinte anos se transformava e mesmo depois que a primeira família deixou de existir, que meu povo se mudou para as terras dos brancos, mesmo depois de séculos desde a primeira transformação, os genes persistiram.

Foi assim comigo. Eu estava na faculdade quando comecei a sentir os sintomas, eu fiquei com medo e fui pra casa dos meus pais. Minha mãe me contou toda a história e disse que eu era o ultimo da linhagem, eu era a ultima pantera. Eu fiquei fascinado com a história que ela me contou, com a revelação do que eu era. Mas eu descobri depois que a vida não é assim tão fácil, eu tinha que lidar com dois ‘eus’ eu tinha que viver duas vidas. Foi então que eu prometi que nunca teria filhos. Eu não passaria por isso.

Um tempo depois eu conheci uma mulher incrível, eu queria ela pra mim, pra minha vida. Mas ela já tinha a vida dela, a família dela. Eu decidi aceitar o que ela me oferecia, uma noite, uma única noite. Eu só não sabia que nessa noite eu quebraria a promessa que fiz pra mim mesmo.

- Violet – falei – Você é o cara com quem a mãe de Nannah traiu George. Você é o pai de Nannah.

- Sim. Eu só soube que tinha uma filha quando ela completou um ano. Eu a vi com Violet e fiz as contas, além do mais, os olhos dela me diziam que ela era minha filha. Eu a observei de perto o tempo todo. Deixei de lado toda a minha vida profissional apenas para seguir os passos dela, para ter certeza da segurança dela. Quando ela veio pra cá, eu tive muito medo, porque eu vi que vocês aqui não eram digamos comuns, vocês eram de um mundo que eu conhecia e eu tive medo por ela. Eu voltei para a casa dos meus pais e investiguei nos diários dos transmorfos que vieram antes de mim, não havia um só registro de uma mulher que tivesse passado pela transformação. Elas carregavam o gene, mas não o desenvolviam, apenas passavam para o filho, como foi o caso da minha mãe. Então eu fiquei tranqüilo quanto a minha filha, mas quando eu voltei eu a vi com todos os sintomas, eu sabia o que ia acontecer e mesmo sem entender como estava acontecendo eu fiquei para ajudá-la.

- Mas você disse que as transformações aconteciam aos vinte anos. Nannah tem dezoito – Seth questionou.

- Dezenove – falei me lembrando que hoje era aniversário dela – ela faz dezenove anos hoje.

- Que seja – Seth continuou – dezenove não é vinte.

- Mas eu não sei se pras mulheres a transformação acontece aos vinte anos, Nannah é o primeiro caso.

- Quanto... quanto tempo seus ancestrais viveram – perguntei temendo a resposta, eu não saberia como reagir se descobrisse que Nannah não viveria muito.

- Eternamente. – ele me respondeu – Desde que não desista da forma de pantera, ela será imortal. – foi impossível segurar o sorriso monstruoso que surgiu no meu rosto. Eu teria minha Nannah pra sempre, porque se ela era imortal, não havia porque eu querer desistir da minha condição de lobo.

Devagar, Nannah abriu os olhos, olhando confusa ao redor até que suas orbes azuis – que estavam ainda mais brilhantes – se fixaram nos meus olhos. Então aconteceu, aquilo que faltava, aquilo que tornava meu imprinting confuso e defeituoso aconteceu naquele momento. Todas as peças se encaixaram, o mundo encontrou sua posição correta. Tudo ao meu redor se tornou um pano de fundo para aquela imagem na minha frente, tudo sumiu, apenas ela, aquela menina em corpo de mulher, a criatura mais incrivelmente bela e doce, a mais frágil e também a mais forte. A única que conseguia me manter no eixo, me deixar seguro, me fazer ver o certo, me fazer vivo. A única que eu queria, a única que importava, a única capaz de fazer meu coração bater apressado. A única que me fazia sentir medo, medo de perder, medo de não ser o suficiente. A minha única. A minha pequena, a minha amiga, a minha namorada, a minha noiva, a minha mulher. A minha Nannah. Era isso que faltava, era o laço que ainda não tinha sido amarrado, ela era uma transmorfa, como eu, ela era meu imprinting, e eu... eu era o imprinting dela.

Notas finais
Deixem-me saber o que vocês acharam do capitulo.... Bjos!