Crossroads - Vidas Cruzadas
27 Capítulo 26 - Perigo
Notas iniciais
Pra quem quer acompanhar em interativo: http://nannahandrade.blogspot.com
Enjoy it!
POV – Nannah
Os meses tinham se passado rápido, Rachel e Paul haviam se casado numa cerimônia simples mas muito emocionante. Jake fez questão de levar Rachel até o altar e entregá-la à Paul, e no jantar de comemoração meu ‘noivo’ falou palavras lindas para a irmã. Rebecca também estava presente, ela o marido e as gêmeas lindas e encantadoras, eles passaram algumas semanas em casa conosco, mas depois do casamento, com Rachel se mudando para a casa de Paul, Peter comprou uma pequena casa pra eles. Jake não gostou muito, ele queria a irmã perto dele, mas Rachel disse que nós dois merecíamos um cantinho só nosso, pricipalmente depois que fizemos o primeiro ultrassom e descobrimos que precisaríamos de muito espaço em casa.
Flashback on
- Jake não precisa dessa agonia toda – reclamei Jake que andava de um lado pro outro na sala de espera do hospital onde eu faria o ultrassom.
- É a primeira vez que vamos ver nosso bebê, eu tenho direito de estar nervoso – ele se sentou ao meu lado.
- Não quero nem pensar quando for o dia do parto. – eu ri. Jake ia falar alguma coisa, mas a enfermeira chamou meu nome o fazendo pular da cadeira como se tivesse tomado um choque.
Entramos na sala de exames onde uma médica nos esperava com um sorriso no rosto.
- Bom dia, eu sou Anne Becker. – ela falou nos cumprimentando, eu apertei a mão dela e Jake deu apenas um sorriso, afinal se a médica tocasse na mão dele, o ultrassom seria esquecido e ela teimaria em internar Jake. – Primeiro ultra, certo? – ela perguntou.
- Sim – falei me sentando.
- Imagino como vocês devem estar nervosos. – ela olhou pra Jake que ainda estava inquieto –Então não vamos esperar muito, não é? Por favor ‘mãe’ vá ali naquele banheiro e coloque a camisola que está lá.
Me levantei e fui até o banheiro onde vesti uma daquelas camisolas verdes de hospital, terminei de me vestir e voltei para a sala, a médica já estava sentada entre um computador e uma maca e Jake numa cadeira do lado oposto dela.
- Pode deitar aqui querida – a médica me indicou a maca. Assim que deitei ela colocou um lençol sobre meu quadril e levantou a camisola até acima da minha barriga, que estava com apenas um volume pequeno –Isso é um pouco gelado – ela falou antes de colocar um gel sobre meu ventre, colocando um aparelhinho em seguida.
Bem de frente pra maca havia uma TV presa à parede, a Dra. Becker apertou alguns botões no teclado do computador e logo TV se encheu com uma imagem escura com algumas manchas brancas.
- Olha só, essa aqui é a cabecinha – ela falou mostrando uma imagem maior – estamos vendo ela de cima. Aqui – ela moveu o aparelho – é a coluna vertebral, está perfeitinha, estão vendo? – e desse outro lado – ela moveu de novo – fica o rosto... – ela interrompeu a fala no meio e franziu o cenho, eu comecei a me preocupar.
- Alguma coisa errada doutora? – foi Jake quem perguntou.
- Errado não – ela falou suavizando a expressão e movendo de novo o aparelho, quando a imagem parou na tela eu entendi o porque do choque da médica.
Eu podia não entender nada daquelas imagens, mas a que estava congelada na minha frente era suficientemente clara. Lágrimas começaram a rolar pelos meus olhos e isso foi a gota pra Jake.
- Amor, você está chorando, o que foi? – ele perguntou agoniado – Dra tem algum problema com meu filho?
- Não Sr. Black, nenhum problema com... seus filhos. – a Dra Becker sorriu pra Jake – olhe a tela – ela indicou a TV que Jake passou a olhar – são dois bebês e não um.
- Dois? – Jake perguntou rindo – Nós vamos ter dois bebês?
O restante do ultrassom foi só de risos e lágrimas, principalmente quando ouvimos os coraçõeszinhos.
Flashback off
Eu e Jake decidimos não nos casar agora, seria melhor esperar nossos bebês nascerem primeiro. Ele estava todo bobo com a idéia de ser pai, fica o tempo todo tocando minha barriga, conversando com ela sempre que estávamos juntos, era literalmente um babão. E eu adorava isso.
Meu pai era outro que vivia preocupado comigo, ligava sempre e vez ou outra vinha me visitar. Ele também tinha insistido pra que eu aceitasse um cartão de crédito, segundo ele se eu ficasse com o cartão não precisaria ficar pedindo dinheiro pro Jake, já que trabalhar estava fora de cogitação, ninguém deixava e todos faziam plantão ao meu lado com medo que se eu ficasse sozinha eu fosse trabalhar. Acabei aceitando o cartão do meu pai...
Agora eu ficava em casa o tempo todo, nunca sozinha, afinal essa era a casa do alpha, o que significava o lugar de reuniões e encontros da matilha. Só no dia que eu vi a casa cheia, com todos os meninos-lobos, eu entendi o que Emily sentia quando Sam era o alpha. Ser a mulher do líder nos faz de certa forma ter que cuidar desses garotos que cresceram cedo demais. Eu me assustei no começo, tinha que fazer muita comida, porque eles comem um absurdo, tinha que estar organizando tudo o tempo todo, mas com o passar do tempo eu fui me acostumando com isso. Só era difícil ter que ver Embry todos os dias.
Eu ainda não me conformava pelo que fiz com ele, eu nunca quis que ele sofresse e por mais que ele diga que está tudo bem, eu posso ver a mágoa nos olhos dele quando Jake está perto. E Jake parece que faz de propósito, ele fica o tempo todo que Embry está aqui me abraçando, com a mão na minha barriga... como se dissesse “ela é minha e ninguém vai mudar isso” por mais que isso seja verdade, eu realmente sou dele e ninguém vai me fazer sentir diferente, não é preciso ficar esfregando na cara do Embry que ele perdeu. O mais difícil pra mim foi vê-lo depois que ele derrubou a árvore. A batida deu a ele o ombro deslocado e uma luxação no úmero, foram duas semanas vendo Embry com o braço enfaixado.
- Pensando em quê? – Jake perguntou me abraçando por trás. Eu estava na cozinha preparando algo pros lobos que logo chegariam para uma reunião.
- Na minha vida – me virei pra ele – e em como ela está perfeita.
- Eu posso deixá-la melhor – ele falou já distribuindo beijos no meu pescoço. Rapidamente eu estava sentada em cima da pia.
- Jake, daqui a pouco os meninos estão aqui – reclamei tentando buscar a coerência que seus lábios no meu decote me tiravam.
- Eles ainda vão demorar – Jake tirou minha blusa e a jogou de lado. Eu enrubesci, como tem acontecido desde que minha barriga começou a aparecer, se antes de ter esse barrigão não era fácil ficar nua na frente de Jake agora era ainda mais difícil – Já falei pra você deixar de ser boba, e parar com essa vergonha sem sentido – Jake falou tirando minhas mãos que estavam cruzadas sobre minha barriga – Você está linda, a mais linda de todas as mulheres do mundo.
Ele tomou meus lábios e suas mãos passeavam ora por minhas costas ora por meus seios e barriga. Jake me levantou e deu alguns passos pra trás, se sentando numa cadeira e me colocando sentada em seu colo. Rapidamente meu short foi arrancado do meu corpo e o de Jake também foi parar em um canto qualquer, com facilidade Jake escorregou pra dentro de mim, nós dois gememos juntos.
Nossas bocas encontraram o caminho uma da outra e nós nos perdemos no nosso momento. Jake era carinhoso, suas investidas eram lentas, mesmo com todo tesão do momento ele não se esquecia que eu estava grávida e me tratava como uma boneca de porcelana. Mas mesmo devagar e com calma, nós dois juntos éramos quentes, não como fogo e pólvora, mas como lava, queimando lentamente, mas com o mesmo calor. Chegamos ao ápice abraçados – da forma que minha barriga permitia – e ofegantes.
- Eu te amo – ele sussurrou no meu ouvido – Te amo demais minha pequena.
- Também te amo – levantei minha cabeça e olhei em seus olhos – mas nós precisamos de um banho antes que os garotos cheguem.
Jake concordou rindo e me tirou de cima dele, me colocando de pé e se levantou. Eu comecei a andar na direção do banheiro e levei um susto quando ele me pegou no colo – outra mania que ele havia adquirido, me carregar no colo pra cima e pra baixo.
- Eu estou com 6 meses de gravidez e você está assim... – falei – não quero nem pensar quando eu estiver com 8.
- Quando você estiver com 8, você vai ficar quietinha sentada, enquanto eu faço tudo pra você. – ele respondeu me dando um selinho em seguida.
- Vou ficar mal acostumada assim. – falei e nós rimos.
Jake me pôs de pé no chão do banheiro e ligou o chuveiro, só me deixou entrar no Box quando a água estava – nas palavras dele – na temperatura perfeita. Ele mesmo fez questão de me ensaboar, o que fez inevitável nos amarmos mais uma vez. Quase uma hora depois nós estávamos saindo do banho, eu vesti um vestido rápido e voltei pra cozinha.
- Você não devia ficar cozinhando o tempo todo – Jake reclamou entrando na cozinha – Rach podia vir te ajudar, ou a Kim...
- Elas me ajudam, Jake. Só que hoje a Kim teve que levar a mãe dela no médico e Rachel está ajudando Becky com as gêmeas. – falei.
- Hum – ele resmungou e eu ri – E o que você está fazendo ai? – ele chegou perto me abraçando por trás.
- Muffins. – falei sem parar de mexer na massa – Só não sei se ficarão como os da Emy.
- Ficarão ótimos. – ele falou depositando um beijo na curva do meu pescoço.
- Amor, se eu cozinha sola de sapato, eu tenho certeza que você vai dizer que é um manjar dos deuses. Já entendi a coisa do imprinting, você vai sempre querer me fazer feliz.
- Não é assim – ele fez bico – eu gosto do que você faz de verdade, não só por causa do imprinting.
- Eu sei seu bobo – dei um selinho nele – Não precisa fazer bico.
Jake bufou e se sentou na cadeira. Ficamos em silencio um tempo, eu fazendo a massa dos muffins e Jake me olhando. O olhar dele sobre cada um dos meus movimentos começou a me deixar sem jeito, eu nunca gostei de ser o centro das atenções, então resolvi dar algum serviço pra ele.
- Me ajuda aqui – pedi e antes que eu pudesse terminar minha fala, ele já estava do meu lado – coloque a massa nas formas, enquanto eu faço os ovos, okay?
- Sim senhora – ele bateu continência me fazendo rir.
Ficamos ali mais alguns minutos, até que os meninos começaram a chegar e a bagunça começou. Primeiro vieram os mais novos, Colin, Brad, Matt, Josh e Lana – a segunda loba do bando. Depois Seth chegou com Quill, Paul e Leah – que só veio por causa da reunião, desde que eu e Jake nos assumimos juntos e todos ficaram sabendo da minha gravidez, ela nem olhava na minha cara. Embry chegou depois com Jared e a casa pareceu ficar ainda menor.
Todos me cumprimentaram como sempre faziam, com todo o respeito que a mulher do alpha, merece, o que pra mim se explicava melhor como ‘medo do Jake’, só Seth não seguia os outros, ele sempre me dava um abraço apertado e sempre conversava com ‘seus sobrinhos’. Jake fechava a cara, mesmo sabendo que Seth tem um imprinting e que nunca me olharia com olhos que não fosse de ‘irmão’, era inevitável pra ele sentir ciúmes.
- Então cambada, vamos começar a trabalhar né? – Jake falou tentando por ordem nos meninos que conversavam mais alto que tudo. A comida acabou num piscar de olhos e agora eles conversavam uns com os outros.
- Fala chefe – Seth brincou chamando a atenção dos outros para o que Jake queria falar. Eles começaram a conversar sobre estratégias de ronda, quem seriam as novas duplas, quem irar treinar Lana, que era a mais nova.
- Na minha opinião, Lana devia fazer ronda com a Leah – Jared falou e Leah fez cara feia – Ninguém melhor que uma loba pra mostrar à Lana como são as coisas agora...
- Eu não sou babá de ninguém – Leah resmungou.
- Nem eu preciso de babá – foi a vez de Lana falar.
- Ótimo, então se vira sozinha. – Leah retrucou, Lana ia falar alguma coisa, mas Jake a interrompeu.
- Parou, né? Eu não vou colocar as duas juntas, porque não quero ser responsável pelo primeiro caso de assassinato no bando. Lana você vai fazer ronda com o Colin, okay?
- Sem problemas – Lana respondeu lançando um sorriso tímido pra Colin.
- Colin? – Jake perguntou – Algo contra minha decisão?
- Nadinha – Colin piscou pra Lana.
- Ok, foi só eu que percebi ou rolou alguma coisa estranha entre vocês dois? – Brad perguntou olhando de Lana pra Colin.
- Alguma coisa contra, Brad? Ta com ciúme? – Colin provocou.
- Eu acho que ele ficou mordido, Colin, afinal ele quer você só pra ele. – Matt brincou e isso foi o que faltava pras brincadeiras recomeçarem, eu achei que Jake fosse brigar, mas ele começou a rir junto dos ‘mais velhos’.
Ouvi baterem na porta e fiz sinal pra Jake que estava se levantando pra atender que eu iria. Abri a porta e dei de cara com uma garota baixinha com cabelo preto espetado, olhos dourados como os de Bella, Edward e Carlisle e pele pálida. Ela era uma dos Cullen.
- Olá – falei, mas antes que ela pudesse me responder Jake estava protetoramente na minha frente e todos os outros lobos já se prostavam entre a garota e eu.
- O que ta fazendo aqui, sanguessuga? – Paul perguntou.
- Eu procurei algum de vocês na fronteira, mas não tinha ninguém lá, vocês deviam proteger melhor suas terras, assim como eu passei, outro vampiro poderia ter passado...
- Como protegemos nossa terra é problema nosso, e você violou o tratado... sinto muito – Paul avançou na direção da garota, mas Seth tratou de segurá-lo.
- Paul, se acalme – Jake falou se aproximando, não antes de me passar para o que estava mais próximo, que era ironicamente, Embry. – Alice não violaria o tratado sem uma razão.
- Não faria mesmo, só vim aqui porque tive uma visão Jacob. Algo muito sério.
- Todos pra ronda, exceto Seth, Quill, Paul e Embry – Jake falou sem desviar os olhos de Alice, quando todos os garotos saíram ele se virou para ela – entre.
- Eu ainda não contei pra ninguém, Edward não estava em casa, então ele também não sabe de nada. – Alice falou enquanto entrava.
- Fala logo o que você viu, Alice. – Jake pediu.
- Um vampiro – ela respondeu o olhando séria – vindo atrás de Rosana.
Senti o sangue fugir do meu rosto, minhas pernas perderam a força e eu comecei a cair, mas antes que alcançasse o chão mãos quentes me seguraram.
- Nannah, Nannah? – ouvi a voz de Embry perto antes de apagar.
POV – Jake
A vida às vezes é uma merda! Quando pensamos que está tudo bem, lá vem os problemas bater na nossa porta. Saber que um sanguessuga apareceria atrás da minha Nannah bagunçou todos os meus pensamentos, mas vê-la cair desmaiada nos braços de Embry me deixou sem ação. Esse negócio de imprinting deixa a gente meio besta, eu não posso cogitar a idéia de ver Nannah chorando, com dor, com medo ou qualquer outra coisa que apague a felicidade dela que eu fico sem saber como agir.
- Coloque ela deitada no sofá – Alice falou com Embry fazendo minha atenção voltar ao problema real.
- Nannah, amor, acorda... – pedi tirando Embry do caminho e me abaixando perto de Nannah.
- Me deixe olhá-la, Jacob. – Alice pediu – tantos anos com Carlisle me deram uma noção de medicina. – ela avaliou os pulsos de Nannah –ela está bem, foi só uma queda de pressão.
- Jake – Nannah sussurrou.
- Eu to aqui pequena – falei me aproximando do rosto dela.
- O que... o que esse vampiro quer comigo? – Nannah me perguntou agoniada.
- Não interessa, ele não vai chegar perto de você. Eu não vou deixar.
- Eu to com medo – ela falou baixinho e uma lágrima correu do olho dela.
- Shhh, não precisa ter medo. Você está segura aqui. Nós vamos redobrar as rondas, vamos ficar atentos a tudo. Ninguém vai chegar perto de vocês.
- Nós também vamos proteger vocês, Nannah – Alice falou – Jake lutou pela nossa família várias vezes, e nós não deixaremos a família dele de lado.
- Obrigado – falei – Seth, acompanhe Alice até a fronteira. Quill chame todos os lobos, reunião na clareira, agora. Paul vá buscar a Rachel pra ficar com Nannah. – ordenei e todos saíram rápido. – E você – falei pra Nannah – não se preocupe com nada. Eu vou te proteger, vou manter você e nossos filhos seguros, mesmo que isso custe a minha vida.
Dei um beijo longo nela, pra que ela sentisse que eu estaria ali sempre pra mantê-la segura, e me levantei. Me virei para pedir que alguém ficasse com Nannah até eu voltar da reunião, e dei de cara com Embry, o único lobo que havia sobrado na minha casa. Fiquei ali parado, sem coragem de deixar minha mulher com o cara que era apaixonado por ela.
- Você cuida dela, enquanto eu resolvo tudo na clareira – pedi o olhando de modo que ele soubesse que qualquer vacilo eu resolveria com ele depois.
- Pode deixar, vou mantê-la segura pra você. – ele falou me encarando firme. Era por isso que Embry era meu melhor amigo, porque eu sabia que independente dos sentimentos dele, ele sempre respeitaria nossa amizade.
- Eu volto logo – falei com Nannah antes de sair correndo em direção à clareira.
Todos já estavam reunidos e com caras de preocupação, a minha cara não devia estar melhor, tratei de começar logo a reunião.
- Alice viu um vampiro vindo atrás de Nannah – falei – então nós vamos intensificar as rondas e aumentar a vigilância. Paul, Embry, Leah e Jared fazem ronda pela manhã. Josh, Lana, Matt e Quill ficam à tarde e Brad, Seth, Colin e eu à noite, mas eu vou estar sempre dando apoio nos outros turnos.
- Pode deixar Jake, por nós não vai passar nada. – Colin garantiu.
- Eu sei disso – falei – mas por precaução quero que vocês descansem quando não estiverem na ronda.
- E a escola? – Lana perguntou.
- Vocês vão continuar normalmente. Por isso escalei vocês à tarde e à noite. Os do turno da manhã começam às oito e serão rendidos às quatro. Os do turno da tarde serão rendidos à meia noite. E os do turno da noite às oito da manhã. Alguma duvida? – Ninguém se manifestou. – Certo então. Josh, Lana, Seth e Matt vocês começam, o restante vão pra casa descansar, eu preciso de vocês aqui atentos então não quero ninguém com sono.
- Ninguém vai deixar nada chegar perto da sua princesa, Jacob. – Leah falou saindo.
- Eu não estou protegendo só a Nannah, Leah. – falei alto a fazendo parar e me olhar – é claro que meu objetivo principal é ela. Mas eu também estou protegendo a reserva. Eu melhor que qualquer um sei as conseqüências de se ter um vampiro por aqui.
Ninguém falou mais nada, cada um seguiu seu caminho e os quatro que fariam ronda se encaminharam para a floresta. Eu segui pra casa, ter deixado Nannah sozinha depois de desmaiar estava me dando nos nervos.
Corri na forma humana mesmo e cheguei em casa rápido, lá dentro estava silencioso, mas eu podia perceber duas respirações distintas, uma leve e ritmada, a outra era mais rápida. Nannah e Embry. Rachel não havia chegado e minha mulher tinha ficado sozinha com Embry. Apressei meu passo e entrei vendo Embry sentado, com os pés de Nannah no seu colo, tive que morder a língua pra não dar um berro e mandar ele tirar as mãos da minha mulher, mas ela estava dormindo e isso além de acordá-la a assustaria.
- Já pode ir – falei pra Embry tirando com cuidado as pernas de Nannah do colo dele – você começa a ronda às sete.
- Eu posso começar agora – ele falou antes de sair.
- Seth, Matt, Josh e Lana já estão fazendo ronda.
- Eu posso ajudá-los – ele insistiu.
- Não. Você vai pra casa descansar. Eu quero vocês atentos nas rondas.
- Mas eu não estou cansado, eu posso aumentar a segurança. Nannah precisa de segurança.
- Eu sei do que a minha mulher precisa, Embry. – falei já stressado com a insistência dele.
- Eu não duvido disso, Jake. – ele falou calmo – eu sei que você morreria por ela e pelos bebês. E você sabe que eu faria o mesmo. Eu também morreria por eles. Me deixa ajudar.
- Ok. Você quer ajudar? Vai até a casa dos Cullen e conta pra eles o que nós decidimos, e como ficaram as rondas. Aproveita e vê que estratégias eles planejaram.
- Certo – ele se rendeu – O que eu tenho que falar com eles?
Expliquei tudo a Embry que saiu em seguida. Eu peguei Nannah do sofá e a levei pro quarto, onde ela ficaria mais confortável.
Nós agora estávamos dormindo no quarto que era do meu pai, pois ele era maior. Os garotos já tinham se juntado numa reforma rápida e colocaram uma porta separando nosso quarto do quarto que seria dos bebês que antes era da Rachel. Meu quarto virou uma pequena biblioteca pra Nannah. George tinha mandado todos os livros dela pra cá depois que eles fizeram as pazes. Assim como boa parte das outras coisas dela, ficaram apenas algumas na casa dele em LA, que segundo Nannah não condiziam com a condição ‘quase-casada’ dela.
Por mais cuidado que eu tive ao pegá-la, ela acabou acordando assim que a coloquei na cama.
- Você voltou – ela sorriu pra mim, aquele sorriso que me desmontava todo e me deixava o mais idiota dos homens.
- Eu sempre volto pra vocês. – falei beijando sua testa e sua barriga.
- Eu fiquei com medo. – ela sussurrou
- Medo de que?
- Do tal vampiro aparecer e machucar um de vocês...
- Não precisa se preocupar com isso. Nós damos conta de um vampiro.
- Acho que por mais que você fale, eu não vou me acostumar, sempre vou ter medo por vocês – ela deitou no meu peito e se encolheu – eu só te peço pra ter cuidado, ta bom?
- Sempre. – falei – Sempre terei cuidado para poder voltar inteiro pra vocês.
Ficamos ali deitados até que Nannah voltou a dormir. Eu acabei cochilando também, acordei com os uivos altos. Levantei depressa mas tomando cuidado pra não acordar Nannah e corri pra floresta, pulando a janela mesmo. Um piscar de olhos e eu já corria na forma de lobo.
‘O que aconteceu?’ perguntei
‘Vampiro’ Jared respondeu. 'O mesmo miserável que matou o Billy'
O fedor do vampiro chegou ao meu focinho junto com as palavras de Jared. Acelerei minha corrida, o desgraçado era meu e ninguém o alcançaria antes de mim.
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