Crossroads - Vidas Cruzadas
32 Capítulo 31 - Angel of mine
Notas iniciais
Enjoy it!
POV – Terry
Já fazia alguns dias que eu não via minha irmã, eu estava ocupando meus dias no treinamento para proteger minha sobrinha. Eu não fazia idéia dos riscos que ela poderia vir a correr eu sabia apenas que estaria lá por ela. Se essa era a forma de continuar perto da minha irmã eu faria direito.
- Você anda quieto – Patch falou se sentando ao meu lado, interrompendo minha concentração para mais uma meditação.
- Eu estava tentando meditar – falei o olhando de lado.
- Sim, mas não estou falando de agora, estou falando de uns tempos pra cá. – ele sorriu – estou até sentindo falta da sua impaciência.
- Só estou tentando dar o melhor de mim, pela minha protegida.
- Isso mexeu com você né?
- Bastante. Eu to tendo uma outra chance de estar perto da minha irmã, mesmo que seja através da filha dela, eu não quero fazer nada de errado pra perder isso. Quero ver a felicidade de Nannah de perto, entende?
- Entendo. E fico feliz com isso, mas não precisa se dedicar tanto assim. Você já é uma alma boa Terry, só precisava de disciplina e isso você conseguiu.
- Então eu estou pronto?
- Está. Ainda bem, porque se não estivesse estaríamos com sérios problemas...
- O que você quer dizer?
- Quero dizer que sua protegida está chegando ao mundo.
- Agora? – me levantei rápido assustando Patch, pela primeira vez desde que o conheço, diga-se de passagem.
- Daqui a pouco – ele também se levantou – você vai saber a hora certa, agora eu tenho que ir, minha protegida precisa de mim.
- Eu posso vê-la? – perguntei – a Nannah, eu posso vê-la agora?
- Claro, desde que você não interfira em nada. – ele me deu as costas e começou a andar, sumindo alguns passos depois.
Eu me concentrei na minha irmã e quando abri os olhos estava no L.A. Mall. Eu me lembrava bem desse shopping, várias vezes eu, Nannah e Mel viemos passear aqui. Nannah estava parada encarando minha mãe.
Minha mãe... nossa fazia tanto tempo que eu não a via. Mas ela não tinha mudado, exceto por estar um pouco mais magra e com o rosto abatido. Ela ainda era muito linda, mas sua expressão olhando Nannah era severa... não... era raivosa. Ela tinha raiva da minha irmã e isso me doía. As duas deviam se amar. Tudo bem que a gravidez não foi planejada por minha mãe, tudo bem que ela gerou Nannah de uma forma que eu não considero certa, mas isso não é motivo para odiar a própria filha. Independente de quem fosse o pai, Violet era a mãe e isso é motivo suficiente para se amar.
- Elas ainda tem muito a aprender juntas – Patch falou parando ao meu lado.
- Juntas? – o olhei sem acreditar no que ele falava – Olha a hostilidade no olhar de cada uma. Como elas podem aprender algo juntas?
- Estar junto não significa estar do lado, Terry – ele falou suavemente – elas podem aprender juntas mesmo se odiando, porque o aprendizado não virá de palavras, mas de ações e cada ação tem sua reação.
-Mas não faz sentido – ele me olhou desaprovador – Me desculpe se parece que eu quero desafiar o curso divino para as coisas, não é isso, é que foi Violet quem errou, foi ela que traiu meu pai e teve um filho de outro cara, não que eu não agradeça cada dia por minha irmã. O erro foi da minha mãe, mas quem paga é Nannah, é ela que não recebe amor e carinho de mãe.
- Violet vai ter sua conseqüência, na hora certa...
- Onde está o anjo da minha mãe? – perguntei me dando conta que eu não via nenhum ser especial tomando conta dela.
- Nem todos precisam de um anjo de guarda por perto o tempo todo – Patch respondeu automaticamente – apenas alguns ‘especiais’ digamos assim precisam.
Voltamos a olhar minha mãe e Nannah, as duas continuavam trocando farpas. Nannah havia perguntado sobre o verdadeiro pai e minha mãe estava a insultando. Jake finalmente teve uma atitude de gente e tirou Nannah de perto dela.
- Posso te fazer uma pergunta? – falei.
- Sim, só não sei se poderei responder... – ele sorriu.
- O pai de Nannah, quem é ele?
- Bom esse é um assunto delicado...
- Por que?
- Porque ele vai ter sua hora para vir a tona. Posso te adiantar que ele é um ex-professor universitário...
- Ex-professor? Porque ele não leciona mais?
- Digamos que ele tinha duas vidas não compatíveis.
- Como assim? – aquela história estava cada vez mais complicada.
- Isso vai ter que ficar para depois... Nannah precisa de mim. Volte pra colônia, se concentre e se prepare, você logo vai estar ‘atuando’ como anjo.
- Ok. – falei e o vi sumir.
Voltei para a colônia onde me concentrei em nada. Apenas deixei minha mente vagar.
oOo
- Terry – a voz de Sarah soou ao meu lado – é hora de ir querido.
Abri os olhos e vi que ela e Billy estavam de pé na minha frente.
- Vocês também vão? – perguntei me levantando.
- Sim – Sarah respondeu – você não sabe, mas eu fui abençoada alguns anos atrás com o direito de ser anjo de guarda do meu filho. – Nós fomos caminhando enquanto ela me contava – quando Jake se tornou um lobo, ele passou a ser um humano especial, por isso precisava de um anjo pra estar com ele o tempo todo, um guia digamos assim.
- Patch me falou algo sobre isso... – falei – mas e o Billy? Porque ele está aqui?
- Duas crianças vão nascer, Terry, você esta destinado a proteger a menina, Billy será guardião do menino...
- Ele não precisou do treinamento que eu tive? – perguntei sem pensar.
- Ele está aqui a menos tempo, mas viveu mais tempo que você no mundo terreno. – Sarah me sorriu.
- Digamos que eu tenho mais tempo de serviço que você garoto – Billy falou com sua voz de trovão.
Eu ri sendo acompanhado por ele e por Sarah. Não demorou muito para estarmos na caverna em La Push. Ironicamente, ou não, meus sobrinhos nasceriam no mesmo lugar onde foram gerados.
Nannah já estava em trabalho de parto, Embry estava ajudando, o garoto parecia saber o que estava fazendo. O desespero de Jacob era visível, ele parecia estar a ponto de levantar para amparar o choro e os gritos de Nannah, e só não o fez porque o choro do primeiro bebê tomou conta do lugar.
Era incrível ver as coisas do plano onde eu estava, a caverna foi coberta de luz no momento em que minha sobrinha chegou ao mundo, eu senti uma ligação forte com ela, algo que transcendia tudo que eu cheguei a sentir tanto vivo como depois de morto. Era um sentimento grande, eu me sentia capaz de tudo para proteger aquela menininha.
Jake a colocou nos braços de Embry, que se afastou. Sarah se abaixou ao lado de Jake, sussurrando no ouvido dele o que ele precisava fazer para ajudar minha irmã. Patch estava ao lado de Nannah, a segurando, mesmo que ela não sentisse, e a dando forças. Billy também estava perto de Jake, esperando pelo seu protegido que não demorou muito a chegar. Eu me afastei deles, caminhando em direção à Embry e minha sobrinha.
No momento que olhei pros dois eu pude sentir a razão pela qual Embry era tão ligado à minha irmã. O que antes eu via como um amor torto, um amor enganado, agora eu conseguia perceber como a demonstração de amor mais pura do mundo.
Não era como o amor que eu podia sentir de Jake pra Nannah, ou de Nannah pros seus filhos, ou mesmo meu pra minha irmã. Era algo trasncedental, inexplicável, impossível de se colocar em palavras. Embry não via minha sobrinha como amor da vida dele, ela a via como seu próprio mundo, era nítido que sem aquela menina, ele não viveria mais, mas que ele seria capaz também de dar a própria vida por ela.
- Embry. – Jake chamou o assustando. O ciúme estava nítido nos olhos do meu cunhado – Traga minha filha. Nannah quer vê-la. Nós vamos conversar depois. – ele completou quando Embry entregou a menina à Nannah.
- Eles são tão lindos – Nannah chorava – Mas são tão pequeninos...
- Eles precisam de um hospital, Jake – Embry falou – são prematuros, são pequenos...
- Eu sei. Vai ver se você consegue um carro.
- Vou me transformar, pedir a quem estiver na ronda pra trazer um carro o mais próximo possível.
- É, faz isso... e cai fora daqui logo.
Embry saiu com dificuldade, ele queria ficar. Pouco depois Seth votou com um carro e eles levaram Nannah, Ivy e Mathew, como agora eram chamados os meus sobrinho, para o hospital. Patch e Sarah acompanharam Nannah e Jake, enquanto eu e Billy fomos com meus sobrinhos.
Eu me coloquei ao lado de Ivy, onde eu ficaria sempre, a partir de agora.
Notas finais
Digam-me o que acharam do capitulo... Bejos.
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