Notas iniciais
Oi flores!!!!! *correndo e se escondendo das pedras* Milhões de desculpas pela demora em entregar os capítulos das minhas fics.... mas minha vida ta uma correria só. Primeiro veio o falecimento do meu sogro, depois eu me mudei de casa (daí vcs tiram né umas duas semanas só arrumando bagunça) e depois, comecei a cursar uma nova faculdade... é coragem... não sei se vcs sabem, mas já sou formada em Letras Inglês, agora resolvi me aventurar em Nutrição, estou adorando, mas como todo 1º período são toneladas de textos pra ler, trabalhos pra fazer.... e ainda tem as minhas filhotas e o meu trabalho... enfim... ddemorei mas entreguei o capitulo, ai está ele, fresquíssimo...

POV – Nannah

Acordei muito bem disposta, nenhuma dor pelo corpo, nenhum sinal de febre. Dei uma olhada ao redor e vi onde eu estava, eu conhecia esse quarto, mas ele não ficava na casa do Jake, foi ai que lembrei da confusão de ontem, Jake e Embry discutindo sobre quem cuidaria de mim, Seth me tirando de lá e me trazendo pra casa dele, Sue cuidando de mim...

- Bom dia – Seth falou parado na porta.

- Bom dia – respondi me sentando.

- Dormiu bem? – fiz que sim com a cabeça – Se sente melhor?

- Muito melhor – falei – não sei que milagre foi que sua mãe fez, mas eu estou perfeitamente bem.

- Foi o chá que ela te deu – ele falou se sentando do meu lado – uma mistura de ervas.

- Como estão o Jake e o Embry – perguntei – eles se mataram? – nós rimos.

- Ainda não – ele respondeu – eu conversei com os dois.

- Conversou? – perguntei – o que exatamente você conversou com eles?

- Nada demais.

- Sei – falei e mudei de assunto – você não devia estar na escola?

- Tirei o dia de folga – ele sorriu maroto – pra cuidar de você.

- Eu já me sinto bem, mas você pode me ajudar a encontrar um emprego o que acha?

- Não antes de você tomar um café reforçado, ordens da Sra Clearwater – ele se levantou estendendo a mão pra me ajudar.

- Eu não seria louca de descumprir uma ordem da general Clearwater – nós rimos – nem seria difícil, já que estou azul de fome.

Tomei um café com Seth – café não que aquilo era praticamente café, almoço e janta de tanta comida que tinha na mesa – e nós fomos até a casa de Jake pra que eu tomasse um banho e trocasse de roupa. A casa estava vazia, nem um mínimo sinal de Jacob por lá, melhor já que eu não sabia como encará-lo depois da confusão de ontem.

Vesti uma roupa simples, porém mais formal, já que eu iria pleitear um emprego. Escolhi uma calça jeans e uma blusa de manga comprida preta. Calcei meu all star rosa e branco e peguei um moleton. Seth estava me esperando na sala.

- Então estou bem? – perguntei dando uma voltinha na frente dele.

- Se você não estiver interessada em uma vaga de presidente numa multinacinal ou algo do tipo acho que essa roupa serve – franzi o cenho e ele riu me abraçando em seguida – está ótimo sua boba.

Nós saímos de casa abraçados e demos de cara com Embry. A expressão no rosto dele ao me ver com Seth não foi muito boa.

- Oi Nannah – ele falou – se sente melhor?

- Bem melhor Emb – respondi – Sue me deu um chá milagroso que me fez ficar novinha em folha.

- Que bom – ele falou e o vi lançar um olhar bravo pro Seth – vocês vão sair?

- Seth vai me levar pra procurar emprego em Forks – falei – algum problema?

- Não nenhum, é só que você estava mal ontem e eu achei que talvez você devesse descansar...

- Nem pesar – retruquei – eu não vou ficar de castigo em casa. Preciso encontrar um emprego e Seth vai me acompanhar.

- Não falei por mal... – ele respondeu. Era impressão minha ou Embry estava triste?

- Está com algum problema Emb? – falei descendo as escadas e me aproximando dele ele fez que não me dando um sorriso que não alcançou os seus olhos, o que significava que ele estava com algum problema sim – Faz assim, passa aqui à noite, a gente pode dar uma volta na praia e conversar um pouco...

- Pode ser – ele falou e em seguida me deu um beijo na cabeça e saiu.

Me virei pra Seth que olhava Embry se afastar, ele estava com o semblante sério, foi então que eu me lembrei de Seth ter me falado que tinha conversado com Embry e Jacob.

- Seth Clearwater – falei cruzando meus braços na altura dos seios – o que o senhor conversou com o Embry pra ele ficar tão estranho comigo?

- Eu? – ele fez cara de inocente – não falei nada de mais. E eu não achei ele estranho com você não...

- Ah não? Então por que será que ele me tratou tão distante e respondeu um ‘pode ser’ pro meu convite?

- Deve ser porque ele não ta a fim de sair – ele deu de ombros – vamos logo Nannah ou você vai se atrasar.

- Sei – falei o acompanhando até o carro de Jacob, uma vez que a minha lata velha ainda estava sob os cuidados do Sr. Mecânico Black.

- Seu carro fica pronto logo – Seth falou quando estávamos a caminho de Forks – vai ficar muito bom, o Jake é um bom mecânico.

- Se ele fizer aquela joça andar eu já o qualifico como um super mecânico – eu ri – sabe eu não entendo o que vocês acham de tão incrível naquele carro.

- É um clássico, e nós gostamos dos clássicos.

- Vocês são é doidos, como o Terry era – falei – ele podia ter o carro que quisesse, posso até apostar que se ele pedisse uma Ferrari zero, ele ganharia, mas ai ele escolhe aquela coisa.

- Por que você não ganhou um carro como seu irmão? – Seth perguntou

- Porque eu não existia naquela casa – respondi olhando a paisagem pela janela.

- Nannah, desculpa tocar nesse assunto, mas é que eu não entendo como uma mãe e um pai podem rejeitar um filho assim, sei lá talvez você que tenha se afastado deles...

- Sim eu me afastei – falei – mas fiz isso porque eu cansei de correr atrás deles, mendigando amor e carinho. Eu tinha isso do Terry, então pra mim já estava de bom tamanho, eu não preciso da Violet nem do George.

- Você chama seus pais pelo nome? – ele me olhou de sobrancelhas arqueadas.

- E você queria o quê? – o encarei – que depois de tudo que passei naquela casa eu chamasse os dois de mamãe e papai? Ah me poupe Seth. Eles eram os pais do Terry, não meus.

Seth ficou em silencio e eu o acompanhei, o que não devia ter feito, a falta de conversa no carro me fazia pensar em como sempre foi ruim não ter pais, acho que nem que perdeu ou nunca conheceu os pais não sentia a dor que eu sentia, a dor de ser rejeitada, de nunca ter sido desejada, de não se sentir parte da família.

Senti os meus olhos arderem, mas engoli o choro, eu não ia derramar mais nenhuma lágrima por Violet e George, eu fiz essa promessa no dia que sai daquela casa e iria cumpri-la.

- Vamos passar na delegacia, Charlie deve saber de algum lugar pra você encontrar trabalho. – Seth falou quebrando o silencio, apenas balancei a cabeça em sinal positivo, não confiaria na minha voz agora, ela provavelmente sairia embargada denunciando minha vontade de chorar.

Seth dirigiu mais um trecho e logo vi a cidade. Forks era pequena, maior que La Push é claro, mas ainda pequena. Uma cidade calma, daquele tipo onde todo mundo sabe da vida de todo mundo. O verde era dominante, pra onde quer que se olhasse havia verde, mas isso não me irritava ou me entediava, pelo contrario, eu ficava feliz em estar ali, era como se as árvores, as folhas, a floresta fossem uma parte de mim.

Paramos na frente do posto policial e Seth desceu, abrindo a porta pra mim em seguida. Assim que entramos um homem alto de bigode e uniforme policial veio nos receber.

- Seth, que surpresa você por aqui. Algum problema com a Sue ou com a Leah? – ele perguntou preocupado

- Não Charlie, está todo mundo bem – Seth o tranqüilizou – eu vim aqui pra te perguntar uma coisa, mas antes deixa eu te apresentar a Nannah.

- Oi – falei acenando.

- Nannah se mudou pra La Push há algumas semanas e agora ela está procurando um emprego...

- E por que você veio pra cá Nannah? – Charlie me perguntou, senti seus olhos me avaliando.

- Mudança de ares – respondi somente – queria viver novas aventuras...

- E seus pais, o que acharam disso? – ele continuava a me avaliar, talvez não o fizesse por mal, talvez fosse apenas algo de sua profissão.

- Bom meus pais não tem muito o que achar – falei tentando não soar muito rude – eu sou maior de idade, posso fazer o que eu quiser.

- Claro que pode – ele respondeu franzindo um pouco o cenho – pelo que parece você não tem uma boa relação com seus pais...

- Não é bem assim, eles não se importam comigo e eu não me importo com eles, nós conseguimos conviver assim – falei, fiz o possível pra que minha voz não transparecesse o quanto me magoava a falta de interesse dos meus pais.

- Certo então – Charlie falou encerrando o assunto – bom, eu soube que os Newton estão precisando de uma ajuda na loja deles agora que o Mike está na faculdade...

- Os Newton são da loja de artigos esportivos? – Seth perguntou.

- É sim, vocês podem ir até lá e falar com a Sra Newton que eu indiquei a Nannah, vai ficar mais fácil conseguir o emprego, apesar de eu não achar que ela vá colocar nenhum empecilho.

- Obrigada Charlie – falei me retirando.

- Não precisa me agradecer, basta ficar longe de encrencas. – ele falou sério.

- Pode deixar Charlie, eu faço questão de cuidar dela – Seth falou me levando pela mão.

- Acho que ele está desconfiado de mim. – falei quando estávamos no carro.

- Por que ele estaria? – Seth me perguntou com a sobrancelha arqueada.

- Ah Seth, vai me dizer que você não desconfiaria de uma garota de 18 anos que sai de casa de repente e não está dando a mínima pro que os pais pensam?

- Não – ele falou sério – eu conheço sua história e sei bem por que você saiu de casa.

- Ta, mas o Charlie não conhece a minha história – falei.

- Ele vai conhecer em breve – Seth sorriu um pouco – posso apostar com você que hoje à noite ele vai estar na minha casa perguntando a minha mãe. E posso apostar mais, ele com certeza adorou ter um motivo pra ter que ir visitar a Dona Sue Clearwater.

- O que, Charlie e sua mãe estão se paquerando? – perguntei de boca aberta e olhos arregalados.

- Eles até que tentam esconder, mas ta na cara que eles estão caidinhos um pelo outro. Eu dou o maior apoio, Charlie é divorciado, minha mãe já é viúva há três anos, nada mais justo que eles se acertarem e serem felizes logo.

- Engraçado você pensar assim – falei

- Por que?

- Geralmente os filhos têm ciúmes quando a mãe arruma um namorado.

- Mas eu gosto do Charlie – ele falou sorrindo fraco – e eu gosto de ver como minha mãe se alegra perto dele.

- Mas voltando ao assunto anterior – falei o encarando – você acha que depois que souber da minha história, o Charlie vai procurar os meus pais? – a idéia de Charlie informando meus pais onde eu estava não me agradava muito – Não que eu ache que Violet e George estejam preocupados com minha fuga de casa...

- Eu não sei o que Charlie vai fazer depois que souber da sua história, mas eu acho que você devia pelo menos ligar pros seus pais...

- Ta louco Seth? – praticamente gritei – Eu sai de casa por que eles não davam a mínima pra mim, agora você quer que eu volte?

- Não Nannah – ele começou a se explicar – eu só acho que seus pais devem estar preocupados com você, sei lá, é difícil acreditar que seus pais não te dão a mínima...

- Seth – falei nervosa – você pode acreditar no que quiser, eu não vou ligar pra ninguém, só eu sei o que foi viver 18 anos naquela casa, sempre me sentindo excluída, indesejada... – a essa altura eu já estava chorando e quebrando a minha promessa – eu não quero mais saber do Sr. e da Sra. Howard, quero esquecer que um dia tive pais.

- Shhh – ele parou o carro me abraçando – desculpa Nannah, não queria te deixar assim, eu não vou mais tocar nesse assunto, eu prometo.

Nós ficamos abraçados um tempo, até que eu consegui controlar as lágrimas e o soluço. Seth me fazia lembrar Terry, ele tinha por mim o mesmo carinho que meu irmão tinha, eu me sentia bem em La Push, me sentia protegida.

- Acho melhor a gente ir – falei – antes que eu perca mais uma oportunidade.

- Vamos – ele falou ligando o carro de novo.

Não demorou muito e nós paramos na porta de uma loja simples, de materiais esportivos. Uma senhora estava atrás do balcão nos cumprimentou sorrindo.

- Olá, bem vindos à Newton’s, em que posso ajudá-los?

- Oi eu sou Seth Clearwater, essa é Rosana Howard, nós viemos aqui por indicação do chefe Swan, ele disse que a senhora estava precisando de ajuda aqui e ela – ele apontou pra mim – está precisando de trabalho.

- Oh estou precisando sim – ela falou – então Rosana.

- Nannah – a interrompi.

- Certo, então Nannah, você entende alguma coisa de produtos esportivos?

- Pra ser sincera Sra...

- Diana.

- Sra Diana – continuei – eu não entendo muito de esportes, mas tenho facilidade em aprender.

- Bom então considere-se contratada querida – ela falou sorrindo.

- Quando eu começo? – perguntei me sentindo bem mais feliz.

- Amanhã de manhã – Diana me respondeu ainda sorrindo, senti que seriamos boas amigas.

- Então até amanhã Diana.

- Até amanhã Nannah.

Seth e eu saímos da Newton’s, mas antes de ir pra casa pedi que ele me mostrasse um pouco de Forks, afinal desde que cheguei fiquei apenas em La Push.

- Forks não é tão grande como L.A, nem tem tantos atrativos assim – Seth falou quando estávamos andando por uma praça no que parecia ser o centro da cidade.

- Eu prefiro lugares pequenos, apesar de sentir um pouco de falta do sol da Califórnia – falei.

- É o sol aqui é bem raro...

Continuamos andando um pouco e logo voltamos pra casa. Seth pra dele e eu pra do Jake. Seth deixou o carro na garagem e foi pra casa dele a pé, apesar de eu ter insistido muito pra que ele fosse com o carro, mas ele disse que tinha outras coisas pra fazer antes de almoçar. Eu não quis me intrometer demais, nada de ser enxerida, esse era o meu lema.

Deixei minha bolsa no quarto e mudei de roupa, trocando o jeans por uma calça de malha. Fui até a cozinha preparar algo pro almoço. Estava tão concentrada no risoto que nem percebi quando Jake entrou na cozinha, tomando um susto com a voz rouca dele.

- Já está melhor? – ele perguntou me fazendo quase derrubar a vasilha com a comida, essa só não se espatifou no chão porque Jake foi rápido e a aparou.

- Bom reflexo – falei – E sim, eu estou melhor...

- Que bom – ele sorriu tímido – e ai fez o que hoje de manhã, eu não te vi por aqui...

-Eu e Seth fomos até Forks, ver se eu conseguia um emprego...

- E conseguiu? – ele perguntou e eu fiz que sim com a cabeça – onde?

- Na Newton’s.

- A loja de artigos esportivos?

- Umhum – falei e o vi fazer uma careta – algum problema com a Newton’s?

- Não – ele falou vago – com a loja não, só não vou com a cara do filho do dono.

- Acho que Charlie falou dele... Mike não é? – ele fez que sim com a cabeça ainda fazendo careta – eu não o conheci, parece que ele foi pra faculdade...

- Melhor – ele falou baixo, mas alto o suficiente pra eu ouvir. Olhei pra ele com a sobrancelha arqueada – o que foi? – ele perguntou.

- Não entendi o por que do “melhor”... – falei.

- Ah – ele riu sem graça – não era pra você ter ouvido isso, não é nada, assuntos do passado – ele deu de ombros me ajudando a colocar a mesa.

- Tipo o que – falei rindo – ele roubou sua namorada ou algo do tipo?

- Não – ele riu comigo – ele meio que me atrapalhou a conseguir uma namorada...

- Bom – falei – agora ele foi pra faculdade, talvez você ainda tenha chance com ela...

- Não, não tenho – ele falou com a voz um pouco triste – ela é de outro agora...

- Espera ai – parei o que estava fazendo e olhei pra Jake que ainda trabalhava colocando a mesa – você estava interessado na garota, ai de alguma maneira Mike Newton te atrapalhou, mas ai a garota acabou ficando com outro?

- É mais complicado que isso – ele falou agora pegando a travessa com o risoto – Isso aqui ta com a cara boa – ele falou se referindo à comida e claramente mudando de assunto.

- Ok, percebi que a mudança de assunto é por que você não quer falar sobre a garota complicada – falei me sentando de frente pra Jake – não vou forçar a barra, mas se você quiser conversar...

- Pode deixar que eu te procuro – ele completou – agora é melhor a gente comer, eu to morrendo de fome.

Almoçamos conversando amenidades, o assunto da garota totalmente esquecido. Era bom ficar perto de Jacob, diferente de ficar com Embry e com Seth.

Seth era como um irmão, alguém em quem eu podia confiar. Embry era um amigo pras horas mais divertidas, aquele que anima até velório. E Jake, bom Jake era difícil de classificar, ele era aquele alguém que você espera o dia todo pra ver, alguém que você quer por perto o tempo todo. Ele me atraia como um imã era como se tudo no universo conspirasse pra que eu estivesse perto dele, e quando eu estava eu me sentia bem, completa como eu não me sentia há muito tempo.

- Então – ele falou me arrancando dos meus devaneios – quando você começa a trabalhar?

- Amanhã – falei – a propósito, a que pé anda o conserto da minha lata velha?

- Falta bastante coisa – ele falou – porque?

- Eu preciso de um carro pra trabalhar – falei dando de ombros – não dá pra ir a pé daqui a Forks...

- Eu te levo no meu carro.

- Não quero te dar trabalho.

- Não vai ser trabalho nenhum, eu gosto de dirigir e essa vai ser uma desculpa pra matar a saudade do meu Rabbit, faz tempo que eu não dirijo ele.

- Tudo bem então – falei.

Terminamos de comer e Jake me ajudou com a louça, depois ele foi pra oficina e eu decidi arrumar a casa. Mais ou menos no meio da tarde o telefone tocou.

- Residência dos Black – atendi.

- Oi – uma voz cantada de mulher falou do outro lado – eu queria falar com o Jake.

- Só um minuto – deixei o telefone no aparador e fui até a oficina – Jake – chamei, ele saiu debaixo do carro só de bermuda, com aquele tanquinho perfeito e de tirar o fôlego de fora – telefone – falei tentando desviar os olhos do peitoral dele e entrando em casa.

Jake me seguiu até a sala, onde permaneci terminando meu ‘serviço’, ao que parece ele não se incomodou.

- Alô – ele falou ficando em silencio para ouvir a resposta do outro lado da linha – Bells?O-oi – ele gaguejou – aconteceu alguma coisa? Por que você está me ligando?

Silencio de novo e então pelo canto do olho eu vejo Jacob abrir um sorriso lindo.

- Eu estou bem – ele fala – não, diga a ele que não precisa se preocupar, eu estou realmente bem.

Quem era Bells? Eu me perguntava, tinha algo na voz de Jacob que mostrava que essa Bells tinha alguma importância pra ele... mas espera, o que eu tenho haver com isso? E por que a maneira carinhosa que ele fala com ela me incomoda tanto? Mais silencio e então o sorriso lindo se desmancha, dando lugar a lábios franzidos e uma pequena ruga entre as sobrancelhas.

- Bom Bells, foi você quem escolheu assim – ele falou – podia ter sido diferente... bom quanto a isso eu não posso te falar nada, você sabe a minha opinião... não tem como isso ser possível, ela não me conhece pra se sentir assim...

Eu não estava entendendo nada dessa conversa louca, o que essa tal Bells escolheu? O que podia ser diferente?... Quer saber, pra mim chega de ouvir a conversa dos outros, principalmente quando essa conversa me deixa mais confusa que tudo. Sai da sala – que já estava mais que arrumada – e fui arrumar os quartos.

POV – Jake

- Alô – falei, eu não fazia idéia de quem estaria me ligando, talvez a Rachel pra avisar quando voltaria.

- Jake? – uma voz de sinos falou do outro lado da linha – oi é a Bella.

- Bells? – era ela mesmo? Mas porque Bella me ligaria? Será que era algo grave? – O-oi. O que aconteceu? Por que você está me ligando? – perguntei preocupado.

- Calma Jake, respira, assim você vai acabar tendo um AVC – ela riu me fazendo sorrir também, pelo menos tudo estava bem – está tudo bem, só queria saber como você está.

- Eu estou bem – falei.

- Sei lá talvez você esteja precisando de uma consulta médica... Carlisle disse que está aqui pro que você precisar. – ela disse.

- Não, diga a ele que não precisa, eu estou realmente bem.

- Fico feliz – ela falou, mas senti que a alegria da sua voz não estava mais presente – sabe Jake, na verdade liguei pra dizer que sinto falta de você. Sinto falta do tempo que passávamos na garagem da sua casa... do meu melhor amigo. – meu sorriso se foi, dando lugar a uma ponta de tristeza, Bella sempre foi minha melhor amiga.

- Bom Bells, foi você que escolheu assim podia ter sido diferente...

- Mas talvez ainda dê pra sermos amigos... acho que nossa amizade pode superar os acontecimentos. O pior já passou, a Nessie não traz mais nenhum perigo.

- Bom quanto a isso eu não posso te falar nada, você sabe a minha opinião. – falei em meias palavras, mas de modo que Bella entendesse, eu não podia falar sobre esse assunto abertamente, afinal Nannah estava aqui ao lado.

- Você não a conheceu Jake, não pode julgá-la. – ela falou séria – além do mais, ela sente sua falta.

- Não tem como isso ser possível, ela não me conhece pra se sentir assim. – falei me lembrando que passei no máximo cinco minutos perto da criatura. Percebi Nannah saindo, assim seria mais fácil conversar com Bella.

- Ela se recorda de você sim Jake. – Bella retrucou – foi o seu calor que a aqueceu quando ela ainda estava na minha barriga. Pode parecer estranho, mas ela tinha consciência de tudo o que acontecia à minha volta.

- Então ela tem consciência que ninguém, exceto a Rosalie e você a queria.

- Ela entende que o que os Cullen pensavam sobre ela era apenas porque não conheciam nada parecido com ela e que eles não tinham idéia do que ela seria.

- Bella o que você quer com essa conversa? – perguntei – Me convencer a ir ai visitar a monstrinha? Esquece. Talvez um dia eu aceite as suas escolhas Bells, mas agora ainda é cedo.

- Jake eu escolhi ficar com o Edward porque eu o amo demais, mas eu... ainda amo você. – essa ultima parte ela falou tão baixo que mesmo com meus ouvidos aguçados eu mal ouvi. Mas o mais estranho é que eu não me senti como me sentiria antes.

Antes se Bella dissesse que me amava, mesmo tendo dito antes que amava o sanguessuga telepata, eu me sentiria nas nuvens, talvez a chama da esperança de ter Bella pra mim se reacendesse, mas não foi o que aconteceu. De repente eu não senti mais que Bella era vital pra mim. De repente ela passou a estar num segundo plano.

- Jake você ainda está ai? – ela perguntou.

- Sim – respondi – escuta Bells, eu tenho que terminar de consertar um carro, a gente pode se falar depois?

- Claro – ela respondeu desanimada – ah Jake?

- Sim?

- Quem atendeu o telefone? Não reconheci como a voz da Rachel...

- Ahh, foi a Nannah.

- Nannah?

- É. Ela é uma garota que veio pra La Push há algumas semanas e como não encontrou lugar pra ficar, ela ficou aqui.

- Você abrigou uma desconhecida? – ela perguntou com o tom de voz acusatório.

- Qual é Bells? Ela tem no máximo 1,70m e não derrubaria nem uma formiga, que mal ela poderia causar a mim? Ela é totalmente inofensiva, sem contar que é um doce de menina.

- Hum sei... então ta bom Jacob, eu te ligo outra hora. Tchau.

Bella desligou o telefone sem nem mesmo esperar eu me despedir. E o que foi o Jacob no final? Fiquei encarando o telefone como se ele fosse me dar as respostas que eu precisava.

- Brigou com a namorada? – Nannah perguntou.

- Não – falei – Bella não é minha namorada, eu até quis um dia, mas acho que superei – falei sem acreditar no que eu tinha acabado de dizer.

- Humm – foi só o que ela falou. Eu ia seguindo pra garagem quando Nannah me chamou de novo – Jake – me virei pra ela – eu meio que estou arrumando a casa, e queria saber se você se importa se eu arrumar seu quarto...

- Tem certeza que quer se arriscar? – perguntei sorrindo e a fazendo me acompanhar.

- Acho que não deve ser muito pior do quer era o quarto do meu irmão... – nós rimos mais – então, eu posso?

- Fique a vontade – falei.

- Er... e o quarto que era do seu pai? – a pergunta me pegou de surpresa, desde que meu pai se foi, eu não havia entrado no quarto dele. Nannah me olhava esperando a minha resposta.

- Eu ainda não entrei lá – falei.

- Se for te incomodar eu não arrumo, eu só estava pensando que deve ter muita poeira devido ao tempo que o quarto está fechado... – ela se apressou em se explicar.

- Não precisa se explicar – falei – e eu não me importo de você limpar lá, é só que... — eu procurava um jeito de pedir que ela entrasse lá comigo, eu não sabia se conseguiria ir sozinho – eu queria ir lá antes, mas...

- Quer que eu vá com você? – ela perguntou como se lesse meus pensamentos.

- Você faria isso?

- Claro Jake – ela se aproximou pegando minha mão – vem vamos lá.

Paramos na porta do quarto do meu pai, meu peito se comprimia de saudade. Por um momento eu pensei em desistir, deixar que Nannah entrasse lá e limpasse tudo.

- Preparado? – Nannah perguntou eu fiz que não com a cabeça – sabe, ela falou ficando na minha frente e me encarando – quando Terry morreu eu achei que fosse morrer junto com ele. A dor que eu sentia era grande demais, parecia não caber dentro de mim. Ai um dia eu resolvi entrar no quarto dele e lá no meio das coisas dele, eu me senti reconfortada, era como se ele estivesse lá comigo. Foi bom, até a Violet me descobrir lá dentro e me escorraçar de lá, como se eu fosse uma intrusa num ambiente sagrado... Talvez você encontre conforto ai dentro... – ela falou e abriu a porta.

Entrei no quarto vazio, Nannah se mantinha com uma de suas mãos segurando a minha, caminhei até a cama do meu pai e me sentei. Eu sentia como se a qualquer momento o som da cadeira de rodas do meu pai fosse ecoar pelo corredor e ele entraria ali.

- Por que ele tinha que ir? – me escutei perguntar, só então percebi que eu chorava. Nannah se sentou do meu lado, me abraçando. Eu chorei muito, por um tempo interminável, até que minhas lágrimas secaram. Nannah permaneceu ao meu lado, me consolando, a essa altura eu já estava deitado na cama com a cabeça no colo dela, enquanto ela fazia carinho no meu cabelo.

- Sente-se melhor? – ela perguntou.

- Tem quanto tempo que você perdeu seu irmão? – perguntei.

- Um pouco mais de dois anos. Por que?

- Quando a dor acaba?

- Infelizmente ela não acaba Jake – ela falou puxando meu rosto pra que a olhasse – ela se transforma em saudade, mas ainda fica ali gravada no nosso coração.

Me levantei do colo de Nannah e fui até o armário, abrindo-o. Olhei pras roupas do meu pai guardadas ali, senti a vontade de chorar voltar, mas resisti, eu tinha que aprender a transformar essa dor em saudade.

- Você acha que a tia Sue saberia o que fazer com essas roupas? – perguntei olhando para Nannah.

- Acredito que sim.

- Você me ajuda a guardá-las?

- Claro – ela se levantou vindo até onde eu estava, tirei uma mala de cima do armário e a entreguei. Ela abriu a mala na cama e nós começamos a colocar todas as roupas lá, depois coloquei sapatos em outra mala.

- O que é isso aqui? – Nannah perguntou pegando uma caixa que estava no fundo do armário. Melhor ela tentava pegar a caixa, que era muito grande.

- Deixa que eu te ajudo – falei indo até ela e pegando a caixa de suas mãos e colocando na cama.

- Fotos! – Nannah exclamou animada se sentando de frente para a caixa.

- Gosta de fotos? – perguntei.

- Adoro – ela falou revirando as fotos que estavam na caixa – quem é essa?

- Rachel – essa foto é bem recente...

- Humm, sua irmã é bonita – ela guardou a foto pegando outra – Rachel de novo?

- Não essa é Becky...

- Gêmeas?

- Umhum – sorri me lembrando das muitas vezes que elas duas se juntavam pra confundir nosso pai – ficou mais fácil diferenciá-las depois que elas cresceram... a Rach sempre foi mais rebelde, então ela decidiu mudar a cor do cabelo, a Becky é mais simples, mais quieta...

- Elas são bem bonitas – Nannah falou – deve ser de família. Tem fotos da sua mãe?

- Tem sim – comecei a procurar no meio das fotos. Encontrei uma dela grávida – aqui – entreguei a ela.

- Realmente a beleza das suas irmãs é de família – ela falou sorrindo – sua mãe era linda Jake.

- É a beleza ficou com as mulheres da família...

- Hey – ela fechou a cara pra mim, melhor ela tentou fazer cara de brava – você também é bonito Jake...

- Sou é? – perguntei.

- É sim – ela falou tímida – e foto do seu pai? – ela falou procurando na caixa.

- Deve ter também, apesar dele nunca ter sido muito chegado a fotos... – comecei a ajudá-la a encontrar uma foto.

- Esse é você? – ela perguntou me mostrando uma foto minha, onde eu estava deitado em uns travesseiros...

- É sou eu – falei sorrindo sem graça – foi numa festa na casa da tia Sue, aniversário da Leah, eu acho, eu queria ir embora, já estava cansado... o Harry, pai da Leah e do Seth, me viu quase dormindo no sofá e tirou essa foto...

- Você era um fofo – ela falou guardando a foto e pegando outra – é o casamento da Becky?

- É – eu ri – o pai não gostou nada desse casamento, ele achava o Peter muito estranho... ele não entendia que o visual ‘diferente’ dele era apenas porque ele era um surfista. Mas ele é um cara legal, eu o conheci melhor no Havaí, ele gosta muito da Becky, cuida bem dela, é um cara trabalhador...

- Você é bem protetor com as suas irmãs né? – Nannah perguntou.

- Rach e Becky são tudo o que eu tenho – falei – elas sofreram muito quando a nossa mãe morreu, e agora que a gente perdeu o pai, eu tenho que cuidar delas...

- E quem cuida de você? – ela perguntou.

- Eu me viro – falei voltando para a caixa de fotos.

- Sabe teve uma coisa que eu aprendi depois da morte do meu irmão, na verdade eu aprendi aqui, com vocês. Nós precisamos de alguém em quem nos apoiar – ela segurou minha mão – e você pode contar comigo se quiser.

Seguirei as duas mãos dela, pequenas em relação às minhas.

- Obrigada Nannah – falei – é bom saber que não estou sozinho...

- Nunca – ela falou sorrindo – e além de mim, você tem seus amigos.

- É eu tenho – falei me lembrando que eles eram mais que apenas meus amigos, eles eram meus irmãos, mas isso seria bem difícil de explicar pra Nannah.

- Me conta mais sobre suas irmãs – ela pediu voltando a prestar atenção nas fotos.

- A Rach estudava na Universidade de Washington, ela veio passear aqui de férias, conheceu o Paul e não quis voltar...

- Ela parou a Universidade por causa dele? – Nannah perguntou assustada.

- Isso é algo complicado de se explicar... –desconversei – eles se viram, se apaixonaram, e agora vão se casar.

- Nossa, parece ser intenso – Nannah falou – bom pelo que eu vi desde que cheguei aqui, tudo em relação ao amor, parece ser intenso. Como o Sam e a Emily, o Jared e a Kim...

- Nós quileutes somos intensos – desconversei de novo.

- E quentes – Nannah falou rindo – sério a primeira vez que encostei no Seth eu achei que ele ia começar a delirar de febre. Depois ele me explicou que isso é do sangue quileute... tudo bem que eu achei estranho, mas não quis parecer xereta demais.

Ficamos em silencio, apenas olhando as fotos que tinham na caixa... eu ficava me perguntando se Nannah devia saber do nosso segredo, ela vivia conosco, até quando nós conseguiríamos esconder as coisas dela? Mas a verdade é que algo dentro de mim gritava pra que eu a deixasse saber de tudo.... não eu estava enlouquecendo, a ultima vez que deixei alguém saber sobre a nossa vida secreta foi com a Bella e as coisas não foram muito boas.

- Me fala da Becky – Nannah pediu me arrancando dos meus devaneios.

- Humm – tentei me concentrar no que ela dizia – a Becky sempre foi a mais doce, depois que nossa mãe morreu ela ficou bem triste, um dia ele foi à praia, ver um torneio de surf que estava acontecendo aqui e conheceu o Peter, alguns meses depois eles estavam se casando e indo embora pro Havai. Depois disso nós a víamos raramente.

- Eles tem filhos?

- Tem sim, duas meninas, gêmeas – falei e Nannah riu.

- Bom, pelo que eu me lembro das aulas de biologia, isso é bem normal já que a mãe tem uma irmã gêmea – ela explicou.

- Eu trouxe uma foto delas – falei me levantando e indo ao meu quarto. Voltei com a foto nas mãos – aqui – entreguei a Nannah.

- Nossa elas são lindas – ela falou – como se chamam?

- Sophie e Sara – respondi.

- Sara como a sua mãe...

- Becky convidou a Rach e o Paul pra serem padrinhos da Sara e me convidou pra ser padrinho da Sophie.

- Suas sobrinhas são lindas – ela me devolveu a foto – eu nunca tive muito contato com crianças, mas sempre as achei encantadoras...

- E você quer ter filhos? – porque diabos eu fiz essa pergunta?

- Um dia quem sabe – Nannah respondeu sem graça.

- Me conta sobre você – pedi – eu te falei sobre mim, sobre a minha família... me fala sobre a sua...

- Não tem o que falar – ela deu de ombros se deitando na cama de barriga pra cima – Minha família era basicamente o Terry e eu.

- E como ele era? – perguntei me deitando como ela de jeito que nós ficamos com as cabeças encostadas uma na outra.

- O Terry era muito divertido – ela falou – o tipo de pessoa que nunca vê o lado ruim das coisas, talvez por isso ele nunca via a maneira como meus pais me tratavam.

- Eu fico tentando imaginar como foi pra você viver tanto tempo sem o carinho e o apoio dos seus pais... sei lá tipo, se eu não tivesse o meu pai por perto, eu não sei o que seria de mim... você tem idéia do motivo pra eles terem te tratado assim?

- Não – falei – depois do dia que a Violet me enxotou do quarto dela, eu não quis mais saber deles...

- Ela te enxotou? – levantei a cabeça para olhar pra ela. Nannah fitava o teto com os olhos tristes.

- Era dia dos pais – ela falou – eu tinha oito anos e fui até o quarto da Violet pra mostrar pra ela o desenho que eu tinha feito pro George. Ela brigou comigo, eu não entendia nada, ela ficava gritando que eu não tinha que existir, que eu era a prova do fracasso dela... ai eu comecei a chorar e dizer que eu só queria mostrar o desenho pra ela. Ela tomou o desenho da minha mão e rasgou. Eu chorei mais e o George chegou, os dois entraram pro quarto e começaram a discutir, eu ouvia o George gritar com ela que eu era só uma criança e que ela precisava me dar mais carinho. A Violet gritava com ele também, mas eu não entendia nada do que ela dizia. O Terry apareceu e me tirou de lá. Depois desse dia o George não me tratou mais como antes, ele passou a me tratar friamente, nem parecia mais o meu pai.

- Caramba Nannah – eu me levantei mais e vi que algumas lágrimas caiam dos seus olhos – eu sinto muito.

- Tudo bem, eu me acostumei com isso – ela falou – as coisas só ficaram ruins mesmo quando o Terry morreu. Eu me senti sozinha.

- Você não está mais sozinha – falei acariciando sua bochecha. Nannah olhou pra cima, seus olhos encontrando os meus. Eu tinha consciência plena do coração dela batendo acelerado, eu me sentia tonto, atordoado com a presença dela. Nossos rostos se aproximaram como se fossem imãs puxando um para o outro.

Nossas respirações se aceleraram, o coração de Nannah batia ainda mais apressado e eu começava a me preocupar com a possibilidade dela ter um ataque aqui. Faltavam apenas alguns centímetros pra que eu sentisse o toque dos lábios dela, meu coração palpitou por antecipação, mas antes que eu pudesse sentir o sabor do beijo dela alguém bateu na porta.

O som fez com nos separássemos como se tivéssemos tomado um choque, Nannah abaixou os olhos e suas bochechas foram tingidas de um tom de rosa forte.

- Er... eu vou ver quem é – falei me levantando.

- Vai lá, eu vou guardar isso aqui – ela mostrou a caixa. Sai em direção à sala, praguejando por dentro sobre quem seria o infeliz que tinha interrompido aquele momento, minha boca ainda salivava com o desejo de tocar os lábios dela. Abri a porta e dei de cara com Embry, claro que tinha que ser ele.

- Hey Jake – ele me cumprimentou – a Nannah está ai?

- Ta sim – falei abrindo mais a porta e dando espaço pra ele passar.

- Embry? – Nannah falou espantada parada no corredor – Que horas são?

- Quinze pra sete.

- Nossa eu me esqueci completamente do que combinamos... – Nannah se desculpou – eu e Jake ficamos vendo fotos e eu me esqueci da hora.

- Se quiser deixar pra outro dia – Embry falou fazendo cara de cachorro perdido, o idiota sabia mesmo como fazer charme.

- Não – Nannah se apressou em dizer – me dá cinco minutos e eu estou pronta.

Ela correu pro quarto e Embry se esparramou no sofá.

- Chega pra lá folgado – falei chutando a perna dele – e ai vocês vão pra onde?

- Sei lá, andar na praia, comer uma pizza... por que – ele me olhou sério – vai me dar uma ordem de alpha pra eu ficar longe dela?

- Não – falei – desculpa por aquilo, eu não sei o que me deu...

- Tá – ele respondeu dando de ombros – me desculpa você também, é que eu fico meio sem rumo quando to perto dela, parece que eu não sou eu, sabe...

- Sei – falei, mal ele sabia que eu me sentia exatamente da mesma forma, porém comigo além de não me sentir eu mesmo, eu também sentia que só existia ela... coisa de gente doida...

- Estou pronta – Nannah falou entrando na sala uns dez minutos depois e Deus como ela estava linda, percebi que eu estava de boca aberta e a fechei. – Vamos? – ela falou e vi que Embry também fechava a boca.

- Vamos – Embry respondeu.

- Ahn você consegue se virar com o jantar? – Nannah me perguntou.

- Sem problemas – tentei sorrir, ta eu não estava feliz em vê-la saindo com Embry.

- Ah Jake, o Sam quer falar com você – Embry falou abrindo a porta.

- Pronto questão jantar resolvida – falei me levantando.

- Não entendi – Nannah falou.

- Ele vai filar bóia na casa da Emily – Embry respondeu e os dois saíram.

Fui tomar um banho e depois segui pra casa de Sam, a cena do quase beijo em Nannah ainda martelava na minha cabeça, o que essa garota tinha que me deixava tão atordoado? Bati a na porta e Emily veio me atender, com seu sorriso materno de sempre.

- Jake – ela me abraçou – eu estava com saudades de você garoto.

- Também senti sua falta Emily – falei retribuindo o abraço – Embry disse que Sam queria falar comigo, algum problema?

- Não sei, mas ele logo te explica – ela me puxou pra dentro – você já jantou?

- Não – falei sorrindo, mesmo eu agora sendo alpha de um outro bando, Emily ainda me tratava como um dos seus meninos.

- Então vem, eu preparei um assado que eu sei que você gosta.

- Emily eu sinto te dizer, mas não existe nada que você prepare e eu não goste – falei e ela me olhou lançando um sorriso enorme.

- Vocês são como meus filhos Jake, e mesmo que você, o Embry, o Quil, a Leah e o Seth sejam um outro bando agora, eu ainda os tenho como tal.

- Nós também mantivemos o mesmo carinho por você – falei lhe dando um abraço de urso.

- Assim eu vou ter que te por pra correr daqui Black – Sam falou bravo da porta. Me afastei de Emily e o olhei sem jeito – eu to brincando cara – ele bateu no meu ombro seguindo até Emily e lhe beijando, do mesmo jeito de sempre.

- Então o que você tem pra falar comigo? – perguntei.

- Nem pensar – Emily brigou – primeiro vocês vão comer, depois conversam.

Comemos do assado de Emily, que eu nem preciso dizer, estava delicioso e depois eu e Sam fomos até a sala conversar.

- E ai Sam, onde é o fogo? – perguntei.

- No mesmo lugar de sempre – ele falou me fitando com o rosto sério – os Cullen.

- E o que é dessa vez? – eu já imaginava que vinha bomba, o que eu não sabia é se eu estava disposto a dar minha vida pela Bella, eu não sei como, mas algo dentro de mim tinha mudado em relação a ela.

Notas finais
E ai gostaram? Agora só faltam os comentários... gente a fic ta tão ruim assim? Onde está a opinião de vocês? Se tiver alguma coisa ruim é só falar, dêem sua crítica boa ou não eu aceito tudo desde que vcs se manifestem! Um super hiper mega beijo pras leitoras que sempre comentam... prometo tentar não demorar muito com o próximo capitulo... Blackbeijos...