Crossroads - Vidas Cruzadas
12 Capítulo 11 - Mais que um amigo seu...
Notas iniciais
POV – Nannah
Para tudo! O que foi aquele momento com Jake? Sério eu achei que meu coração ia parar naquele momento. A imagem dos lábios vermelhos dele se aproximando dos meus ainda estavam na minha cabeça, como um letreiro luminoso piscando.
- Terra chamando Nannah – ouvi Embry falar.
- Humm? – murmurei.
- Ta longe hein? – ele falou rindo – to há uns cinco minutos falando com você e nada de resposta.
- Desculpa La Push, eu estava com o pensamento distante.
- Isso eu percebi, tava pensando em que?
- No meu emprego – menti, eu não podia virar pro Embry e falar “eu estava pensando no meu quase beijo com o Jake que você interrompeu”.
- Hey conseguiu um? – ele se empolgou – Onde?
- Numa loja de artigos esportivos em Forks.
- E quando você começa?
- Amanhã.
- Legal, acho que vou começar a praticar algum esporte radical – ele me olhou de esguelha e nós começamos a rir.
- Você praticando esportes? – debochei – acho que o seu único exercício físico é correr atrás da mulherada.
- Hey eu não sou mulherengo! – ele fez bico – Que culpa eu tenho de ter todo esse charme? São elas que vem atrás de mim.
- Tá bom La Push eu vou fingir que acredito.
- E isso também foi no passado – ele falou olhando pro outro lado – só tenho olhos pra uma agora.
Eu não tinha muita certeza do que ele tinha dito, além de estar com o rosto virado pro outro lado, ele falou tão baixo.
- Não entendi, La Push. – falei querendo que ele repetisse.
- Não falei nada demais não – ele voltou a me olhar com um sorriso – Então com fome?
- Muita – falei, se ele não queria repetir, talvez não fosse algo muito importante.
- E ai vamos de que – ele perguntou – pizzaria ou lanchonete.
- Pizzaria – falei e nós nos começamos a caminhar em direção ao centro.
Chegamos rápido à pizzaria, uma vez que tudo em La Push é muito perto. O lugar era simples, com um toque meio italiano, mas preservando o estilo quileute. Também isso era algo que nunca poderia ser substituído, considerando que todos os quileutes, sem nenhuma excessão, tinha os traços muito marcados, o que os tornava inconfundíveis e lindos. Acho que muitas mulheres invejariam os cabelos – tantos das mulheres daqui quanto dos homens – muito lisos e negros com um brilho que eu duvido muito que algum shampoo consiga proporcionar. Algo da genética.
Uma garçonete se aproximou e Embry pediu uma mesa pra dois, ela nos encaminhou para um reservado no cantinho esquerdo do restaurante.
- Boa noite eu sou Emma e vou servi-los essa noite – a garota falou e nos entregou o cardápio – Quando tiverem feito sua escolha é só me chamar.
- Obrigada Emma – falei, mas tinha a impressãoq eu ela não meu ouviu, ela estava ocupada demais devorando Embry co m os olhos.
Depois que Emma saiu eu tentei controlar a risada, mas era impossível, visto que ela estava quase quebrando o pescoço numa manobra pra enxergar Embry.
- Ai La Push – falei rindo – abalando corações hein?
- O quê? – ele tirou os olhos do cardápio e meu olhou.
- ah vai dizer que você não percebeu que a garçonete estava quase se jogando em cima de você? – ele riu sem jeito e voltou a olhar para o cardápio – Eu posso até apostar que ela queria dar uma apertada nesses bíceps...
- Sem piadinhas às minhas custas ok, LA? – ele falou e eu pude perceber suas bochechas ficando coradas.
- Ok La Push, não vou te constranger – falei.
- Obrigado. – ele olhou para o cardápio mais um tempo, depois seus olhos voltaram pra mim – e ai, já escolheu? – fiz que sim com a cabeça e ele fez sinal pra que a garçonete se aproximasse.
Nós percebemos um movimento intenso no balcão e nos viramos pra ver o que era, demos de cara com duas garçonetes, Emma e uma outra, quase se batendo pra atender a nossa mesa. Logo um homem meio gordinho apareceu e falou alguma coisa com as duas, Emma se ajeitou e veio nos atender.
- Um pizza gigante – Embry falou sem tirar os olhos do cardápio – meio calabresa, meio... – ele me olhou.
- Marguerita – completei.
- E dois refrigerantes – Embry pediu e Emma voltou pro balcão com nosso pedido e os cardápios.
Embry e eu nos olhamos e caímos na gargalhada.
- Eu disse – falei quando consegui parar de rir – eu achei que elas iam se matar pra ver quem vinha aqui.
- Não sei por que esse desespero – Embry falou sem graça.
- Não sabe? – questionei incrédula – Embry, você tem espelho em casa? Elas se bateram assim porque te acharam lindo, o que não é nenhuma mentira.
- Humpf – ele bufou – eu não sou isso tudo.
- Tá bom... – dei de ombros – sabe eu não entendo vocês. Se não querem chamar tanta atenção, porque malharam tanto pra ficar com esse corpo?
- Eu não malhei.
- Tá vai me dizer que isso ai é genética?
- De certa maneira sim.
- O que tem de modelo, jogador, lutador que queria ter essa genética....
- Então você me acha lindo... – ele mudou de assunto.
- Eu e meia Washington. – falei sentindo as minhas bochechas esquentarem por causa do olhar de Embry – sabe você faria sucesso na Califórnia. As meninas lá iam ficar pior que as duas garçonetes aqui. – ele riu.
- Prontinho – Emma se aproximou com nossa pizza e os refrigerantes – meia calabresa e meia marguerita.
- Obrigado – Embry falou.
- Posso ajudar em mais alguma coisa?
- Não, estamos bem por enquanto.
- Bom apetite – ela falou e saiu voltando para o balcão.
- Qual a graça em comer uma pizza que tem queijo e folha? – ele perguntou enquanto colocava um pedaço no meu prato.
- Você tem idéia de quantas calorias tem nesse mega pedaço de pizza cheio de calabresa que você está colocando no seu prato?
- E desde quando você precisa se preocupar com quantas calorias tem no que você come?
- Desde quando eu não quero virar uma bola horrorosa de tão gorda.
- Nannah, nem que você quiser você consegue ficar horrorosa.
- Obrigada pelo elogio, La Push, mas eu prefiro não me arriscar. E também, pizza de marguerita me trazem boas recordações.
- Posso saber quais são elas? – ele perguntou. Terminei de mastigar um pedaço de pizza.
- Eu me lembro de uma época que ainda tinha um pai – falei sentindo a tristeza me preencher – Antes de começar a me ignorar eu meu pai e o Terry sempre nos juntávamos na sexta à noite pra assistir filmes e comer pizza.
- Desculpa eu não queria fazer você ter lembranças tristes – Embry falou segurando minha mão – mas vamos mudar de assunto certo? Nada de tristeza hoje.
- Certo – falei voltando a comer.
Ficamos um tempo falando sobre bobagens.
- Eu juro que não entendo pra onde vai tanta comida – falei enquanto via Embry colocar o quinto pedaço de pizza no prato, e eu ainda estava no meu segundo.
- Eu estou em fase de crescimento – Embry falou me fazendo rir.
- Se você crescer mais acho que sua mãe vai ter que pensar em construir outra casa, ou te colocar pra morar do lado de fora.
Eu vi Embry entupir o pedaço de pizza de katchup e uma idéia se formou na minha cabeça. Eu ainda não tinha me vingado do banho de mar – e da conseqüente gripe. Assim que ele colocou o vidro de katchup na mesa eu o peguei, como se fosse colocar na minha pizza também, porém meu alvo era outro.
- Hey! – Embry falou depois que o katchup atingiu seu rosto – acho que você errou a direção! Sua pizza fica pra lá.
- Eu não estava mirando na pizza – falei e ele me olhou com os olhos semi-cerrados – o quê, você achou mesmo que eu não ia me vingar pelo banho gelado de mar?
- Meu Deus, que vingativa você! – ele se fez de ofendido enquanto limpava o rosto.
- Desculpa La Push, mas não deu pra evitar, a idéia surgiu e convenhamos, eu merecia uma vingança!
- Dessa vez passa LA, mas só dessa vez. – me estiquei pra frente pra ajudá-lo a limpar o rosto, e ele se inclinou pra facilitar.
Nossos rostos de repente ficaram próximos demais, eu sentia a respiração quente dele contra meu rosto e um alarme soava na minha cabeça avisando que isso não era boa coisa. Embry se aproximou mais, eu sabia o que ia acontecer, mas a pergunta era: eu queria isso? Eu queria ser beijada por Embry?
De repente a imagem do rosto de Jake, próximo demais, numa situação idêntica à essa me veio a cabeça, mas com ele eu sentia meu coração aos pulos, eu sentia minha boca salivar ansiosa pelo contato. Com Embry não, meu coração continuava normal, eu sabia que ele queria me beijar, mas eu não sentia expectativa nisso.
- Embry, é melhor não – falei me afastando.
- Desculpa, Nannah, eu não tive intenção.
- Tudo bem – eu sorri e nós voltamos a comer, melhor Embry voltou a comer, porque eu mal consegui terminar o ultimo pedaço.
Terminamos a pizza, pagamos a conta e voltamos pra casa caminhando.
- Se importa se nós dermos mais uma volta na praia? – Embry perguntou.
- Se for rápido – falei – eu trabalho amanhã.
- Eu sei vai ser bem rapidinho. – Desviamos do nosso caminho e fomos pra praia.
POV – Embry
O que aconteceu na pizzaria foi inesperado, quer dizer ta certo que eu queria muito beijar Nannah, mas naquele momento eu não tinha a intenção, mas como aconteceu... como dizem por ai ‘se leh deram os limões, faça uma limonada’. Mas eu senti que Nannah não queria aquilo aquela hora, mas eu tinha que saber se ela me daria uma chance, talvez naquele momento na pizzaria ela não estava preparada, mas depois quem sabe? Então eu decidi pedir pra ela que nós caminhássemos um pouco na praia, eu iria falar tudo, abrir meu coração e me declarar como o idiota apaixonado que eu sou. O único problema é se eu saberia fazer isso, eu nunca me apaixonei antes, e não fazia idéia de como me declarar.
— Nannah, desculpa pelo que aconteceu na pizzaria – falei olhando pro chão ainda não dava pra encarar ela – na verdade, eu não me arrependo, aquilo é algo que eu queria fazer há um bom tempo.
Parei de frente pra ela e segurei suas duas mãos, mas mantive meus olhos nas nossas mão juntas. Cara isso pra mim parecia tão certo.
- Nossa eu não sei fazer isso — falei mais pra mim que pra ela, respirei fundo e encarei aquela profundeza azul que eram os seus olhos – a primeira vez que eu te vi na casa de Seth eu fiquei encantado com você. Depois que eu te conheci então isso só fez crescer, eu percebi que apesar de ter sofrido tanto na vida, você não perdia o brilho e a inocência. E ainda tem o fato de você ser linda, o que dificulta as coisas, visto que eu não sou o único idiota a ficar babando por você.
- Caramba, Embry – ela falou baixinho – eu nem sei o que falar...
- Não, não fala nada, eu não to te pressionando Nannah, eu só queria que você soubesse o que eu sinto e que você me deixa meio fora de mim quando está por perto. Eu não quero te induzir a nada, nem quero perder sua amizade, claro que se você me der uma chance eu vou ficar muito feliz.
- Uau... isso tudo foi surpreendente e.... intenso. Eu gosto de você Emb, gosto de estar perto de você, mas eu acho que esse meu sentimento não é o mesmo que o seu. Sei lá acho que eu não to preparada pra me envolver assim... eu sempre ouvi que quando a gente encontra a pessoa certa o coração acelera, as pernas ficam bambas...
- E você não sente nada disso por mim, né? – ela fez que não com a cabeça – Tudo bem, pra mim basta que você me deixe ficar perto de você, que me deixe fazer parte da sua vida, mesmo como seu amigo. Assim eu já fico feliz.
- Que bom – ela me olhou e sorriu – eu não ia aceitar perder sua amizade, La Push.
- Nem eu ia conseguir ficar longe de você, LA. Posso te abraçar? – perguntei.
- Que pergunta idiota, Emb, é claro que pode! – ela esticou os braços e eu a apertei pela cintura, levantando-a pra que ela ficasse da minha altura. Coloquei ela de volta no chão, mas ela não largou meu pescoço – Obrigada por gostar de mim – Nannah falou.
- Não é difícil conseguir isso, você é a pessoa mais cativante que eu já conheci. – ela me soltou e me olhou nos olhos, eu vi uma pontinha de tristeza nos olhos dela.
- Não é todo mundo que concorda com você – ela falou.
- Os que não concordam, fazem isso por que não quiseram te conhecer por dentro, e ver que você é ainda mais linda que aparenta.
- Obrigada, mas é melhor parar com esses elogios ou eu vou começar a chorar. – ela riu – e vamos logo pra casa porque eu tenho que dormir, eu começo a trabalhar amanhã.
- Como você vai pro trabalho? – perguntei quando começamos a andar.
- Jake vai me levar no carro dele, porque o meu ainda não ficou pronto. – Jake, óbvio que tina que ser ele.
- Posso ir te buscar então?
- Bom ele tinha me falado que ia me levar e me buscar, mas acho que você pode avisá-lo que vai me buscar.
Me deu vontade de rir, convencer Jake que eu buscaria Nannah? Depois daquela cena quando ela estava doente? Tá difícil hein.
- Então você almoça comigo – falei rezando pra que Jake não tivesse feito o convite antes.
- Fechado. – ela sorriu.
Caminhamos conversando banalidades até a casa de Jake. Eu ainda me aborrecia um pouco por ela estar vivendo aqui, tava na cara que Jake também ta interessado nela, e com ela morando debaixo do mesmo teto que ele o dava milhares de pontos na minha frente.
- Então até amanhã Emb – Nannah falou se esticando pra me dar um beijo no rosto. Eu me inclinei pra baixo pra facilitar as coisas.
- Até amanhã, Nannah – dei um beijo na curva do pescoço dela – tenha bons sonhos.
Me virei e sai logo, se eu ficasse mais um minuto ali ia colocar por água abaixo o que falei com ela sobre aceitar ser apenas seu amigo. É claro que eu não desistiria dela, eu apenas ia deixar as coisas caminhar um pouco mais devagar. Mas eu tenho certeza que Nannah ainda vai ser minha.
Notas finais
E o Embry? Alguém ai tem algo pra falar dele?... Estou esperando os reviews.... Lotem minha caixinha de reviews hein gente.... vamos indicar a fic pras amigas.... quero ter muitas leitoras....
Ahhh pra quem acompanha Crossroads e gosta de Irmandade da Adaga NEgra tb, vou começar a postar uma fic nova, sobre Zsadist.... ahhhh Zsadist.... então assim que ela estiver postada deixo o link pra vocês, ok? Bjos...
Fale com o autor