Criminal.

18 Capítulo 18: Turning tables.


Notas iniciais
Salve salve minhas queridassss! Bom, queria dizer que............ Tananana! Escrevi o primeiro capítulo da segunda temporada de Popstar! e ele tá tipo incrível, e olha que eu mesma não gosto das coisas que escrevo hein rs mas esse ficou bom de verdade (:
PS - Surtando por saber que minha Demi vai ser apresentadora do TCA *o*

Point of view: Selena.

“Bless your soul, you've got you're head in the clouds,

She made a fool out of you,

And, boy, she's bringing you down,

She made your heart melt,

But you're cold to the core,

Now rumour has it she ain't got your love anymore”

Rumour has it – Adele

Conforme eu corria na direção que julgava ser a certa, mais distante a porta que eu queria parecia estar. E então eu comecei a cair incessantemente em algum buraco pelo chão até que senti o baque contra minha coluna e gemi baixo com a dor. Ao abrir os olhos com o susto, notei que estava num lugar muito mais claro que antes e um incomodo na costa da minha mão me fez puxá-la, sendo repreendida imediatamente por uma voz um tanto quanto grossa que me fez percorrer a sala com o olhar até encontrar Miley sentada em um canto. Por mais alguns segundos explorei o local com os olhos e respirei fundo quando percebi que minha tentativa de encontrar paz havia sido falha, pois eu ainda continuava viva. Minha nuca reclamou com o movimento simples que fiz, porém a raiva que senti ao constatar que não estava morta me moveu inconscientemente. Puxei a agulha da minha mão antes de retirar o roupão branco do hospital e verificar se minhas roupas continuavam ali, gritei algo com Miley e saí do hospital sem nenhum esforço andando com passos firmes pela calçada. Senti um par de braços me prenderem e não lutei, estava cansada demais para debater qualquer argumento da minha amiga.

- Você não morreu porque ainda me deve explicações, Selena. Mas quando eu souber tudo o que quero saber, eu faço questão de te matar.

Congelei quando minha mãe sussurrou aquilo em meu ouvido e permiti que a mesma me guiasse até o carro, onde permanecemos em silencio até estarmos novamente na minha casa, sentadas frente a frente em um dos sofás que era encostado na parede de frente para a televisão. O olhar que me era lançado me fez engolir a seco enquanto procurava por alguma dobra a mais no meu casaco para distrair minha atenção.

- Pode começar.

- Não tenho nada para dizer. – permaneci de cabeça baixa –

- Ah você tem! – ela gritou, fazendo-me fechar os olhos instantaneamente – Você vai me explicar como aquela piranha conseguiu te trazer a esse ponto! Você é uma idiota, Selena! Não percebeu que era exatamente isso que ela queria? Me tirar você? Ela te usou o tempo inteiro e você não viu, Deus! – abri os olhos e franzi a testa olhando confusa na direção dela – Não faça esse olhar de sonsa! Você deve estar se perguntando como eu sei, não é mesmo? Eu sei porque ela teve a coragem de vir até aqui e disse que estava apaixonada por você! Como isso aconteceu? Você ao menos faz idéia do que isso significa para a minha carreira? – meu rosto virou para o lado com o tapa que acertou a lateral esquerda dele –

- Então é isso? Só se importa com a sua maldita carreira? – mantive o tom de voz baixo porém firme e fiquei de pé, igualando a posição a minha mãe, que andava de um lado para o outro na sala –

- Minha carreira? ELA É UMA CRIMINOSA! Você se envolveu com essa criatura? – meus ombros faziam movimentos brutos para frente e para trás conforme os dedos da minha mãe apertavam os mesmos e sacudia meu corpo – Me diga que não, pelo amor de Deus! Isso não pode estar acontecendo...

- VOCÊ NÃO ACHA QUE EU ESTOU SOFRENDO O BASTANTE? – empurrei-a pelos ombros fazendo com que a mesma caísse sentada no sofá – Ela me usou sim, ela me traiu, eu vi com meus próprios olhos enquanto ela fazia sexo com outra garota, mas NUNCA, Mandy... – chamei-a pelo nome apenas para deixar nítida a minha raiva – NUNCA nenhuma outra pessoa me fez TÃO FELIZ como Demi fez! E você não tem o direito de exigir e jogar nada na minha cara, então pare por favor de me lembrar a todo o momento as coisas que eu mais quero esquecer agora! Para de falar dela, para! Me deixa em paz, eu não posso nem morrer em paz. – bati o pé no chão com força atraindo o olhar furioso de minha mãe –

- VOCÊ ESTÁ FICANDO LOUCA OU O QUE? PELO AMOR DE DEUS!

- TALVEZ EU ESTEJA, POR AINDA TE DAR OUVIDO!

- Selena, essa garota está e sempre esteve te fazendo de idiota, você precisa criar um pouco de juízo... – os passos precisos de minha mãe para longe de mim me encucaram, porém não avancei – Eu vou colocar aquele pequeno pedaço de limbo na cadeia, e dessa vez para sempre. Eu juro.

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3 meses depois...

Eu estava com o pé apoiado em um galho num dos lugares mais altos da árvore de jabuticaba no fundo do quintal da minha casa enquanto lá embaixo Baylor latia sem parar como se tentasse me alertar sobre algo. Virei meu rosto com o máximo de cuidado possível para observar o animal pulando vezes seguidas na tentativa falha de subir na árvore comigo. A vista aqui de cima era extremamente engraçada para meus olhos cansados e levemente úmidos. Eu estava fugindo de conversas com a minha mãe desde o dia em que brigamos e tenho ignorado as ligações e mensagens de Demi, tranquei minha matricula na faculdade alegando que não estava (e realmente não estava) em condições de me concentrar em estudos quando minha realidade era completamente diferente de antes agora, pois apesar de fingir muito bem, eu ainda era uma garota com o coração partido. O vento leve provocou cócegas em meu rosto e tirou alguns fios teimosos que insistiam em cair nos meus olhos enquanto eu mantinha os mesmos fechados apenas apreciando a sensação de ar puro que circulava em meu corpo.

- Você não acha que deveria estar presa em um equipamento de segurança ou algo parecido?

O tom rouco da voz fez com que um fio de eletricidade atravessasse toda a linha da minha coluna em questão de dois ou três segundos e antes que eu pudesse dizer “perigo” meu corpo estava em um vôo direto para o chão. Não havia nada entre a grama e eu, e eu já estava com uma prévia do gosto do sangue misturado com capim em meus lábios quando o pequeno corpo amorteceu a queda e nós duas colidimos juntas em um impacto fraco contra o verde bem vivo que nos rodeava. Agi por impulso quando acertei uma seqüência de tapas e socos contra o ombro nu e ralado de Demi.

- Ei, por que você está me batendo? – perguntou usando os braços para proteger o rosto quando o mesmo se tornou meu alvo –

- O que você está fazendo aqui garota? – sentei na cintura fina aproveitando-me da posição me dando vantagem e tentei acertar novamente o rosto dela –

- Tentando resolver as coisas, mas antes você precisa parar de me bater...

- Quem te deixou entrar? Minha mãe já viu você aqui? – perguntei com os braços cruzados –

O nervosismo por estar perto dela outra vez me fez perder a concentração tempo o suficiente para que as posições fossem invertidas e Demi estivesse sentada no meu quadril pressionando meu corpo contra o gramado. Os olhos dela estavam misteriosamente da cor de caramelo, me fazendo viajar através dos mesmos até algum ponto distante do passado quando ela ficou impressionada com minhas lentes de contato. Só agora eu entendia exatamente o efeito que havia causado nela, e era quase como se as borboletas que moravam em meu estomago estivessem presas em minha garganta tentando impiedosamente atravessar a mesma. Os dedos gélidos apertaram meus pulsos, empurrando os mesmos lentamente meus braços estarem esticados acima da cabeça e como resultado do movimento, Demi estava deitada com nossos corpos perfeitamente encaixados. Era como se nossos corpos fossem duas metades separadas que mesmo com o passar do tempo se encaixariam perfeitamente, e devido a isso eu estava de olhos fechados sentindo o movimento da respiração da garota provocar um arrepio involuntário por todo o meu corpo.

- Eu senti sua falta. – tentei manter a calma quando uma mordida leve foi dada na cartilagem da minha orelha –

- Pois eu não. – disse rudemente enquanto lutava para livrar minhas mãos – Será que pode, por favor, parar de ser a mesma idiota que sempre foi e me soltar?

- Você ainda é apaixonada por essa idiota. – suspirei ao sentir o leve roçar dos lábios quentes na pele sensível da minha mandíbula –

- Se eu fosse você não contaria com isso. – forcei novamente meus pulsos para baixo – Eu vou gritar. – alertei já puxando o ar –

- Grite.

O ar pareceu rasgar minha garganta como se eu estivesse vomitando algumas centenas de giletes e logo que percebeu a movimentação dentro da casa, Demi levantou-se em um salto ficando imóvel e alguns tons mais branca se é que tal coisa era possível. Os olhos estavam ainda caramelados, o que me fez sussurrar com a voz surpreendentemente rendida. “Você está usando lentes?” O sorriso que vi nascer nos lábios naturalmente rosados me fez ter a sensação de tontura, que foi intensificada quando minha mãe apareceu no jardim com a expressão mais mortal que já presenciei em toda minha existência.

- Eu tenho o direito de saber o que está acontecendo aqui? – avançou com passos firmes até nós – Se é que eu quero saber qual a imundice que você estava fazendo com a traidora ao seu lado. – apontou para mim enquanto olhava para Demi –

- Eu sugiro que você volte para dentro da sua casa. – Demi sorriu ao balançar a cabeça em afirmação – Onde você está segura e longe da mira de um dos melhores atiradores de elite desse país. Não estava acontecendo nada demais, eu estava apenas brincando com a Selena.

- Se você quer brincar, leve-a para brincar na sua casa, onde os seus pais acham tudo o que você faz lindo. Aqui eu não preciso e não vou me sujeitar a aceitar toda essa safadeza, portanto se vocês querem continuar com isso, por favor, a porta está aberta.

- Espere um momento... – dei um passo para frente, ficando com o corpo rente ao da minha mãe – Você está me ameaçando?

- Estou. Por que? Vai correr para a sua salvadora marginal e pedir para que ela te compre uma casa na favela onde vocês vão morar juntas e ter uma dúzia de faveladinhos?

Meus olhos se estreitaram sem que eu tivesse vontade de impedi-los e estiquei um braço para trás, estendendo a mão para Demi. Quando nossos dedos se entrelaçaram, a garota aproximou o rosto do da minha mãe a ponto de sentir a respiração dela contra os lábios e aquilo não era nada bom.

- Você nunca mais vai ouvir falar de mim. E não que seja da sua conta, mas seus netos não vão ser faveladinhos porque graças a Deus eu tenho condições de dar uma vida perfeita para a Selena e nossos filhos.

Ao seguir na direção do carro que sabia estar estacionado próximo da esquina, separei minha mão de Demi e empurrei-a novamente pelo ombro já com lágrimas nos olhos e o choro preso na garganta.

- Você está satisfeita agora? Você destruiu a minha vida, o meu relacionamento com a minha mãe, a minha carreira e até mesmo o meu coração! Será que não é o suficiente? Você nunca vai parar? – gritei –

- Selena, acalme-se... Eu vou te levar para a casa dos meus pais e nós...

- NÓS NADA! – interrompi-a com a raiva tornando meu rosto um tom mais rosado – Não existe nós aqui! Eu vou dar um jeito e resolver tudo sozinha, sem a sua ajuda. Não venha agora tentar consertar tudo porque não tem conserto.

- Por que você não me dá uma segunda chance, Selena? – Demi caiu ajoelhada na calçada enquanto seu corpo inteiro tremia e explodia em um choro intenso – Você não consegue ver o quão arrependida e quebrada eu estou? Eu não durmo há uma semana! Eu não consigo comer, eu não saio mais do quarto, eu voltei a morar com meus pais, eu abandonei o Brooklyn, Selena! – coloquei minhas mãos em minha própria cintura enquanto mordia o lábio inferior e mantinha o choro preso em meu peito – Eu cortei meu cabelo, eu mudei minhas roupas, eu vendi minha moto, comprei um piano e eu estou até aprendendo a tocar... – ela sorriu por entre as lágrimas em um quase orgulho ao mencionar o fato – Eu já quase consigo dizer que amo o meu pai, eu abraço a minha mãe, eu os convenci a fazer uma doação para que a delegacia fosse reformada, eu estou há 4 dias sem fumar, com muita dificuldade... – a essa altura as lágrimas já escorriam pelo meu queixo, resultado da dor que estava praticamente incontrolável – Tudo isso para te convencer de que eu me arrependi, e eu mudei. Então por favor, não estou pedindo que me ame da noite para o dia, apenas que reconsidere o nosso namoro, por favor... Por favor.

Notas finais
reviews lindosss?