Criação dos Doze
2 Capitulo 1
Notas iniciais
CAPITULO I
–La la la la dee — A garota de cabelos castanhos caminhava pelas ruas escuras de Seattle, ela mal sabia, mas ao longe na esquina seguinte, o grupo a observava.
Seus fones de ouvido tocavam uma musica agitada, ela se envolvia no ritmo e na letra, andando de maneira despreocupada em direção a sua rua, faltavam somente duas quadras, mas ela não chegaria tão longe, não naquela noite.
Talvez o destino fosse cruel, talvez houvesse um sentido em tudo aqui, ou ela era simplesmente alguém sem sorte, mas nada disso importava. Assim que ela se aproximou da curva, algo extremamente pensado atingiu sua cabeça, espalhando uma dor aguda por todo seu corpo, sua visão ficou turva, mas antes que ela atingisse o chão braços fortes a seguraram, então ela sentiu seu corpo ser puxado, seus pés se arrastavam na areia, ela não conseguia falar, mal mente pensava, tudo que sua mente projetava eram coisas horríveis e violentas "provavelmente serei usada e depois morta " sua mente formulou lentamente o pensamento " meu corpo jamais será encontrado ou velado " o pessimismo só a tornava mais fraca.
–Oi oi oi — uma voz masculina que tinha um tom de divertimento encheu seus ouvidos
– e Kaylla não é ? — perguntou o garoto aproximando seu rosto do dela, a garota notou que ele tinha olhos azuis vibrantes – não vamos fazer nada do que esta pensando – ele disse erguendo a mão, que segurava algo que ela não conseguiu identificar – isso e uma seringa gatinha – ele balançou a seringa que continha um liquido azul brilhante — só vamos aplicar uma coisinha em você, depois você poderá ir.
Jack se sentia um tanto culpado, ele não achava cesto oque estava fazendo, mas também não recusaria, somente o vislumbre de uma vida fora das ruas, uma vida de luxo e riquezas, o fazia desistir de qualquer pensamento moral e terminar logo o serviço.
A garota estava caída no chão, seu nome era Kaylla, o loiro refletiu, aos seus olhos ela era bonita, bem bonita. A seringa com o conteúdo azul brilhante estava nas mãos do menino, que por um momento exitou. A garota se contorcia no solo, a pancada fora forte em sua cabeça, o loiro não tinha mais tempo para pensar, agora teria que agir rápido pois logo ela estaria voltando a consciência e não teria outra oportunidade.
–Por favor.. — Kaylla sussurrou com uma voz mirrada, o desespero tomava conta de sua mente, a dor a desnorteava e a visão estava embaçada.
– Desculpe gatinha – Jack aplicou a seringa de formato estranho no pescoço da garota, haviam nela três agulhas posicionadas para formarem um triângulo.
Kaylla sentiu as agulhas penetrarem a pele de seu pescoço, no início fora só um leve ardor no lugar, mas depois de alguns segundos o sangue que corria por suas veias era como fogo, ela se sentia como se queimasse de dentro para fora, tentou gritar mas não havia voz em sua garganta, em meio a sua aflição pode ouvir os passos se afastando, sentiu como se sua cabeça estivesse prestes a estourar, então, simplesmente ela perdeu a consciência.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Para continuar nossa história devemos adentrar em um ambiente que soa um tanto deslocado comparado a tudo oque contei ate agora, mas logo logo ele irá se encaixar no nosso cenário um tanto cruel...
O dia amanheceu claro em Seattle, o céu azul e um sol tão brilhante quanto o normal, era um dia perfeito. As ruas estavam movimentadas, o trânsito quase infernal e o comércio estava em um dia bom para as vendas, mal parecia a cidade que era assolada por ataques misteriosos com um padrão um tanto curioso de vítimas.
Mas isso são detalhes para outro momento, agora vamos nos concentrar no porsche prata que adentra o estacionamento da school home of knowledge, e estaciona em uma vaga um tanto privilegiada, de dentro do luxuoso carro sai uma garota loira usando saltos altos de mais para uma manhã na escola, uma saia curta de mais para um ambiente educativo e uma blusa que mais mostrava que cobria. A líder das cheer*, ela desfilava pelo estacionamento com os cabelos loiros sendo levados pela brisa e os olhos azuis analisando as pessoas ao redor.
Letta sempre chamara atenção pela sua beleza e personalidade um tanto forte, ela não era uma boa pessoa, alguns dos colegas de classe mais tarde pensariam que ela merecia tudo oque aconteceria com ela…
Mas isso e para mais tarde. Agora a loira simplesmente andava em direção ao prédio da escola, olhando com o desprezo habitual para os demais. Letta tinha sua “turma”, as cheerleaders*, garotas em sua maioria magras, de corpos esculturais, claro que não tão esculturais quanto o da loira, ela jamais permitiria isso, todas com um certo padrão que deixava pessoas do sexo feminino com inveja e do sexo masculino com agua na boca. E os jogadores do time, os caras mais bonitos, populares e cobiçados da escola, segundo o publico feminino da mesma, eles eram em sua maioria garotos com o percentual de gordura e neurônios proporcional, com corpos esculturais e cabeças vazias. Esse era o topo da cadeia alimentar na home of knowledge, o resto para eles era somente escoria e objetos para a diversão, principalmente para as cheerleaders.
– Letta querida – Rose, uma ruiva que usava o mesmo uniforme que letta, o padrão das cheer que estava nas cores branco e vermelho, abraçou a mesma assim que ela chegou ao corredor e parrou em frente ao seu armário – estava preocupada querida, não atendeu o celular o final de semana inteiro – a ruiva tinha uma certa mania de pôr querida sempre que se dirigia a Letta, a loira nunca quis se importar com isso, apesar de o nome ser dito sempre com um tom disfarçado de asco.
–Meus pais resolveram se meter em uma fazenda Ro – Letta fez um bico ao falar e enrolou alguns fios loiros em seu dedo médio, se apoiando no próprio armário, olhando não para Rose e sim para quem vinha atrás dela.
Thommas tinha cabelos loiros mel, um corpo de dar inveja a muitos frequentadores da academia, era o capitão do time, e poderia ser tudo que alguém do gênero feminino poderia querer, se não fosse tão cheio de si e prepotente.
–Bom dia amor – ele passou por Rose e rodeou as mãos pela cintura de Letta, deixando m beijo nos lábios da loira e recebendo, mesmo que de maneira oculta, um olhar de ódio de uma certa ruiva ignorada
–Bom dia vida – Letta enlaçou os braços no pescoço do loiro, seus lábios formavam um perfeito sorriso que não chegava aos seus olhos, mas ninguém se importava com isso.
Rose pigarreou
–Ho – Thommas soltou Letta e se virou, fingidamente surpreso – Bom dia rose
–Bom dia Thom – a ruiva sorriu — como foi o fim de semana?
–teria sido melhor se minha loira não tivesse se enfiado no meio do mato
Letta riu alto, alguns olhares no corredor de voltaram por breves segundos para ela
–Não era meio do mato amor – ela revirou os olhos – era uma linda fazenda que pertence a minha família a um bom tempo, são coisas totalmente diferentes
–Pra mim são a mesma coisa – ele revirou os olhos – afinal não tem sinal de celular, então e meio do mato – ele sorriu.
–“Cheguei pra esquentar essa parada” – uma morena de cabelos castanhos volumosos parou perto do pequeno grupo, ela falava animadamente ao celular
–menina foi isso que eu falei pra ele – ela riu, um tanto forçado e alto de mais – ele ficou no chão – a voz do outro lado da linha podia ser ouvida claramente, e estava tão eufórica quando a própria morena cor de café – tenho que ir amorzinho, beijos
Os outros se entreolhavam, as duas garotas se perguntavam quem seria a pessoa e sobre oque Maya falara ao telefone, mas isso seria assunto para outra hora, afinal o alarme soara indicando que o tempo para conversas havia acabado.
–Me digam que algum de vocês tem a atividade de inglês — Rose pediu um tanto desesperada – vale um quarto da nossa nota e eu não posso ficar sem ela – Rose passou uma das mãos pelo cabelo em quanto todos caminhavam pelo corredor em direção a escada que levava para o segundo andar
–Pode deixar que eu passo pra vocês — Letta sacudiu o caderno – estava no meio do “mato” mas, pelo menos, estudei.
Então eles subiram as escadas, era só mais uma manhã normal e ensolarada, um dia lindo.
Talvez ele compensasse as lástimas que viriam logo logo. Mas eu acho que não…
Fale com o autor