Notas iniciais
Resolvi postar mais cedo gente o/ Aproveitem e boa leitura *w*

CAPITULO II

Do outro lado de Seattle um negócio era fechado e um prédio antigo era vendido, um senhor fazia a venda mais fácil e vantajosa que já vira, e dois jovens cientistas ganhavam um novo laboratório.

Will e Liam estavam animados, animados de mais. Apesar da hesitação, assim como Will, Liam havia sido seduzido pelo dinheiro, o projeto seria continuado num local apropriado e a todo vapor, e dessa vez as "cobaias" seriam escolhidas mais criteriosamente para garantir o bom funcionamento da substância, eles não podiam perder nenhuma gota daquele líquido azul brilhante, não podiam deixar falhar em momento nenhum. Tudo tinha que ser perfeito.

–Acho que com um pouco de trabalho podemos deixar isso aqui com o porte que queremos – Liam falou ao entrar no prédio.

A recepção tinha um tapete avermelhado um tanto desgastado e o papel de parede estava amarelado em alguns cantos e com um pouco de mofo.

– oque realmente nos interessa e a parte de baixo – Will disse caminhando ate uma pequena porta ao lado da escada que dava para o andar superior—Temos dinheiro e mão de obra meu amigo, agora vamos só relaxar na nossa nova casa em quanto nosso laboratório fica pronto – o loiro deu de ombros – depois disso vamos dar oque o benefector quer e assim recebemos mais dinheiro e ficamos livres daquele mala misterioso okay ?

–Okay – Liam revirou os olhos – mas vamos nos arrumar logo, as coisas não vão ser desempacotadas da noite para o dia Will e não temos serviçais

–Não temos serviçais ainda – Will disse seguindo Liam escada a cima – ainda...

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–Vamos animar um pouco – Maya disse se sentando em cima da mesa central do refeitório – Onde esta nossa líder que tem o terrível costume de se atrasar para o almoço?

–Na certa se pegando com o Thommas por ai – Rose falou fazendo um bico insatisfeito, ela sempre tivera uma leve queda, mais para abismo, pelo namorado da sua "querida amiga".

Eu não brinquei quando disse que isso era um jogo de aparências.

Ao longe, na porta do refeitório a loira adentrava o mesmo, as mãos fortes do Ken acompanhavam nossa Barbie pelo refeitório em direção a sua mesa, mas algo chamou a atenção dos olhos azuis vibrantes. Uma garota atravessava o refeitório, ela tinha cabelos pretos e uma pele branca, e era bastante a cima do peso.

–Olá Emy – Letta parou a frente da garota, que não a encarou—não acha que já chega de comer? — a loira perguntou, Emy continuou quieta, esperando a boa vontade da vadia a sua frente, ao menos era isso que ela pensava, a deixar em paz e seguir sua vida perfeita sem ter que provoca-la.

Letta fez um bico e olhou a garota de cima a baixo.

–Você e patética Emy — seu tom era de asco, então bateu a mão com unhas grandes pintadas de rosa e uma camada de gliter na bandeja de comida da garota, que foi ao chão, não antes de deixar um rastro rosa de suco de morango pela blusa branca de Emy -Opa – ela enrolou uma mecha do cabelo extremamente loiro, próximo ao platinado, no dedo do meio -Foi sem querer- fez um biquinho e depois sorriu voltando a caminhar ao lado de Thommas.

–Vadia- Emy sussurrou ao ter certeza que a loira estava longe o suficiente para não ouvi-la, nem para ver seus olhos lacrimejantes, então ela caminhou pelo refeitório e foi para banheiro, provavelmente ficaria com a blusa suja ate as três, que era quando acabavam as aulas, mas isso não importava nem um pouco, a menina de cabelos pretos já se acostumara com esse tipo de acontecimento....

–que foi aquilo – Rose perguntou assim que Letta chegou a mesa, sentando-se no colo de Thommas como sempre

–So fiz um favor a nossa pequena Emy – Letta rolou os olhos—se ela não parar de comer vamos ter que mudar o nome dela de Emy a gorda para Emy a porca, só estou nos poupando o trabalho – ela deu de ombros.

–Senhorita Letta você e impossível — Tawny, uma garota um tanto magra de mais falou com um sorriso que a loira retribuiu

–So fazendo a boa ação do dia Taw — todos riram.

O problema e que a vida perfeita de alguém pode ser sustentada por uma viga que faz da vida alheia um inferno, Letta mais tarde provaria um pouco desse inferno pessoal, mas ela não sabia disso, ela mal sabia o quão próxima estava de receber de volta tudo oque deu para as pessoas, de colher cada semente de lágrima que semeou.

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Apesar de morar em Seattle Philip mal saia de casa, não desde o acontecido com seu irmão, ele sim, não punha os pés fora de casa por bons dias. Mas Philip não o culpava, ele estava reagindo melhor do que o esperado, melhor do que a maioria reagia. O homem de cabelos castanhos que aparentava ter mais ou menos 30 anos olhou escada a cima.

Ele pensava no quanto a vida dele estava ferrada, no quanto a sorte havia os abandonados, sabia que agora tudo era uma questão de correr e se esconder, não que Henry fosse correr ou se esconder.

Alguns degraus a cima, um garoto estava sentado de costas para a parede, ele se amaldiçoava por ter saído escondido aquela noite, por ter bebido tanto, por ter caminhado pela rua tão escura, mas para ele não valia mais a pena lamentar, ele teria somente que esperar.

Mas por que comigo? Por que eu? Henry nunca foi o tipo de cara que pensou desse jeito, para ele tudo era questão de sorte, ações, e destino, o terceiro e último citado e o mais forte e irreversível de todos eles, se o seu destino já estava escrito, você seria fadado a vivê-lo, mesmo que lutasse com todas as suas forças para mudá-lo, Henry não sabia qual seria seu destino, ou o quão triste ele poderia se tornar, mas sabia que ele era escrito por suas ações, ele não se acovardaria, ele não se esconderia, não queria o destino de um covarde, não importa oque isso o custasse, ao menos era assim que ele pensava agora.

O garoto tinha cabelos mais escuros que o irmão, um castanho quase preto, seus olhos tinha um tom verde, mas, ao amanhecer, eles se misturavam com um castanho dourado, e junto ao por do sol ele se tornava intenso, um verde límpido e intenso. A pele dele, agora coberta por uma espécie de tatuagem, que não deveria estar ali por que ele jamais fizera uma tatuagem, era branca, um pouco bronzeada pelo sol, porém limpa e macia, tirando uma parte de suas costas, onde jaziam duas cicatrizes paralelas uma a outra. Ele lembrava todos os dias desde o acontecido, aquelas cicatrizes o lembrava do que estava por vir.

–e eu nem pedi por isso – A voz dele estava trêmula e cansada.

–Henry se não quer morrer de fome venha almoçar- Philip gritou do andar de baixo, Henry se deitou no chão.

"correr e se esconder" ele pensou nas palavras do irmão no dia em que toda a merda começou a acontecer, não eram palavras para ele, não eram atitudes que Henry tomaria e Philip sabia disso, ele sempre soube.

Talvez Henry estivesse certo, talvez o destino dele realmente tenha sido escrito na noite em que ele saíra sozinho, na noite em que ele fora atacado, na noite em que por suas veias correram fogo e que ele sentiu-se queimar por dentro, quando ele soube oque realmente era dor. Mas dizem que a dor nos torna fortes não é? Ela nos faz crescer, aprender, e nosso não tão pequeno Henry sabia disso, ele sempre soube. Desde seus sete anos de idade, quando sua mãe morrera e seu pai o abandonara com o irmão de vinte e um anos e nenhuma responsabilidade.

As vezes ele se sentia culpado por Philip, que mal pode aproveitar sua vida por que teve que gastá-la trabalhando pesado para sustentar um moleque que agora nem trabalhar mais podia, estava tudo nas costas dele de novo e Henry se sentia péssimo por isso, mas ele não podia fazer nada.

Ele se sentia uma criança novamente, e não gostava de se sentir assim. Espalmou uma das mãos no rosto, a frustração tomava conta do seu ser, essa era a parte do trabalho que Will e Liam não viam, a parte que eles não sabiam, e provavelmente não queriam saber.

Por que? Por que seu mundo estava cheio de mais, seus olhos estavam cegos pelo dinheiro, dinheiro que vinha da destruição de outras vidas, e eles fabricavam essa destruição em laboratório e vendiam num vidro.

Henry se levantou, passou as mãos pelos cabelos escuros e se olhou no grande espelho que pendia na parede, seu corpo, agora não tão magro como a alguns meses, ganhara alguns músculos, as "tatuagens" estavam ainda mais escuras e visíveis, eram como tribais, que envolviam suas costas, seus ombros e boa parte do abdome ate um pedaço das coxas, era a forma como elas estavam dobradas por dentro dele "Você e um pássaro querido" Brianna o disse uma vez "não se envergonhe disso, nem deixe que ninguém tire isso de você" quando a morena de olhos extremamente negros disse isso a ele ambos estavam deitados no sofá, assistindo a um filme qualquer, a voz doce e um tanto sonolenta dela tentava animá-lo " um dia Henry, você vai alçar voo, e ninguém poderá impedir " assim ela caiu no sono profundo nos braços dele.

–Anime-se – ele disse a si mesmo – você vai alçar voo garoto – pegou uma camisa em seu guardas roupas e a vestiu-so não se sabe quando.....

Notas finais
///////////////////////////////////////////////////////////////////////// Oiiee gente ~< as vezes eu odeio a Letta u.u só as vezes kkkkk Oque acharam do Henry ? Deixem suas opiniões e criticas *w* Não esqueçam de votar, e rapidinho u.u Então ate a próxima e beijokas da Evy Previa : "-Olá – ela respondeu dando de ombros com um tom de indiferença, o garoto não parece surpreso ou ofendido com o tom que a loira usara. —Algum problema? - ele perguntou, tentando ser solidário, ao menos era isso que ele queria passar, Jack sempre foi um bom ator. —Não e da sua conta – respondeu a garota de maneira grosseira. —Calma gatinha – Jack deu um sorriso e levantou as mãos em sinal de rendição Letta olhou para dentro do grande galpão, ela não estava com saco para conversas, nem para festas ou qualquer uma dessas coisas, sua paciência já fora totalmente consumida e, a seu ver, ela não necessitava de mais um babaca para encher-lhe o saco. —Você não parece bem, quer uma carona? - Jack perguntou num tom fingido de preocupação. —Não obrigado, eu tenho as minhas pernas e posso muito bem caminhar ate em casa com elas- ao dizer isso Letta passou a mão esquerda pelos fios loiros e caminhou de maneira perfeita, ou quase, em direção a saída, que por acaso dava para uma trilha que passava pela floresta antes de chegar a estrada. - Muito provavelmente passarei a noite caminhando – então a moça lembrou-se do celular que levava em sua bolsa – talvez não – disse procurando pegar seu celular, a essa altura ela já adentrava a trilha. "