Crazy Bout' You

5 Capítulo 5 - Friends


Notas iniciais
OLÁ! Titia Abernathy já voltou o/ haushausja Vcs foram tão sensacionais nos reviews passados q eu já to cm sdds e voltei com o capítulo prontinho ^^ Boa leitura ;)

Naquela manhã, Peter acordou com olheiras nos olhos, teve dificuldades para dormir na noite passada. Não conseguia parar de pensar no tal de Deadpool e se Hansel estaria morto naquele momento.

– Você está bem? — Indagou Harry olhando desconfiado as feições de Peter.

– Se você visse e tirasse fotos de uma provável cena de crime e o criminoso o visse fazendo isso e te pegasse, o que você acha que aconteceria?

– Ele me mataria — Concluiu Harry.

– Mas e se ele te deixasse ir embora?

– Não sei cara, você andou tirando fotos de um criminoso assim ultimamente?

Peter pensou se deveria contar a Harry, mas era provável que Harry chamasse a polícia e Peter não queria esse tipo de problema.

– Não. Eu... Só estava jogando um jogo assim.

– Então o criminoso desse jogo é mesmo incompetente — Zombou Harry pegando a mochila e deixando Peter sozinho no quarto.

oOo

As aulas de administração eram realmente cansativas, porém Harry não fez muito esforço pra se tornar popular por ali, não só por, segundo ele, "sua personalidade cativante", mas pelo seu sobrenome. E como ele adorava ser bajulado...

– Fez o trabalho de amanhã Harry? — Indagou um rapaz de vestes sociais, óculos de armação grande, nariz encurvado, e protuberante e cheio de espinhas.

– Na verdade não, você tem alguma coisa pra mim?

O rapaz entregou imediatamente quatro folhas grampeadas.

– Muito bom... — Dizia Harry saindo pelo corredor com o rapaz em seu encalço enquanto analisava o trabalho feito — Você é bem eficiente, Campbell. Isso vai valer um bom cargo na Oscorp.

– Obrigado! — Respondeu empolgado, indo embora entre pulos.

– Nerds... — Suspirou Harry balançando a cabeça em negação enquanto guardava na mochila seu trabalho feito pelo rapaz.

– Isso foi uma atitude tão infantil que eu me questiono sobre a sua competência em administrar uma empresa tão renomada — Disse uma voz masculina que fez Harry quase dar um pulo de susto pensando ser algum professor.

Harry olhou para trás vendo um rapaz sentado no muro que dividia o corredor de fora e o gramado do chafariz. Nem havia o notado quando passou.

– E o que você entende de administração? — Desdenhou Harry com os braços cruzados aproximando-se do rapaz — Nunca te disseram que é falta de educação ouvir a conversa dos outros?

O rapaz estava com a perna direita balançando no ar enquanto equilibrava o corpo sentado em cima do pequeno muro com um livro aberto entre as pernas.

– A culpa não é minha se você chega perto de mim conversando em voz alta. Devia olhar ao redor antes, podia ter sido pior. Podia ter sido seu professor no meu lugar.

– Pouco me importa — Respondeu Harry dando de ombros.

– É claro que não, não é? Você é rico — Sorriu o rapaz fracamente — Pode traficar até drogas nesse lugar que seu sobrenome já serve para auto-defesa.

Harry arqueou a sobrancelha achando-o muito petulante.

– Quem é você?

– Sam White.

– White... — Repetiu Harry pensativo — Não consigo me lembrar de alguém conhecido com esse sobrenome.

– Talvez porque isso se valha ao fato de eu não ser rico — Disse Sam arqueando a sobrancelha.

– Ah, um bolsista?

Sam assentiu dando mais atenção ao seu livro agora.

– Está explicado então — Debochou Harry em voz baixa.

– O quê, posso saber? — Indagou Sam fechando seu livro.

– Essa sua repentina revolta contra os ricos — Sorriu Harry virando de costas — Mas é, você está certo. A elite é quem manda. Fica esperto, nerd — Riu debochado enquanto se afastava deixando para trás um Sam revoltado.

oOo

– Mas isso é... Uau! — Disse Gwen observando as cópias das fotos que Peter havia tirado.

– Não é? Não consigo mais parar de pensar nisso.

– Por isso você estava aéreo na aula, você devia mostrar isso ao meu pai.

– Não Gwen, por favor, não quero a polícia envolvida. Não contei pro Harry por esse motivo, não deixe eu me arrepender de ter te contado.

– E você vai deixar esse cara solto por aí ameaçando as pessoas?

– Eu quero investigar isso sozinho — Disse Peter decididamente.

– Ficou maluco?! — Exclamou a loira levantando-se da cama de Peter e andando de um lado pro outro — Você é decididamente um suicida!

– Aquele cara é doido Gwen.

– Por isso!

– Se fosse pra eu estar morto ele já teria me matado.

– Você está ouvindo o que está dizendo?! Ah, se a May soubesse...

– Não ouse dizer pra tia May!

– Não vou dizer — Suspirou Gwen — Eu só me preocupo com você caramba!

– Gwen — Peter levantou-se da cama pegando nos ombros da amiga como se aquilo melhorasse as coisas — Qualquer coisa eu te ligo.

– Ou grita — Completou ela — Eu vou com você.

– Nem pensar!

– Argh! Como você é chato!

– Como você é chata — Repetiu dando ênfase no "você".

– Eu vou embora antes que eu mesma decida te matar — Disse Gwen dando meia volta e saindo do quarto. No caminho acabou encontrando Harry que entrava na república.

– E aí Gwen?

– Não enche — Respondeu ríspida batendo a porta ao sair.

Harry assobiou dando risada logo em seguida.

– O que você fez? — Indagou vendo Peter prestes a sair também.

– Não enche — Disse Peter saindo da república também.

– Qual é? Hoje é o dia de irritar o Harry?! — Berrou alto para que ouvisse, mas Peter já deveria estar longe.

O moreno saiu da universidade às pressas pegando um táxi em direção ao parque. Ele sabia que existiam muitas chances de Deadpool não ir até lá de novo, mas não custava nada tentar, ele precisava arrancar mais informações daquele cara.

Peter andou cauteloso até a viela entre a loja de doces e o mercado, encontrando no chão um jornal do Clarim Diário. Estava encharcado pelo chão úmido da chuva, mas os dizeres "Mercenário assassino aterroriza Nova York!" em letras maiúsculas estavam bem destacados em cima da foto que havia tirado.

– Droga Jameson — Praguejou o moreno.

– Ah! Então me achou afinal — Disse uma voz no fim da viela — Melhor assim, poupa o trabalho de ir atrás de você — Deadpool vinha em direção de Peter com um exemplar do Clarim Diário na mão direita.

– Eu não tenho nada a ver com a notícia, só tiro as fotos — Disse em auto-defesa.

– Mas a notícia não existiria sem as evidências — Concluiu Deadpool passando por Peter e parando na entrada da viela. Peter percebeu que era um meio de prendê-lo ali sem saída — Veio fazer o quê aqui? Tirar mais fotos?

– Na verdade eu queria informações.

– Virou jornalista então?

– Não, e eu não vou publicar nada, me diz quem é você.

– Essa pergunta é tão cansativa — Suspirou Deadpool desistindo de encurralá-lo e sentando-se em cima de um latão de lixo — Quer jogar baralho?

– O quê? — Indagou Peter vendo o mercenário tirar de um dos bolsos algumas cartas de baralho — Não.

– Eu tenho alguns cards também, topa? Mas pode ser jogo da velha se quiser.

– Eu não quero jogar nada!

– Tá com fome? Porque tem uma sorveteria ótima aqui em frente! Sabia que pistache não é sorvete de árvore?

– Sorvete de árvore...? — Repetiu Peter perplexo demais pra formar uma frase sensata.

– Pois é! Eu jurava que podia ser. Eu nunca tinha comido esse sorvete, ele é todo verdinho e bonitinho, dá até vontade de enfeitar o quarto com ele, mas aí derreteria, sujaria tudo e atrairia insetos nojentos feito as formigas. Odeio formigas, principalmente aquelas vermelhas que picam a gente. Uma vez eu sentei num formigueiro e fiquei sem sentar por um bom tempo...

– CHEGA! — Berrou Peter dando um basta naquilo — Como você entrou nisso?! Como ainda está vivo? Já tentou procurar um psiquiatra?

Deadpool pareceu se ofender ao ver de Peter. Ele abaixou a cabeça e colocou as duas mãos nos ouvidos por cima da máscara balançando a cabeça em negação.

– Isso não te interessa! — Disse por fim — Não vou te contar nada sobre mim, se veio aqui achando que conseguiria é melhor dar o fora!

Peter se xingou internamente por ter tocado num ponto frágil de Deadpool, mas ele não desistiria, sua curiosidade só aumentava.

– Posso saber por quê não me matou?

– Não sou o assassino que seu jornal diz.

– Imaginei que não. Quantos anos você tem?

– O bastante pra fazer o que eu faço.

– E o quê você faz?

– Qualquer coisa — Deu de ombros — Menos assassinatos.

Peter não soube mais o que perguntar depois disso, já que as perguntas primordiais ele fazia questão de não lhe responder.

– Você usa creme?

– Como...?

– Creme — Repetiu Deadpool — Pra pele, sabe?

– Não...

– Hum.

– Por quê?

– Você tem cara de bebê.

– Tenho?

– Tem sim. Baby boy...

Peter mudou sua expressão para confusão, total confusão.

– O que acontece se eu fizer isso? — Indagou Deadpool pegando ligeiramente o óculos de Peter.

– Hey! — Protestou o moreno olhando para os lados confuso. Sua visão não era das melhores.

– Você fica bem charmoso sem esse óculos — Comentou o mercenário dando uma risadinha insana.

– Me devolve!

– Me devolve, o quê...?

– Me devolve, seu lunático!

– Resposta errada — Cantarolou.

Peter tentou ir atrás dele já que não era muito difícil achar um borrão vermelho em sua frente, mas acabou escorregando no jornal molhado que tinha no chão e só não caiu porque o mercenário foi mais rápido.

Deadpool colocou o óculos de volta segurando as costas de Peter para que ele não caísse.

– Cansei dessa loucura — Bufou o moreno se livrando dos braços e saindo dali.

– Espera! A gente nem fez pacto de sangue ainda... — Dizia Deadpool seguindo-o.

– Você escuta as coisas que fala?

– É claro, não sou surdo.

Peter olhava para os lados constrangido. As pessoas riam do traje de Deadpool.

– Não dá pra você tirar isso?

– Tem certeza? Eu estou completamente nú por baixo — Respondeu dando um sorrisinho pervertido, que apesar da máscara não passou despercebido por Peter.

– Esquece.

– Então baby boy, vai fazer o quê agora?

– Ficar bem longe de você.

– Acho difícil, baby boy, estamos conectados agora. Vou pensar numa música pra gente.

– Música?

– Que tal Céline Dion?

– Ah não... Você não...

– Yooooou're here, there's noooothing I fear. And I know that my heart wiiill go oooon.

– Por quê, Deus?

– É brincadeira baby boy — Riu Deadpool — Você é muito sério.

– Acho que você suga toda a minha alegria.

– Uau, isso foi profundo, vou anotar — Disse o mercenário pegando um bloco de papel em seu bolso.

– Vai ficar me seguindo por aí agora? — Alfinetou Peter achando estranho o mercenário ainda estar ali com ele.

– Não sei, sua companhia é agradável baby boy.

– Quer ser meu amigo? — Indagou Peter de repente, mas com outras intenções em mente.

Deadpool parou por um instante, ele pareceu impressionado.

– Sério?

– Claro, mas antes preciso saber quem é você.

– Ah — Disse o mercenário num tom de decepção — Por isso a pergunta então.

Peter se sentiu mal na mesma hora. Deadpool não parecia fazer muitos amigos, provavelmente por sua personalidade extravagante, e sua atitude interesseira pareceu magoá-lo.

– Desculpe, não precisa dizer se não quiser.

– Quem sabe um dia eu não te conte? — Disse num tom misterioso.

– Vou esperar por esse dia então — Riu Peter.

Por baixo daquele uniforme, Wade sentiu seu coração se aquecer todo só de ver aquele sorriso que Peter lhe mostrara. Era o mais magnífico que havia visto, mais do que magnífico, era super hiper mega ultra magnífico. E belo. A sensação de aquecimento se espalhou pelo seu corpo deixando-o um pouco eufórico. Era estranho, mas era bom.

– Então, vamos tomar um sorvete de pistache? — Convidou o mercenário.

– Beleza, mas o meu vai ser de flocos.

– Urgh, sério? Flocos é tão sem sabor.

– Claro que não! Flocos além do creme tem flocos de chocolate — Defendeu Peter.

– Continua sem sabor — Insistiu Deadpool — E não é verde.

– Se gosta tanto da cor, devia pintar esse traje de verde então.

– Não, eu ainda espero por um sorvete que seja da cor vermelha... — Disse num tom sonhador.

– Eu não vou nem perguntar... — Disse Peter vendo que agora todos no parque observavam curiosos o homem fantasiado ao seu lado — E a gente tem que chegar num acordo sobre essa sua roupa.

Notas finais
Qnta fofura né? Deu até vontade de estragar td isso hahshahs brincadeira, ainda não c: