Crazy Bout' You

40 Capítulo 40 - Geronimo


Notas iniciais
Oi oi pessoas lindas :) Demora óbvia por conta do enem (É outras coisitchas mais), mas to de volta! O título desse capítulo foi tirado da música Geronimo da banda Sheppard que até o Rock In Rio eu não conhecia xD eu adorei essa música e ela me lembra mt o Sam, tipo, mt mesmo, e tem td a ver com esse capítulo, o fato dele pular de cabeça nesse plano de reconquistar o Harry e é isso rs Boa leitura :D

Semanas haviam se passado e Wade não fora mais vítima de qualquer ataque por algum mandante de Cable, graças à Peter que havia pegado seu traje de Deadpool e escondido. No começo o loiro, havia achado engraçado, mas conforme o tempo passava, ele começava a sentir certa abstinência.

Já o plano de Sam havia se afastado com a enorme quantidade de trabalhos que a faculdade havia lhe dado. Às vezes, quando voltava da biblioteca ou quando ia almoçar no refeitório, ele via Harry e Matt conversando animadamente, deixando-o frustrado. Não havia mais visto os dois se beijando, mas não duvidava que eles talvez estivessem num relacionamento. Felícia sempre parecia disposta a ajudá-lo, mas o tempo parecia estar contra ele, ou melhor, a faculdade.

Sam ia em direção à biblioteca devolver alguns livros e pegar novos. A senhora que ficava no balcão, como sempre, lhe lançava um olhar reprovador toda vez que o via; ela nunca o perdoara por ter subido em cima da mesa e recitado poemas dos quais ela considerava "obscenos".

– Pode me dizer onde ficam estes livros? — indagou Sam mostrando um papel para ela, com alguns títulos.

– Ali — disse a senhora de maneira seca, apontando para a esquerda -, na última fileira ao fundo.

Sam agradeceu, indo em direção ao local. Ele pegou cinco enormes livros sobre filosofia e os carregou até a área onde ficavam as mesas, observando todas ocupadas. Havia uma em particular onde só tinha uma pessoa, pessoa esta que o surpreendeu. Harry não frequentava a biblioteca, disso ele tinha certeza, mas lá estava ele, sentado, sozinho, com um livro sobre a mesa, o cotovelo apoiado e a mão segurando a cabeça que pendia, provavelmente de sono e tédio. Sam respirou fundo e resolveu ir até lá para sentar-se.

Harry piscava constantemente, várias e forçadas vezes para se prender ao assunto do livro sobre administração, mas estava difícil, quase impossível. Ele não havia dormido muito bem aquela noite. Havia sonhado que morava junto com Matt, que os dois eram um casal aparentemente feliz, no entanto eles tiveram novos vizinhos no prédio onde moravam, e "coincidentemente" eram Sam e Chris. No final de toda aquela loucura, quando Chris havia saído e Matt também não estava, ele foi até o apartamento de Sam e os dois fizeram o sexo mais selvagem de toda a sua vida. Aquele não era um sonho fácil de esquecer e ele persistia em martelar em sua cabeça toda hora.

Harry ouviu alguém se sentar em sua frente, como sua atenção no livro estava difícil, qualquer coisa que acontecesse ao seu redor era mais interessante e assim que levantou a cabeça para ver quem era, levou um susto ao ver Sam.

– Meio estranho você por aqui — comentou o moreno.

– Se você não notou, eu também tenho trabalhos a fazer.

– Achava que pagava para outros fazerem — alfinetou Sam.

– E pago, por quê? Tá interessado no serviço? — retrucou.

– Depende do quanto você está disposto a me pagar.

Harry arqueou a sobrancelha, surpreso com a declaração que contradizia todo o moralismo do moreno.

– Quer negociar?

– É claro que não, seu preguiçoso, faça seu próprio trabalho — bufou Sam.

Harry revirou os olhos, balançando a cabeça em negação. Sam era muito irritante, por que mesmo que gostava dele?

– Como pode ver, não tenho tempo para bater papo com um traidor feito você, então se me der licença... — encorajou Harry.

Sam ficou alguns segundos encarando Harry, sem entender direito o objetivo, mas enfim entendeu.

– O quê? Quer que eu saia?

– Eu cheguei aqui primeiro.

– E a mesa é sua por acaso? Não vou sair daqui, se quiser saia você.

– Não vou sair só porque você chegou, você quem devia sair!

– Os incomodados que se mudem — retrucou Sam.

Harry apertou o livro contra as mãos, quase amassando no processo. Ele estava com muita raiva, queria bater em alguém, e aquela não era uma vontade muito comum já que ele não fazia o tipo violento, mas se alguém além de Sam viesse falar com ele naquele momento, com certeza ia ganhar um olho roxo. Harry respirou fundo, se levantando de uma vez e mudando de mesa.

Sam viu Harry indo para uma mesa um pouco distante onde já haviam dois garotos sentados, alienados demais à leitura para ver quem havia sentado ali. Ele olhou para os livros de filosofia a sua frente, esperando-o em cima da mesa, mas naquele momento sua mente já estava ocupada com o fato de Harry estar ali, na biblioteca, sozinho. Sam analisou a situação por alguns instantes. Apesar de não ter ido bem no seminário, suas notas haviam aumentado naquele mês, graças ao seu foco nos estudos. Ele sabia aquela matéria dos livros, só tinha dificuldade em uma coisa ou outra e provavelmente sua nota na prova não seria ruim graças apenas às coisas que ele não entendia muito bem, e se fosse, não seriam prejudiciais o suficiente para ameaçar sua bolsa integral.

Havia apenas mais uma cadeira disponível na mesa onde Harry estava. Sam suspirou, nervoso, decidindo colocar aquele plano maluco de Felícia em prática. Ele já estava desesperado mesmo, o desespero talvez lhe desse a coragem de que precisava. Sam por fim se levantou da mesa e foi até a mesa onde Harry estava, se sentando na cadeira vazia em frente à ele.

Harry novamente não conseguia se concentrar no livro, talvez fosse aquela biblioteca, ou talvez a presença de Sam que havia piorado as coisas. Quando ele ouviu alguém se sentando na mesa, novamente sua atenção foi para a pessoa que havia se sentado, tomando mais uma vez um susto ao ver Sam. Ele só podia estar de brincadeira.

Sam teve de se segurar para não rir da cara de indignação de Harry. Ele parecia realmente confuso e furioso ao mesmo tempo. Bufou, pegando o livro de administração e se levantou, em direção à saída da biblioteca. Sam se levantou também, disposto a segui-lo.

Harry andava pelo corredor resmungando, Sam o seguia sem nenhum medo de ser visto, mas Harry parecia não perceber, não olhando para trás. Apesar de saber muito bem a resposta, Sam se perguntava o porquê de ser louco o bastante em deixar os livros na biblioteca e ir atrás de Harry. Deixar livros por pessoas não era uma prática muito normal em seu cotidiano.

Quando Harry finalmente chegou ao campus, suspirou em sentir-se livre, aquela biblioteca definitivamente o sufocava tanto quanto a sala de aula. Ele olhou para trás por puro reflexo habitual, dando de cara com a imagem de Sam mais uma vez.

– Ah, qual é a sua? — exclamou Harry meio desesperado. — Para de me seguir! O que você quer?!

– Só ter o privilégio da sua presença — disse Sam num tom irônico. É claro que era mais ou menos aquilo, mas admitir já era outros quinhentos.

– Para de zoar com a minha cara, o que você tá aprontando?

– E eu lá tenho cara de quem "apronta"? — indagou Sam com um olhar entediado.

– O que você quer?

– Não sei, é divertido te seguir.

– Quando eu perder minha paciência com você...

– Vai fazer o quê? — provocou o moreno, sorrindo.

Harry continuou a andar, dessa vez à passos mais rápidos, porém Sam continuava a segui-lo com afinco.

– Eu só quero que você pare de andar com o Matt — dizia Sam, seguindo-o.

Harry parou, virando-se para o menor com o cenho franzido.

– Tá com ciúmes, é?

– Sim, eu estou! — disse Sam firmemente.

Harry arqueou a sobrancelha, surpreso, encarando Sam meio abobado por alguns segundos. Ele não fazia do tipo que dizia na lata.

– Lide com isso.

Sam bufou ao ver Harry continuar a andar.

– Harry, eu só quero uma chance — dizia Sam caminhando lado a lado com o maior.

– Chance? E você deu uma chance à mim antes de enfiar sua língua na garganta do Daniels?

– Não, mas eu dei à você antes dele voltar!

– Depois de muito esforço, inclusive.

– Tô disposto à passar por isso.

– Ah, então é isso? Vai pagar na mesma moeda? Pois saiba que eu não cometerei o mesmo erro que você.

– Acha um erro o que tivemos? — indagou Sam num tom mais baixo.

Harry sentiu seu estômago embrulhar e uma sensação estranha como se tivesse acabado de descer de uma altura gigantesca de uma montanha russa. Ele preferiu não olhar para Sam, pois tinha certeza que iria agarrá-lo se o fizesse.

Eles já estavam chegando no Vórtex quando Harry abriu a porta e fechou rapidamente na cara de Sam, que não se deu por vencido, esmurrando-a sem piedade. Loki atendeu, parecendo meio confuso, mas o deixou entrar sem dizer uma palavra.

– O que deu nele? — indagou.

– Estou seguindo ele — disse Sam dando de ombros.

Loki franziu o cenho, ficando ainda mais confuso. Sam não pôde explicar mais nada a ele já que sua atenção foi totalmente a alguém que vinha da cozinha, fazendo barulho enquanto andava, mas não dos próprios sapatos e sim de uma bengala.

– Ah... Matt, ele chegou, mas subiu correndo e disse que não queria ser incomodado, eu acho que vou lá dar uma olhada nele e ver se está tudo bem — disse Loki saindo dali rapidamente. Era uma situação bem constrangedora, embora a ideia de deixar Matt e Sam na sala, sozinhos, não era bem um boa ideia.

Matt se sentou no sofá, esperando, e Sam resolveu fazer o mesmo, ele que não sairia e deixaria Matt ali com Harry.

– Então... você é o Sam, né?

– Como...?

– Eu me lembro de uma voz quando ouço uma.

– Sim, e você o Matt.

– Sim.

Sam não disse mais uma palavra e nem queria de qualquer maneira.

– Quer dizer que está seguindo ele? — indagou Matt.

Sam se irritou com o tom de voz dele. Era como se ele estivesse falando com um amigo, como se aquela informação não fosse nada demais e ele não estivesse dormindo com o seu namorado, ou melhor, ex namorado.

– Estou — respondeu secamente.

– Por isso ele subiu correndo? Deve ter afetado ele — riu Matt.

– Por que tá rindo?

– Porque é engraçado, ele sempre fez questão de pegar e não se apegar e está aí, fugindo igual a uma menininha apaixonada.

– E você não se incomoda com isso? Achei que gostasse dele, embora eu tenha uma impressão de que você não liga pra ninguém, afinal beijou o Peter, beijou o Harry... um verdadeiro destruidor de relacionamentos — disse Sam num tom venenoso.

– Sabe que eu nunca pensei por esse lado? — sorriu Matt, divertindo-se com o ciúme de Sam. — E o único destruidor do próprio relacionamento aqui é você, que traiu o Harry com o seu ex. Eu beijei o Peter por pura frustração, pensando no Harry, aliás. Eu gosto dele, muito, mas eu sei que quem ele ama é você, eu não me esquecia desse detalhe quando deixava ele me agarrar, o que não acontece há algumas semanas já que estou tentando ser apenas amigo dele.

Sam não sabia se acreditava no que Matt dizia, no entanto ele não parecia mentir sobre aquilo. Na verdade ele não parecia o "destruidor de relacionamentos" que pensava.

– Por que você simplesmente não tenta fazer ele me esquecer? Aposto que ele tá bem disposto à isso.

– É uma causa perdida, ele pode até esquecer da sua existência por algumas horas, mas você estuda aqui, é vizinho e já é o mais novo "namorado oficial" dele na mídia.

– Ele ainda não desmentiu isso? — indagou Sam.

– Ele diz que é bom que todos saibam de uma vez que ele também gosta de homens, e também serve pra provocar o pai dele.

Naquele momento Loki descia às escadas parecendo um pouco nervoso.

– Aquele idiota... — resmungava o moreno.

– O que aconteceu? — indagou Matt.

– Ele fez um chilique ridículo só porque deixei o Sam entrar e deixei vocês dois aqui sozinhos. Não sei o que vocês dois viram naquele imbecil, ele disse que só o Matt pode entrar lá, mas eu faço questão que você vá Sam, se você não se importar Matt...

– Não, tudo bem — disse Matt.

Sam se levantou, subindo às escadas e indo em direção ao quarto de Harry. A porta já estava entreaberta e dali dava para vê-lo deitado na cama, enquanto o livro de administração já se encontrava jogado na outra cama.

– Não deveria estar lendo aquele livro?

Harry sorriu em escárnio, sabendo que Loki mandaria Sam para ele e não Matt. Os dois haviam tido uma conversa rápida sobre o quão "idiota" ele está sendo em usar Matt e ser grosseiro com Sam. Ele nem estava mais tendo alguma coisa com Matt, claro que era porque Matt quem não queria mais, mas de qualquer forma não estava mais usando-o ou seja lá o que os outros pensavam daquilo.

– Não quer sentar? — indagou Harry, sarcástico. — Aproveita e chama o Matt, vamos ficar os três aqui logo.

– Mesmo estando certo você tem o dom de estar errado, sabia? — disse Sam.

– Tudo o que eu faço é errado para os outros. Fui traído? Estou errado em ficar puto. Fiz as pazes com o Matt? Estou errado também.

– Você exagerou nessas pazes aí, você usa ele sem nem pensar no que ele pode estar sentindo a respeito disso.

– Ele não liga! — exclamou Harry se sentando na cama.

– Isso é o que ele diz, mas você lê a mente dele pra saber a verdade?

Harry não respondeu. Não tinha respostas para aquilo porque talvez Sam estivesse certo.

– Agora sobre nós dois, você é bem hipócrita se quer saber. Quantas vezes você já traiu alguém na sua vida?

– Mulheres que eu nem dava esperança! Não compare isso com trair alguém que você ama!

– E quantas vezes você já me pediu uma chance? Chance que eu te dei.

– E o que você faria se fosse o contrário? — retrucou Harry.

– Eu ficaria com muita raiva, com certeza, mas eu nunca me vingaria como você fez.

– Mas me daria outra chance?

– Não sei.

– E é aí onde eu queria chegar, eu duvido muito que você me desse outra chance, então por que eu daria?

– Porque você nunca me deu uma.

Harry bufou, passando a mão nos cabelos em desespero. Ele se levantou andando de um lado para o outro por alguns segundos até parar por fim e encarar o menor.

– Vou pensar no seu caso, mas saiba que eu quero que você pare de ficar me seguindo por aí, ou eu definitivamente não dou chance nenhuma.

Sam suspirou esperançoso, assentindo.

– Mais alguma coisa? — indagou Harry, cruzando os braços.

Sam deu um sorriso de canto, antes de pousar suas mãos sob a nuca de Harry e o beijar.

Harry levou um susto com a atitude de Sam. Na verdade ele estava levando sustos demais por conta da mesma pessoa naquele dia. Sam começou a provocá-lo com a língua, pedindo passagem. Harry não se conteve, perdendo totalmente o controle que tinha, puxando o menor mais para si e pousando as mãos na cintura dele.

Sam só não se desequilibrou porque Harry o segurava com força. O maior o pressionou com tudo contra a parede, enquanto a língua dele ia de encontro à sua, furiosamente. Passado alguns segundos, Sam quebrou o beijo para recuperar o fôlego, Harry desceu os lábios até o pescoço do moreno e Sam pôde sentir, com mais aproximação, a ereção de Harry.

Harry afundou os dedos sob os fios negros e ondulados do menor, enquanto beijava e sugava a pele exposta do pescoço. Ele podia jurar ter visto a sombra de um sorriso malicioso passar pelos lábios de Sam, e logo sentiu a mão do menor se encher com sua ereção por cima das calças.

Sam ouviu Harry prender a respiração, tenso, mas assim que ele passou a massagear a região, ele soltou o ar, lentamente, fechando os olhos. Sam voltou a beijá-lo, gostando do jeito como Harry se entregava para ele, mas sua conquista não durou por muito tempo, pois logo Harry se afastou dele, meio desnorteado.

– Eu... eu acho melhor você ir — disse Harry, ofegante.

Sam assentiu, um pouco frustrado, mas não se abalaria, havia conseguido muito em um dia. Depois que Sam saiu, Harry se jogou em sua cama, respirando fundo e tentando se acalmar. Acalmar a ele e a seu amigo debaixo.

Sam desceu para o andar debaixo, avisando à contragosto que Matt já podia subir. Apesar da história de Matt não estar mais com Harry, era inevitável não sentir ciúmes, aquele cara passava mais tempo com Harry do que ele.

– Já está sabendo? — disse Loki o tirando de seus devaneios.

– Sabendo do que? — indagou Sam.

– Ian acabou de dizer que Mary Jane vai fazer uma festa de aniversário nas Bravatas. Mandou convidar todo mundo daqui e da Aesir.

– Festa, é? — disse Sam, pensativo. Uma festa era a oportunidade perfeita de fisgar Harry, ainda mais ele que não negava uma farra. — E quando vai ser?

– No final do mês, no último sábado. Quem sabe lá você não consegue o Harry de volta?

– Por que não torce pelo Matt? — perguntou Sam, curioso.

– Porque o Harry ficou um chato depois que começou a ter um caso com ele, não me leve à mal, o Matt é legal, mas o Harry não está feliz, ele está chato, infantil e um verdadeiro imbecil.

– Sério? Porque ele me parecia muito bem com ele.

– É o que ele quer que você pense.

– Bom saber... e valeu.

– Qualquer coisa, quando quiser vir importunar o Osborn é só chamar que eu abro a porta — disse Loki.

Sam sorriu, assentindo. Ele saiu do Vórtex decidindo voltar à biblioteca para pegar seus livros, mas agora seria uma tarefa difícil se concentrar nos estudos. A possível chance que Harry talvez lhe desse e a festa de Mary Jane martelavam em sua cabeça.

Notas finais
Pois é! Festchênha à vista! Eu tenho uns planos pra ela... muitos planos na verdade. A coisa meio que veio toda na minha mente, então já posso dizer que essa festa vai ser "A Festa" rsrsrs BUT tem algumas coisas pra acontecer antes dela, então é mt provável que não seja já no próximo capítulo ¯_(ツ)_/¯ Aliás... talvez eu demore de novo pra postar, mas vamos ser pacientes meu povo!