— Tô com sono amor. – Murmurei, enquanto fechava os olhos e me aconchegava mais a ele, uma das suas mãos no meu cabelo. O cafuné só aumentava o meu torpor. – Vamos pra cama?

— Como tu é sonão. – Ele riu, enquanto saía do sofá. – Tudo bem, vamos. – E me ergueu, enquanto eu passava os braços pelo seu pescoço e o beijava o rosto.

Ele desligou a televisão e a Luz da sala, e me colocou na sua cama. Tivemos uma pequena discussão sobre quem ficaria do lado da parede, e no final eu deixei que ele ganhasse. Acomodamo-nos, e deitei a cabeça em seu peito, ouvindo aquele coração tão importante para mim bater, enquanto ele pegava o notebook e acessava ao Netflix.

Escolheu uma série qualquer, e eu dormi antes do fim do primeiro episódio, protegida pelos seus braços, aquecida por fora e por dentro.

Acordei algumas vezes durante a noite, desacostumada que estava a dormir com outra pessoa, mas não me importava. Cada vez que acordava, era uma prova de que tudo que estava acontecendo não era um sonho, e que ele realmente estava ali. Não havia como explicar o quão feliz eu me sentia, observando as feições tranquilas dele dormindo, todas as estrelas da nossa galáxia em paz.

Um pouco antes do meio dia, acordei de repente, e percebi que ele estava acordado e me abraçava. Um abraço forte.

— Tudo bem vida? – Murmurei, minha voz meio rouca, os olhos acostumando com a Luz do sol que entrava pelas frestas da janela.

— Tu está aqui mesmo. – Ele murmurou. Como se quisesse se convencer daquilo, e colocou seu rosto na base do meu pescoço. Nenhum de nós dois parecíamos conseguir acreditar que tamanha perfeição era real. Tentei um contorcionismo e consegui levar uma das mãos aos seus cabelos, mesmo que eu estivesse de costas para ele.

— Estou amor. E eu te amo. – Disse.

— Eu te amo demais. – O ouvi dizer, me abraçando mais forte. Segurei suas mãos, que continuavam me abraçando, e dormimos mais uma vez. Juntos.