Coração Indomável
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Leah
Hoje eu tive que cumprir serviço comunitário na escola primária de Forks e até que foi bem divertido. Eu li histórias para crianças de 4 a 5 anos. É simplesmente encantador ver os olhinhos brilhantes de cada uma delas e como elas interagem com a gente. Eu às vezes parecia mais bagunceira do que os pequenos. Além de contar histórias eu também soltei a voz ao som de "Lucky" de Colbie Caillat e Jason Mars. Eu também me arrisquei no violão que emprestei do Sam. É claro que não sou tão boa quanto Sam, mas eu improviso.
"Tão preparados?!"
"Sim!" Gritaram em uníssono. E, então, começamos...
♪Você consegue me escutar? Estou falando com você
Através das águas, do outro lado do profundo oceano azul
Sob o céu aberto, oh, nossa, meu bem, estou tentando
Garoto, te escuto em meus sonhos
Sinto o seu sussurro do outro lado do mar
Te guardo comigo em meu coração
Você torna as coisas fáceis quando a vida fica difícil
Sortudo, pois estou apaixonada pelo meu melhor amigo
Sortudo por ter estado onde estive
Sortudo por estar voltando pra casa novamente
Ooh♪
No início as crianças estavam meio tímidas, cantavam desafinados até que depois de dois dias de ensaio, o grupo já estava animado e cantando afinadinho.
"Todo mundo junto!" Eu disse.
♪Não sabem como demora
Esperar por um amor como esse
Toda vez que dizemos adeus
Queria que nos beijássemos novamente
Vou esperar você, juro que vou esperar
Sortudo, pois estou apaixonada pelo meu melhor amigo
Sortudo por ter estado onde estive
Sortudo por estar voltando pra casa novamente
Sortudo por estarmos apaixonados de todas as maneiras
Sortudo por termos ficado onde ficamos
Sortudo por está voltando para casa algum dia♪
A música me fez lembrar de Jacob. Parecia até coincidência a letra falar de se apaixonar por um amigo. Depois da nossa conversa as coisas parecem ter se resolvido entre nós. Ainda bem, confesso que fiquei muito lisonjeada por um garoto como ele se declarar pra mim, sem ser algo com malícia. Jacob foi doce e sincero. Pena que meu coração já tem dono.
♪E então estou velejando pelo mar
Para uma ilha aonde vamos nos encontrar
Você ouvirá a música preencher o ar
Vou colocar uma flor em seu cabelo
Apesar da brisa das árvores
Se moverem tão graciosamente você é tudo que vejo
Enquanto o mundo continua girando
Você me abraça forte aqui, nesse instante♪
"Mais uma vez. Só o refrão."
♪Sortudo, pois estou apaixonada pelo meu melhor amigo
Sortudo por ter estado onde estive
Sortudo por estar voltando pra casa novamente
Sortudo que estamos apaixonados de todas as formas
Sortudo por termos ficado onde ficamos
Sortudo por estar voltando pra casa novamente
Ooh, ooh, ooh, ooh, ooh, ooh, ooh, ooh
Ooh, ooh, ooh, ooh, ooh, ooh, ooh, ooh♪
Ali passamos as próximas duas horas cantarolando, essa e outras músicas. Foi realmente muito bom. Toda a frustração de semanas atrás por ter sido expulsa do time e as outras punições que levei por causa da briga com Paul foram amenizadas por ter passado essa última semana aqui com os pequenos. De repente, me vi pensando que talvez seria bacana fazer Magistério ou Pedagogia. Eu me dou bem com crianças e, por incrível que pareça, eu gosto de ensinar.
Como esse é meu último ano, logo tenho que pensar na faculdade. As minhas duas primeiras opções foram Educação Física ou Medicina. Eu ainda estou insegura, meus pais já vem juntando dinheiro pra que eu possa cursar uma boa faculdade. Sam também vem trabalhando duro, ele quer cursar Administração.
Sam trabalha até aos finais de semana pra juntar uma boa grana. Ele diferente de mim, sempre teve que estudar e trabalhar e, para orgulho da sua mãe, Sam conseguiu terminar o colegial sendo um bom aluno, com ótimas notas. Ele até conseguiu uma bolsa pra Universidade de Berkeley, porém decidiu esperar por mim. Então, quando concluir o colegial Sam e eu partiremos para Seattle, pois ficaremos mais próximo da família. Eu particularmente, fiquei feliz por ele ter ficado, sabia que se ele fosse para Califórnia, iríamos nos ver com menos frequência.
Sinceramente não consigo me imaginar longe de Sam, esse mês já foi quase uma tortura, os domingos que podiámos curtir mais tempo juntos, mamãe havia me tirado como forma de castigo por ter brigado na escola. Mas, graças a Deus, isso termina hoje.
"Você tem jeito com criança. Olha essa semana foi incrível. Elas se apaixonaram por você." Disse a senhora Hellen diretora da escola.
"Bom, eu diria que é recípocro. Amei cada um deles." Eu disse me despedindo dela. Ela tem me encorajado a ser professora.
É quem sabe. Eu ainda tenho alguns meses pra pensar.
***/ /***
"Aí que frio! Rápido!" Sam disse abrindo a porta de sua casa. Nossas roupas estavam todas molhadas.
"Que chuva gelada!" Eu estava tremendo. Nós estávamos na praia curtindo um momento juntos e aproveitando o sol tímido até que a chuva veio. Não deu tempo de fugir dela. Agora estamos molhados com a roupa grudada no corpo.
Sam, logo, foi tirando sua blusa deixando amostra seu peito bronzeado que eu adoro, depois me olhou de um jeito malícioso. Eu já sabia qual eram os seus planos.
"Gostou do que viu?" Ele disse travesso. Antes que eu pudesse dar uma resposta, Sam colou seu corpo ao meu e me beijou. Aquele beijo que me faz ficar sem fôlego, que me tira a razão, que faz meu coração bater a mais de mil. "Vamos tirar essa roupa molhada e nos aquecer coladinhos um no outro." Ele sussurrou no meu ouvido, me fazendo se arrepiar toda. Os botões da minha blusa foram sendo abertos por suas mãos ágeis. "Minha cor preferida!" Sua voz estava mais rouca. Minha lingerie era verde sua cor favorita que eu coloquei especialmente pra ele.
"Que bom que gostou." Eu lhe sussurrei entre os beijos.
Minutos depois, nossas roupas foram jogadas pelo chão, enquanto nossos corpos nus se movimentavam num mesmo ritmo intenso. Minhas mãos apertavam os lençóis da cama a cada sensação que Sam causava sobre meu corpo e seus lábios deslizam sobre minha pele me fazendo gemer seu nome. É incrível como nossos corpos se conversam sem precisar de palavras. É apenas através de cada toque, de cada olhar e dos beijos que trocamos. Tudo traduz perfeitamente nossos sentimentos.
Sam foi meu primeiro tudo. O primeiro garoto que eu gostei, mas que nunca me notava. Meu primeiro beijo, meu primeiro namorado e minha primeira vez. Aliás, minha primeira vez aconteceu bem nesse quarto, eu tinha acabado de completar 17 anos, foi estranho e um pouco doloroso. Sam foi gentil e atencioso comigo, mas eu me lembro que eu evitei ele por quase uma semana. Eu estava insegura, cheio de dúvidas e sentimentos confusos. Sam é claro, não desistiu de mim. Ele foi persistente e até paciente.
Foi só depois de desabafar para minha prima Emily, que eu acabei decidindo enfrentar minhas inseguranças e falar com ele. Sam se declarou de verdade pra mim naquele dia.
"Eu penso em você o tempo todo. Você está na minha mente e no meu coração. Se pra ficar com você em tenho que espe..." Eu o calei selando nossos lábios. Então, Sam foi paciente esperando até que eu estivesse pronta. Na segunda vez foi incrível e, assim, foram acontecendo outras vezes e, em cada uma, sempre era perfeito.
Foi nesse mesmo tempo que papai descobriu que eu não era mais virgem. Harry sempre foi um homem ponderado, em qualquer situação mantêm a calma. Entretanto, naquele dia ele quis matar o Sam e durante dias, ele não falou comigo, estava magoado. Mas, graças a Deus, aos poucos as coisas foram se ajeitando e papai voltou a falar comigo. E Sam e eu passamos a namorar sério.
"Lee-lee!" Ele grita o meu nome conforme nosso ritmo fica mais forte e intenso. Nossos olhos se encontram mais uma vez, até que atingimos o orgasmo. A sensação é avassaladora.
"Eu te amo!" Eu digo a ele beijando seu peito nu, em troca ele me puxa para mais perto e me prende num abraço apertado, nossos lábios se encontram mais uma vez. Em seus braços eu me sentia completa.
"Minha Lee-lee!" Ele tem um olhar penetrante. "Lee, eu... eu te amo muito!" Ele parece nervoso e ansioso. Há algo que ele quer me dizer, parece muito importante. Seus olhos negros intensos nos meus e, então, ele diz... "Quer casar comigo?" Eu fico paralizada.
"O quê?!" Eu pergunto nervosa e incrédula.
"Eu quero que você Leah Clearwater, case-se comigo!" Ele diz mais determinado. "Eu sei que você só tem 18, que somos muito jovens, mas... eu quero você por perto o tempo todo. Não só as tardes, nas folgas, ou nos domingos, mas eu quero estar com você em todas as horas e acordar com você do meu lado." Meu coração batia acelerado, eu estava extremamente emocionada e ansiosa ouvindo ele se declarar pra mim novamente, só que dessa vez indo mais além. "Quando eu olho pra frente, eu vejo meu futuro com você. Em todos os momentos e possibilidades, você é uma certeza em minha vida. Eu te amo!" Foi um pedido inesperado, em resposta em o beijei desesperadamente.
"Sim. Eu aceito. Tudo por você Sam. Eu te amo... Te AMO! Quero você pra sempre do meu lado." Eu disse emocionada. Ele colocou um lindo anel de noivado no meu dedo. Era um anel de prata com uma pérola branca. Seus lábios tocam minha mão delicadamente.
Até o anoitecer nos amamos mais uma vez.
***/ /***
"Oi, como vai?" Eu estava falando no telefone com minha prima. Queria que ela fosse a primeira a saber da notícia. Eu sempre contava tudo pra ela.
Emily Young era como uma irmã mais velha. Sempre sendo leal, sincera e paciente comigo. Não havia segredos entre nós.
"É...eu sei." Ela estava me contando animada que havia concluído seu curso de gastronomia. "Sério? Isso é perfeito!" Emily é muito talentosa, criativa, ama cozinhar e descobrir novos pratos. Por um ano ela esteve trabalhando em um grande restaurante em Miami, mas agora ela decidiu voltar pra casa. "Será que você chega para o meu casamento?" Eu disse e esperei a reação dela.
"Uauuuuu! Quando ele fez o pedido?" Ouvi ela murmurar curiosa do outro lado da linha.
"Sam me pediu ontem. Foi bem doce e direto. Quer dizer, ele se saiu bem em seu pedido, fui eu que pareci uma tonta... Eu tô feliz." Eu me sentia meio boba, sorrindo à toa. Eu escutei ela rir do outro lado da linha.
Passamos quase uma hora falando sobre o casamento, novos planos e seu retorno.
Jacob
Todo mundo estava parabenizando os noivos. Leah estava radiante, agora ela e Sam vão se casar em breve, só estão esperando ela se formar. Depois, tudo vai mudar, Leah será Leah Uley e partirá para Seattle fazer faculdade.
Primeiro Sarah me deixou, depois Becky e Rachel, agora é Leah. Papai um dia também irá me deixar. Talvez, eu precise aprender, que nada é pra sempre. Que promessas vão e vem. Você tem que aprender a continuar.
Eu decidi caminhar na praia com Embry e Quil. Hoje era um dia frio e nublado em La Push, o mar estava agitado. Para minha surpresa, ali no meio de um grupo de jovens, reencontrei Bella Swan. A garota que nos últimos meses tem sido dona dos meus pensamentos.
"O que você tá fazendo aqui?" Ela sorriu ao me ver.
"Você tá na minha reserva, lembra?"
Enquanto a turma dela foi surfar, nós dois aproveitamos pra caminhar à beira mar. A coisa mais curiosa sobre ela foi seu interesse persistente pelos Cullen.
"O que seu amigo quis dizer sobre os Cullen não vir aqui?" Levantei as minhas sobrancelhas me sentindo surpreendido pela sua pergunta. Era complicado falar sobre eles. Na verdade eu achava tudo uma grande tolice sobre essas lendas e mitos, mas...
"Eu não tenho permissão pra falar sobre isso." Seu olhar era curioso e seu sorriso encantador.
"Por que não?"
"Na verdade é só uma velha história de terror."
"Vamos lá. Eu sei guardar segredo. Eu juro que não vou contar a ninguém." Bella disse ansiosa. Nós nos sentamos num tronco de árvore. Bom, se ela queria ouvir a história eu iria contar. Poderia ser legal e assim posso ficar mais perto dela.
"Você sabia que os quileutes supostamentes descendem dos lobos?" Eu disse fazendo um suspense. "E que os lobos são nossos irmãos?"
"O quê? Lobos de verdade?" Ela falou incrédula.
"Sim. É a lenda da nossa tribo." Eu ri da reação dela.
"Tudo bem. Então, qual é a histórias dos Cullen?"
"Então, tem as lendas sobre... Os Frios. Eles supostamente descendem de um clã inimigo. Meu bisavô, o chefe da tribo, encontrou eles caçando em nossas terras. Bem... eles disseram que eram diferentes. Então, fizemos um acordo. Se eles prometessem sair de nossas terras, nós nunca contaríamos o que eles eram de verdade para os cara-pálida. " Bella parecia conturbada.
"Jacob, o que eles são... de verdade?" Eu olhei pra ela. Era no mínimo estranho todo esse interesse nessa família, que eu particularmente, não gosto. É como se eles tivessem algo muito obscuro dentro deles. Das poucas vezes que nos cruzamos, eu senti como se fossem realmente um inimigo.
"São bebedores de sangue!" Eu falei num tom mais obscuro, tentando assustá-la. "Vocês chamam eles de... VAMPIROS!" Ela tentou fazer uma cara de medo que não convenceu. Seu olhar era mais curioso do que amedrontado.
"Você é um bom contador de história." Ela disse ainda olhando o mar.
Eu decidi falar sobre coisas mais produtivas. Aos poucos, fomos entrando em sintonia e a conversa foi fluíndo. Ela me disse sobre a escola, sobre os novos amigos. Que em partes, sentia falta do calor e, principalmente, da mãe. E, assim, terminamos a tarde trocando ideias e rindo. Às vezes, Bella parecia um pouco distante, mas eu sempre dava um jeito de lhe chamar atenção.
Meses depois...
Hoje eu estava num mal-humor danado. Meu pai me obrigou a colocar essa roupa social, chata. A parte pior é a gravata.
"Droga!" Eu tento de um jeito e de outra e nenhum dá certo.
"Olha só pra você, tá elegante." Disse Embry entrando no meu quarto com Quil, mais um pra pagar da minha cara.
"Diga... X!" Meu primo tirou uma foto no celular me deixando muito furioso.
"Volte aqui! Eu vou te matar." Sai correndo atrás dele.
"Ei, garotos... Parem de bagunça. Assim vocês vão destruir a casa." Meu pai apareceu. " Você ficou ótimo Jake, parece até mais velho. Não é por você ser meu filho, mas você tá bonito." Ele conseguiu arrumar a gravata. "Esse é o meu garoto!"
"Pai eu tenho mesmo que fazer isso?"
"Jake, você pode achar que eu estou errado, mas eu sou experiente. Eu sei o que eu digo. Pense pelo lado positivo. Você vai ver a Bella."
Cumprindo a tarefa que meu pai me deu, eu segui até o colégio de Forks. Eu não acredito que vou fazer isso, mas tudo bem. A parte boa é poder rever Bella. Segundo Charlie, ela se recuperou bem do acidente que sofreu, apenas a perna precisou ser engessada.
E aqui estou eu, parado na entrada esperando ela chegar, provavelmente, vai vir com o tal Cullen. Só de pensar no cara sinto meu sangue ferver.
Os convidados foram chegando, estavam bem elegantes. E, ali eu a vi num vestido simples azul, os cabelos mais arrumados e a perna engessada. Ela estava bonita do jeitinho dela. Simples, sem frescura e, ainda assim, encantador. Eu esperei o momento certo pra me aproximar e entrei sem problemas, havia uma grande circulação de pessoas, eu me aproveitei disso pra me misturar. E ali na pista de dança estava ela, meu coração começou a acelerar de ansiedade e nervosismo. O Cullen travou seu olhos nos meus, sua expressão era de raiva e desgosto. Eu o ignorei e me concentrei em Bella, seus olhos encontraram os meus. Senti que minhas mãos estavam suando, respirei fundo e continuei.
"Bella."
"Oi, Jacob." Ela sorriu pra mim. "E aí?"
"Eu posso atrapalhar?" Perguntei olhando para o Cullen. Eu não queria ser petulante ou desrespeitá-lo. Só queria ter um momento com ela. Ele a soltou cautelosamente. "Obrigado." Eu o agradeci. Ele trocou mais um olhar com Bella antes de sair nos deixando sozinhos.
Eu coloquei gentilmente minhas mãos em sua cintura, enquanto Bella colocou suas mãos em meus ombros. Era uma sensação íncrível tê-la tão perto, sentir seu perfume. Meu coração batia freneticamente.
"Nossa Jake, você tá mais alto do que a última vez que te vi. Qual é a sua altura agora?"
"Um e oitenta e quatro." Todo mundo ficava surpreso com o meu desenvolvimento rápido.
Eu comecei a me movimentar desajeitadamente, fingindo dançar. Minha mente estava presa em Bella e seus olhos castanhos chocolate. Por um minuto havia esquecido porque estava aqui.
"Então, como você venho parar aqui? Venho de penetra ou... com alguém?"
"Não." Me sentia meio tolo, mas já que vim até aqui, eu iria até o final. "Meu pai me pagou pra mim vir falar com você... vinte pratas!" Ela riu de mim me fazendo se sentir um idiota.
"Então, fala."
"Não fica brava, tá bom. Ele quer que você termine com seu namorado. Ele disse..." Fiz sinal de aspas. "Vamos ficar de olho em você!" Eu disse imitando meu pai, nós dois rimos, porém me senti desconfortável. "Bom, ele ficou preocupado quando soube do seu acidente em Phoenix. Ele acha que de alguma forma a culpa foi do seu... namorado."
"Olha Jake, se não fosse pelo Edward e seu pai, eu poderia estar morta." Bella estava com raiva. Eu não consegui encarar seu olhar.
"Bella eu sinto muito. Meu pai estava só preocupado e..."
"Jake eu não estou brava. Você é meu amigo. Seria impossível ficar com raiva de você." Ela me deu um sorriso sincero. "Diga a Billy que eu o agradeço, mas eu já estou bem." Nossos olhos se encontraram. Bella não parecia estar chateada comigo. Isso foi bom.
"Bella, eu não te disse antes, mas você está muito bonita." Ela ficou corada.
"Obrigada. Você também está muito charmoso. Então, já que você está aqui, deveria aproveitar. Tem várias garotas interessantes que... talvez você goste." Ela me disse olhando para pista de dança.
Tá, havia várias garotas ali, mas apenas ela me interessava.
"Eu já achei a garota." Eu suspirei. "Mas, ela já está acompanhada." Falei olhando bem no fundo de seus olhos, então, ela desviou seu olhar. Me senti envergonhado. Bella trocou logo de assunto.
"O que você vai fazer com a grana. Já tem planos?"
"Sim. Vou comprar uma peça que falta pro Rabbit."
"Eu espero que você termine logo seu carro." Ficamos em silêncio por um instante. Eu queria poder aproveitar mais esse momento com ela, porém a música havia acabado.
"Você quer se sentar? Eu te ajudo." Eu disse hesitante.
"Está tudo bem Jacob. Eu cuido dela." O Cullen disse aparecendo subitamente. Nós trocamos um último olhar antes de eu deixá-la ir.
"A gente se vê por aí, Bella." Eu disse saindo logo dali.
Me senti perturbado com tudo. Por ela e pelo olhar de Edward Cullen. Havia algo nele que me atormentava, como uma energia ruím.
Ao chegar em casa me deparo com o velho Quil parado na porta, seu olhar estava vidrado em mim.
"Os dias de tormentos estão próximos. Haverá morte, dor e sangue. Fique em alerta. Os protetores devem ressurgir!" De repente Velho Quil sente-se tonto, eu consigo evitar que ele caia no chão. Aos poucos ele volta a normal.
"Jacob, o que aconteceu?" Questiona meu pai, parando do meu lado. Eu também estou muito confuso.
"Sinto muito. Eu estou bem." Diz Velho Quil com seu jeito calmo. Eu o ajudo a se levantar.
"O que você quis dizer com Dias de tormento?" Os dois homens se olham. O homem mais velho parece desorientado.
"Eu não sei do que você está falando." Então, ele vai embora me deixando perdido. Naquele instante, senti um arrepio frio e um medo incontrolável.
A primeira transformação
O Lobo Negro
Sam estava tendo um dia difícil no trabalho, ele trabalha numa grande loja de eletrodomésticos e móveis em Forks, fazendo entregas ou como montador. Sam sempre é um cara calma que raramente perde o controle, mas hoje ele sentiu a raiva queimar por dentro. Após uma discussão com seu chefe, ele sai enfurecido. Tem um desejo insano de matar o tal homem.
Suas mãos tremem, seu corpo parece arder como se estivesse com febre. Ele passa pelas pessoas sem realmente vê-las. Dentro do carro, ele dirige desenfreado e sem rumo. Os outros carros são obrigados a desviar dele. O tremor parece aumentar, agora seu corpo todo está tremendo. Sam respira com dificuldade, ele sente como se um fogo queimasse intensamente por dentro. Sua mente e seu corpo já não o obedecem. No espelho do carro ele vê olhos selvagens...
A Fera quer sair!
Sam não consegue mais lutar contra o poder, o carro sai da pista e descontrolado se choca em uma árvore. Sam sai do carro e começa a correr, ele sente cada célula de seu corpo mudar. Abruptamente, dentro do homem explode a fera. Um lobo negro que corre freneticamente para floresta.
Ele está livre, voltando pra casa. Para cumprir a sua missão.
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