Coração Indomável
2 Capítulo 2
Notas iniciais

JACOB
Era hora do recreio, todo mundo estava conversando ou jogando bola, quando aconteceu uma discussão bem acalorada entre Paul Lahote e Leah, duas pessoas com temperamentos fortes. Ambos nunca devem coexistir no mesmo lugar, ou... vai dar merda!
"Você é um completo babaca! Olha só o que você fez!" As amigas dela tentavam acalmá-la, mas parecia uma tarefa difícil.
Paul havia derramado suco de uva em seu cabelo que escorreu e sujou também a blusa. E pela cara dele, foi de propósito. A briga entre os dois havia começado antes, durante as aulas de educação física das turmas do segundo e último ano. Leah cursava o último ano.
Tudo se originou por causa de uma brincadeira dela. Leah às vezes é muito provocadora, adora dar apelidos nada carinhosos ou ficar desafiando. E Paul agora havia decidido dar o troco.
"Ah, foi sem querer. Eu juro!", Paul disse debochado.
"Mentiroso! Você fez de propósito." Leah estava o fuzilando com os olhos.
"Leah se acalme! Ele não vale a pena." Eu decidi interferir, o que não fez diferença nenhuma.
"Você encontrou um novo substituto para o Sam? Caramba, ele não é meio novo pra você?!"
"Cala boca!" Nós dois falamos em uníssono.
Paul estava se aproveitando da ausência de Samuel Uley que era, infelizmente, o namorada de Leah e que se formou no ano passado.
"Leah relaxa, você tá tão linda assim. Toda molhadinha!" Sua blusa era branca e se tornou transparente e mesmo a mancha não evitou de expor mais o sutiã dela que parecia amarelo, eu acho.
“Eu vou calar a boca desse idiota!" Todo mundo começou a torcer para o circo pegar fogo.
"Uh... Ela vai me calar. Então, vem!" Grande erro. Subitamente, o idiota levou um murro bem no nariz. Essa era Leah Clearwater, a garota que não leva desaforo para casa.
Em consequência disso, ambos foram punidos, mas Leah foi quem acabou se ferrando mais, pois teria que cumprir serviço comunitário por um mês e ainda foi expulsa do time de futebol feminino e do cargo que disputava como capitã do time principal da escola. Fiquei com pena dela. Isso serviu para os meus primos, que também eram os meus melhores amigos, me provocarem porque sabiam que eu tinha uma queda por ela.
Porém, Leah já namorava com Sam e me via como um pirralho, ou irmãozinho, sendo que ela já tinha um irmão caçula. Isso era tão frustrante.
Nossas famílias eram praticamente vizinhas, crescemos juntos. Leah era amiga das minhas irmã mais velhas, mas as gêmeas tinham ido embora de La Push. Becky brigou com meu pai e foi morar no Havaí com um namorado e Rachel foi para a faculdade em Nova York. Enfim, na casa Black só sobrou Billy e eu, mamãe tinha falecido há uns quatro anos e fazia uma enorme falta.
"E aí cara, já conseguiu todas as peças?", perguntou meu primo Quil.
Nós estávamos na garagem de casa, eu e meu pai acabamos de terminar o conserto da Chevrolet 53 que o xerife Charlie Swan comprou de nós para dar de presente a sua filha Bella. Ela está vindo morar com o pai em Forks, deve chegar na semana que vem.
"Claro, claro. Olha só e me diz o que acha." Testamos o motor.
"Cara dá pra acreditar, nisso. Até ontem era apenas uma lata-velha e agora se transformou num carro bem reformado, quase seminovo", continuou Quil.
Ainda bem que papai não ouviu ele chamar sua ex-picape de lata-velha, ou Quil estaria ferrado. Senhor Billy Black tinha um carinho especial pelo carro, foi difícil se desfazer dele. Ele só decidiu vender porque era para seu amigo de longa data. A caminhonete precisava de alguns reparos, mas no fim, tudo deu certo, fizemos um bom trabalho.
Mexer com carros e seus motores é meu passatempo preferido. E agora terei um novo desafio: Montar um Volkswagen Rabbit 1986, a lataria que parecia ser mais difícil de ser reparada, já havia sido cuidadosamente consertada, pintamos e conseguimos tirar o amassado da traseira do carro. Agora vem a parte difícil, conseguir as peças que faltam. Embry e Quil vem me ajudando a consertá-lo.
"Você viu a briga do Paul com a Leah?" Nós três começamos a fofocar sobre a tal briga da escola.
"É, vocês viram o nariz do Paul? A Leah sabe fazer um estrago." Nós três continuamos rindo.
O nariz do Paul ficou bem inchado, parecia que tinha feito uma plástica na cara.
"Eu acho que ela vai ficar de castigo", comentei ainda pensando em Leah.
"Isso significa que ela não vai pode sair para namorar com o Sam." Quil disse, jogando um de seus braços sobre meu ombro. "Talvez, essa seja a sua chance de conquistar o coração dela, Jake."
"Calem a boca!" Eles achavam que era só estalar os dedos para alguém se apaixonar por você.
"Bom, se a Leah rejeitar você... Você ainda pode investir na filha do Xerife!"
"O quê?!"
"Ué, ela não está vindo morar em Forks?"
"Espera, essa não é a menina que o Jake beijou quando tinha 6 anos?"
"Caramba, isso faz muito tempo!", reclamei chocado.
"Eu me lembro que você gostava dela, sempre a defendendo da Leah e das outras crianças. E você me contou do beijo todo animado." E, naquele momento, Embry conseguiu desbloquear uma lembrança antiga minha.
Recordei-me que era inverno, as crianças brincavam de fazer boneco de neve, outras aproveitavam para patinar. Nós estávamos no jardim da casa do Xerife Swan, brincando. A Bella tinha dificuldade em fazer amizades, então, eu era o seu único amiguinho.
Enquanto brincávamos de pega-pega, eu acabei me machucando. Eu queria chorar, então Bella me deu um selinho, depois nós começamos a rir porque tinha sido estranho. Foi um momento inocente, mas foi fofo.
"Jake, eu nunca vou esquecer de você." Essa foi a última vez que a vi, ou... que me lembro de estarmos perto, pois com o tempo ela passou a vir com menos frequência a Forks. Seus pais eram divorciados e Bella morava com a mãe.
"E aí Jake, pensando na sua antiga paixão?" Eu empurrei Quil. Ali passamos a tarde inteira na garagem consertando o Rabbit, se provocando e conversando sobre garotas, carros e vídeo games.
***/ / ***
Eu estava na floresta havia um vento frio de arrepiar. Comecei a caminhar tentando encontrar o caminho para a vila. Porém, quanto mais tentava encontrar o caminho de volta, mais parecia que estava me perdendo. Escutei um barulho, havia alguém por perto, resolvi seguir o som.
O caminho me levou até os penhascos, onde havia um lobo castanho avermelhado me esperando. Ele parecia maior que a última vez que o vi, eu fiquei paralisado, apenas observando o animal que vem em minha direção.
Ele para na minha frente, seus grandes olhos negros selvagens eram tão familiares, sua postura é majestosa, forte e imponente.
Fazia tempo que aquele lobo não aparecia para mim. É como se ele fosse uma parte minha que era impossível deixar ir. Nós permanecemos nos olhando, até que uma voz se fez presente.
"Eu estou te esperando, Jacob!" Foi o lobo quem disse?! NÃO! É improvável.
“Eu quero acordar, eu quero acordar!”, continuo gritando com a minha própria mente, até que o Lobo rosna supremo.
Subitamente, eu acordo. Estou suando e tremendo frio. Aquilo foi muito surreal.
"Jacob você está bem?" Meu pai estava com uma expressão preocupada.
"Eu tive um pesadelo estranho que parecia... tão real", falei ainda trêmulo, tentando recuperar minha respiração. Eu estava no meu quarto, papai com sua cadeira de rodas se aproximou da cama.
"Me fale como foi o sonho?" Eu olhei para o meu pai. Talvez, estava na hora de compartilhar esse sonho com ele. Eu sempre lhe contava tudo, ou quase tudo.
"Eu... eu sonhei... sonhei que tinha um lobo. Ele já apareceu pra mim várias vezes nos meus sonhos. Eu sempre tive medo dele. Mas, naquele dia que... a mamãe se foi, eu..."
"Vamos, Jake. Vá em frente." Às vezes era difícil falar qualquer coisa ligada a mamãe, por menor que fosse. O pai tinha dificuldades de falar sobre ela também. Ambos acabávamos fingindo não pensar nela.
Entretanto, Sarah ainda está bem viva em minha memória e em meus sonhos. Sei que Billy também pensa nela, especialmente, quando ele olha para mim. Dizem que sou muito parecido com ela, porém minha teimosia herdei do pai.
"No dia que perdemos a mãe, o lobo apareceu pra mim. Ele também parecia triste. Só que depois disso, eu nunca mais o vi. Até que hoje ele decidiu invadir o meu sonho. E foi muito estranho."
"Por quê?"
"Ele falou comigo." Eu comecei a rir, deixando meu pai preocupado. "Me disse que estava me esperando. Era enorme e... a voz era igual a minha. Coisa mais inusitada, né?" Meu pai ficou pensativo por um tempo.
"Eu também já sonhei com um lobo. Seus pelos eram num tom de castanho avermelhado, seus olhos pareciam ver a minha alma." Eu me sentei na beirada da cama de frente para o meu pai, surpreso com a sua revelação.
"Isso é sério, pai?"
"Sim. Seu lobo era igual ao meu, certo?"
"É. Era da mesma cor que o seu. É muita coincidência, não acha?!"
"Não é coincidência. É o poder que corre em nossas veias. Nós descendemos dos lobos, lembra? Dizem que cada um de nós, em algum momento irá se confrontar com seu espírito lobo... Seja na morte, ou como um aviso. Um sinal de uma grande mudança em sua vida... Para o bem, ou para o mal."
"Isso é só uma lenda, certo?" Eu fiquei arrepiado e tentei me convencer que aquilo não podia ser real. Eram lendas bobas.
"Quando chegar a hora, você vai descobrir", dito isto, papai saiu do meu quarto, me deixando muito confuso.
***/ /***
Era um sábado ensolarado, o sol brilhava radiante no céu, um dia lindo e raro em La Push, que sempre é frio e chuvoso. Estamos na primavera, a estação das flores. Os Quileutes costumam dizer que nessa época, os Espíritos entram numa completa sintonia com a natureza, por isso tudo fica em harmonia e se tornam mais belos.
Decidi aproveitar o dia bonito, ajudando Seth a consertar a sua bicicleta, pois os freios estavam com problemas. Depois de quase uma hora, consegui arrumá-las.
"Valeu, Jake!", Seth agradece e saiu para testar os freios da bicicleta todo animado. Ele era como um irmãozinho para mim.
Ali na rua tinham várias crianças brincando também. Eu fiquei sentado na calçada em frente a casa dos Clearwater, apenas observando o movimento, até que o casal perfeito chegou.
"Linda, perfeita! Se estivesse numa competição de verdade levaria a medalha de ouro." Sam a puxa para seus braços e a beija.
Uh, isso me embrulha o estômago! Pra que toda essa melação?!
"Eca! Você tem que fazer isso na nossa frente." Seth chegou bem na hora.
Seth e eu aprontamos muito com o Sam, a gente sempre criava alguns planos malvados, só para ver ele se dar mal. Até que fomos pego pela Leah. O engraçado de tudo é que o Uley sempre levava na esportiva e até ria.
"Ei Jake, olha como se beija de verdade." Sam me provocou, beijando novamente Leah na minha frente.
Aquela provocação foi por causa da boca de sacola dos meus primos que, sem querer querendo, acabou soltando que eu era apaixonado pela Leah.
"Jake, espera! É só brincadeira do Sam." Leah me chamou, porém saí furioso. Eu não queria falar com ela e nem com ninguém.
Assim, voltei para casa e fui direto para o meu quarto e me joguei na cama. Não sei quanto tempo levou para eu cair num sono profundo. E quando dormi tive um novo sonho estranho:
Me vi novamente no meio da floresta, havia vários sons de uívos. Eles estavam se aproximando e antes que chegassem até mim, comecei a correr desesperado. Podia ouvir o sons das patas daqueles animais me perseguindo e em nenhum momento olhei para trás, corri desenfreadamente e acabei no topo do penhasco.
Eu não tinha mais saída, ou enfrentaria os animais, ou me jogaria no precipício, onde se podia ver as ondas furiosas do mar se chocarem contra as pedras. E aquilo seria o meu fim.
"Jacob você não pode fugir. Está no seu sangue."
Aquela voz de novo?
Tomado por uma força intensa, eu me virei esperando se deparar com o lobo castanho avermelhado. Entretanto, o que encontrei foi um rosto com olhos vermelhos gélidos, que irradiava morte e um sorriso de escárnio.
"Eles estão vindo. Você tem que se preparar!" A voz do lobo piscava em minha mente, enquanto eu ainda estava olhando para a figura pálida.
"É só um pesadelo. Jake, acorda!" Ao som da voz de Leah, eu acordei ofegante. Meu coração estava a mil. "Ei, tá tudo bem. Foi só um sonho." Leah se sentou ao meu lado, ela passou a mão nos meus cabelos compridos, tentando me acalmar. Aos poucos fui voltando ao normal.
"O que você tá fazendo aqui?" Eu olhei para ela, então, me lembrei de vê-la com Sam e isto azedou o meu humor.
"Eu vim falar com você. Eu sei que..."
"Eu não quero falar com você. Saia!"
"Eita, que mau humor!"
"Eu disse pra você sair!", falei alterado e me levantei da cama. "Esse é meu quarto e você não é bem-vinda aqui. Volta lá pro seu namoradinho!"
"Tá com ciuminho? Que coisa mais fofa!" Ela estava me provocando. Fui até a cama, decidido a tirá-la dali a força. No entanto, Leah tinha outros planos.
Leah me derrubou na cama e subiu em cima de mim, depois começou a me fazer cócegas, uma mania que ela tinha desde quando éramos crianças e eu estava emburrado.
"Para! Você é chata." Eu me debatia debaixo dela.
"Se renda agora, ou você sofrerá!", Leah falou com uma voz mais grave e fingindo uma risada diabólica.
"Eu nunca vou me... render. Nunca!", gritei entre risos.
Quando ela menos esperava, inverti nossas posições. Leah tentava lutar para escapar, porém eu já não era mais aquele garotinho fraco.
"HAHAHA! Quem ri por último ri melhor. Eu é quem vou fazer você sofrer." Comecei a fazer cócegas em sua barriga.
"Jake, para... Isso não vale... Você trapaceou!"
"Claro, claro. Renda-se!"
"Nunca, jamais!" Leah é teimosa, nunca dá o braço a torcer, é bastante competitiva. No fundo, eu gosto disso nela.
"Azar o seu. Eu vou continuar até você me implorar." Eu segurei seus pulsos. Nós estávamos muito perto.
"Jake, por favor!"
"Então, você se rendeu?" Ambos estamos ofegantes, nos divertindo com aquele momento tão bobo.
"Jake, eu gostava mais de você antes."
"Ah, quando eu era indefeso, né?" Nós paramos de lutar, eu ainda estava segurando seus pulsos, nossos corpos estavam colados.
Eu olhei para ela, seu rosto estava corado, os cabelos negros estavam bagunçados, os lábios carnudos entreabertos. Leah parecia perfeita assim. Com ela tão perto, eu comecei a sentir coisas diferentes, sensações novas que nunca havia experimentado. Por um instante, quis tanto beijá-la.
Malditos hormônios adolescentes! Estou vivendo num conflito interno.
"Tá, Jake. Você venceu. Eu me rendo! Agora saia de cima de mim, eu preciso respirar."
O momento havia sido quebrado. Ela me olhou de um jeito estranho, suas mãos estavam me empurrando, saí de cima dela e me deitei ao seu lado.
Meu coração ainda estava acelerado, talvez, pela brincadeira, ou pela sensação de tê-la tão perto. Meus sentimentos estavam muito confusos. Um silêncio paira no ar, até que Leah decide quebrá-lo.
"Então, você ainda está bravo comigo?"
"Eu diria que estou chateado."
"Por quê você está chateado comigo?"
"Tudo culpa do seu namorado. Ele é um babaca! Não sei o que você viu nele.", comentei ainda irritado olhando para ela, que começou a rir. "Leah, o que é tão engraçado?"
"Nada. É só que... eu fiquei curiosa em saber se...você tem uma queda por mim?"
"É claro que não... Você é... muito velha para mim." Eu menti para proteger o meu orgulho. Ela só era três anos mais velha e isso não seria um empecilho entre nós. Ou seria?!
“Ah, seu pirralho!” Agora eu havia me lascado.
Acabamos numa guerra de travesseiro, o quarto ficou uma bagunça. Mas, aparentemente, fizemos as pazes.
“Leah... Você acha que o Sam... é o cara certo pra você?” Não sei porque fiz aquela pergunta.
"Eu não sei, Jake. Mas, eu espero que sim. Ele me faz feliz, é carinhoso. Nós dividimos tudo, nossas tristezas, incertezas, alegrias e sonhos." Sua cabeça agora descansava no meu ombro, enquanto ela falava, apaixonadamente, sobre o Sam. "Eu até me vejo casando, tendo filhos e envelhecendo ao lado dele."
“Bom, eu espero que... o Sam nunca te magoe.”, afirmei desanimado.
Ela ficou em silêncio, então, percebi que Leah estava cochilando nos meus braços. Era bom senti-la assim, pertinho de mim. Com o tempo, nós fomos nos afastando, especialmente, quando Sam passou a namorá-la.
“Lee, mas e se o Sam não for o cara certo pra você?” sussurrei timidamente, sabendo que ela não me responderia. “E se o cara certo fosse eu?”
***/ / ***
Quando chegou na Segunda-Feira, Charlie ligou avisando que Bella havia chegado. O homem estava ansioso pela chegada da filha e, também, para ver a cara dela quando recebesse seu presente de boas-vindas.
Papai e eu ficamos encarregados de levar o tal presente. Depois de um café rápido, nós partimos para Forks, o dia estava nublado e um pouco frio. Estacionamos na frente da casa do xerife, que logo apareceu todo animado.
"Ouvi você chegando lá do fim da rua" disse Charlie. Na janela eu vislumbrei cabelos castanhos. Não demorou muito para ela se juntar a nós.
Caramba, Bela era linda, tinha longos cabelos ondulados num tom avermelhado, sua pele era branca e delicada e os olhos castanhos-chocolate. Ela parecia uma boneca de porcelana, frágil e delicada. Eu me senti meio hipnotizado por ela.
"Bella, você se lembra do Billy Black?"
"Sim. Oi, você parece muito bem." Ela tinha uma voz doce e um sorriso tímido.
"Ah, eu ainda danço!", disse meu pai animado. "Até que enfim você chegou. O Charlie não parava de falar de você."
"Tá bom, continua exagerando que eu te jogo na lama!" Às vezes, Charlie e Billy pareciam crianças.
"Depois eu te derrubo junto!" Os dois começaram a se provocar.
Enquanto isso...
"Oi, eu sou Jacob." Falei meio sem jeito, me aproximando dela. "Nós costumávamos fazer torta de lama quando éramos pequenos." Isso não era a melhor coisa para se falar.
Sou um idiota! Mas, pelo menos eu a fiz rir.
"Certo, eu acho que me lembro." Nós ficamos olhando a bagunça dos nossos pais. "Eles são sempre assim?"
"É. Tão piorando com a idade." Nós começamos a rir.
Logo, Charlie lhe apresentou seu presente de boas-vindas. Bella ficou radiante e entusiasmada com a picape.
Naquele momento, senti que Bella Swan era a garota certa para mim. E eu faria qualquer coisa por ela...
Fale com o autor