Contrato de Casamento

12 Capítulo XII- Núpcias


Notas iniciais
Trilha sonora: Like a virgin (Glee version)

Rachel trocou seu vestido de noiva por um vestido curto elegante e seu penteado por visual mais leve com poucos cachos nas pontas. Puxou o ar com força e o soltou relutantemente. Ainda não conseguia acreditar que Quinn tinha ido mesmo em frente com isso e que em poucos minutos estariam em uma breve lua-de-mel. Seriam poucos dias, pois a universidade, bem como seu trabalho não tinham lhe dado um recesso maior. Olhou para o próprio reflexo no espelho e por um instante foi como se visse daqui a alguns anos, vendo a imagem de Shelby. A genética era algo incrível... Elas eram parecidas em tudo, exceto pelos olhos e sorriso, que havia herdado do seu pai biológico.

S: Acho que você está pronta [Sorriu maternal]

Ela estava ajudando a filha se arrumar para a noite de núpcias, já que tudo era muito trabalhoso para ser feito sozinha. Rachel passou mais alguns minutos em silêncio admirando a sua mãe e uma sensação de conforto lhe preencheu. Pelo menos, algo tinha saído como nos seus planos de adolescente. Antes de conhece-la, era o buraco em seu coração, o que lhe faltava no fim da noite quando ia dormir. Sempre que pensava em casar com seu príncipe encantado imaginava sua mãe na cerimônia. Uma mãe que ela conhecia, que queria fazer parte da sua vida e disposta a construir uma relação mãe e filha. E hoje, Shelby Corcoran significava tudo isso.

A diva passou os braços ao redor do pescoço da mulher mais velha, puxando-a para um abraço apertado, o qual foi apreciado pela outra parte.

R: Obrigada [Sussurrou]

Aquele não era só um agradecimento pela assistência que havia recebido, mas por tudo que havia recebido da mãe. Por ter voltado para sua vida, por ter dado a ela a irmã que tanto amava, por ter começado agir como sua mãe e não como a sua barriga-de-aluguel. E a jovem sabia que a outra tinha captado a mensagem.

S: Você está crescendo tão rápido [Falou com a voz falha] Você está crescendo como atriz, se casando, se tornando uma mulher... Estou tão orgulhosa de você. [Seus olhos estavam marejados] Me prometa que não importa o quanto independente você se torne, vai sempre precisar de mim. Me prometa.

Mesmo mudada, forte, confiante, madura; Rachel agia quase como aquela garotinha romântica de Lima com a mãe. Falava sem parar, contava dos seus novos sonhos, era carinhosa e apegada. Era a forma que tinham consolidado o relacionamento entre elas. Ela sentia que podia ser ela mesma com a mãe.

R: Eu prometo. [Sorriu levemente]

Era bom saber que a sua mãe se sentia da mesma forma em relação a elas. Levou as mãos ao rosto, enxugando as poucas lágrimas presentes.


Rachel desceu as escadas em direção ao saguão ainda sem acreditar que havia mesmo se casado. Quinn esperava por ela ao término dos degraus com um sorriso lindo nos lábios. Aquela cena fez o coração de Rachel disparar. Sua mulher estava perfeita! Os cabelos no modo mais selvagem, com um vestido verde elegante e que realçava toda sua beleza corporal.
A loira pegou sua mão e entrelaçou os dedos. Fitando seus olhos, beijou a ponta de seu nariz de uma forma suave. A morena sentiu um incômodo como se estivesse sendo observada. Levantou os olhos e encontrou Jesse encarando a cena com um brilho perigoso no olhar. Foi impossível não se sentir culpada. Ela não imaginava que o seu amigo se sentia daquela forma e com certeza, nunca tinha esperado uma declaração. Na sua cabeça, todas investidas dele tinham relação apenas a algo físico. Não queria ter que lidar com isso, não queria ter que lidar com o fato de Jesse St. James amá-la.

As duas se dirigiram juntas às poucas pessoas que estavam presentes ali. Rachel abraçou os pais, enquanto Quinn falava com Santana e Brittany. Em seguida, Rachel pegou a irmã caçula nos braços. Beth poderia estar grande demais para isso, mas a diva não ligava e nem a garotinha. Salpicou beijinhos no seu rosto e mandou que ela cuidasse de Puckerman na sua ausência.

O motorista de Rachel dirigia concentrado na parte da frente do carro, dando total privacidade às duas no branco espaçoso da parte traseira. Os olhos castanhos estavam fixos nas mãos delas ainda entrelaçadas sobre a coxa alva. À medida que se afastavam do local da festa e pegavam estrada, começou a chover.

Q: Você está linda [Quebrou o silêncio]

R: Obrigada

Os olhos delas ainda não tinham se encontrado naquele, Rachel evitava isso a todo custo. Sua mente ainda estava um turbilhão de pensamentos. O pedido de desculpa de Kurt, a conversa com Santana e a declaração de Jesse. Realmente tinha sido um dia de fortes emoções. E ainda, tinha Quinn. Toda vez que pensava nisso sentia uma inquietação invadir, um calor lhe dominar. Olhou para a rua através da janela embaçada pelas gotas de chuvas.

Q: Eu ainda não comi. E sei que você também não [Tentou puxar assunto] Quer parar em algum lugar antes de ir?

R: Não

Virou-se para a loira que respirava profundamente e viu um sorriso safado no rosto. A judia tinha se arrependido ter respondido tão rápido e de forma tão curta. Ótimo! Agora Quinn estaria pensado que Rachel não via a hora de estar sozinha com ela. Engoliu em seco e voltou a admirar a cidade.
Estava bem escuro, mas era possível ver o contorno dos prédios, as janelas iluminadas e pouquíssimas árvores. Tentou pensar em qualquer coisa que não fosse ela e Quinn consumando o casamento. Porém, em um intervalo regulado a loira arranhava sua palma da mão, depois seus dedos, voltava para o meio da mão e subia para o pulso. Todas essas carícias pareciam faiscar na pele dela.

***

Quinn sentia-se pegar fogo, se controlando para não gritar para o motorista acelerar o carro. Elas estavam indo para a casa delas. O lugar que iriam morar a partir desse dia. Tinha sido presente de seu pai e de seus sogros. Era simplesmente perfeito. Afastado do centro da cidade, pouca movimentação, grande, confortável, não tinha vizinhos tão próximos, discreto para os jornalistas. De início, pensou em optar por uma viagem, mas não era viável. Visto que elas tinham pouco tempo, uma peça em cartaz e uma exposição esperando para ser montada. Então, a casa se tornou a melhor opção, especialmente porque Rachel não tinha a visto ainda. E mais uma vez, seus amigos cuidaram de tudo a pedido dela. A residência foi decorada e preparada para aquela noite.

Sebastian abriu a porta para o casal descer e em seguida, retornou ao veículo para ir embora. Exatamente como a senhora Quinn Berry-Fabray havia ordenado. A fotografa observou a diva olhar a propriedade como um sorriso pequeno, o que de indicava que ela gostou do que viu. A loira se adiantou alguns passos e destrancou a porta esperando por ela. No entanto, a morena se manteve na inércia e com um olhar completamente apavorado.

Quinn andou até ela que parecia estar mais hesitante a cada passo dado em sua direção. Beijou de leve o pescoço exposto e tomou a sua mão.

Q: Vem comigo [Disse em um sussurro]

A luz foi acendida iluminando a ampla sala, impressionando cada vez mais a mulher de cabelos castanhos. A mobília de excelente gosto, completado pelas cortinas e carpete. E Quinn, por sua vez, estava satisfeita com a reação obtida. Seu maior objetivo era agradar sua amada e agora, deixa-la confortável.

Q: Vamos comer alguma coisa? [Sugeriu terna]

Ela precisava apagar o pavor que viu nos olhos de chocolates, precisava muito que Rachel se sentisse em casa e receptiva a qualquer interação entre duas. Para então, tê-la por inteiro.

Quinn guiou Rachel para a cozinha e abriu a geladeira. A morena continuava sem falar nada e seu olhar estava desconfiado agora, como se estivesse vigiando as ações da outra. As duas ficaram frente a frente, quase debruçadas sobre o balcão que havia no recinto. E não passou despercebido por Quinn que Rachel olhou de seus olhos para suas mãos várias vezes, completamente inquieta, enquanto elas comiam algumas frutas.

Q: Vem, Rach. Vou mostrar a você o nosso quarto [Sua voz era calma]

Rachel arregalou os olhos, deixando transparecer o quanto estava nervosa com o rumo daquela noite. Assentiu e caminhou atrás da outra. O quarto era enorme dominado por uma cama imensa, as paredes de tom claro e neutro, o resto dos móveis era predominante marfim. E no chão, um tapete espesso e claro. Brittany e Kurt haviam preparado aquele aposento para a noite de núpcias delas. Os lençóis de seda brancos, os travesseiros vermelhos de vários tamanhos e pétalas vermelhas e brancas espalhadas na lateral da cama. Kurt era o rei do clichê e Britt, a romântica. Combinação perfeita.

Existia uma razão para os clichês serem apelidados desse jeito. Eles eram comuns. E eram comuns porque funcionavam. E se funcionavam era por serem apreciados. Assim como as duas tinham acabado de fazer.

R: Quinn [Balbuciou boquiaberta] Está tudo tão lindo...

Q: Você merece o que há de melhor Rach. [Seu tom era muito carinhoso] Gostaria de tomar um banho primeiro?

R: Um banho seria ótimo. Mas as minhas coisas...

Q: Você vai encontrar tudo o que precisa em uma mala no chão do banheiro, do lado esquerdo perto da porta. [Cortou educada] Sua mãe organizou [Explicou, evitando mais perguntas] Eu vou estar no closet.

O coração de Quinn se aquecia só olhar para Rachel e fazia questão de que essa noite fosse memorável para elas. Iria proporcionar o mundo, se Rachel assim desejasse.

***

Rachel entrou no banheiro e encostou a cabeça na porta. Puxou o ar com força para seus pulmões, tentando se estabilizar. Parecia que todas as coisas cooperavam em favor de Quinn, de seu casamento com ela. Kurt Hummel querendo retomar a amizade, Santana Lopez pedindo desculpas, seus pais e seu sogro dando a elas a casa dos sonhos de presente. E agora, a arrumação do quarto. Era exatamente como a diva havia sonhado, na época do colégio, a sua noite núpcias com Quinn. Não tinha a certeza se aquela era realmente a intenção da loira, mas não acreditava que fosse coincidência.
Despiu-se devagar como se estivesse todo o tempo de mundo. Prendeu os cabelos em um coque e ajustou a temperatura do chuveiro para aprazível, nem tão fria nem tão quente. Ficou embaixo dele, sentindo água atingir suas costas. Fechou os olhos e esperou que levassem consigo o pânico que estava sentindo desde o fim do casamento.

Vestiu a camisola azul que Shelby deixado para ela. Tecido claro, fino e quase transparente. Um pouco solto e curto, deixando-os suas pernas à mostra. Soltou o cabelo e olhou-se no espelho.
Seu reflexo era trágico. Seus lábios estavam secos e rachados, seus fios castanhos emaranhados, seu rosto sem cor e olhos beiravam o desespero. O recinto era completamente silencioso, então podia ouvir claramente as marteladas que seu coração dava em seu peito. Estava tão nervosa! Se sentia uma garotinha virgem prestes a ter sua primeira vez. E isso era ridículo! Aquela estava longe de ser a sua primeira vez, principalmente longe de ser sua primeira vez com Quinn. Sabia disso, seu corpo sabia disso, sua cabeça lembrava disso. Porém, estranhamente se sentia como se fosse uma virgem. Olhou para as mãos que suavam e tremiam consideravelmente. Cerrou os lados da pia com tanta força que viu braços tremerem, desviou os olhos evitando se encarar.

Quando ouviu batidas na porta do banheiro, sua mente pareceu despertar daquela bolha que estava submersa. Não sabia dizer quanto tempo tinha parado ali.

Q: Rachel? [Chamou do lado de fora]

R: Um segundo [Respondeu meio nervosa]

Voltou a se encarar no espelho, querendo arrumar a sua aparência. Abriu a torneira e jogou um pouco d’água no rosto. Passou a língua nos lábios para umedecê-los. E por último, cuidou do cabelo. Tudo muito rápido.

***

Quinn entrou no closet para se arrumar. Queria estar linda para Rachel, que queria que a morena a desejasse, que compartilhasse a sua luxúria, ansiedade. Ouviu o barulho do chuveiro sendo ligado... A água percorrendo o corpo de Rachel, toda molhada, ensaboando cada parte, cada curva, cada pedaço. Só de imaginar, tinha ficado completamente excitada.

Calma... Ela precisava de calma. Tudo na hora certa. Esse pensamento duro apenas alguns segundos, pois quando se deu conta, estava já vestindo sua camisola. Rosa claro, de cetim, completamente justa. Passou a mãos no cabelo, para bagunça-lo. Saiu do closet e foi para a cama. Deitou no meio dela, de lado e com a cabeça apoiada em um dos braços. Tinha plena consciência, que sua camisola tinha subido um pouco, exibindo um pouco mais das suas coxas e desenhando a curva de seu quadril. Não ouvia mais nenhum ruído, nem do chuveiro, nem de passos. Foi até a porta e bateu algumas vezes, chamou por ela. Tornou a ouvir a torneira e barulho de escovadas no cabelo. E resolveu retornar a sua posição inicial na cama.

Rachel abriu a porta do banheiro e entrou no meio hesitante. Olhando para os próprios pés. Parou em frente cama e devagar ergueu a cabeça para encarar Quinn, que com satisfação notou ser o objeto de desejo dela. Os olhos castanhos caminharam por seu rosto, por seu busto, desceram seguindo as curvas do seu corpo, pararam por um instante seus quadris, para então concluir o trajeto nas pernas alvas.

Então foi a vez de Quinn. A roupa da judia era mais folgada, no entanto, por ser transparente mostrava vagamente a lingerie que ela usava. No momento em que notou, a loira lambeu o lábio inferior. Os dois pares olhos se encontraram e a diva mordeu a boca, hesitante, como se não soubesse o que fazer.

Sem conseguir se conter mais, Quinn deslizou pela cama e foi até ela. Tomou-a nos braços, beijando com urgência. Entretanto, mal foi correspondia. Não com a mesma intensidade. Se afastou para olhá-la e a morena praticamente se escondeu nos braços. A loira ficou preocupada. Devagar ergueu o queixo dela e conseguiu ler o receio em seus olhos. Então, a fotografa resolveu desacelerar seu ritmo e frear sua luxuria. Não estava certo. Rachel merecia mais. Merecia segurança, paixão, romance... Merecia tudo o que desejasse.

Quinn puxou-a pela mão em direção a cama. Sentaram na beira, em meio às pétalas. Levou ao rosto da judia, seu par de mãos pousado em cada lado. Acariciou de delicadamente com os polegares e se aproximou ainda mais. Os olhos meio verdes, que antes miravam nos os olhos castanhos, olharam para os lábios carnudos. Beijou com calma, degustando cada lábio com gentileza. Puxou o inferior entre os dentes, na intenção de convidá-la para partilhar aquele beijo, praticamente implorando que o convite fosse aceito. A boca de Quinn seduziu a de Rachel com essa suavidade e derrubou lentamente seu medo. Quinn podia sentir isso na entrega do beijo, no encaixe das duas bocas. Ela enroscou as línguas e sugando-a com mais força.

Rachel gemeu e, Quinn, por sua vez, quebrou o beijo para visualizar a expressão de entrega da sua esposa. Continuou a beijá-la no queixo, onde deixou uma pequena mordida. Desceu para o pescoço, chupando levemente o ponto de pulso, fazendo-a arfar. Roçou a boca nos ombros bronzeados e sugou, tentando provar o gosto que tanto conhecia.

A loira puxou para baixo a alça da camisola azul, expondo mais da extensão do corpo bronzeado. Sua outra mão estava confortável apertando a coxa mais gostosa que tinha visto. Desceu a outra alça, podendo assim, beijar o colo suavemente, seguindo para o decote do sutiã de renda branca. Quinn a deitou devagar na cama, aprumando para ficarem no centro. Deslizou sobre ela e voltou a beijá-la, mas dessa vez com uma certa voracidade. Mordeu acima do seio, fazendo Rachel gemer rouca. Fez o mesmo com o outro, apertando a coxa dela ao mesmo tempo.

Q: Levante-se um pouco [Pediu no seu ouvido]

Rachel fez o que pediu para Quinn pudesse tirar de vez a camisola, que já estava abaixada na altura das costelas. A loira sentou-se os quadris da judia e, com segurança, pegou as mãos dela e levou para a base da própria camisola, retirando-a juntas do caminho. Queria sentir pele com pele.

Os lábios se encontraram novamente com fome. Os beijos se tornavam cada vez mais quentes. Quinn moveu as mãos para alcançar o fecho do sutiã. Depois de se desfazer aquela peça, olhou para os seios desnudos encantada. Rachel era tão linda!

Q: Você é linda [sussurrou] E completamente minha

Curvou-se e deixou beijos ao redor do mamilo, enquanto brincava com o outro com os dedos. Quanto tempo tinha passado sem ver aquele corpo maravilhoso? Sem ter sua Rachel daquele jeito? Muito tempo. E Quinn estava louca de saudade. Rodeou com a língua repetidas vezes. Rachel soltou um forte gemido, quando o seio passou ser chupado com fervor. Logo depois o outro seio recebeu o mesmo tratamento enquanto o outro era massageado.

A diva enfiou os dedos nos cabelos loiros, incentivando a continuar e Quinn obedeceu. Para em seguida, descer sobre o corpo da esposa, beijando e lambendo cada pedaço que tanto desejava, cada parte de pele. Dedicou uma atenção especial ao abdômen, que era maravilhoso. Bem tonificado, quase definido e provavelmente fruto das aulas de dança em NYADA. Quando chegou entre as pernas, colocou as mãos na lateral da calcinha e a puxou para baixo. Foi preenchida por uma mistura de felicidade com orgulho, ao notar o quanto sua mulher estava excitada. Iria tornar sua Rachel do jeito que sempre foi. Ela era sua e a nudez também, bem como o resto de seu corpo maravilhoso. Beijou a parte interna da bela coxa. Chupou, mordeu e lambeu. Abriu mais as pernas e as segurou firme. Passou a língua por toda extensão intima. Em resposta, sua amada arqueou as costas de prazer e soltou um grito meio abafado. Começou a circular intimidade com língua, ouvindo satisfeitas todos os sons de prazer. Se concentrou no clitóris lambendo com maior rapidez. Levantou os olhos para visualizar o semblante de êxtase da morena. Testa franzida, bochechas coradas e as pálpebras fechadas.

Q: Abre os olhos. Olha para mim, baby [Sua estava mais grave por conta do tesão]

O sabor de Rachel era viciante. Sugava faminta o ponto de prazer, sem deixar de fitar os olhos quentes dela. Lambeu a extensão mais uma vez e pressentiu o corpo dela enrijecer, indicando que ela estava perto. Voltou à área sensível, movendo sua língua com maior intensidade, depois mudava o ritmo o mordendo de leve e chupava com mais força, retomando a velocidade. Corpo de Rachel se contorceu, se entregando ao orgasmo.

Quinn lambeu os lábios, saboreando ainda mais o gosto delicioso da sua mulher. Beijou carinhosa os dois lados quadris. À medida que escalava de volta, distribuía beijos. Estava esperando Rachel recuperar um pouco do fôlego para que pudesse continuar. O peito da diva subia e descia rapidamente. Ela estava ofegante, suada e com as bochechas ruborizadas. Beijou o vale entre os seios e lambeu a camada de suor.

Sugou com luxuria o lábio superior carnudo e segurou com propriedade a parte de trás da perna da diva, suspendo-a. Invadiu a boca dela sem esperar permissão, caçando sua língua. Aproveitou a brecha entre as pernas, para encaixar seu joelho meio delas. Arranhou a coxa, sabendo que isso faria Rachel se arrepiar. As línguas dançavam apressadamente eróticas. Pressionou o centro com o joelho, arrancando um gemido alto.

R: Quinn... [Gemeu]

Era bom demais ouvir aquela voz tão gemer seu nome. Sua mão escorregou entre os corpos e assumiu o lugar de seu joelho. Acariciou de forma lasciva com movimentos circulares. Com firmeza, dois dedos invadiram Rachel que arqueou a coluna em sinal de prazer. Quinn penetrava intensamente, tomando a consciência da outra para si. A morena revirou os olhos de prazer e cravou suas unhas no lençol tentando se manter controlada, mas já não era possível. Pois o controle da situação pertencia a loira.

Q: Você me enlouquece Rach [Sugou o lóbulo da sua orelha]

Rachel gemia descontrolada ao sentir Quinn inserir um terceiro dedo dentro dela. Levou a uma mão ao cabelo loiro arranhando o couro cabeludo ao mesmo tempo em que a outra mão se enterrava com força no ombro alvo, completamente fora de si. O corpo da judia começou ter espasmos.

Q: Isso... Assim mesmo. Vem para mim, Rachel.

Quando atingiu o ápice, Rachel mordeu com força o outro ombro alvo para evitar um barulho muito alto. O que não agradou muito a sua esposa, que não queria que houve impedimentos, nada que atrapalhasse Rachel de se entregar completamente. Mas naquela noite, a morena não iria se permitir tanto.
Beijo mais uma vez a boca e a pele suada. Ela nunca cansaria daquilo, de tê-la em seus braços. Caiu do lado do corpo de Rachel, já amolecido e sonolento. Ao ver isso, Quinn não conseguiu evitar de sorrir e seu coração se aquecer.

Q: Durma. Pode dormir

Rachel fechou os olhos lentamente, querendo se deixar vencer pelo cansaço. Quinn quis se aproximar e dormir com ela em seus braços, mas teve medo assustá-la ainda mais ou invadir seu espaço. Tinha que ser paciente agora que estavam começando uma nova vida. Uma inteiramente delas.

Notas finais
Pessoal, muuuuuito obrigada pelos comentários. Sinto que agora realmente estou acertando, indo pelo caminho certo. Ontem eu recebi uma mensagem de uma amiga que disse que quando leu a sinopse da minha história, jurava tinha algo relacionado a 50 tons de cinza. Por causa da parte da obsessão e o contrato de casamento. Eu nunca ri tanto na minha vida, mas mesmo assim fiquei pensando se deveria mudar deixar mais esclarecido. O que vocês acham? Como eu prometi, eu não demorei a escrever a primeira cena quente entre elas. Beeeijos, até o próximo