Contrato de Casamento

4 Capítulo IV-Ciúmes


Notas iniciais
Gente, eu só quero dizer uma coisa. Se quiserem criticar, falar mal, dizer que não gosta da história, que eu escrevo mal e blablabla. É só fazer nos comentários da história. Não precisar ficar mandando mensagens para o meu perfil, ok? aceito tudo de boa. Trilha sonora: Who's loving you, Micheal Jackson. Dica: não escute essa música durante o capítulo inteiro. Vocês vão entender

O carro de Quinn parou em frente à Beecher Prep Elementary School. Desceu do carro e olhou a sua volta. Era uma excelente escola infantil. Tinha diversos departamentos: Artes, teatro, dança, ciência básica e coral. Além do ensino de primeira qualidade, não formava apenas estudantes, mas sim cidadãos. Solidariedade, respeito, aceitação, tolerância religiosa, orientação profissional eram pauta obrigatória nessa escola.

Encostou-se no carro e sorriu. Observar as crianças correndo para seus pais ao final de um dia de aula era bem nostálgico. Mesmo que nessa época ela fosse Lucy sentia saudades. Não era mais algo que a vergonhava, era parte dela, era sua história. O clube Glee lhe ensinou isso.

Avistou uma cabeça loira conversando com suas amiguinhas e rindo alto. Mas quando os olhinhos verdes se encontraram com os seus, o seu sorriso se ampliou. Acenou leve e recebeu um olhar surpreso. A garotinha veio correndo para seus braços.

Q: Oi Beth [Apertou ainda mais o abraço]

B: Quinn? [Perguntou surpresa] O que faz aqui?

Q: Eu vim buscar você

B: Mas cadê a mamãe? [Olhou desconfiada para atrás da mulher]

Q: [Riu] Eu já falei com sua mãe. Nós vamos almoçar juntas hoje

B: Vamos? [Sorriu brilhante] Eu senti sua falta mãe [Abraçou de novo]

Q: Eu também amor. Eu também [Retribuiu o carinho]

Dentro do carro a caminho do restaurante. Beth tagarelava sobre seus dias, suas aulas, seus amigos, sua professora. Ela estava com seis anos completos. O auge da infância. Mostrava tanto os traços de sua mãe biológica, como de seu pai biológico. Tinha sido diagnosticada há 2 anos com hiperatividade e défice de atenção. Não parava quieta, não se concentrava em algo só, sempre fazendo pelo menos duas coisas ao mesmo tempo. Agora mesmo enquanto conversava com a loira mais velha, fazia o dever de matemática.

Sentaram na mesa do restaurante e fizeram seus pedidos ao garçom.

B: Então o quer conversa comigo? [Questionou despreocupada]

Q: Como você... [Estava super impressionada]

B: Você está com a mesma cara que eu faço quando tenho algo importante para contar [Deu de ombros]

Beth Corcoran era incrivelmente detalhista, nada lhe escapava. Sem contar que sua inteligência e maturidade não eram comuns para alguém da sua idade. Mas depois Quinn se preocupava com isso.

Q: Eu... [tentou desconcertada]

Passou a mão nos cabelos nervosa. Na sua cabeça sempre viu esse momento como tranquilo e bem resolvido. Beth dando pulos de alegria ao saber de seu casamento com Rachel. E se não fosse assim? E se ela não aceitasse? Bebeu um gole de água para se acalmar. Colocou as duas mãos mesa e entrelaçou seus dedos com os pequenos dedos da filha.

Q: Beth, eu... [Olhou no fundo da imensidão verde] Eu estou apaixonada pela sua irmã.

A menina fez ao contrário do era esperado, não esboçou reação alguma. Parecia estar processando a informação. Quando a ficha caiu, suas sobrancelhas se levantaram tão alto que podiam ser perder no cabelo e seu queixo fez o caminho inverso. Foi ao chão.

Q: Eu amo a sua irmã [disse segura] Eu precisava te contar porque... [Respirou fundo] Rachel e eu temos sentimentos uma pela outra...

B: Vocês estão juntas? [Interrogou sorrindo]

A expressão da criança se manifestou e era feliz, completamente. O choque inicial foi superado.

Q: [Concordou com a cabeça] Nós vamos nos casar [disse de uma vez]

Então o sorriso da loirinha aumentou não como o seu se ampliava ou o Rachel que cegava as pessoas. Era como um sorriso pequeno, mas verdadeiro e total. Era o sorriso de Puck ali.

Q: Nosso relacionamento não é recente [Explicou] Namoramos no colégio, mas ninguém sabia porque era segredo. Acabamos terminando por vários motivos. Eu terminei [suspirou arrependida] Nos reencontramos há alguns dias e nos reaproximamos de novo. [Disse da melhor forma que conseguia explicar]

O que de certa forma nada era mentira. Elas se amavam e muito. Só não faziam ideia de que era recíproco. Observou Beth atentamente que parecia estar absorvendo as informações novas.

B: E quando vocês vão casar?

Q: No máximo em três meses.

B: Tão rápido assim? [Arqueou um sobrancelha]

Q: Tenho pressa de me casar com Rachel [disse firme] Está tudo bem pra você, não é Beth? [Perguntou insegura] Você aceita eu e sua irmã?

B: Está faltando uma coisa [disse séria. Soltou as mãos de Quinn] Eu ser convidada para ser a dama de honra de vocês [Sorriu]

Q: [Deu um sorriso aliviado] Mas é claro que você vai ser, minha princesa!

Comeram tranquilamente e conversavam sobre suas vidas, o casamento, Rachel. Quinn sabia que a relação das irmãs não podia ser a melhor possível. Podia ver os olhinhos verdes esmeralda brilharem ao falar da irmã mais velha. Admiração, carinho, orgulho e amor transbordavam ali. E tenha certeza que era recíproco.

Q: Então vamos? [Se levantou da mesa] Rachel está quase saindo de NYADA agora.

B: Vamos buscar Rachel? [se levantou também]

Q: Sim [Pegou na mão da criança] Você vem conosco comprar as alianças de noivado.

O carro estacionou na frente de NYADA e presenciou uma cena nada boa. Rachel estava sorrindo enquanto ouvia Jesse St James. Os dois estavam bem próximos, as mãos do rapaz repousavam na cintura dela e falava algo animadamente.

Que porra é essa?

Apertou as mãos no volante com força, quando a viu dar aquele sorriso para ele. Respirou e tentou se acalmar. Mesmo morrendo de ciúmes, com raiva, vontade de acabar com Jesse. Não podia fazer nada. Sua filha estava no carro e Rachel ficaria exposta a um escândalo na sua faculdade.

Beth não falava nada, conhecia sua mãe. Encarava o homem como se fosse um inimigo e talvez fosse. Era evidente que Jesse estava ali para ver, falar e buscar Rachel. Não existia outra razão. A garotinha só não entedia por que. Sua irmã tinha um motorista, não precisava de carona. Encontrava o ator quase todos os dias no teatro, já que ele fazia parte do elenco.

Rachel entrou no carro do rapaz e seguiram seu caminho. Quinn ligou o carro e deu partida em direção à casa da morena.

Q: Vamos esperar sua irmã na casa dela [Limitou-se a dizer]

Quando as duas saíram do elevador, deram de cara com Rachel abrindo a porta do seu apartamento. Um alívio tomou conta de Quinn por ela não ter saído com Jesse e ter vindo direto, mas sua raiva pela cena que tinha visto permanecia.

B: Rach! [Correu até irmã]

R: [Um misto de confusa e alegre] Hey! O que fazem o aqui?

B: Viemos te ver e te pegar [Abraçou forte]

R: É mesmo? [Lançou um olhar estranho para Quinn] Estou feliz te ver [Se agachou e salpicou beijinhos no rosto da caçula]

Era incrível ver seus dois grande amores assim. Não sabia dizer a sensação que lhe consumia, mas era boa. Com certeza era. Ver Rachel amando sua filhinha, tendo uma conexão só delas era perfeito.

Q: Beth, por que não vai a casa do seu pai pegar suas coisas? [Interrompeu o momento] Shelby vai a jantar de negócios hoje e você vai dormir na minha casa. [Explicou] Porque não pega aquele cachorro de pelúcia que você não se desgruda? [sugeriu]

Nesse momento Beth ficou vermelha como pimentão e a judia ria como se tivesse pegado alguém no flagra. Beth disparou pela porta da frente, chamando pelo pai.

Q: o que? [Murmurou sem entender de nada]

R: Eu dei a ela esse cachorro [Esclareceu]

Era ainda melhor do que imaginava. No entanto, precisava falar algo sério com a noiva. Precisava botar tudo para fora e esclarecer as coisas. Senão, acabaria explodindo com tudo no momento errado e a ice Quinn estaria de volta.

Q: [Voltou-se para a noiva] Precisamos conversar

Pelo tom de voz, o olhar e a postura. Já podia ter certeza que tinha algo errado com a loira. Abriu a porta e deu passagem para a loira. Sem precisar de convite, tirou a bolça e colocou no sofá da morena.

R: Então... [Disse impaciente]

Q: [cruzou os braços] Eu e Beth fomos à NYADA hoje lhe ver. Eu contei a ela sobre nós e sua reação foi melhor do que eu imaginava. Pretendia leva-la conosco para nossa aliança de noivado e o que vejo? [Sua voz pingava sarcasmo] Você com o filho da puta do St. James! [Disse furiosa]

R: Eu sinto muito [Lançou um olhar de desculpas] Se tivesse me avisado, eu...

Q: O que? [Interrompeu bruscamente] Teria ligado para seu namoradinho e cancelado o encontro? Teria marcado no motel? Uma despedida para casal Broadway? [Completou venenosa] Eu avisei a você, disse que nosso casamento era real e nosso noivado também é! [Bradou]

R: Já chega! [Gritou] Que tipo de mulher acha que sou Quinn? [Perguntou extremamente ofendida] Eu sei em que estamos em um relacionamento sério. Você bem clara! Se tivesse me avisado, eu não teria pegado CARONA com ele. [Frisou a palavra] Jesse não é meu namorado! É meu melhor amigo e apenas isso [Explicou] No entanto, o fato de ser minha noiva não lhe dar o direito me ofender assim.

Q: E por que pegou CARONA [Imitou a voz da diva] com ele? Você não tem motorista.

R: Sebastian não podia me buscar hoje [respondeu com raiva] Ele tinha uma prova na faculdade. Por isso pediu a Jesse.

A empresária passou mãos pelos cabelos, nervosa. Estava morrendo de ciúmes. A ideia de imaginar alguém tocando em Rachel era sufocante. Como um ir ao inferno e voltar. Tentou ficar firme e não demonstrar suas emoções, mas fracassou nessa missão.

Q: Ele te beijou? [Perguntou cabisbaixa]

R: Quinn? [Estranhou] Você está com ciúmes? [Um pequeno sorriso brotou nos seus lábios]

A cabeça loira concordou e o coração pequeno bateu descompassado.

Q: Sempre fui possessiva e ciumenta. Agora me responda

R: [Se aproximou] Não, não beijou [ergueu o queixo da loira delicadamente e fitou os olhos que agora estavam âmbar] Eu não me volvo com Jesse desde o segundo ou início do terceiro ano do ensino médio [Franziu o cenho] Não sei direito, mas faz muito tempo. [Garantiu sorrindo]

Quinn se perdeu na imagem. Tão linda, tão perfeita, tão verdadeira. Ela que era uma amante da fotografia e amava capturar os mais belos detalhas, queria muito sua câmera agora.

Q: E o Puck?

Rachel se afastou e puxou ar. Mordeu o lábio de baixo, tinha um pressentimento que não vinha algo bom.

R: Noah e eu não tínhamos um relacionamento, mas também não deixava de ser um. Não éramos exclusivos, porém tínhamos respeito, carinho, companheirismo e atração. O que acabou no momento em que ficamos noivas. Eu juro. Não temos mais nada. [disse tudo num folego só]

Q: Contou a ele que estávamos noivas? E ao Jesse?

R: Não [Admitiu]

A fotografa estreitou os olhos raivosos em sua direção, instintivamente recuou.

Q: E por que não contou? [Gritou exasperada]

R: E-eu [Gaguejou, enquanto via a outra se aproximar] Eu não sei! [Gritou de volta] Eu ainda não me acostumei com ideia, ok? [Desabafou] E combinamos que você iria pensar em algo convincente primeiro! [Apontou o dedo]

Não se acostumou? Você é minha!

Quinn odiava quando sua Rachel fazia aquilo. Era um hábito que ela tinha. Apontar o dedo no meio da briga. Então fez algo que também era comum. Agarrou o dedo com uma mão e com a outra puxou a cintura juntando seus corpos.

Q: Você está comigo [disse firme]

R: Eu sei

Q: ótimo

Colou os lábios de forma agressiva ao mesmo em que empurrava a noiva para o sofá. Antes de deitar sobre ela, abriu suas pernas e encaixou no meio. Beijou cada lábio com volúpia. Cada toque era eletrizante e efervescente. E a forma de como as línguas se encontravam? O modo como se enroscavam? Sentir a sua amada corresponder e mostrar que sentia o mesmo. Aquecia o coração de Rachel, cicatriza um pouco suas mágoas. Já para Quinn, mostrava que nem tudo estava perdido, que podia ter o seu amor de volta, consertar a história, uma segunda chance.

As pernas torneadas da morena se fecharam em torno do quadril da loira. Quebrou o beijo para dar atenção ao pescoço alvo. O sabor da pele de Quinn só comprovava o óbvio. Muito gostosa. Os gemidos e as respirações se misturaram. Não queria se soltar nunca.

Sentir os lábios carnudos em sua pele fazia sua raiva ir embora e o ciúme escorrer. Apesar de ser um momento tão carnal, tão físico. O modo como a diva lhe beijava, tocava lhe davam a segurança de que podia ser perdoada, que o casamento poderia dar certo. Elas seriam felizes.

Mas assim como Alice teve de voltar do país das maravilhas, elas tinha que parar e abandonar aquela bolha. Tinha uma garotinha loira e de olhos verdes chamando as duas.

B: Rach? [Chamou mais alto] Q? [Bateu na porta]

Puta merda! Não agora, por favor

Berry afastou Fabray gentilmente, mas essa pressionou os quadris tentando retomar as carícias, mas a outra se afastou sorrindo.

R: Fabray, sua filha está na porta [disse rindo baixinho]

Q: Berry, sua irmã pode esperar [disse frustrada]

Rachel gargalhou e se levantou em direção à porta. Beth entrou completamente acanhada. As duas mulheres se olharam divertidas.

B: Vocês brigaram? [Perguntou baixinho]

Então Quinn entendeu que a reação de Beth não era por ter noção que estava interrompendo algo, mas por ter lembrado do semblante dela desde o ocorrido em NYADA.

Q: [Abraçou a noiva por trás] Estamos bem, princesa [disse suave]

B: [Seus lábios abriram em sorriso luminoso] Ainda vamos comprar as alianças?

Q: Claro que vamos

Rachel Berry se preparava no camarim ao lado das atrizes para a apresentação da noite. Suas mãos tremiam não por causa do espetáculo, mas por causa da aliança. Não estivesse totalmente tranquila, pois ainda tinha um friozinho na barriga antes de subir no palco. Fechou a mão direita com força e abriu. Estava bem ali tão real mas ao mesmo tempo surreal.

Eu estou noiva de Quinn Fabray

Aquela joia parecia estar para no dedo para lembra-la de algo, como a história do laço vermelho. Os Berry haviam ensinado sua estrelinha desde cedo a honrar os compromissos, ser responsável e organizada. Quando era criança não tinha muita facilidade com aquilo, trocava os horários, esquecia as aulas. Então seus pais lhe ensinaram a sempre estiver perto algo importante amarrar uma fita vermelha no dedo em sinal de alerta. E o anel parecia dar um pouco desse sentimento a ela.

Quinn Fabray, a ex-capitã das líderes de torcida, sua ex-namorada gostosa que quebrou seu coração, a mulher que povoava seus sonhos desde sua adolescência, a mulher que era o amor de sua vida.

Podia senti-la viva em cada parte de seu corpo, da sua vida. Formigamento da pele, calor interno e externo, arrepios. Era assustador e lhe consumia. Conhecia todos os sentimentos, todas as sensações. Já viveu isso antes. E agora tinha certeza que nunca deixou. Sabia que estúpido, masoquista e maravilhoso. Não queria parar de sentir, nunca quis. Nunca tentou arrancar Quinn do seu coração.

Porém não devia cometer o mesmo erro. Não podia se perder, facilitar ou sucumbir. Sabia que a amava tanto que podia fazer o que a loira quisesse ou pedisse. Não podia ceder, certo? Não era seguro.

Subiu no palco e começou o sonho. Era sempre assim, parecia que vivia um sonho. Jesse St. James estava ali perfeitamente caracterizado de Monssieur Marius ao lado de Cosette, fazendo a cena do portão. E em como todos os shows, Rachel Barbra Berry rouba a cena. Marius envia Eponine para entregar uma carta de despedida para Cossert.

Eponine anda pelas ruas de parís.

On my own
Pretending he's beside me
All alone
I walk with him 'til morning

Rachel se vira para a plateia pronta para bilhar. Não precisa entender os personagens ou buscar uma conexão com a vida real para atuar. Fazia mais que uma interpretação, vivia o papel, vivia cena. Sentia tudo. As emoções, as músicas, o cenário. Esse era o seu diferencial. Havia mais paixão do que ambição, mais talento do que a vontade de ser bem sucedida.

Without him, I feel his arms around me
And when I lose my way, I close my eyes and he has found me

Então foi o que aconteceu. Se abraçou, vivendo a cena e cantou cada nota como se fosse algo íntimo.

In the rain
The pavement shines like silver
All the lights are misty in the river
In the darkness, the trees are full of starlight
And all I see is him and me forever and forever

Olhou para o publico e como de costume para a primeira fileira. Sua mãe sorria orgulhosa, Noah sorria deslumbrado, Quinn est...

Quinn?

Estava lá na primeira fileira olhando de uma forma que Rachel não se atrevia a descrever. A mesma forma que a olhava no Glee, nas competições ou em qualquer lugar sempre a ouvia cantar. Os olhos agora estavam avelãs e brilhavam. Nunca mudavam, exatamente iguais. E o mais supreendente... Santana Lopez estava ali, Brittany Pierce também, Artie, Tina... Todos eles estavam ali. Na primeira e segunda fileira. Todos que a perturbavam e diziam que era louca por sonhar tão alto.

Estão emocionados mesmo? Admirados?

And I know it's only in my mind
That I'm talking to myself and not to him
And although I know that he is blind
Still I say there's a way for us

Não era a primeira vez que Quinn assistia uma apresentação da noiva, mas cada uma delas era diferente. Nunca igual. E não era porque a peça mudava, os personagens mudavam. Viu várias vezes todas elas. Nunca era igual, sempre diferente, surpreendente, apaixonante. Não sabia explicar... Só sabia que entrava em transe nessas horas.

I love him
But when the night is over
He is gone
The river's just a river
Without him, the world around me changes
The trees are bare and everywhere the streets are full of strangers

Todos do teatro estavam hipnotizados pela diva. Nada tirava o foco dela. Nem as roupas, Nem o cenário, nem os efeitos da performance. Para eles, ela podia estar sozinha em um palco mal iluminado, sem nenhuma produção que o efeito seria o mesmo. A sua voz poderosa preenchia o lugar de uma forma inexplicável. Todos pareciam estar na pele de Eponine naquele momento.

I love him
But every day I'm learning
All my life I've only been pretending
Without me, his world will go on turning
A world that's full of happiness that I have never known

A atriz caiu de joelhos no chão, fechou os olhos e deixou as lágrimas vierem à tona, finalizando seu desempenho perfeito.

I love him
I love him
I love him
But only on my own

Quando a música acabou a sensação dos espectadores era apenas uma: Queria se colocar de pé e aplaudir a jovem artista. Foi fantástico! Mas não podiam porque a educação não permitia. O certo era esperar o show inteiro acabar e fazer isso.

Ao fim da peça, os pensamentos bombardeavam a cabeça da judia. Amava essa profissão não por ser apenas seu sonho e seu destino, mas também pela visão de mundo que era proporcionada. A interpretação, a lição de vida e desenrolar dos problemas. Sempre apontavam para os dois lados de qualquer história. Num ensaio geral no teatro quando algo sai errado, o caos se instala. O medo, a insegurança, a sensação de fracasso e o desespero. Uma vez que isso tudo se esvai, os atores voltam. Tem que ser analisado. O show pode continuar? Se o certo for feito, ele pode. As falhas são encobertas e as futuras controladas. Fazendo o show ficar forte novamente.

Mas a questão é: Ela podia ter esperança? Os olhares que a loira lhe direcionava, o ciúmes de Jesse, a posse e o jeito como suas mãos se entrelaçaram no caminho da joalheria. Tudo isso podia ser motivo para ficar forte novamente? Fazer o show continuar

O elenco foi chamado ao para o comprimento oficial dos atores. O nomes foram chamados e aplaudidos. O seu sempre era o último.

– Rachel Berry!

E as salvas se tornaram gritos. Todos se levantaram e aplaudiram pela brilhante atuação. E o bendito sorriso de mil watts se fez presente. Deu as mãos ao resto elenco e juntos se curvaram para o público.

Olhos castanhos se encontram com os de avelã e tiveram sua resposta.

Notas finais
Obrigado por favoritarem a história, por comentarem e por serem incríveis. Beijos e até o próximo