Contrato de Casamento

3 Capítulo III- Noite Passada


Notas iniciais
Muuuuuito obrigada pelos comentários. vocês são incríveis! PS: Não gostei muito desse capítulo, mas acho ele necessário para linearidade da história que tenho em mente.

Quinn Fabray estava repassando na sua cabeça todos os pontos do seu plano. Rachel tinha estado nos seus braços de novo, Rachel a desejava, Rachel tinha assinado o contrato, Rachel iria ser sua esposa.

Rachel, Rachel, Rachel. Seu nome preferido, o mais bonito, a palavra mais linda do mundo. E era tão sexy a forma como a sua pequena pronunciava seu próprio nome. Os lábios cheios mexendo e depois se abrindo em um sorriso maravilhoso de 1000 watts.

Pegou o frasco de shampoo e colocou um pouco na mão. Começou massagear os cabelos mecanicamente, sua cabeça trabalhava em uma única coisa.

Rachel...

Quinn teve a liberdade de reclamar aquele sorriso como seu. O mesmo que ela lançava em sua direção todos os dias, o mesmo que era dado quando ouvia sua voz no clube glee, aquele soltava durante o beijo encostando suas testas. Sentia muita falta desse sorriso.

Abriu o chuveiro e deixou a água escorrer sobre seu corpo, enxaguando sua cabeleira. O corte de cabelo especial para naquele dia, lembrou-se de como ela gostava fazer um cafuné no seu couro cabeludo.

Aplicando o condicionador delicadamente lembrou-se da noite passada. Um sorriso pequeno brotou no seu rosto. Depois de trazê-la para seu apartamento, se agarram gostoso o sofá.

Para em seguida humilhar todos os terremotos do Japão e chama-los de fracos, pois fizeram a terra tremer no chão da sala. Conversaram, riram e Quinn jogo sujo. Deu mais bebida para a morena e falou do passado que tiveram da parte boa, é claro. Todos os amassos secretos, todas as vezes que fizeram amor na casa da menina, fizeram sexo em lugares públicos por não se aguentarem de tesão. Fez questão de frisar todos os sentimentos, as juras de amor e os planos de ficarem juntas para sempre.

E no fim, Quinn com lágrimas nos olhos pediu desculpas pelos seus erros, pela sua covardia. Recebeu um abraço reconfortante, palavras doces sussurradas no seu ouvido. Pronto! Quinn havia seduzido Rachel outra vez.

Só que dessa vez não foi apenas sexo, desejo, loucura. Tinha mais. Paixão, carinho, afeto, saudade. Rachel estava nas mãos da empresária que se aproveitou da chance. Deixou a morena completamente fora de si, sem chance de pensar direito. Pela bebida e pelos orgasmos. Foi então que a pediu em casamento no auge do prazer. Golpe baixo até mesmo para ela. “SIM!” gritado pela garganta talentosa preencheu seu ser. Logo pegou os papéis e fez a morena assiná-los, dizendo que era por garantia. A cantora riu e com o corpo ainda tremendo fez o que havia prometido. Não tinha noção da seriedade dos seus atos, estava completamente alcoolizada. Nunca havia ingerido tanta bebida alcoólica na sua vida.

A loira segurou sua mão o tempo todo, impedido qualquer erro. Ela conhecia a assinatura da morena, era igual ao seu autografo. Quando mais nova e sonhadora Rachel ficava brincando treiná-lo para seus futuros fãs.

Entrou no chuveiro novamente para lavar os cabelos. Poderia afirmar com certeza que a noite anterior tinha entrado no seu top 10. Uma lista que possuía das melhores noites de sua vida.

~FLASHBACK ON~

O convite da festa de Puck parecia ter caído como uma luva para Quinn. O garoto tinha era um dos poucos do Glee que tinha decidido não fazer faculdade, mas havia se dado tão bem na vida quanto ela. O fato de não ter tido um pai presente e sua família precisar dele, fez dele um homem. Começou a trabalhar desde cedo. O que lhe deu visão de mercado, de vida e de futuro. Hoje se tratava de Noah Puckerman o maior promoter de Manhattan.

Adentrou na boate e ficou impressionada. A música e a energia do lugar logo embalaram seu corpo. Procurou pelo pai de sua filha e seus amigos de longa data. Quando os encontrou, se sentiu novamente no ensino médio. Abraçou todos demoradamente. Não que eles tivessem perdido o contato, mas era muito difícil haver um reencontro. Todos com suas vidas e universidades.

Q: Feliz Aniversário Puck! [Sorriu]

A sua alegria foi empurrada para o ralo ao notar que a pessoa que mais queria ver na vida não estava ali. Suspirou e se controlou para não perguntar. Santana lhe olhava quase a repreendendo, pois tinha se um pouco de arrependimento do que havia feito. Ela por ser uma estudante de direito tinha ajudado a redigir o maldito contrato.

Sentou ao lado de Brittany e engatou numa conversa animada com os amigos na intenção de matar a saudade.

Cadê Rachel? Por que ela não viria ao aniversário do melhor amigo?

A diva não tinha mantido contato pelo contrário tinha feito questão de cortar relações com todos eles, exceto o judeu. Nunca parecia nas festas, nos reencontros.

Neste exato momento Finn Hudson lhe tirou de suas frustrações.

F: Gente olha ali! [Chamou a atenção de todos] É a Rachel! [disse entusiasmado] E... Uau!

Finn parou de falar, pois se perdeu na beleza estonteante a sua frente. Rachel Berry tinha sofrido uma grande transformação. Seu corpo estava mais curvilíneo, seus seios haviam crescido mais, seu rosto impecável e suas pernas... Aah, as pernas se tornaram mais lindas, se é que era possível. Ela já era linda na época do colégio, mas agora estava uma mulher perfeita. Era óbvio o choque todos na mesa ao vê-la assim em grande estilo.

Ela usava uma saia curta preta e uma blusa branca meio justa. Uma combinação perfeita, não era vulga e sim elegante e adequado.

K: Meu Deus! [Levou as mãos a boca] Ela arrumou um estilista. [A maioria balançou a cabeça concordando, os outros ignoraram]

Então Quinn Fabray foi ao inferno pela primeira vez. Rachel Barbra Berry caminhava em direção a eles de mãos dadas com alguém. A loira sentiu um medo terrível acompanha-la. Ao erguer os olhos reconheceu o filho da puta, Jesse St. James.

R: Noah parabéns! [Disse animada]

N: Obrigado [Pigarreou, desconcertado]

Ele não conseguia para olhar para o corpo dela como mendigo faminto e a loira percebeu que praticamente todos os homens daquela mesa estavam na mesma situação. Fechou os punhos com força, ninguém poderia desejar sua futura esposa daquele jeito. A pequena não sabia ainda, mas pertenciam a ela.

R: Meus olhos estão aqui cima [Disse divertida]

N: Eu sei [Mirou nos olhos de chocolate] Eles são incríveis [Piscou galanteador]

A mulher riu alto e abraçou o melhor amigo que rapidamente a envolveu com seus músculos. A atenção voltou-se para mesa e foi educada com todos. Restringiu-se a poucos “Olá” e “Como vai?”.

Ao longo do evento, ficou claro para todos que Rachel, Puck e Jesse eram um trio de melhores amigos super unidos. Riam juntos, bebiam e participavam da vida um do outro. Todas as pessoas que passaram por ali para cumprimentar o jovem promoter falavam com os outros dois. E não passou despercebido pela loira que a diva passou a noite inteira lhe ignorando e evitando. Não olhou para ela por mais de dois segundos. O que irritou a outra profundamente.

Tinha sonhado tanto com esse momento, se preparado tanto. Até ensaiou as falas em frente ao espelho, as ações. Escolheu a roupa minuciosamente, valorizando seus atributos. A maquiagem perfeita, destacando seus olhos e seus lábios, o cabelo cortado bem curto e selvagem. Mas ela era uma Fabray e um Fabray não desiste.

R: Eu quero dançar [Se levantou] É uma festa, pessoal. Precisamos dançar [disse animada]

Tomou todo conteúdo do seu copo e seguiu animada para pista. Em sua ausência, os colegas não se controlaram e começaram a falar da mudança sofrida por ela.

T: Ela parece estar mais fria... [Fofocou, olhando para a mulher que ainda dançava]

M: Eu notei isso também, Tina. O único aqui que ela fez questão de conversar foi o Blaine.

B: Nós somos amigos de faculdade, Mercedes [Lembrou a todos que os dois cursavam NYADA]

Sam: Mas ela está ainda mais linda do que antes [disse encantado]

Todos falavam ao mesmo tempo, fofocavam à vontade, sem notar que o semblante de Jesse não parecia nada satisfeito com aquilo.

J: vocês já pararam para pensar que só sentou com vocês por conveniência? [Elevou a voz, chamando atenção de todos] Que ela não é fria? Mas também não gosta nenhum pouco de vocês. [Pontuou]

Mike: Mas somos todos amigos...

J: Ora Jack Chan cale a boca. [Revirou os olhos] Vocês podem ser amigos entre si [gesticulou irritado] Mas nunca foram amigos dela, nem gostavam dela. Sempre a destrataram e queriam que ela viesse aqui e abraçasse todos vocês? [Perguntou irônico] Dizer que sente saudades? [Zombou] Tenham pelo menos a noção de não falar sobre ela na minha frente.

Os jovens se olharam culpados e murmuram desculpas. Não tinha mais o que discutir Jesse estava certo e ponto final. Mas a cabeça de Quinn não tinha tempo para isso. Trabalhava em uma maneira de se aproximar da ex-namorada, sem ser rejeitada.

Bebericou de sua vodka e devorou o seu alvo com os olhos. Definitivamente ela havia odiado aquela roupa, pois lembravam os corredores do colégio onde todos os garotos secavam as pernas de sua garota e ela não podia reclamar porque viviam em segredo.

Já tinha ouvido várias piadas de Artie e Santana por estar parecendo um menino virgem vendo vídeo pornô, mas não conseguia parar. E muito menos possuía a intenção de ser discreta. Tinha um plano esquematizado na sua mente e disfarçar sua cobiça não fazia parte dele.

Só o que o dono da festa fora alguém que deixou de levar em consideração. Mas entre ele e Rachel havia uma forte atração física que ninguém desconfiava. O movimento dos quadris na batida música, o modo como mexia no cabelo. Era excitante demais.

S: Q, eu acho que você tem um rival... [Disse em seu ouvido]

Q: Como? [perguntou sem desviar os olhos do magnifico corpo]

S: Puck... Merda!

Quando se deu conta do perigo, era tarde. Noah se levantou da mesa e andou determinado a pista de dança.

Mas que porra...

Ele colocou atrás da morena e pegou na sua cintura, fazendo os corpos colarem. Se mexeram seguindo a música e o homem parecia dizer algo no ouvido dela.

Quinn pensava em mil maneiras de torturar o pai de sua filha por aquela audácia. Então foi ficou de mal a pior, Rachel abriu seu sorriso brilhante.

O que? Não! Esse é meu, é só pra mim que ela dirige seu sorriso perfeito.

Apertou o copo tanta força que teve certeza podia quebra-lo. Endireitou-se pronta para interromper aquela cena quando o foi para o inferno pela segunda vez. Rachel virou nos braços de Puck e enlaçou seu pescoço. Ele acabou com a distância e tornou aquilo em um beijo muito quente, repleto de segundas intenções. O corpo da loira gelou e em seguida pegou fogo de ódio.

Em vez de fazer desistir da sua ideia, aquele beijo só mostrou quão rápido precisa ser executada. Noah Puckerman e Jesse St. James eram uma ameaça real. E ninguém ficava no caminho de Quinn Fabray.

Um Fabray tem o que quer

Quando a boate tinha esvaziado, Puck sugeriu que todos amigos de coral esticassem a comemoração em seu apartamento. Não largou Rachel um minuto depois da cena na pista de dança.

Todos entraram e se instalaram no apartamento, levemente bêbados.

R: Acho melhor eu ir Noah [Se remexeu desconfortável]

A: Onde você mora? [Perguntou curioso]

R: No apartamento da frente. [Respondeu seca]

Aquela informação não era nova para Quinn que tinha puxado a ficha completa da morena. Porém, ao analisar novamente os fatos era preocupante até demais. Muito perto do Puckerman para sua paz de espirito.

Q: Fique mais um pouco Rach. Converse conosco [pediu com charme]

A reação da morena foi hilária. Se engasgou com a bebida e os olhos pareciam saltar de órbita. Não conseguia acreditar no que tinha ouvido. Lucy Quinn Fabray tinha lhe dirigido a palavra? E não era uma ofensa? Ainda em choque confirmou com aceno leve.

S: Ótimo, Berry [Olhou para a morena de um jeito estranho] Agora responda as nossas perguntas. [Se sentou no chão da sala]

R: Mas o que...

K: Você a única de nós que não manteve contato. Não sabemos nada sobre você. Só que lemos na internet, vemos na televisão [Interrompeu bruscamente] Rachel Berry: A grande aposta da Broadway [Seguiu o exemplo da latina. Sentou no chão e todos os outros fizeram o mesmo]

R: E por que vocês não cuidam da própria vida em vez querer saber sobre a minha? [Questionou ácida]

Depois um período de silêncio por causa do constrangimento, a gargalhada estrondosa de Jesse ecoou. Murmurou algo como “Minha pupila” e ria ainda mais. Agora era oficial, Rachel Barbra Berry de Lima não existia mais. Não era mais doce, entusiasmada ou queria ser amiga de todos. Ou talvez, só talvez, essa atitude tinha a ver com o Kurt se atrever a falar que ela não manteve contato. Justo ele! Os dois eram melhores amigos antes. As mesmas ambições, mesmos desejos. Até que Rachel entrou em NYADA e Kurt não. Consumido pela inveja e sentimento de fracasso, brigou com a morena dizendo que ela não merecia essa vaga. O garoto quebrou os laços de amizade e seguiu para a NYU, onde estudava moda.

F: Poxa, Rachel. [disse magoado] Só estamos curiosos e felizes por você [disse baixo]

N: É, princesa [deu um beijo no pescoço dela] Só algumas dúvidas, você sabe. [Recebeu um olhar cortante] O que? Assim você treina para a próxima entrevista no show da Ellen. [Piscou maroto]

Todos estavam muito surpresos e começaram a fazer perguntas ao mesmo tempo. Aquilo era um pouco assustador para a diva, mas tentava ser educada e atenciosa com todos. No fundo, estava saltitante com toda agitação. Foi o que sempre quis ser o centro dela por causa de talento. Mas seus olhos se encontraram os olhos felinos de Quinn. Ainda estava desconfiada e confusa pelo momento anterior, mas ela estava ali... Comendo com os olhos de cor desconhecida, um arrepio passou por sua nuca. Era sempre assim. O olhar que antes era frio demais para ela agora quente como inferno.

Tão linda, tão quente, tão gostosa, tão... Perigosa.

E como se tivesse lido seus pensamentos um sorriso predador brotou nos lábios rosados. Piscou com um olho para ela. Rachel desviou o olhar e pode sentir o rosto esquentar. Parecia tudo tão atrativo. Desde o visual a postura dela. É, Quinn havia dado o primeiro passo daquela noite.

1º passo: Atrair a presa

Sam: Eu! [ergueu os braços] Eu tenho uma pergunta. [Embriagado, fazendo todos rirem]

R: Pode fazer Samuel [disse sem tirar os olhos da loira]

Sam: Eu sempre quis saber por que você tinha dois guarda-roupas no seu quarto em lima. [Franziu o cenho para olhares confusos] Quando nós estávamos ficando, eu notei... [Foi interrompido por risada]

Berry estava rindo e olhava divertida para Sam. Num ato semelhante ao uma adolescente que vê o desenho animado favorito da sua infância e pensa: “Cara, não acredito que gostava disso”. Todos os velhos colegas reconheceram isso e não evitaram o riso. O homem loiro fechou a caro e cruzou os braços.

R: Me desculpe [Riu de novo] Continue por favor

Sam: Eu sempre notei que você usava um estilo de roupa diferente quando estava em casa ou quando saia comigo. [concluiu curioso]

F: É verdade, pensado bem... Usava quando estava comigo também.

Quinn parou toda sua tática de sedução para ouvir aquilo, sempre tinha notado aquilo e já tinha perguntado a ex que desconversou rapidamente, então deixou pra lá.

R: Muito observadores vocês dois. [disse sem graça] Como vou explicar isso? [mordeu os lábios, nervosa]

Aquele assunto era claramente um incômodo para ela. Ficou ainda mais desconfortável ao ver que a palavra era toda dela e atenção também.

R: Eu tinha porque... Logo quando eu cheguei no Mckinley eu fui alvo das líderes de torcida. De todo o bullying. Os apelidos, as raspadinhas, os desenhos, as piadas [Olhou brevemente para a Trindade profana] Então o pensei que a solução era realmente era mudar meu jeito de vestir. Fazer tudo o que elas sugerindo [Gesticulava angustiada] Eu tentei “esconder meu corpo” [disse envergonhada]

Todos estavam abismados com aquela confissão, ninguém poderia imaginar as consequências de suas “brincadeiras”. Foi inevitável as ex-líderes de torcida não se olharem pasmas. Lamentavam muito tudo o que fizeram, de verdade. Se arrependimento matasse...

Eu vou consertar tudo meu amor, eu prometo. Eu só preciso de uma chance

Nenhuma delas olhava para a judia. O peso da vergonha não permitia. Um silêncio se instalou no recinto. Todos resolveram beber ainda mais depois dessa história, até que Finn resolveu quebra-lo:

F: Esconder seu corpo? [Pergunto divertido] Rach, suas saias nunca esconderam nada. Muito curtas! Todo mundo olhava para suas pernas [Olhou para a diva ainda deslumbrado com a sua beleza]

Rachel sorriu para o elogio meio torto do ex-namorado. Apesar de não ter dado certo entre eles, tinha muito carinho por ele. Era um bom rapaz e tinha certeza que agora era um grande homem. Mas a observação do professor recém-formado tinha despertado o monstrinho dos olhos verdes. Sua máscara poderia ser impassível, mas tinha alguém ali podia ler seu semblante a quilômetros de distância. A atriz engoliu seco. Ainda era um mistério o poder que Quinn exercia sobre ela. Sabia que a amava e sabia que era muito mesmo o magnetismo era algo que só Deus sabia explicar.

O clima ruim já dispersado eles não tinham noção do horário mas sabiam que o amanhecer não estava longe. Rachel tinha exagerado na quantidade de bebida, estava se sentindo leve e feliz. Talvez rever os companheiros de coral não fosse tão ruim assim. Já a Fabray não havia passado de um copo, tinha que estar sóbria para o passo seguinte. Deu um sinal para Artie, que entendeu perfeitamente errado. Na sua cabeça ele tinha que juntar as duas mulheres. Sua amiga estava mais que interessada na outra.

A: Então Rachel [Chamou atenção] Qual é seu tipo de mulher? [Olhou para Quinn e piscou com os dois olhos]

Porra... Quanta discrição.

Rachel não havia ficado assustada com a pergunta, só não esperava que eles fossem tão diretos com o assunto. TODA Manhattan sabia da orientação sexual dela. Fez questão de não se esconder, não sentia vergonha nenhuma disso. Era mais fácil entrar na carreira de atriz com isso revelado do que negar e assumir depois. Não queria essa última vida, não seria ela mesma.

F: Esperava... [se pronunciou] Rachel gosta de mulher? [Perguntou atônito]

R: Sim, Finn [Disse suave] Na verdade, eu acredito que sexualidade é algo fluido. Acho que você se atrai, gosta, se apaixona, ama pessoas. E não necessariamente um gênero. [Concluiu o raciocínio] E respondendo sua pergunta, Artie [morde os lábios, pensativa] Eu diria que ruivas [olhou brevemente para Britt e depois para Quinn]

A loira mais baixa detectou a mentira na hora, no entanto os outros caíram nela. Se arriscaria a dizer que sua futura esposa gostava era de loiras.

Alguns dos jovens já tinha ido embora quando Rachel resolveu recolher as inúmeras garrafas de bebidas espalhadas pelo apartamento e levou para a cozinha. Era a oportunidade que Quinn tanto esperou.

2º passo: Se aproximar

A tática de Artie foi terrível, mas nada que Quinn não pudesse tirar proveito. Andou até a cozinha e encostou o vão da porta comtemplando à beldade a sua frente. Morena estava de costas pra ela. As pernas apetitosas, a bunda redondamente perfeita. Salivou.

R: Vai ficar olhando por muito tempo Fabray? [Questionou despreocupada]

Ficou espantada com a capacidade dela de percepção

Q: Só estava aqui pensando [disse fingida]

R: [Fechou a torneira da pia e virou-se] Pensando em quê? Ou que isso não te haver comigo? [Encostou no balcão e cruzou os braços]

Q: Em como você se tornou mentirosa. Ruivas, sério? [Zombou]

R: Cale a boca [Revirou os olhos] Você não sabe de nada [Seu tom era raivoso]

Q: [Se aproximou] Nós duas sabemos que você está mentido, baby [disse olhando fixamente nos olhos “castanhamente” apaixonantes]

Tinha usado o famoso truque: O efeito Quinn Fabray. As pessoas tinham a tendência de ficar fascinadas com seus os olhos enigmáticos a ponto de não se moverem, não retrucarem, ficar apenas admirando. E claro, a diva era mais afetada. Quando saiu do transe, já estava presa entre o corpo da loira e o balcão.

R: O que pensa que está fazendo? [Colocou as mãos sobre os ombros dela, tentando empurrá-la]

Q: [Colocou uma de cada lado do corpo da outra] Provando meu ponto

R: Pare com isso [tentou afastar em vão]

3º passo: Atacar

Escondeu o rosto entre o cabelo e o pescoço de Rachel. A melhor fragrância para ela. Deu beijo molhado na pele gostosa. E não esperava ser preenchida por uma enorme satisfação só por os pelinhos dela se arrepiarem. Seguiu com os lábios roçando na pele bronzeada em direção à boca carnuda. Passou pela orelha, bochecha e queixo. Tentou colar os lábios, mas a morena foi mais rápida. Colocou as mãos com delicadeza da boca de Quinn e negou com a cabeça.

Q: Deixe-me beijá-la [disse sussurrando] Só mais uma vez [Pediu com sobre os seus lábios]

R: Por que está fazendo isso Quinn? [Perguntou no mesmo tom] O que ganha com isso? [interrogou desconfiada]

Q: [Suspirou e se afastou um pouco] Pode deixar de ser paranoica? [Revirou os olhos] Eu sei que tenho histórico, ok? [continuou antes de interrompida] Mas é uma festa, Rachel. Eu pensei que podíamos nos divertir juntas. Sabe, em nome das velhas festas do Puckzilla [Sorriu sugestiva]

Ao ouvir aquilo, Rachel gargalhou. Era inevitável lembrar. No penúltimo do ensino médio, quando tinham um romance secreto e se amavam incondicionalmente. Poucas pessoas sabiam da verdade. Santana, Brittany, Puck e Kurt. Durante umas das festas dadas pelo garoto moicano, elas depistaram os colegas e subiram para ficarem sozinhas. A tentação falou mais alto e acabaram fazendo o amor no quarto do rapaz. E no fim, acabaram sendo flagradas pelo mesmo. O episódio se repetiu mais duas vezes.

R: Ok [tentou parar de rir] Era quase uma tradição.

Quinn concordou rindo leve e Rachel se permitiu a olhar encantada. Sabia que tinha sair dali o mais rápido possível. Se conhecia o suficiente para saber que estava bêbada, apesar de não aparentar, e não uma coisa boa. Ela era do tipo “bêbada reveladora tarada”. Apertou as mão com força do balcão, tentando não querer aqueles lábios rosados. Mordeu os próprios, se contendo.

Q: [Voltou a juntar seus corpos] Pare de morder o lábio ou eu vou fazer isso pra você.

As palavras entraram nos ouvidos de Rachel, mas não fizeram conexão no seu cérebro. A única coisa que fazia sentido agora era os lábios mais deliciosos que ela tinha provado se movendo em câmera lenta.

Acabou com a distância entre os lábios e a língua da loira invadiu a sua boca, explorando cada canto. Foi um beijo quente e violento. As duas disputavam pelo domínio. A mão direita de Rachel vagou para baixo agarrando a cintura perfeita, enquanto a esquerda subiu e segura a nuca alva. A fotografa mordeu sensualmente o lábio inferior da diva para em seguida puxá-lo devagar com os dentes. Rachel soltou um gemido com aquilo. Levou as mãos as pernas da morena e a suspendeu, colocando-a sentada no balcão.

R: Você me deixa louca [Pressionou os lábios levemente]

Q: Deixo? [Retomou os lábios novamente]

R: Deixa, sempre deixou [confessou]

Os narizes se encontraram em uma carícia leve. Quinn abriu a boca e deixou que a língua passasse lentamente para Rachel que prontamente a recebeu e chupou suave.

Estava melhor do que imaginava, pois Rachel bêbeda era sem inibições. Não seria rejeitada naquela noite como tanto temia. Só era avançar para o próximo passo.

Q: A culpa é sua [disse ofegante] Você me provocou demais hoje [Salpicou beijos no pescoço] A roupa, a sua atitude e a mordida nos lábios. [Chupou o ponto de pulso]

R: Oh Deus... [Arfou] Eu não resisto a você, nunca resisti [disse sem veto]

Era evidente que Rachel estava fora de si, ela nunca admitiria isso em voz e nem em pensamentos. Fabray mergulhou as mãos nas coxas nuas, alisando gostosamente.

4º passo: Levar para a minha casa

As mãos estavam sincronizadas, gemou forte entraram dentro da saia da morena. Aquilo era incrível. Sentir a pele quente com os dedos. Cravou as unhas ali.

R: [Gemeu algo incompreensível] Eu te desejo tanto, Quinn

E o par de mãos adentrou ainda mais e pode sentir o calor que emanava da intimidade. Mordeu forte o pescoço.

Q: Vamos sair daqui então [Se afastou] Antes que eu cometa um atentado ao pudor.

Rachel parecia estar indecisa quanto aquilo não que não fosse sua vontade. Era o que mais queria. Estar com Quinn novamente era algo que sempre sonhou e almejou nesses cinco anos. Talvez mais do que a Broadway. Mas talvez não fosse seguro depois da quantidade de bebida que ingeriu. Uma prova isso foi a primeira consideração que fez. Desceu do balcão e ajeitou a roupa.

R: Ok. Só me deixar o Jesse primeiro [Disse saindo da cozinha]

Q: Não! [Elevou um pouco a voz] Quer dizer... [Recebeu um olhar desconfiado] Não precisar fazer isso. Pode mandar uma mensagem depois [Passou a mão pelo braço dela] Eu não consigo tirar minhas mãos de você [disse com charme]

R: [Sorriu com que tinha ouvido] Vamos para o meu apartamento. É o mais perto.

Q: Perto demais. Podemos ser interrompidas. Vamos para o meu [Sugeriu]

Elas saíram de mãos dadas e nada discretas, todos os presentes viram. Foram muitas rápidas e não deixaram tempo para contestação.

~FLASH BACK OFF~

Quinn saiu do banho e pegou a toalha. Ela sentia uma pontada de remorso por se aproveitado da sua noiva, mas estava tão feliz e satisfeita.

Notas finais
Não vai ser ainda dessa vez que eu vou escrever uma cena quente delas. haha Quero agradecer a Danielle Garcia, Someone, Ávila, Setsuna, dresilv, Charlie LionQuinn, Cold Water, Faberry, Isa, Lohanny, clark kent, Tatiana Sofia, dih por favoritarem essa fic. Beijos e até o próximo, que eu acredito seja na sexta. Ingrid