Notas iniciais
Oi amores depois de muito choro de vocês kkkk aqui estou eu de novo haha

Pov : Edward

Assim que o sol nasceu, Edward vestiu seu terno escuro com camisa branca e gravata listra em vários tons de azul. Precisava sair de casa parecendo o mesmo empresário de sempre, não poderia sequer desconfiarem de que algo acontecera com Bella. Queria que a noite chegasse logo para tê-la de volta. A ideia de perdê-la era insuportável. Emmett foi sentado no banco do carona durante todo o trajeto e Gareth estava no banco de trás. Foram um pouco mais de duas horas até assinar os papéis e ter todo o dinheiro contado e arrumado em malas de couro. Quinze milhões em espécie estavam agora em seu poder e em nenhum momento ele pensava naquele desfalque em sua conta bancária. Em pouco tempo somara um saldo de trinta e cinco milhões negativos, mas por sorte, tinha lucros suficientes e ações em várias empresas, além dos vinhedos que lhe davam garantia de não ter nenhum tipo de problema financeiro ou desfalque monetário por conta desses imprevistos. Tudo o que queria era Bella em casa, sã e salva, com seus filhos em perfeito estado.
O sequestrador fizera o contato dizendo que a troca seria feita em uma construção inacabada em Hoboken, Nova Jersey às duas horas da manhã. Edward anotou o endereço com a mão trêmula e apenas conseguiu ouvir a voz de Bella chamando-o quase em um sussurro como garantia de que estava viva. O aperto em seu peito era enorme, não conseguia conter o nervosismo e cada hora que passava se sentia mais tenso e desesperado. Afrouxou o nó da gravata e sentou derrotado no sofá.

– Edward, Tia preparou esse prato para você. É um filé de frango grelhado com molho de espinafre. É leve e acho que você precisa comer. Todos comemos um pouco e você não comeu nada desde que chegou em casa. – Rosalie parou em sua frente segurando o prato – Coma, por favor.
– Eu estou sem apetite, Rose. – olhou para a irmã mostrando as olheiras e os olhos avermelhados.

– Bella ficará bem. Você já tem o dinheiro, logo chegará a hora de resgatá-la. Tudo vai dar certo. Ela e os bebês estarão bem.
– Certo. Vou comer um pouco.

Em silêncio, todos assistiram a luta que ele travava contra a falta de apetite e o estômago enjoado por conta do nervosismo e estresse que estava passando há praticamente vinte e quatro horas. Finalmente chegara uma da manhã. A madrugada estava fria e Edward se sentou no banco da Mercedes sozinho. As maletas estavam no porta-malas e suas mãos suavam. Precisava ver Bella, tocá-la, saber que estava realmente bem. Gareth iria em um carro um pouco atrás, estacionaria em um local seguro onde poderia ver o sequestrador deixando o lugar e pudesse persegui-lo logo sem seguida.
Hoboken era uma cidade no estado de Nova York, bastante populosa que no momento dormia. As ruas estavam praticamente desertas e Edward sentia as mãos cada vez mais suadas enquanto segurava o volante. Tentaria transmitir calma, agiria com tranquilidade e teria Edward em seus braços em poucos minutos. Ele parou o carro na beirada da calçada e desceu do veículo sem pensar em que ponto Gareth ficaria. Abriu o porta-malas e pegou as maletas. A construção era bastante rústica e as paredes de concreto transmitiam a frieza do local. Estava com alguns jornais rasgados no chão, o que significava que provavelmente mendigos aproveitavam o local para se abrigar. Edward entrou vendo a pouca iluminação do local. Como não havia janelas, as luzes da rua refletiam dentro deixando tudo um pouco iluminado, mas ele reprimia o medo que sentia por Bella no momento. Chegou em um salão aberto e mais iluminado, com paredes quebradas que facilitavam a entrada da luz. No fundo do local, estava Bella sentada em uma cadeira e amarrada nos tornozelos e nas mãos. Os cabelos tão bonitos agora eram apenas uma cascata lisa e um pouco bagunçada.

Edward sentiu um aperto tão grande que não conseguira reagir ao vê-la naquela situação.

– Cullen, que bom. Bastante pontual. – disse o sequestrador empunhando uma pistola – Vamos resolver logo esse impasse. Quero que coloque as maletas perto daquele buraco. – apontou para um enorme buraco na parede do lado direito – Vou soltar sua esposa e carregá-la comigo até o meio do salão. Quero que volte para onde está. Vou soltá-la e pegar as maletas e dar o fora daqui. Mostre o dinheiro. – Edward abriu as maletas e voltou a fechá-las – Ótimo. Agora vá, acelere o processo.

Sem dizer nada, ele apenas colocou as maletas no local indicado sentindo o suor brotando em sua testa. Bella era o mais importante, não queria fazer nada que pudesse por a vida dela em risco. Voltou para seu lugar e viu o homem desamarrar sua esposa e carregá-la segurando seu braço até o meio do salão. Bella praticamente cambaleava. Suas roupas pareciam sujas e amassadas, seu cabelo despenteado e a maquiagem inexistente, mas ainda sim era a visão que mais o agradava. Ela estava viva, caminhando e apenas poucos metros os separavam.
O homem soltou-a empurrando-a na direção do marido, correndo até as maletas e saiu apressado pelo buraco sumindo na escuridão da noite. Bella foi até ele, cambaleando e Edward se adiantou para abraçá-la com a força que lhe era permitida por conta da barriga já arredondada da esposa. As lágrimas brotaram nos olhos de Bella de maneira instantânea molhando a camisa branca dele, os dedos a agarravam pelas costas com tanta força que Edward se espantou com o fato dela ainda ter energia suficiente para aquilo.

Pov : Bella

Nenhum dos dois disse nada. Bella passara o pior dia de sua vida, a todo momento com medo de que pudesse morrer e algo de ruim acontecesse com seus filhos. Não podia se imaginar longe de Edward, fora o momento em que percebera que estava irremediavelmente apaixonada por ele. Apesar do jeito controlador, grosso e manipulador, aquele era o homem que lhe dera dois filhos e que amava de maneira tão intensa que sua vontade de voltar para casa se resumia no que estava fazendo agora. Abraçá-lo forte, sentir o calor do seu corpo e a rigidez dos seus músculos.

– Edward... – ela disse baixinho entre alguns soluços de desabafo – Tive tanto medo...
– Eu prometo que nada vai acontecer a você novamente. – ele disse com o nariz grudado em sua cabeça – Nada. – repetiu.
– Não fica longe de mim, por favor.

O pedido veio acompanhado de uma nova crise de choro de medo e ao mesmo tempo, alívio. Bella estava tão apavorada que nem mesmo se dera conta de que Edward a chamara de “meu amor” e ele também não havia percebido o que falara no dia anterior quando ouvira a voz dela ao telefone. Nenhuma diferença entre eles, nenhum contrato e nenhuma briga era capaz de tornar aquele momento menos importante e especial. Edward afagou-lhe as costas e em seguida pegou-a no colo colocando-a no banco do carona. Bella abraçou a própria barriga e chorou baixinho durante o todo o trajeto e apesar do emocional dela estar abalado, se sentia aliviada de estar ali com ele. Era o único lugar onde se sentia protegida.

A mansão ainda era a mesma, o jardim ainda era o mesmo e ela ficava espantada com o fato e que um dia longe daquele lugar fazia com que parecesse que tinha ficado anos fora. As horas se arrastaram naquele cativeiro sobre a pressão da palavra do sequestrador que todo o tempo a ameaçava dizendo que seu marido não poderia falhar, senão ele a mataria e depois faria o mesmo com ele. Nunca sentira um medo tão grande.

Pov: Edward

– Bella, meu Deus! – Esme foi a primeira a exclamar quando viu o filho entrando na sala de estar com a esposa nos braços – Você está bem querida?
– Sim. – disse baixinho com a cabeça recostada no peitoral do marido.
– Tia vai lhe preparar um lanche, precisa comer algo.
– Ela vai se alimentar, mãe. – Edward disse olhando para a matriarca – Peça para Tia trazer o lanche para o quarto, vou dar um banho em Bella.

Rosalie, Charlie e Carlisle deram graças a Deus e lançaram olhares de solidariedade a Bella que os recebeu de bom grado. Apesar de apreciar toda a preocupação, vendo que até mesmo Emmett estava na sala de estar, a única pessoa de quem precisava no momento era Edward. Ele a levou até o quarto e foi direto para o banheiro, também precisava de um banho e faria isso juntamente com Bella. Colocou-a no chão devagar e retirou sua roupa com cuidado. Ela estava fraca e ele precisava de calma. Logo em seguida também retirou toda sua roupa e foi para debaixo do chuveiro quente. Bella soltou um gemidinho de alívio por sentir a água em seu corpo e abraçou o marido apoiando a cabeça em seu peitoral.

Edward passou o sabonete pelo corpo dela devagar, lavou-lhe os cabelos e os enxaguou com cuidado. Bella estava adorando aquele carinho e atenção, fazia com que tudo o que vivera de ruim fosse embora pelo ralo junto com a água. Edward lavou o corpo rápido e fechou o chuveiro. Pegou uma toalha e envolveu o corpo da esposa beijando sua testa em seguida. Ele a secou, vestiu-a com o roupão macio e carregou-a até a cama, deixando-a deitada. Rapidamente voltou para o banheiro, secou o corpo e também vestiu seu roupão.
Bella estava deitada na cama encolhida com uma das mãos sobre a barriga. Ele se sentou e passou os dedos em sua bochecha. Tivera tanto medo de perdê-la, jamais a deixaria correr tanto perigo novamente.

– Bella, amanhã iremos ao médico. Preciso saber se está tudo bem com você e com os bebês. Por hora quero que coma e descanse. – ele disse com a voz baixa e bem suave.
– Durma comigo, Edward. – pediu baixinho e ele assentiu com a cabeça.

Ouviram batidas na porta e Edward liberou a entrada. Tia trazia uma bandeja com um copo de suco de laranja e um sanduíche de atum com cenoura que era um dos preferidos de Bella. Ela deixou a bandeja sobre o criado-mudo logo após afastar um pouco o abajur e olhou para a patroa.

– Fico feliz que esteja bem Sra. Cullen. Eu rezei muito para dar tudo certo.
– Obrigada, Tia.

A governanta deixou-os a sós e Edward ajudou Bella a se sentar e se recostar em um travesseiro. Ela comeu metade do sanduíche e bebeu alguns goles do suco. Edward deixou tudo sobre a bandeja e se deitou com ela abraçando-a e deixando que Bella apoiasse a cabeça em seu peitoral. Ambos estavam exaustos e aliviados em estar ali, portanto pegaram no sono rapidamente sentindo o calor do corpo um do outro.

Pov: Bella

A claridade que entrava pela fresta da janela com os raios de sol cortando o quarto fizeram com que Bella acordasse. Gemeu sentindo um pouco de dor nas costas quando se espreguiçou e percebeu que estava em seu quarto, o quarto que dividia com Edward. Aquele pesadelo realmente havia acabado. Sentiu o lado da cama vazio, mas o lençol amarrotado era a indicação de que Edward dormira ali ao seu lado. Virou-se um pouco e suspirou se sentindo realmente em casa. Lembrou-se de quando aquele lugar lhe parecia desconhecido, mas agora já se acostumara àquela mansão. Lembrou-se de quando Edward lhe disse que pretendia comprar uma nova mansão, que foi motivo de briga, mas agora ela pensava melhor no assunto e se mudar dali não lhe era totalmente absurdo.
Sentou-se na cama e colocou a mão sobre a barriga arredondada. Acariciou-a pensando se Edward realmente ia querer a guarda deles, deixando-a longe dos bebês. Precisavam conversar sobre aquele assunto, não era algo que deixaria para resolver quando o contrato tivesse finalmente terminado. Aquela era uma situação na qual não gostava de pensar. Sentia-se segura com Edward, queria estar ao lado dele e sabia que cometera um erro ao se apaixonar.
A noite que passara longe do marido a fizera perceber que o amava. Respirou fundo e se lembrou dos momentos de terror, do medo de não sobreviver e de nunca mais ver Edward. Será que seu sequestrador seria detido? O que aconteceria com ela de agora em diante? Estava com medo de sair sozinha, queria proteger a si mesma e aos filhos. A porta se abriu distraindo-a e viu Edward entrando vestido com uma calça de abrigo cinza pendendo em sua cintura e o peitoral nu onde recostara sua cabeça na noite anterior e se sentiu protegida. Ele estava com os cabelos molhados e a barba por fazer o deixava extremamente sexy.

– Bom dia. – ele disse se aproximando com uma bandeja nas mãos – Como está se sentindo?
– Com um pouco de dor nas costas. – viu-o se sentar na beirada da cama e apoiar a bandeja sobre o colchão.
– Eu vou te levar ao médico, mas antes você precisa se alimentar. Tia preparou um café da manhã delicioso para você.
– Você já comeu?
– Sim. Estou acordado faz algum tempo.
– Que horas são?
– Um pouco mais de meio-dia. – tocou-lhe o rosto – Você precisava descansar.
– Não sabia que tinha dormido tanto assim. – colocou a mão sobre a dele – Obrigada.
– Pelo quê? – passou levemente o polegar sobre a bochecha dela.
– Por ter me tirado de lá. Por pagar uma quantia tão alta por mim. – olhou para baixo – Eu nunca poderei agradecer o suficiente por ter salvado a minha vida.
– Bella, eu faria até mesmo o impossível para te tirar de lá. – segurou-lhe o queixo e fez com que ela o olhasse – Não precisa me agradecer. – olhou para a bandeja – Agora coma, logo vamos sair para a clínica e quero que esteja bem alimentada.

Ela não disse nada, apenas bebeu alguns goles do suco e comeu pouco mais da metade da panqueca com geleia de amora. Edward ficou satisfeito pelo que a esposa comera e desceu para colocar a bandeja na cozinha. Bella tomou um banho devagar e se vestiu com uma calça de pano roxa e um suéter da cor marfim. Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo, fez uma maquiagem leve e calçou uma sapatilha preta. Desceu junto com o marido que já havia se arrumado com uma calça jeans e um suéter azul marinho.

– Bom dia, Sra. Cullen. Como está? – Tia perguntou enquanto trocava as flores do vaso na sala de estar.
– Estou melhor, obrigada por se preocupar, Tia. – respondeu de braços dados com o marido.
– Rezei muito pela senhora.
– Obrigada de coração. – sorriu para a governanta.
– Tia, eu vou levá-la à clínica para alguns exames. Se minha mãe ligar diga que Bella está se sentindo bem.
– Sim, Sr. Cullen.

Bella passou toda a tarde na clínica fazendo exames e por sorte nada de grave havia acontecido com os bebês. Só era necessário evitar mais estresse e repousar algumas horas por dia. Ela ficou aliviada em saber que a saúde de seus filhos estava ótima e voltou recostada no banco de couro do carro alisando a barriga agradecendo mentalmente a Deus por ter lhe protegido e lhe dado força para cuidar de seus bebês. Edward a levou direto para o quarto e Bella caminhou até a varanda para aproveitar o sol da tarde. Olhou para o horizonte vendo o céu rosado.

– Precisamos conversar, Bella. – Edward chegou por trás dela e colocou as mãos sobre seus ombros massageando-os – Eu fiquei muito preocupado com você.
– Eu posso imaginar. – fechou os olhos – Eu só queria voltar para casa, eu senti tanto medo.
– Não vai acontecer novamente. Eu prometo.
– Pegaram o homem que me sequestrou?
– Sim. – passou a mão por seus braços – O delegado Gareth foi comigo até o local do resgate e seguiu cautelosamente o criminoso. Ele tentava fugir da cidade e foi pego na Palisade Avenue perto do Washington Park.
– Graças a Deus. – virou-se de frente para ele – Lembra quando você me falou sobre a mansão que queria comprar?
– Bella, não quero brigar novamente por conta desse assunto. Vamos esquecê-lo.

– Não, Edward. – colocou as duas mãos sobre o peitoral dele sentindo o tecido grosso do suéter – Eu quero me mudar para lá.
– Sério? – olhou-a espantado – Você tem certeza?
– Sim. – balançou a cabeça em afirmação – Eu não quero mais ficar no centro de Nova York, quero um lugar mais calmo para viver, um lugar que pareça mais seguro. – ficou fazendo um desenho imaginário no peitoral dele – Você ainda quer aquela casa?
– Sim, Bella. Eu quero aquela casa, acho que o lugar é ideal. Assim que você se sentir melhor, marco uma hora com a corretora. – alisou o rosto dela — Tenho algo para lhe dizer.
– O quê? – perguntou curiosa.
– Não quero que ande sozinha. Terá um segurança com você, certo? – disse sério mostrando que não mudaria de opinião.
– Entendi. – apoiou a testa no peitoral dele e fechou os olhos – Eu também não quero andar sozinha por um bom tempo.
– Ótimo! – beijou-lhe o alto da cabeça – Agora venha, você precisa repousar.

Estava adorando aquele novo Edward, carinho e preocupado, só não sabia até quando aquilo iria durar. Ela preferiu não falar sobre a guarda dos bebês naquele momento, o melhor mesmo era descansar e aproveitar que estava tudo bem para poder dormir e relaxar o corpo.

Notas finais
O que vocês acharam em me digam chegou até aqui comentem e favoritem amouuuu então recomendem bjos ♥